Calculadora de Pré-Aprovação de Crédito Habitação
Calcula a taxa de esforço e o rácio de financiamento face aos limites de referência e estima o veredito de pré-aprovação de crédito habitação.
Um agregado que dá uma entrada de 20% do valor do imóvel fica com um rácio de financiamento de 80%, e se as prestações de todos os créditos somarem 40% do rendimento líquido mensal, a taxa de esforço fica em 40%. São estes dois números que a instituição de crédito analisa antes de decidir se avança com uma pré-aprovação.
A pré-aprovação de um crédito habitação depende de dois critérios avaliados em conjunto: a taxa de esforço, que mede o peso das prestações mensais sobre o rendimento do agregado, e o rácio de financiamento, que compara o montante pedido com o valor do imóvel. Quando os dois indicadores ficam dentro da margem de referência, a probabilidade de avançar para a fase seguinte do processo sobe de forma clara. Quando um deles a ultrapassa, a instituição tende a pedir ajustes antes de dar seguimento ao pedido, como uma entrada maior, um prazo mais curto ou um segundo titular no contrato.
O problema é que a maioria dos casais só descobre este resultado depois de reunir documentos e agendar uma reunião. Esta calculadora antecipa essa resposta: introduzem-se o rendimento do agregado, os encargos de crédito já existentes, o valor do imóvel pretendido, a poupança disponível para entrada, o prazo e a taxa de juro esperada, e obtêm-se de imediato os dois rácios, lado a lado, com um veredito sobre a probabilidade de pré-aprovação.
Serve para quem está a começar a procurar casa em Maputo, Matola, Beira, Nampula ou Quelimane e quer saber que orçamento é realista antes de visitar imóveis, e para quem já tem uma proposta em mãos e quer perceber se o perfil financeiro aguenta o crédito pedido ou se compensa ajustar as condições primeiro.
Os resultados servem sobretudo para testar cenários antes de qualquer pedido formal. Ao alterar a entrada, o prazo ou o valor de um crédito pequeno a liquidar, vê-se de imediato como o veredito se move, o que poupa tempo e evita reuniões em que o pedido já está condenado à partida.
O resultado actualiza automaticamente.
Soma dos rendimentos líquidos de todos os titulares, depois de impostos e Segurança Social
Total mensal de crédito habitação, automóvel, pessoal e cartões em pagamento faseado
Preço de aquisição ou valor estimado do imóvel
Montante que entra logo, reduzindo o valor a financiar
Duração total do novo crédito, em anos
Taxa nominal anual (TAN) esperada para o novo crédito
Taxa de esforço (DSTI) resultante
Rácio entre os encargos mensais totais, incluindo o novo crédito, e o rendimento líquido do agregado
- Resultado da pré-aprovação
- Dentro dos limites recomendados
- Prestação estimada do novo crédito
- 739,29 MTn
- Montante de crédito necessário
- 184 000 MTn
- Rácio de financiamento (LTV)
- 80,0 %
- Montante máximo aprovável pelo DSTI
- 219 022 MTn
Como funciona
Fórmula
Como funciona o cálculo
Pré-aprovação de crédito habitação: os dois critérios que decidem
Quem começa a procurar casa em Moçambique ouve falar de pré-aprovação, mas nem sempre sabe o que a instituição de crédito verifica nesta fase. Não é uma promessa de crédito. É uma primeira leitura da elegibilidade do agregado face a dois rácios que pesam mais do que qualquer outro factor isolado: a taxa de esforço e o rácio de financiamento. Esta calculadora reproduz essa leitura antes de qualquer reunião presencial, para que o orçamento de compra parta de números e não de estimativas soltas.
Como a instituição de crédito decide, na prática
A taxa de esforço, conhecida pela sigla inglesa DSTI, mede a fracção do rendimento mensal líquido do agregado que fica comprometida com prestações. Soma-se o crédito que se pretende contratar a tudo o que já está activo e divide-se o total pelo rendimento. Um agregado com rendimento confortável mas várias prestações pequenas em curso pode falhar este critério com mais facilidade do que outro com rendimento mais modesto e nenhuma dívida por liquidar.
O rácio de financiamento, conhecido por LTV, relaciona o montante emprestado com o valor do imóvel. Quanto maior a poupança usada como entrada, menor a fracção financiada e menor o risco que a instituição assume caso o imóvel tenha de ser executado. Uma entrada reduzida empurra o rácio para cima, mesmo quando a taxa de esforço está folgada.
Os limites de referência que a calculadora apresenta são orientações de prudência e não substituem a política de concessão de cada instituição de crédito. Cada uma aplica os seus próprios critérios, e os valores aqui usados são referências gerais. Na prática, ficar acima da margem de referência não significa recusa automática, mas reduz a probabilidade de avançar sem condições adicionais.
Um exemplo de leitura dos dois rácios
Imagine-se um imóvel de valor V cuja entrada E cobre 20% desse valor. O montante necessário é M = V − E, ou seja, 80% do valor, e o rácio de financiamento é LTV = (M / V) × 100, que resulta em 80%. Se o agregado já paga créditos cujas prestações somam Pa e o novo crédito tem uma prestação P, a taxa de esforço resulta de ((Pa + P) / R) × 100, em que R é o rendimento mensal líquido. Quando Pa e P juntos ficam em 40% desse rendimento, o DSTI é 40.
Se a entrada subir para 30%, o LTV desce para 70% e o montante a pedir diminui, o que alivia o rácio de financiamento. A prestação P também desce, pelo que a taxa de esforço melhora ao mesmo tempo. Pelo contrário, encurtar o prazo aumenta P e pode empurrar a taxa de esforço para cima, mesmo com a entrada inalterada.
O que muda entre a pré-aprovação e a aprovação final
A pré-aprovação corre normalmente com poucos documentos: recibos de salário recentes, declaração de IRPS, extractos bancários e a informação sobre as responsabilidades de crédito existentes. Com estes elementos, a instituição estima os dois rácios e devolve uma resposta indicativa, válida por um período limitado, que ajuda a definir um orçamento realista antes de visitar imóveis.
A aprovação final exige mais: a avaliação do imóvel concreto, feita por um avaliador independente, a prova da situação laboral e, por vezes, documentação sobre a origem da entrada. É também nesta fase que entram factores que a pré-aprovação não capta com detalhe, como o historial de incumprimentos ou a estabilidade do vínculo laboral. Por isso a pré-aprovação orienta a procura, mas não substitui o processo completo.
Erros comuns antes de pedir a pré-aprovação
O erro mais frequente é usar o rendimento bruto em vez do líquido. A distância entre os dois valores costuma bastar para transformar um resultado confortável num resultado apertado, e a instituição trabalha sempre sobre o líquido, depois de descontos obrigatórios e de impostos sobre o rendimento.
O segundo erro é esquecer créditos pequenos, como um cartão pago em prestações ou um crédito para equipamento doméstico. Parecem irrelevantes isoladamente, mas somam-se ao numerador da taxa de esforço e costumam aparecer na informação sobre responsabilidades de crédito que a instituição consulta.
O terceiro erro é subestimar o peso da entrada. Um casal na Matola com poupança suficiente para uma entrada maior consegue muitas vezes compensar uma taxa de esforço mais apertada, porque o rácio de financiamento desce e dá margem à instituição para aceitar o processo. O inverso também acontece: uma entrada mínima pode inviabilizar um pedido mesmo com rendimento sobrante.
O quarto erro, que a calculadora não capta, é tratar a pré-aprovação como garantia de compra. Um valor indicativo pode perder validade se o rendimento mudar, se surgirem novos créditos ou se a avaliação do imóvel ficar abaixo do preço pedido.
Quando esta calculadora não deve ser usada como referência
Não serve para rendimentos variáveis, comissões ou actividade sazonal, situações em que a instituição costuma aplicar médias de vários anos e critérios próprios. Também não reflecte financiamentos que não sejam crédito habitação com garantia sobre o imóvel. Nestes casos, os dois rácios calculados aqui dão apenas uma primeira ideia e devem ser confirmados com a instituição.
Quando consultar um profissional
Esta calculadora reproduz o método com fidelidade, mas não substitui a análise de uma instituição de crédito. A decisão final pondera ainda o historial de incumprimentos, a antiguidade e o tipo de vínculo laboral, e a relação entre o montante emprestado e o valor de avaliação do imóvel, que só é conhecido depois de um avaliador visitar o local.
Quando os rácios ficam perto do limite de referência, compensa falar com um consultor ou intermediário de crédito independente antes de assinar um contrato de promessa de compra e venda. Comparar propostas de várias instituições ajuda a perceber qual delas tem margem disponível para o perfil em causa nesse momento. Na proposta, convém também confirmar a TAEG indicada, porque o custo total do crédito depende dela tanto quanto da prestação.
Porque é que a fórmula funciona assim
A prestação P segue o sistema francês, em que cada mensalidade é constante e engloba juros e capital. A taxa mensal i é a taxa anual dividida por doze, e n é o número de prestações, igual ao prazo em anos multiplicado por doze. Com prazos mais longos, a prestação baixa, mas o total de juros pagos sobe, pelo que um prazo maior alivia o rácio de esforço sem tornar o crédito mais barato.
A taxa de esforço soma as prestações já existentes, Pa, à prestação do novo crédito, P, e divide o total pelo rendimento líquido R. É esta soma que a instituição tem em conta, e é por isso que um crédito pequeno, aparentemente irrelevante, pode fazer diferença no resultado final.
Casos-limite do cálculo
Há valores de entrada que tornam o cálculo sem sentido e que devem ser evitados. Com taxa de juro zero, a fórmula da prestação fica indeterminada, porque o numerador e o denominador ficam ambos em zero, e a prestação passa a ser o montante a financiar dividido pelo número de prestações, ou seja, M / n. O prazo tem de ser de pelo menos um mês, já que com zero prestações o denominador também se anula. A entrada tem de ser inferior ao valor do imóvel, porque um montante de crédito igual ou inferior a zero não corresponde a um pedido de crédito, e o valor do imóvel tem de ser superior a zero, porque é o divisor do rácio de financiamento. Fora destes limites, o resultado não deve ser lido como indicação de pré-aprovação.
Limitações do cálculo
O modelo assume uma taxa fixa durante todo o prazo, uma prestação constante e um rendimento estável. Em créditos com taxa variável, a prestação muda com o índice de referência e os rácios podem subir ou descer ao longo do tempo. Seguros associados ao crédito, comissões e despesas de escritura não entram no cálculo e podem alterar o valor total a financiar, pelo que convém considerá-los à parte.
Como ler o veredito sem o sobrevalorizar
Um veredito favorável não significa que o imóvel seja acessível, apenas que o perfil financeiro cabe nos limites de referência para o valor introduzido. Se o preço do imóvel subir, o montante e a prestação sobem com ele, e o veredito pode mudar sem qualquer alteração do rendimento. Vale a pena testar vários cenários, com entrada maior, prazo menor ou liquidação de um crédito pequeno antes do pedido, para perceber que ajustes têm mais efeito na situação concreta.
Perguntas frequentes
O que é a pré-aprovação de crédito habitação?
É uma análise prévia que a instituição de crédito faz à situação financeira do agregado, antes de existir um contrato assinado. Baseia-se sobretudo na taxa de esforço e no rácio de financiamento, e devolve uma indicação do montante que o agregado pode provavelmente financiar. Não é uma decisão final de crédito, é um ponto de partida para orientar a procura de casa.
Como se calcula se um agregado consegue pré-aprovação?
Calculam-se dois rácios em paralelo. A taxa de esforço soma as prestações de créditos já contratados à prestação do novo crédito, calculada pelo sistema francês, e divide o total pelo rendimento líquido do agregado. O rácio de financiamento divide o montante necessário pelo valor do imóvel. Quando os dois ficam dentro da margem de referência, a probabilidade de pré-aprovação aumenta de forma clara, embora a decisão dependa ainda da política de cada instituição de crédito.
Que documentos costumam pedir as instituições de crédito nesta fase?
Tipicamente recibos de salário dos últimos meses, a declaração de IRPS mais recente, extractos bancários e a informação sobre as responsabilidades de crédito existentes. Quem trabalha por conta própria pode ter de apresentar comprovativos adicionais da actividade e da situação fiscal e contributiva, conforme a instituição. Cada instituição define a lista exacta, por isso convém confirmá-la antes de reunir os documentos.
A pré-aprovação garante que o crédito final é aprovado?
Não. A pré-aprovação é indicativa e tem validade limitada. A aprovação final depende ainda da avaliação do imóvel concreto, do historial de incumprimentos do agregado e da estabilidade do vínculo laboral, factores que só são analisados em profundidade depois de existir uma proposta de compra. Por isso, a indicação deve ser lida como orientação para a procura e não como compromisso da instituição.
O que fazer quando os rácios ficam acima do limite de referência?
As vias mais eficazes são aumentar a entrada, o que reduz o rácio de financiamento, ou reduzir os encargos de crédito já existentes antes de pedir o novo empréstimo, o que alivia a taxa de esforço. Alargar o prazo baixa a prestação mensal, mas aumenta o custo total dos juros, por isso vale a pena comparar as alternativas antes de decidir.
Quando devo consultar um profissional?
Sempre que os rácios ficarem perto do limite de referência, ou quando existem várias responsabilidades de crédito activas e não é claro qual delas condiciona a aprovação. Um consultor ou intermediário de crédito independente compara propostas de várias instituições e ajuda a decidir antes de assinar um contrato de promessa de compra e venda.
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Pelo RivoCalc · Revisto segundo a metodologia editorial · Actualizado em 18 de agosto de 2026
Esta calculadora fornece uma estimativa para fins informativos e não constitui aconselhamento financeiro. Os valores reais dependem das condições de cada instituição de crédito e da situação específica do agregado. Para decisões de crédito, consulte a instituição de crédito ou um profissional qualificado.
