Calculadora de Secção de Cabo Eléctrico (mm²)
Determina a secção mínima do cabo eléctrico em mm² a partir da potência, comprimento e queda de tensão para circuitos domésticos e industriais.
Dimensionar correctamente a secção de um cabo eléctrico é essencial para qualquer instalação eléctrica em Angola. Uma secção subdimensionada aquece em excesso durante o funcionamento, danificando o isolamento e criando risco de incêndio, enquanto uma secção sobredimensionada representa custo material desnecessário. Esta calculadora determina a secção mínima em mm² aplicando os dois critérios cumulativos que as normas internacionais IEC 60364 exigem: a capacidade de condução de corrente e a queda de tensão máxima admissível. Para um exemplo prático, um circuito monofásico de 2,2 kW com comprimento de 20 metros e queda de tensão máxima de 5% requer uma secção de aproximadamente 4 mm² em isolamento PVC. O cabo instalado final tem de satisfazer ambos os critérios em simultâneo, garantindo segurança e eficiência na rede eléctrica.
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1,0 para cargas resistivas (aquecedores) · 0,85 a 0,92 para motores e ar condicionado
Distância total do quadro eléctrico até ao equipamento ou tomada
Secção recomendada
Por corrente: 1.5 mm² · Por queda de tensão: 1.5 mm²
- Corrente de projecto
- 9,2 A
- Mínimo por corrente (método B2)
- 1.5 mm²
- Mínimo por queda de tensão
- 1.5 mm²
- Queda de tensão efectiva
- 1,42 %
- Disjuntor recomendado
- 10 A
Como funciona
Fórmula
Como funciona o cálculo
Como calcular a secção de um cabo eléctrico em mm²
Dimensionar correctamente a secção de um cabo eléctrico é uma das tarefas fundamentais de qualquer instalação eléctrica. Uma secção subdimensionada aquece em excesso durante o serviço, degrada o isolamento e constitui risco de incêndio; uma secção sobredimensionada representa custo material desnecessário. Em Angola, as instalações eléctricas de baixa tensão devem cumprir as normas internacionais IEC 60364-5-52 e os regulamentos locais aplicáveis. Estas definem dois critérios cumulativos que determinam a secção mínima: a capacidade de condução de corrente e a queda de tensão máxima admissível. O cabo instalado tem de satisfazer os dois critérios em simultâneo.
Critério 1: capacidade de condução de corrente
O primeiro critério é o mais directo: o cabo deve conduzir a corrente de projecto sem que a temperatura do condutor exceda o limite de segurança do isolamento. Para cabos com isolamento em PVC instalados em tubo embebido em parede de betão ou alvenaria (método B2 da IEC 60364-5-52), a temperatura máxima admissível é de 70 °C em regime permanente.
A corrente de projecto (Ib) calcula-se a partir da potência activa e do tipo de alimentação. Num circuito monofásico com tensão nominal de 220 V, a fórmula é Ib = P / (V × cos φ). Num circuito trifásico com 380 V, a fórmula é Ib = P / (√3 × V × cos φ), onde a raiz de três reflecte a distribuição de carga entre as três fases.
Com Ib calculado, consulta-se a tabela de capacidades de condução por secção normalizada, para o método B2, isolamento PVC e condutor de cobre. Os valores de referência para circuitos monofásicos são: 1,5 mm² suporta 15,5 A; 2,5 mm² suporta 21 A; 4 mm² suporta 27 A; 6 mm² suporta 34 A; 10 mm² suporta 46 A; 16 mm² suporta 62 A; 25 mm² suporta 80 A; 35 mm² suporta 99 A. Para circuitos trifásicos, os valores são ligeiramente inferiores devido ao aquecimento mútuo entre os três condutores activos. Selecciona-se a primeira secção normalizada cujo valor de Iz seja igual ou superior a Ib.
Critério 2: queda de tensão máxima
O segundo critério limita a perda de tensão ao longo do condutor. A resistência eléctrica do cabo provoca uma queda de tensão proporcional ao comprimento e à corrente. Em circuitos longos, uma queda excessiva reduz a tensão nos terminais do equipamento, afectando o seu funcionamento, a qualidade da iluminação e a vida útil dos motores.
As normas internacionais estabelecem os limites máximos: 3% para circuitos de iluminação (mais sensíveis a variações de tensão) e 5% para tomadas e outros circuitos de força motriz. A secção mínima para respeitar a queda de tensão calcula-se por S_vd = (k × ρ × L × Ib) / ΔU_max, onde k = 2 para circuitos monofásicos (o condutor percorre a distância na ida e na volta) ou √3 para trifásicos. A resistividade do cobre é ρ = 1/56 Ω·mm²/m a 20 °C. L é o comprimento do cabo em metros e ΔU_max é a queda de tensão máxima em volt (por exemplo, 5% de 220 V = 11 V). O resultado é um valor contínuo; arredonda-se para a secção normalizada imediatamente superior.
Secção final e disjuntor de protecção
A secção instalada é sempre a maior entre a exigida pelo critério de corrente e a exigida pelo critério de queda de tensão. Em circuitos curtos (tipicamente menos de 15 m), o critério de corrente domina. À medida que o comprimento aumenta, o critério de queda de tensão passa a ser o factor mais restritivo e impõe secções progressivamente maiores para o mesmo valor de corrente de projecto.
O disjuntor (interruptor magnetotérmico) colocado a montante do circuito deve ter uma corrente nominal igual ou superior a Ib mas nunca superior à capacidade de condução Iz do cabo escolhido. Esta calculadora sugere o valor normalizado mais baixo que satisfaz Ib, da série EN 60898-1: 6, 10, 16, 20, 25, 32, 40, 50, 63, 80 e 100 A. Em instalações com protecção diferencial, o disjuntor e o IDR são seleccionados de forma coordenada pelo instalador.
Método de instalação B2 e outros cenários
Esta calculadora utiliza o método B2 da IEC 60364-5-52, que corresponde a cabo em tubo embebido em parede ou teto de betão ou alvenaria, a uma temperatura ambiente de 30 °C. É o método de instalação mais comum em habitações em Angola. Para outros métodos de instalação (cabo enterrado em tubo, cabo ao ar livre, calha de cabos sem tampa), os valores de capacidade de condução são diferentes e é necessário aplicar os factores de correcção da norma. O electricista responsável pelo projecto aplica esses factores conforme o traçado real da instalação.
Quando recorrer a um profissional
Esta calculadora destina-se a estimativas orientativas e a verificações de primeira abordagem. O projecto definitivo de uma instalação eléctrica deve ser elaborado e assinado por um técnico responsável habilitado. Em Angola, instalações novas e remodelações que alterem a instalação existente de forma significativa requerem aprovação técnica pelas autoridades competentes. A conformidade com as normas internacionais IEC 60364 e os regulamentos locais é responsabilidade do projectista e do instalador certificado.
Perguntas frequentes
Que secção de cabo usar para um circuito de tomadas doméstico em Angola?
Para um circuito de tomadas de uso geral com comprimento até 20 m e protegido por disjuntor de 16 A, a secção mínima pela corrente é de 2,5 mm² com isolamento PVC (Iz = 21 A, método B2). Para comprimentos superiores ou cargas mais elevadas, o critério de queda de tensão pode impor 4 mm². Recomenda-se consultar um electricista para verificar o traçado e os factores de correcção aplicáveis.
Qual a diferença entre o dimensionamento monofásico e trifásico?
Num circuito monofásico, a corrente circula num único par de condutores (fase e neutro), pelo que o factor de comprimento é duplicado no cálculo da queda de tensão. Num circuito trifásico equilibrado, as três fases repartem a carga e o factor de comprimento é √3. Para a mesma potência e comprimento, um cabo trifásico exige uma secção por fase inferior à do equivalente monofásico, precisamente porque cada condutor transporta apenas um terço da potência total.
O que é o método B2 e quando se aplica?
O método B2 da norma IEC 60364-5-52 descreve a instalação de cabos em tubo embebido em parede ou teto de betão ou alvenaria, a uma temperatura ambiente de 30 °C. É o método de instalação mais comum em habitações em Angola para circuitos de iluminação e tomadas. Para outros métodos (cabo enterrado, em calha, ao ar livre), os valores de capacidade de condução são distintos e a calculadora pode subestimar ou sobreestimar a secção necessária.
Porque é que circuitos longos precisam de cabos mais grossos?
A resistência eléctrica de um cabo é proporcional ao seu comprimento e inversamente proporcional à sua secção. Em circuitos longos, mesmo correntes moderadas provocam quedas de tensão significativas. Um cabo de 2,5 mm² com 50 m de comprimento a 16 A monofásico tem uma queda de tensão de cerca de 9%, acima do limite de 5%. Aumentar a secção para 6 mm² reduz essa queda para cerca de 3,7%, dentro do limite. O critério de queda de tensão torna-se assim mais restritivo que o critério de capacidade de corrente.
Posso usar os resultados desta calculadora directamente numa obra em Angola?
Os resultados são uma estimativa orientativa para uma primeira abordagem. O dimensionamento definitivo requer a verificação dos factores de correcção de temperatura ambiente, agrupamento de cabos, método de instalação real e tipo de isolamento. Em Angola, instalações novas e remodelações significativas exigem aprovação técnica de um profissional qualificado. Esta calculadora não substitui esse processo de validação profissional.
Que norma define as secções mínimas dos cabos em Angola?
A referência normativa internacional é a série IEC 60364, que define as normas técnicas para instalações eléctricas de baixa tensão. Os valores de capacidade de condução de corrente por método de instalação constam da IEC 60364-5-52. Em Angola, as instalações devem cumprir os requisitos das normas internacionais aplicáveis e os regulamentos locais em vigor. Recomenda-se verificar os requisitos específicos do projecto com as autoridades competentes.
Como escolher entre a secção exigida pela corrente e a exigida pela queda de tensão?
Sempre que os dois critérios dão resultados diferentes, deve usar-se a secção MAIOR. Por exemplo, se o critério de corrente exige 2,5 mm² mas o critério de queda de tensão exige 4 mm², deve instalar-se 4 mm². Nunca se reduz a secção abaixo do valor exigido por qualquer um dos critérios, pois isso violaria os requisitos de segurança e eficiência técnica definidos pela IEC 60364.
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Pelo RivoCalc · Revisto segundo a metodologia editorial · Actualizado em 21 de junho de 2026
Os resultados desta calculadora são estimativas orientativas para uso em primeira abordagem. O dimensionamento definitivo de instalações eléctricas requer verificação por técnico responsável habilitado e conformidade com as normas internacionais IEC 60364 e os regulamentos locais aplicáveis em Angola. Esta calculadora não substitui o projecto técnico profissional.
