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Calculadora de Potência Contratada Ideal (kW)

Calcule o nível de potência contratada ideal para sua residência em kW. De 1 quarto a 4+, com ou sem carro elétrico, cozinha elétrica e climatização.

Um apartamento de 2 quartos com fogão a gás e sem climatização elétrica precisa tipicamente de 4,4 kW instalados para funcionar sem interrupções — suficiente para geladeira, máquina de lavar, televisão e iluminação em uso simultâneo. A conta de energia no Brasil tem dois componentes distintos: a energia consumida, que varia conforme o consumo real e é medida em kWh, e a demanda de potência, que determina a capacidade máxima de uso simultâneo medida em kW. Essa capacidade é definida pela corrente nominal do disjuntor geral instalado no padrão de entrada da residência. Quando a demanda instantânea supera esse limite, o disjuntor desarma automaticamente e corta o fornecimento até que as cargas sejam reduzidas.

No Brasil, ao contrário de países com faixas fixas de potência reguladas, o consumidor define a capacidade junto à sua distribuidora de energia — Enel, Cemig, Copel, CPFL, Light, Neoenergia, entre outras — de acordo com a demanda declarada. A ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) é o órgão regulador que supervisiona o setor elétrico. A capacidade instalada é regulamentada pela norma técnica ABNT NBR 5410.

Escolher bem a potência contratada é um exercício de equilíbrio: uma capacidade muito baixa provoca desligamentos frequentes ao usar vários eletrodomésticos ao mesmo tempo; uma capacidade muito alta implica infraestrutura desnecessária e custos de instalação maiores. Esta calculadora estima a potência necessária a partir da tipologia da residência e dos principais equipamentos de grande consumo: tipo de cozinha, sistema de aquecimento de água, climatização e carregador de veículo elétrico.

O resultado é uma orientação baseada na metodologia de estimativa de demanda elétrica residencial definida pela norma ABNT NBR 5410, considerando fatores de simultaneidade típicos e tensão de serviço de 220 V. A escolha definitiva deve ser validada por um eletricista habilitado pelo CREA, que elaborará o projeto elétrico e emitirá a ART (Anotação de Responsabilidade Técnica) exigida para solicitação de aumento de carga junto à distribuidora.

O resultado é atualizado automaticamente.

Fogão a gás, aquecedor a gás ou painel solar não exigem potência elétrica extra.

Wallbox de 7,4 kW (32 A) é o carregador residencial mais comum.

Potência contratada recomendada

4,60kVA

Escalão de 20 A de disjuntor principal

Demanda simultânea estimada
4,60 kVA
Disjuntor principal
20 A
Escalão imediatamente abaixo
3,45 kVA (15 A)
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Como funciona

1

Selecione a tipologia da residência: estúdio ou 1 quarto, 2, 3 ou 4+ quartos. Esta etapa define a demanda base de iluminação, tomadas e eletrodomésticos comuns.

2

Indique o tipo de cozinha: o fogão a gás não adiciona carga elétrica significativa; o fogão de vitrocerâmica ou indução somam aproximadamente 2,5 kW à demanda estimada.

3

Escolha o sistema de aquecimento de água: o aquecedor a gás ou o painel solar não incrementam a demanda elétrica; o chuveiro elétrico ou boiler elétrico somam tipicamente 2,0 kW.

Fórmula

P_total = P_base(tipologia) + P_fogao + P_agua + P_climatizacao + P_VE; faixa = min(faixa ≥ P_total)
P_basedemanda base da residência (kW) em rede 220 V: estúdio/1 quarto = 3,5 (16 A); 2 quartos = 4,4 (20 A); 3 quartos = 5,5 (25 A); 4+ quartos = 7,0 (32 A)
P_fogaoacréscimo por tipo de cozinha: gás = 0; vitrocerâmica = 2,5; indução = 2,5 kW
P_aguaacréscimo por aquecimento de água: gás/solar = 0; chuveiro/boiler elétrico = 2,0 kW
P_climatizacaoacréscimo por climatização: sem climatização = 0; AC 1 unidade = 1,5; AC 2+ unidades = 3,0; bomba de calor = 3,5; aquecedores elétricos = 3,0 kW
P_VEacréscimo por carregamento VE: sem carregador = 0; Modo 2 = 2,3; Wallbox 3,7 kW = 3,7; Wallbox 7,4 kW = 7,4 kW
faixafaixa de capacidade instalada padrão mais baixa que cobre P_total: 3,5 / 4,4 / 5,5 / 7,0 / 8,8 / 11,0 / 13,86 kW (correspondentes a 16 / 20 / 25 / 32 / 40 / 50 / 63 A em rede monofásica de 220 V; valores superiores para ligações trifásicas)

Como funciona o cálculo

Qual a potência contratada ideal para minha residência?

A conta de energia elétrica apresenta dois componentes com comportamentos distintos: a energia consumida (em kWh, variável) e a capacidade instalada (em kW, custo fixo de infraestrutura). A capacidade define o máximo de energia simultânea que pode ser utilizada na residência. Dimensioná-la corretamente evita tanto os desligamentos do disjuntor quanto o superdimensionamento desnecessário da instalação.

Como funciona a potência contratada no Brasil

No Brasil, a capacidade elétrica residencial é definida pela corrente nominal do disjuntor geral (em Amperes), instalado no padrão de entrada e dimensionado pela distribuidora conforme a carga solicitada. Não há faixas fixas obrigatórias como em alguns países europeus — o consumidor solicita a demanda necessária e a distribuidora determina o calibre do disjuntor e as adequações necessárias. A ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) supervisiona o mercado e a norma ABNT NBR 5410 regulamenta as instalações elétricas de baixa tensão. Quando a demanda supera o limite instalado, o disjuntor desarma automaticamente; basta reduzir as cargas simultâneas e rearmá-lo.

A demanda base segundo a tipologia da residência

Uma residência sem grandes equipamentos elétricos — iluminação, geladeira, máquina de lavar, televisão e tomadas de uso geral — tem uma demanda base proporcional à sua dimensão. Para um estúdio ou apartamento de 1 quarto com fogão a gás, 3,5 kW costumam ser suficientes. Um apartamento de 2 quartos com fogão a gás necessita de 4,4 kW. Um de 3 quartos situa-se em torno de 5,5 kW; um de 4 ou mais quartos parte de 7,0 kW.

Estes valores são estimativas baseadas em fatores de simultaneidade típicos para cada tipologia residencial em rede monofásica de 220 V, em conformidade com a norma ABNT NBR 5410. Pressupõem que o aquecimento de água é feito por aquecedor a gás ou painel solar, que não há climatização elétrica dedicada e que não existe carregador de veículo elétrico. Cada um desses elementos acrescenta demanda e pode implicar aumento de carga junto à distribuidora.

O impacto dos grandes equipamentos elétricos

O fogão de vitrocerâmica e a placa de indução são as cargas que mais frequentemente surpreendem. Uma placa de quatro bocas em funcionamento intenso consome entre 3,5 e 5 kW; a calculadora aplica um acréscimo de 2,5 kW, equivalente a duas bocas médias mais o forno ao mesmo tempo. Para um apartamento de 2 quartos com fogão elétrico, a demanda estimada sobe de 4,4 kW para 6,9 kW.

O chuveiro elétrico é uma particularidade do mercado brasileiro e representa uma das maiores cargas residenciais: entre 5.500 W e 7.500 W. A norma ABNT NBR 5410 exige circuito exclusivo com disjuntor dedicado para o chuveiro. A calculadora usa um acréscimo de 2,0 kW para o chuveiro elétrico padrão como representação conservadora da carga adicional ao sistema.

A bomba de calor para climatização central é a carga que mais eleva a demanda entre os sistemas de climatização, com um acréscimo de 3,5 kW para unidades domésticas típicas. Os aquecedores elétricos distribuídos pela residência somam cargas semelhantes.

O veículo elétrico e o wallbox

O carregamento doméstico de veículos elétricos é o fator que com mais frequência obriga a revisar a capacidade instalada no Brasil. Um wallbox de 7,4 kW — o modelo mais habitual, 32 A monofásico — carrega em plena potência. Em um apartamento de 3 quartos com capacidade de 5,5 kW, o disjuntor desarma assim que o carregador liga com outros equipamentos conectados: 5,5 kW + 7,4 kW = 12,9 kW, exigindo o disjuntor de 63 A (13,86 kW).

A solução passa por solicitar aumento de carga para ao menos 13,86 kW em apartamentos de 2 ou 3 quartos com wallbox de 7,4 kW. Um wallbox de 3,7 kW (16 A) em residências menores (base de 3,5 kW) soma 7,2 kW e pode ser acomodado com disjuntor de 40 A (8,8 kW em rede 220 V). Wallboxes de 11 ou 22 kW requerem ligação trifásica a 380 V, fora do escopo desta calculadora.

Quando solicitar aumento de carga

Esta calculadora fornece uma estimativa orientativa. Para solicitar aumento de carga junto à distribuidora (Enel, Cemig, Copel, CPFL, Light ou Neoenergia), é necessário um laudo técnico elaborado por eletricista habilitado pelo CREA, com ART (Anotação de Responsabilidade Técnica). O processo pode envolver substituição do medidor, adequação do padrão de entrada e prazo variável por distribuidora e região. A ANEEL e o Ministério de Minas e Energia são as referências regulatórias nacionais.

Perguntas frequentes

Qual a potência recomendada para um apartamento de 2 quartos com fogão a gás?

Para um apartamento de 2 quartos com fogão a gás, sem veículo elétrico e sem climatização elétrica dedicada, 4,4 kW costumam ser suficientes. Se houver chuveiro elétrico ou boiler elétrico como carga adicional ao sistema, a demanda sobe para cerca de 6,4 kW, apontando para o disjuntor de 32 A (7,0 kW em rede 220 V). Um apartamento de 2 quartos bem equipado em São Paulo ou Curitiba — com ar-condicionado, por exemplo — costuma ter disjuntor geral de 40 A em rede 220 V.

Preciso de aumento de carga para instalar um wallbox?

Na maioria dos casos, sim, se o wallbox for de 7,4 kW. Em um apartamento de 2 quartos (base de 4,4 kW), a demanda total chega a 11,8 kW, exigindo o disjuntor de 63 A (13,86 kW). Em um de 3 quartos (base 5,5 kW), a soma é 12,9 kW — também coberta por 13,86 kW. Um wallbox de 3,7 kW em um imóvel de 1 quarto (base 3,5 kW) soma 7,2 kW, apontando para o disjuntor de 40 A (8,8 kW em rede 220 V).

O fogão de indução ou vitrocerâmica aumenta a demanda de potência?

Sim, de forma significativa. Uma placa vitrocerâmica com forno elétrico soma aproximadamente 2,5 kW à demanda. Um apartamento de 2 quartos com cozinha elétrica tem uma demanda estimada de 6,9 kW, correspondente ao disjuntor de 32 A (7,0 kW em rede 220 V). Uma placa de indução tem demanda eletricamente similar e leva à mesma necessidade de capacidade instalada.

Como solicitar aumento de carga à distribuidora?

Para solicitar aumento de carga, entre em contato com sua distribuidora (Enel, Cemig, Copel, CPFL, Light, Neoenergia ou outra) e apresente o laudo técnico com ART elaborado por eletricista habilitado pelo CREA com a nova demanda necessária. O processo pode envolver vistoria técnica, substituição do medidor e adequação do padrão de entrada. Prazo e documentos variam por distribuidora — consulte o site ou a central de atendimento da sua concessionária.

Qual a diferença entre ligação monofásica, bifásica e trifásica no Brasil?

A ligação monofásica usa 1 fase e o neutro — é a mais comum em apartamentos e casas menores. A bifásica usa 2 fases e suporta o dobro da capacidade de uma monofásica de mesmo calibre, sendo indicada para residências com maior demanda. A trifásica usa 3 fases e é recomendada para cargas muito elevadas. A distribuidora define qual opção é viável e disponível no endereço conforme a rede disponível.

O chuveiro elétrico precisa de circuito exclusivo?

Sim. O chuveiro elétrico, por sua alta potência (5.500 W a 7.500 W), deve ter circuito exclusivo com disjuntor dimensionado especificamente para ele, conforme exige a norma ABNT NBR 5410. Esse circuito não deve compartilhar a proteção com outros eletrodomésticos. O não cumprimento dessa exigência é uma das causas mais comuns de problemas elétricos em residências brasileiras.

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Pelo RivoCalc · Revisado segundo a metodologia editorial · Atualizado em 16 de julho de 2026

Esta calculadora fornece uma estimativa orientativa baseada em valores de demanda elétrica residencial padrão, considerando rede monofásica de 220 V conforme a norma ABNT NBR 5410. Os valores reais dependem das características específicas da instalação elétrica. Recomenda-se validar o resultado com um eletricista habilitado pelo CREA antes de solicitar alterações na capacidade instalada junto à distribuidora.