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Calculadora de Custo de um Mês Extra no Prazo do Crédito

Calcula quanto desce a prestação mensal e quanto sobem os juros totais ao acrescentar meses ao prazo do crédito.

Num crédito com 20 anos por cumprir e uma TAN de 10%, acrescentar 12 meses ao prazo reduz a prestação mensal em cerca de 1,5%, mas aumenta o total de juros pagos em cerca de 8% do capital em dívida. Trata-se de um exemplo ilustrativo, calculado com a fórmula desta calculadora e sem comissões nem outros encargos.

Alargar o prazo de um crédito reduz a prestação mensal, mas não reduz a taxa de juro aplicada. A mesma dívida fica distribuída por mais tempo, e é esse tempo adicional que aumenta o total de juros pagos até ao fim do contrato. Quanto mais meses se acrescentam ao prazo restante e quanto maior for o capital ainda em dívida, maior tende a ser a diferença entre a poupança mensal ganha e o custo extra em juros.

Esta calculadora quantifica esse compromisso para o crédito habitação, o crédito pessoal ou o crédito automóvel. Indica-se o capital em dívida, a taxa e o prazo atual, escolhe-se quantos meses extra simular e obtêm-se de imediato a nova prestação, a poupança mensal e o acréscimo de juros até ao fim do contrato. A TAN a introduzir é a que está indicada no contrato.

Um pedido de alargamento depende sempre da aprovação da instituição de crédito. A simulação serve para preparar essa conversa com números concretos, e não para substituir a análise que a instituição faz ao caso.

A ferramenta é útil sobretudo para comparar cenários: quanto desce a prestação por cada mês extra e quanto sobe, em contrapartida, o total de juros até ao fim do crédito. Com estes números à mão, quem tem uma prestação difícil de suportar consegue avaliar se o alívio mensal compensa o custo acumulado, ou se outra solução, como uma amortização parcial, responde melhor à situação.

O resultado actualiza automaticamente.

Montante ainda por pagar no crédito, no momento actual

Soma da taxa de referência (Euribor) com o spread contratado

Anos que faltam para liquidar o crédito, ao ritmo actual

Quantos meses queres somar ao prazo restante

Custo extra em juros

3 453 Kz

Juros adicionais pagos ao longo de todo o contrato por causa dos meses extra

Poupança mensal na prestação

15,32 Kz

Redução da prestação mensal com o prazo alargado

IndicadorPrazo actualPrazo alargado
Prestação mensal
686,19 Kz
670,86 Kz
Total de juros
75 856 Kz
79 309 Kz
Prazo total
25 anos
26a 0m
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Como funciona

1

Introduzir o capital que ainda está em dívida no crédito.

2

Indicar a Taxa Anual Nominal (TAN) aplicada ao contrato.

3

Registar quantos anos faltam para liquidar o crédito, ao ritmo atual.

Fórmula

P = C × [r × (1+r)^n] / [(1+r)^n − 1] | r = TAN / 1200 | n = (prazo_atual × 12) + meses_extra
P — Prestação mensal, montante fixo pago em cada mês segundo o sistema francês
C — Capital em dívida no momento da simulação, sempre um valor positivo (com capital zero, a prestação é zero)
r — Taxa de juro mensal (TAN dividida por 1200). Se r for 0, a fórmula não se aplica diretamente e a prestação reduz-se a C a dividir por n
n — Número total de prestações do novo prazo (prazo atual em meses mais os meses extra), que deve ser pelo menos 1
TAN — Taxa Anual Nominal aplicada ao contrato, correspondente à taxa indexante mais o spread da instituição de crédito
meses_extra — Número de meses acrescentados ao prazo restante do contrato

Como funciona o cálculo

Custo de um Mês Extra no Prazo: o Que Está Realmente em Jogo

Pedir à instituição de crédito para alargar o prazo é uma das formas mais comuns de aliviar o orçamento familiar quando a prestação mensal aperta. Mas o alargamento de prazo não é uma solução sem custo. Distribui a mesma dívida por mais tempo, o que reduz a prestação mas aumenta o total de juros pagos até ao fim do contrato. Esta calculadora isola exatamente esse efeito, mostrando o que se ganha em prestação mensal e o que se paga a mais em juros por cada mês extra acrescentado.

Como a fórmula distribui o capital e os juros

O cálculo assenta no sistema francês de amortização, também chamado tabela Price, em que a prestação é constante durante todo o prazo. A prestação mensal (P) obtém-se a partir do capital em dívida (C), da taxa de juro mensal (r), que resulta de dividir a TAN por 1200, e do número total de prestações do novo prazo (n).

Quando se acrescentam meses ao prazo, o número de prestações aumenta e cada prestação individual desce, porque a mesma dívida passa a ser paga em mais parcelas. O que muda por completo é o total de juros. Como o saldo devedor demora mais tempo a ser amortizado, a instituição recebe juros sobre esse capital durante mais meses. A taxa de juro não muda, mas o período em que ela é aplicada aumenta, e é aí que nasce o custo extra.

Exemplo numérico

Considere-se um crédito com 240 prestações por pagar, um capital em dívida de C e uma TAN de 10%. A taxa mensal é r = 10 / 1200, cerca de 0,00833. Com 240 prestações, cada uma representa cerca de 0,965% do capital em dívida. Ao acrescentar 12 meses, para 252 prestações, cada uma passa a representar cerca de 0,951%, uma redução de cerca de 1,5% no valor mensal.

Em juros, o total pago no primeiro cenário equivale a cerca de 2,316 vezes o capital inicial, e no segundo a cerca de 2,396 vezes. Os juros totais passam assim de cerca de 1,316 vezes o capital para cerca de 1,396 vezes, um acréscimo de cerca de 0,080 vezes o capital em dívida, ou seja, cerca de 8%. O exemplo serve apenas para ilustrar a ordem de grandeza do efeito, que varia com o capital, a taxa e o prazo restante de cada contrato.

Casos-limite da fórmula

A fórmula pressupõe que resta pelo menos uma prestação por pagar e que a taxa é positiva. Fora destes casos, o resultado segue regras simples:

  • Taxa zero (TAN igual a 0): o numerador e o denominador anulam-se, pelo que a fórmula não se aplica diretamente. Sem juros, a prestação reduz-se a C a dividir por n, e o total pago iguala o capital em dívida. Cada mês extra baixa a prestação sem acrescentar qualquer custo em juros.
  • Uma única prestação (n = 1): a fórmula dá P = C × (1 + r), ou seja, o capital em dívida mais um mês de juros. Este caso raramente acontece num crédito real, mas confirma a coerência do cálculo.
  • Capital zero: a prestação é zero, porque não há dívida por amortizar. O capital tem de ser um valor positivo, pois um capital negativo não tem significado neste cálculo.
  • Nenhuma prestação por pagar (n = 0): o denominador anula-se e a divisão deixa de ter solução. O cálculo exige pelo menos uma prestação, o que na prática significa que o crédito já está liquidado.

Alargar o prazo em Angola: o que muda na prática

Alargar o prazo não altera a taxa contratada. O spread e a taxa indexante mantêm-se; o que se altera é apenas o número de prestações. Por isso, a ferramenta é útil sobretudo para comparar cenários: quanto desce a prestação por cada mês extra e quanto sobe, em contrapartida, o total de juros pagos até ao fim do crédito.

Um pedido de alargamento depende da aprovação da instituição de crédito, que costuma analisar a situação financeira atual do cliente antes de alterar as condições do contrato. Convém, por isso, confirmar no próprio contrato se a alteração de prazo é permitida e em que condições.

Vale ainda distinguir o alargamento de prazo de um período de carência de capital. Na carência, paga-se apenas juros durante alguns meses, sem amortizar capital, e o prazo total pode manter-se inalterado. No alargamento, o prazo total do contrato aumenta de facto, e a dívida passa a ser reembolsada ao longo de mais tempo.

Quando usar esta calculadora

A calculadora é útil quando se pretende comparar, com números concretos, o alívio mensal e o custo total de um alargamento. Num crédito habitação contraído em Luanda ou no Lubango, por exemplo, a diferença entre o prazo atual e um prazo alargado pode ser decisiva para perceber se a prestação ainda cabe no orçamento sem pôr em risco a estabilidade financeira do agregado familiar. Também serve para preparar a conversa com a instituição, levando um cenário já calculado e não apenas a intenção de pedir mais tempo.

Quando não usar esta calculadora

A simulação não deve ser a única base de decisão quando a dificuldade é estrutural, isto é, quando a prestação não cabe no rendimento de forma duradoura. Nesses casos, alargar o prazo apenas adia o problema e aumenta o total pago. A calculadora também não substitui a análise de uma proposta concreta: se a instituição cobrar comissões de renegociação, esses valores devem ser somados ao custo aqui estimado.

Erros comuns ao pedir mais meses de prazo

O erro mais frequente é olhar apenas para a redução da prestação mensal sem quantificar o custo total em juros. Uma descida que parece pequena na prestação pode traduzir-se num acréscimo substancial de juros ao longo de vários anos, sobretudo quando o prazo restante já é longo e o capital em dívida ainda é elevado. Para comparar propostas, convém olhar também para a TAEG, que reúne a taxa e os encargos do contrato, e não apenas para o valor da prestação.

Outro erro é assumir que o alargamento de prazo é gratuito. Muitas instituições cobram comissões pela renegociação das condições contratuais, e convém pedir o valor exato antes de decidir. Esta calculadora não inclui esse tipo de encargo: mostra apenas o efeito puro do alargamento sobre a prestação e os juros.

Também é comum não ler o contrato com atenção. Antes de negociar, convém confirmar se a alteração de prazo está prevista, em que condições é aceite e se o novo prazo total cabe na situação concreta do agregado familiar.

Quando consultar um profissional

Decidir entre manter a prestação atual ou pedir um alargamento de prazo depende de fatores que esta calculadora não substitui: a estabilidade do rendimento, a existência de outros créditos em curso e a margem de poupança disponível para eventuais amortizações antecipadas futuras. Um consultor financeiro independente pode ajudar a avaliar se o alargamento é a melhor resposta à dificuldade concreta, ou se existem alternativas mais vantajosas, como a renegociação da taxa ou uma amortização parcial pontual.

Antes de assinar qualquer alteração ao contrato, convém pedir à instituição um mapa de amortização atualizado com o novo prazo, para confirmar que os números coincidem com os desta simulação.

Perguntas frequentes

Alargar o prazo do crédito reduz a taxa de juro?

Não. Alargar o prazo distribui a mesma dívida por mais prestações, mas a taxa de juro contratada, o spread e o indexante mantêm-se exatamente iguais. O que desce é o valor de cada prestação. O que sobe é o número de meses em que se pagam juros sobre o capital em dívida, por isso o total pago à instituição aumenta.

Quanto custa em juros pedir mais alguns meses de prazo ao crédito?

Depende do capital em dívida, da taxa aplicada e do número de meses que ainda restam no contrato. Num exemplo com 20 anos por cumprir e uma TAN de 10%, acrescentar 12 meses aumenta o total de juros em cerca de 8% do capital em dívida. Quanto maior for o capital e quanto mais cedo no contrato se pede o alargamento, maior tende a ser o acréscimo. Introduzir os valores concretos nesta calculadora permite obter a estimativa para o caso específico.

Alargar o prazo é o mesmo que pedir um período de carência de capital?

Não. Na carência de capital, paga-se apenas juros durante alguns meses e o prazo total do contrato pode manter-se inalterado. No alargamento de prazo, o número total de prestações aumenta de facto, e a dívida passa a ser reembolsada ao longo de mais tempo.

Pode pedir-se à instituição para alargar o prazo do crédito habitação a qualquer momento?

Pode fazer-se o pedido a qualquer altura, mas a decisão final cabe sempre à instituição de crédito, que costuma analisar a situação financeira atual do cliente antes de alterar o contrato. Convém confirmar no próprio contrato se a alteração de prazo é permitida, em que condições e se há comissões associadas.

Vale a pena alargar o prazo só para reduzir a prestação mensal?

Depende do motivo. Se a prioridade for aliviar o orçamento mensal num período de dificuldade financeira, o alargamento pode fazer sentido, mesmo com o custo extra em juros. Se o objetivo for apenas pagar menos ao longo da vida do crédito, normalmente compensa mais manter o prazo atual ou fazer amortizações antecipadas parciais.

Quando deve consultar-se um profissional antes de alargar o prazo do crédito?

Sempre que a decisão implique alterar de forma permanente as condições do contrato, convém ouvir a instituição de crédito e um consultor financeiro independente. Esse profissional pode comparar o alargamento de prazo com outras alternativas, como a renegociação da taxa ou uma amortização parcial, e ajudar a perceber qual delas responde melhor a cada situação concreta.

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Esta calculadora fornece uma estimativa para fins informativos e não constitui aconselhamento financeiro. Os valores reais dependem das condições de cada instituição de crédito e da situação de cada pessoa. Para decisões financeiras, convém consultar a instituição de crédito ou um profissional qualificado.