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RivoCalc

Calculadora de Soleiras e Peitoris

Calcula os metros lineares de soleiras de porta e peitoris de janela a encomendar, com saliência lateral, margem de desperdício e custo estimado.

Calcular os metros lineares de soleiras e peitoris antecipadamente evita surpresas na encomenda: peças demasiado curtas não assentam na parede; demasiado compridas geram desperdício de material caro. A regra prática é simples: cada soleira ou peitoril deve ultrapassar o vão em 2 a 3 cm de cada lado, garantindo um assento firme na alvenaria ou no betão.

Numa moradia T3 em construção nova no Minho, com uma porta de entrada de 0,90 m de vão, duas portas interiores de 0,90 m com soleira e quatro janelas de 1,20 m, a encomenda resulta em cerca de 3 soleiras de 0,96 m e 4 peitoris de 1,26 m. No total, pouco mais de 7,9 metros lineares de pedra, aos quais se acrescenta habitualmente 5% de margem para cortes e imprevistos de obra.

O material mais utilizado em Portugal é o granito, abundante no Norte e Centro e disponível nas principais marmorarias e canteiros locais, bem como nas grandes superfícies como Leroy Merlin, Maxmat e AKI. O mármore de Estremoz, Borba ou Vila Viçosa é escolha frequente no Sul e no Alentejo. O calcário compacto surge como alternativa para peitoris de janelas em pisos altos, onde o contacto directo com a chuva é menor.

O resultado actualiza automaticamente.

Soleiras de porta

Porta interior padrão em Portugal: 0,80 a 0,90 m.

Peitoris de janela

Janela standard em Portugal: 1,00 a 1,50 m de vão.

Valor habitual: 2 cm (soleiras de porta) a 3 cm (peitoris de janela).

Recomendado: 5%. Para obras com cortes especiais, usar 10%.

Total a encomendar

4,98m

4,74 m brutos com margem de desperdício incluída

Soleiras (metros)
0,96 m
Peitoris (metros)
3,78 m
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Como funciona

1

Indica o número de soleiras (portas que precisam de pedra de soleira).

2

Introduz a largura do vão de porta em metros (0,90 m é a medida padrão em Portugal).

3

Indica o número de peitoris e a largura média do vão de janela.

Fórmula

L = V + 2 × S; T = (N_s × L_s + N_p × L_p) × (1 + D/100)

  • LComprimento de cada peça (m)
  • VLargura do vão de porta ou janela (m)
  • SSaliência por lado (m): 0,02 a 0,03 m é o valor habitual
  • N_sNúmero de soleiras de porta
  • N_pNúmero de peitoris de janela
  • DMargem de desperdício (%): 5% para obra corrente, 10% para cortes especiais
  • TTotal de metros lineares a encomendar (com desperdício)

Como funciona o cálculo

Soleiras e peitoris: como calcular os metros a encomendar

A soleira é a peça horizontal que se coloca na base de um vão de porta, ao nível do pavimento. O peitoril é a peça equivalente na base de uma janela, geralmente projectado para o exterior para desviar a água da chuva da parede. Em ambos os casos, a dimensão da peça excede sempre a do vão: a pedra precisa de assentar lateralmente na alvenaria para ficar fixada de forma segura.

Em Portugal, a tradição construtiva privilegia a pedra natural para estas aplicações. O granito domina no Norte e Centro, o mármore no Alentejo e Algarve, e o calcário surge nas zonas calcárias da Estremadura e do litoral. Nas últimas décadas, surgiram alternativas em betão polímero e alumínio lacado, especialmente em reabilitação urbana onde a leveza facilita o transporte e a instalação.

A fórmula de cálculo

Para cada peça (soleira ou peitoril), o comprimento a encomendar é:

Comprimento da peça = largura do vão + 2 × saliência lateral

A saliência lateral standard em Portugal é de 2 a 3 cm por lado. Para soleiras de porta, 2 cm por lado é suficiente para fixar a pedra na argamassa. Para peitoris de janela, 3 cm por lado é o valor mais frequente porque a peça fica exposta à chuva e ao vento, precisando de um apoio mais robusto.

Num apartamento em Lisboa com janelas de 1,20 m de vão e saliência de 3 cm por lado, cada peitoril mede 1,20 + 0,06 = 1,26 m. Com quatro janelas, o total bruto é 4 × 1,26 = 5,04 m lineares. Adicionando 5% de margem para cortes e imprevistos, a encomenda sobe para 5,29 m.

Que tipos de pedra se usam em Portugal

Granito é a escolha mais durável e a mais utilizada em construção nova no Norte, Centro e ilhas. Suporta cargas elevadas, resiste à humidade e às variações de temperatura. Os acabamentos mais comuns são o amaciado (superfície polida) e o flameado (texturizado, mais antiderrapante para soleiras exteriores). Canteiros e marmorarias como a Granitos JRG, a Aviseense e a Granigosil trabalham habitualmente com granito português de várias origens: granito azul de Pedreira, granito amarelo de Cascais, granito cinzento do Minho.

Mármore de Estremoz-Borba-Vila Viçosa é a referência nacional para acabamentos mais elegantes. Utiliza-se frequentemente em moradias do Sul, em reabilitação de palacetes e em unidades hoteleiras. A Maroufi, a Jurunense e a Marble Market são fornecedores habituais deste material em Portugal.

Calcário compacto (lioz, moca creme, azul de Cascais) funciona como alternativa mais económica ao mármore, com bom comportamento em ambientes interiores. Para peitoris exteriores, precisa de tratamento hidrófugo para retardar a absorção de água ao longo do tempo.

Betão polímero e alumínio lacado são opções industrializadas, vendidas em peças standard. O betão polímero tem bom comportamento e está disponível nas grandes superfícies. O alumínio é o mais leve e o mais rápido de instalar, frequente em reabilitação urbana onde o prazo é prioritário.

Erros comuns ao encomendar

Confundir vão com medida da peça. O vão de obra é a abertura na parede; a peça tem de ser sempre maior. Um peitoril para um vão de 1,20 m não se encomenda com 1,20 m, mas com 1,20 m acrescido da saliência lateral de ambos os lados.

Esquecer a saliência exterior nos peitoris. Além da saliência lateral, há também a saliência exterior (quanto a peça sobressai da fachada) e a saliência interior (a parte dentro do parapeito). A calculadora acima trata apenas dos metros lineares; a profundidade da peça depende da espessura da parede e das especificações do projecto.

Não incluir margem de desperdício. Mesmo com medições exactas, um peitoril pode partir durante o transporte, um corte pode sair ligeiramente oblíquo ou uma medição com a parede por rebocar pode revelar diferenças na fase de montagem. Cinco por cento de margem é o mínimo razoável; em obras com vãos irregulares ou cortes especiais, sobe para 10%.

Encomendar por lote único sem verificar comprimentos disponíveis. As marmorarias e canteiros têm comprimentos máximos por bloco de pedra. Para vãos superiores a 2,00 m, convém confirmar antecipadamente a disponibilidade antes de definir as dimensões em projecto.

Quando recorrer a um profissional

A calculadora devolve os metros lineares a encomendar, mas não substitui a medição em obra nem a avaliação do material. Para projectos de reabilitação com pedra histórica a reutilizar, para soleiras em escadas com perfis especiais, ou para peitoris com pingadeira integrada e tratamento hidrófugo específico, o marmoreiro ou canteiro deve ser consultado directamente antes de iniciar a encomenda.

Perguntas frequentes

Qual a diferença entre soleira e peitoril?
A soleira coloca-se na base de um vão de porta, ao nível do pavimento, servindo de transição entre dois espaços ou entre o interior e o exterior. O peitoril assenta na base de uma janela, projectando-se habitualmente para o exterior para desviar a água da chuva da fachada. Dimensionalmente, ambos funcionam da mesma forma: a peça sobrepõe-se ao vão e assenta lateralmente na alvenaria.
Qual a saliência lateral recomendada para soleiras e peitoris?
Para soleiras de porta em obra nova, 2 a 3 cm por lado é suficiente para a pedra assentar com firmeza na argamassa. Para peitoris de janela expostos ao exterior, recomenda-se 3 cm por lado para garantir apoio estável e resistência ao vento e à chuva. Estes valores são os mais praticados pelas marmorarias portuguesas, como a Aviseense, a Granigosil e a Granitos JRG.
Que materiais se usam habitualmente em Portugal para soleiras e peitoris?
O granito é a escolha predominante no Norte e Centro, preferido pela durabilidade e disponibilidade local. O mármore de Estremoz, Borba ou Vila Viçosa é frequente no Sul e em obras de maior requinte. O calcário surge como alternativa económica em ambientes interiores. O betão polímero e o alumínio lacado são opções industrializadas com bom desempenho em reabilitação urbana.
Devo encomendar com sobra?
Sim, sempre. Uma margem mínima de 5% é aconselhável, mesmo quando as medidas parecem exactas. Peças podem partir durante o transporte ou a instalação, e as medições feitas com o reboco ainda não terminado podem revelar pequenas diferenças. Em obras com vãos irregulares ou cortes oblíquos, convém subir a margem para 10%.
Como medir o vão antes de encomendar soleiras ou peitoris?
Mede a distância entre as duas jambas da porta ou as ombreiras da janela, no ponto mais estreito. Em construção nova com reboco ainda por fazer, desconta o reboco de cada lado (habitualmente 1,5 a 2 cm por lado). Em reabilitação, mede directamente o vão existente e verifica a planura das superfícies de apoio antes de encomendar.
Quando devo consultar um marmoreiro ou canteiro profissional?
Sempre que a obra envolva acabamentos especiais (pingadeira integrada, perfis curvos, acoplamento a caixilharia específica), quando os vãos excedam 1,80 m (blocos longos podem precisar de armação), ou quando se reutilize pedra histórica existente. Um profissional garante a compatibilidade entre o tipo de pedra, os perfis, a argamassa de assentamento e os tratamentos hidrófugos adequados ao local.

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Esta calculadora destina-se apenas a fins informativos. Os resultados são estimativas baseadas em fórmulas padrão e podem variar consoante as condições reais. Consulte um profissional para decisões importantes.