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RivoCalc

Diâmetro de Tubo de Água

Determina o diâmetro interior mínimo de tubagem para um caudal requerido. Recomenda o tamanho comercial em multicamada, cobre ou PPR, com verificação da velocidade.

O resultado actualiza automaticamente.

Caudal mínimo por ponto: lavatório 6 L/min, duche 9 L/min, cozinha 12 L/min (DR 23/95, Anexo IV).

Intervalo recomendado: 1,0 a 1,5 m/s. Limite regulamentar: 2 m/s (DR 23/95).

Diâmetro interior mínimo

13,0mm

diâmetro calculado para o caudal e velocidade indicados

Tamanho comercial sugerido
Ø20×2 mm
Diâm. mínimo calculado
13,0 mm
Velocidade com diâm. comercial
0,99 m/s
Avaliação
Velocidade óptima
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Como funciona

1

Indica o caudal necessário em litros por minuto. Para um lavatório, o mínimo é 6 L/min; para um duche, 9 L/min; para uma banca de cozinha, 12 L/min.

2

Define a velocidade máxima de dimensionamento. O intervalo habitual é 1,0 a 1,5 m/s; o limite regulamentar é 2 m/s (DR 23/95).

3

Escolhe o material da tubagem: multicamada (PEX-AL-PEX), cobre (EN 1057) ou PPR PN20.

Fórmula

D = 2 × √(Q / (π × v))

  • Ddiâmetro interior mínimo (m); para mm, multiplicar por 1 000
  • Qcaudal requerido (m³/s); para converter de L/min: Q = caudal_lmin / 60 000
  • vvelocidade máxima de dimensionamento (m/s); entre 0,5 e 2,0 m/s por regulamentação
  • πpi (≈ 3,14159)

Fontes:

  • Decreto Regulamentar n.º 23/95 (RGSPPDADAR) — limites de velocidade e caudais mínimos prediais
  • Fichas técnicas dos fabricantes: Uponor, Wavin Tigris, Giacomini (multicamada PEX-AL-PEX); EN 1057 (cobre); ISO 15874 (PPR)

Como funciona o cálculo

Como Dimensionar o Diâmetro de Tubagem de Água

Seleccionar o diâmetro correcto de uma tubagem de abastecimento é uma das decisões centrais de qualquer instalação predial. Um tubo subdimensionado provoca queda de pressão, ruído audível nas paredes e velocidades que aceleram a erosão interna. Um tubo superdimensionado encarece a instalação e reduz a velocidade a valores tão baixos que favorecem a sedimentação de calcário e o desenvolvimento bacteriano.

A fórmula de dimensionamento

O cálculo parte da equação da continuidade, que relaciona o caudal, a área da secção transversal e a velocidade de escoamento:

D = 2 × √(Q / (π × v))

Onde D é o diâmetro interior mínimo em metros, Q é o caudal requerido em m³/s e v é a velocidade máxima de dimensionamento em m/s. Na prática, o caudal fornece-se em litros por minuto (basta dividir por 60 000 para converter em m³/s) e o resultado multiplica-se por 1 000 para obter milímetros.

Exemplo concreto: para uma banca de cozinha que requer 12 L/min, dimensionando para 1,5 m/s, o diâmetro mínimo calculado é 13,0 mm. O tamanho comercial imediatamente superior em tubagem multicamada é o Ø20×2 mm, com diâmetro interior de 16 mm, o que resulta numa velocidade real de cerca de 1,0 m/s — dentro do intervalo óptimo.

Limites de velocidade segundo o DR 23/95

O Decreto Regulamentar n.º 23/95 (RGSPPDADAR) estabelece os limites de velocidade para as instalações prediais de distribuição de água em Portugal. A velocidade máxima regulamentar nas condutas de distribuição predial é de 2 m/s; acima deste valor surgem ruído nas tubagens, vibração de acessórios e risco de golpe de aríete. A velocidade mínima recomendada é 0,5 m/s; abaixo deste valor aumenta a probabilidade de sedimentação de minerais e crescimento bacteriano.

Na prática, a maioria dos canalizadores em Portugal dimensiona para 1,0 a 1,5 m/s, o que deixa margem adequada para variações de caudal nos pontos de consumo.

Caudais mínimos de referência

O RGSPPDADAR (Anexo IV) fixa os caudais mínimos de utilização para os principais pontos de consumo habitacionais. Estes valores são o ponto de partida para calcular cada ramal:

Ponto de consumoCaudal mínimo
Lavatório ou bidé6 L/min (0,10 L/s)
Duche9 L/min (0,15 L/s)
Banheira9 L/min (0,15 L/s)
Banca de cozinha12 L/min (0,20 L/s)
Autoclismo de retrete6 L/min (0,10 L/s)
Máquina de lavar12 L/min (0,20 L/s)

Para a coluna principal de distribuição de um apartamento T2 ou T3 com uma casa de banho e cozinha, os canalizadores adoptam tipicamente o Ø32×3 mm em multicamada (diâmetro interior de 26 mm), suficiente para servir dois ou três pontos em simultâneo.

Materiais disponíveis em Portugal

Em instalações prediais novas, a tubagem multicamada PEX-AL-PEX ou PERT-AL-PERT é a escolha dominante. Disponível em Leroy Merlin, AKI, Maxmat e distribuidores especializados como a Wavin e a Uponor, combina flexibilidade com rigidez dimensional e resiste bem a variações térmicas. Chega em varas contínuas que reduzem o número de ligações e potenciais fugas.

O cobre (EN 1057) mantém-se em obras de reabilitação e em instalações mistas com gás. A durabilidade é comprovada e a resistência mecânica supera a dos materiais plásticos, mas o custo de material e mão-de-obra é superior.

O PPR PN20 (polipropileno) é frequente em espaços industriais e em algumas habitações de gama mais económica. A soldagem por termofusão exige ferramenta específica; ao contrário da multicamada, não se curva a frio, o que limita a flexibilidade de traçado.

Erros comuns a evitar

Superdimensionar os ramais individuais é um erro frequente. Usar Ø32×3 mm num ramal de lavatório (que só precisa de Ø20×2 mm) reduz a velocidade para valores abaixo de 0,3 m/s e aumenta o tempo de espera por água quente, porque o maior volume de água fria na tubagem demora mais a ser purgado.

Subdimensionar a coluna principal é o erro inverso: alimentar três ou quatro pontos de consumo com Ø16×2 mm (diâmetro interior de 12 mm) faz a velocidade exceder facilmente 3 m/s em momentos de ponta, produzindo ruído e acelerando o desgaste das juntas.

Um critério prático utilizado em Portugal: ramais individuais com velocidade de projecto de 1,5 m/s; coluna principal com 1,0 m/s para acomodar arranques simultâneos sem sobrepressão.

Quando consultar um profissional

O dimensionamento apresentado nesta calculadora cobre o cálculo hidráulico simples de tubagens de abastecimento em instalações com pressão disponível adequada. Em situações com grupos de pressão, redes com múltiplos ramais, instalações de combate a incêndio ou pressões de entrada incertas, o cálculo exige verificação das perdas de carga ao longo do traçado, o que requer um projectista ou canalizador certificado. Em Portugal, a instalação e alteração de sistemas prediais de distribuição de água estão sujeitas ao DR 23/95 e devem ser executadas por técnicos habilitados.

Perguntas frequentes

Qual a diferença entre diâmetro interior e diâmetro exterior de uma tubagem?
O diâmetro exterior é a medida total do tubo, incluindo a espessura das paredes. O diâmetro interior é o espaço disponível para a passagem de água. Numa tubagem multicamada designada 20×2 mm, o exterior mede 20 mm e a espessura de cada parede é 2 mm, o que resulta num diâmetro interior de 16 mm. Para o cálculo do caudal e do dimensionamento, só o diâmetro interior é relevante.
O que estabelece o Decreto Regulamentar 23/95 sobre velocidades na canalização?
O DR 23/95 (RGSPPDADAR) fixa a velocidade máxima nas tubagens de distribuição predial em 2 metros por segundo. Acima deste valor, a instalação produz ruído audível, vibração de acessórios e risco de golpe de aríete, que pode danificar tubagens e equipamentos. A velocidade mínima recomendada é 0,5 m/s, para evitar sedimentação de minerais e proliferação bacteriana nas tubagens.
Que diâmetro de tubo multicamada usar para alimentar um duche?
O caudal mínimo de um duche segundo o RGSPPDADAR é 0,15 L/s (9 L/min). Dimensionando para 1,5 m/s, o diâmetro mínimo calculado é 11,3 mm. O tamanho comercial imediatamente superior em multicamada é o Ø16×2 mm, com diâmetro interior de 12 mm, resultando numa velocidade de 1,33 m/s. Para um duche com cabeça de chuva de maior caudal (12 L/min), o Ø20×2 mm (interior 16 mm) é a escolha adequada, com velocidade de cerca de 1,0 m/s.
Como calcular o diâmetro de um ramal que serve vários pontos em simultâneo?
Numa instalação predial, a coluna principal raramente serve todos os pontos em simultâneo. Em Portugal, aplica-se habitualmente um coeficiente de simultaneidade: para um T2 com dois ou três pontos activos ao mesmo tempo, estima-se um caudal de projecto de 20 a 30 L/min. Com este valor e uma velocidade de 1,0 m/s, o diâmetro mínimo calculado fica entre 21 e 25 mm, o que corresponde ao Ø32×3 mm em multicamada (interior 26 mm). Para dimensionamento rigoroso de instalações complexas, deve consultar um canalizador ou projectista.
Qual a diferença entre tubagem multicamada, cobre e PPR em instalações domésticas?
Nos diâmetros equivalentes, as três opções têm desempenho hidráulico semelhante porque a rugosidade interna é baixa em todas. As diferenças estão na instalação e durabilidade: a multicamada PEX-AL-PEX curva-se a frio e permite traçados contínuos com menos ligações; o cobre tem resistência mecânica superior e vida útil comprovada de 50 anos ou mais; o PPR exige termofusão mas resiste bem a produtos químicos e não sofre corrosão galvânica. Em habitações novas em Portugal, a multicamada domina pelo equilíbrio entre custo, facilidade de instalação e fiabilidade.
Quando é obrigatório recorrer a um canalizador profissional?
O Decreto Regulamentar n.º 23/95 e a regulamentação aplicável em Portugal exigem que a execução e alteração de instalações prediais de água seja realizada por técnicos habilitados. Em obras sujeitas a licenciamento, a instalação faz parte das especialidades do projecto. Em habitações particulares, pequenas reparações como a substituição de uma torneira podem ser feitas pelo proprietário, mas qualquer ligação à rede predial, alteração de traçado ou instalação de novo ponto de consumo deve ser entregue a um canalizador profissional.

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Revisto segundo a metodologia editorial · Actualizado em 19 de junho de 2026

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