Calculadora de Caleiras e Tubos de Queda
Calcula os metros de caleira e o número de tubos de queda necessários para o telhado, com margem de desperdício e custo estimado.
Para uma moradia com 4 águas e perímetro de beirais de 40 ml, a caleira (algeroz) cobre esses 40 ml de canal horizontal; com 10% de margem para sobreposições nas uniões e cortes nos cantos, a encomenda é de 44 ml. A regra prática de um tubo de queda por cada 10 m de caleira dá 4 tubos; para um beiral a 6 m de altura, são necessários 4 × 6 = 24 ml de tubo de queda. Esta calculadora estima os metros lineares de caleira, o número de tubos de queda e o comprimento total de tubo com base nas dimensões do beiral.
O resultado actualiza automaticamente.
Soma de todos os troços de beiral que irão ter caleira — frente, tardoz e topos, conforme o projecto.
Distância vertical desde a caleira até ao nível do terreno. Serve para calcular o comprimento dos tubos de queda.
Inclui cortes, cantos e sobreposições. Recomenda-se 10 % para caleiras rectas; 15 % com muitos cantos.
Opcional. Introduz o preço por metro linear de caleira para obter o custo estimado.
Opcional. Introduz o preço por metro de tubo de queda para calcular o custo total.
Metros de caleira a encomendar
8 peças de 3 m (com margem de desperdício incluída)
Tubos de queda recomendados
7,0 m de tubo no total (3 peças de 3 m)
- Comprimento bruto de caleira
- 20,0 m
- Margem de desperdício
- 2,0 m
- Peças de caleira (3 m)
- 8 peças
- Comprimento total de tubo de queda
- 7,0 m
- Peças de tubo de queda (3 m)
- 3 peças
Como funciona
Fórmula
Fontes:
- Fichas técnicas de caleiras PVC: Nicoll, Fitt, Pias — peças comerciais de 3 m e regras de espaçamento de tubos
- LNEC — Laboratório Nacional de Engenharia Civil: aprovações técnicas de produtos de drenagem de coberturas
Como funciona o cálculo
Caleiras e Tubos de Queda: Como Calcular e Instalar em Portugal
A caleira é um dos elementos construtivos mais ignorados até ao momento em que falha. Quando o sistema de drenagem de um telhado não tem capacidade suficiente, a água transborda, escorre pela fachada e pode causar infiltrações nas paredes, fungos na base dos muros e erosão do terreno junto às fundações. Em Portugal, onde o regime de chuvas é irregular mas pode ser intenso no norte e no centro do país, um sistema de caleiras bem dimensionado é uma protecção essencial para qualquer habitação.
Como se calcula a caleira necessária
O ponto de partida é o comprimento total de beiral exposto à chuva. Numa moradia típica, o beiral percorre o contorno do telhado; em casas com coberturas de duas águas, normalmente são duas frentes (frente e tardoz) que recebem caleiras, com os topos geralmente fechados por placas. Para calcular:
- Mede cada troço de beiral que vai ter caleira, em metros lineares.
- Soma todos os troços para obter o comprimento bruto.
- Adiciona a margem de desperdício (10 % para telhados simples; 15 % com cantos de 90 graus).
Uma moradia T3 com telhado de duas águas em Braga ou em Setúbal tem, em média, 20 a 28 metros de beiral com caleira. As caleiras PVC são vendidas em peças de 3 metros nos grandes armazéns como o Leroy Merlin, o AKI e o Maxmat; o resultado final da calculadora indica quantas peças encomendar para não sobrar nem faltar.
Número de tubos de queda: a regra dos 10 metros
A regra prática mais usada em Portugal é instalar um tubo de queda por cada 10 metros de caleira. Esta proporção garante caudal de escoamento suficiente para aguaceiros intensos (intensidade acima de 50 mm/hora, comum no Noroeste durante o outono). Em telhados menores, recomenda-se sempre um mínimo de dois tubos para redundância: se um ficar obstruído com folhas, o outro mantém o sistema funcional.
| Comprimento de caleira | Tubos de queda mínimos |
|---|---|
| Até 10 m | 1 (mínimo recomendado: 2) |
| 10–20 m | 2 |
| 20–30 m | 3 |
| 30–40 m | 4 |
O comprimento do tubo de queda resulta da altura do beiral ao solo, acrescida de meio metro para a ligação horizontal até ao colector ou ao tubo de queda e para a curva de saída no sopé.
Materiais disponíveis em Portugal
As caleiras mais vendidas em Portugal são em PVC (plástico branco ou cinza), seguidas do zinco galvanizado e do alumínio pintado. O PVC é o mais económico e o mais fácil de instalar sem ferramentas especiais; o zinco tem maior durabilidade (30 a 50 anos) e aspecto mais tradicional. Nas zonas do litoral atlântico — Viana do Castelo, Porto, Aveiro, Lisboa — a salinidade do ar acelera a degradação do alumínio não tratado; o zinco ou o PVC de espessura reforçada são escolhas mais duráveis.
As caleiras de meia-cana (secção semicircular) têm diâmetros comerciais de 80, 100, 125 e 150 mm. Para a maioria das habitações, o diâmetro de 100 a 125 mm é adequado; coberturas de grande área ou com inclinação superior a 45 % podem necessitar de 150 mm para escorrer o caudal de ponta. Os tubos de queda têm diâmetros correspondentes: 63, 80, 100 e 125 mm.
Erros comuns na instalação de caleiras
O erro mais frequente é instalar a caleira sem declive. A caleira deve ter uma inclinação mínima de 2 a 5 mm por metro em direcção ao tubo de queda; sem este declive, a água estagna, promove o crescimento de algas e pode transbordar. O segundo erro mais comum é subestiimar o número de tubos de queda, deixando troços de 15 a 20 metros de caleira a drenar para um único tubo, o que causa transbordamento em chuvas fortes.
Outro problema recorrente é não usar silicone vedante nas uniões entre caleiras. As peças de PVC encaixam com juntas de borracha, mas nos topos e nas bocas de queda é imprescindível usar selante para garantir estanquidade permanente, especialmente em Portugal onde a amplitude térmica entre verão e inverno pode ser de 30 a 40 graus — suficiente para dilatar e contrair a caleira.
Quando contratar um profissional
Para moradias com coberturas de três ou quatro águas, telhados com geometria complexa, edifícios com mais de dois pisos ou quando é necessário ligar as caleiras a uma rede de águas pluviais soterrada, a instalação deve ser feita por um profissional. O cálculo hidráulico rigoroso (caudal de pico, secção dos colectores enterrados) exige conhecimentos de engenharia e é obrigatório em projectos de construção nova submetidos ao RGEU.
O LNEC (Laboratório Nacional de Engenharia Civil) realiza investigação e emite aprovações técnicas sobre sistemas de drenagem de coberturas utilizados em Portugal, incluindo caleiras, tubos de queda e acessórios PVC, sendo a referência institucional para conformidade e boas práticas construtivas neste domínio.
Perguntas frequentes
Qual a diferença entre caleira e algeroz?
São o mesmo elemento construtivo com dois nomes diferentes: caleira é o termo mais comum no centro e sul de Portugal; algeroz é a designação tradicional usada no norte do país e em contextos mais técnicos. Ambos designam o canal horizontal instalado no beiral do telhado para recolher a água da chuva e conduzi-la para o tubo de queda.
Quantos tubos de queda preciso por metro de caleira?
A regra prática é um tubo de queda por cada 10 metros de caleira. Para coberturas pequenas (menos de 10 metros de caleira), recomenda-se sempre dois tubos para garantir redundância. Em zonas com precipitação intensa como o Minho, Douro Litoral ou Beiras, pode ser prudente reduzir para um tubo por cada 8 metros, especialmente em telhados com inclinação superior a 40 %.
Quais os materiais de caleira mais comuns em Portugal?
O PVC é o mais usado por ser económico, leve e fácil de instalar. O zinco galvanizado é mais durável (30 a 50 anos) e comum em habitações mais antigas ou de arquitectura tradicional. O alumínio pintado é uma opção intermédia. Na zona do litoral, o zinco ou PVC de espessura reforçada são preferíveis porque resistem melhor à salinidade do ar marítimo.
Qual o declive correcto para uma caleira?
A caleira deve ter uma inclinação mínima de 2 mm por metro em direcção ao tubo de queda, para garantir escoamento livre da água. Em práticas de instalação portuguesa, um declive de 3 a 5 mm por metro é considerado o valor óptimo: suficiente para drenar sem ser perceptível à vista. Caleiras instaladas sem declive retêm água, promovem o crescimento de algas e acabam por transbordar em chuvas moderadas.
Que diâmetro de caleira devo usar?
Para habitações unifamiliares típicas em Portugal, o diâmetro de 100 a 125 mm (meia-cana ou quadrada) é adequado. Para coberturas de grande área — acima de 150 m² por tubo de queda — pode ser necessário o diâmetro de 150 mm. O tubo de queda deve ter diâmetro igual ou superior ao da caleira, para não se tornar o estrangulamento do sistema.
Quando devo recorrer a um profissional para instalar caleiras?
Em edifícios com mais de dois pisos, coberturas de geometria complexa (quatro águas, mansardas, terraços com pérgola), ligação a colectores pluviais enterrados, ou quando se pretende integrar a recolha de água da chuva num depósito de aproveitamento, é recomendável contratar um instalador especializado. A legislação portuguesa (RGEU) exige projecto de drenagem pluvial em edifícios novos, o que implica cálculo profissional e aprovação municipal.
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Pelo RivoCalc · Revisto segundo a metodologia editorial · Actualizado em 3 de julho de 2026
Esta calculadora destina-se apenas a fins informativos. Os resultados são estimativas baseadas em fórmulas padrão e podem variar consoante as condições reais. Consulte um profissional para decisões importantes.
