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RivoCalc

Calculadora de Madeira para Pérgola

Calcula os metros lineares de madeira para pérgola de jardim: pilares, vigas e caibros, com espaçamentos configuráveis e estimativa de custo.

O cálculo de madeira para uma pérgola de jardim divide-se em três elementos estruturais: pilares, vigas principais e caibros. Cada um tem comprimento e quantidade distintos, e somar os metros lineares de cada categoria com uma margem de corte é o passo essencial antes de ir à loja ou pedir orçamento ao carpinteiro. Esta calculadora faz esse cálculo com base nas dimensões da pérgola e nos espaçamentos definidos, devolvendo o total de metros lineares e o número exacto de pilares e caibros a comprar.

O resultado actualiza automaticamente.

Distância do solo ao topo do pilar; normalmente entre 2,2 m e 3,0 m

Distância máxima entre pilares ao longo do comprimento; 2 m é o valor mais comum em pinho tratado

Distância entre caibros transversais; 0,4 a 0,6 m para sombra moderada

10% para pérgolas simples; 15% para formas com mais cortes ou ângulos

Metros lineares de madeira necessários

55,0ml

total com 10% de margem de desperdício

Pilares (6 × 2,5 m)
15,0 ml
Vigas principais (2 × 4,0 m)
8,0 ml
Caibros (9 × 3,0 m)
27,0 ml
Número de pilares
6
Número de caibros
9
Total sem margem
50,0 ml
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Como funciona

1

Indica o comprimento e a largura da pérgola em metros.

2

Introduz a altura dos pilares, do solo ao topo da peça vertical.

3

Define o espaçamento máximo entre pilares ao longo do comprimento (tipicamente 2 m para pinho tratado).

Fórmula

N_p = (⌈C ÷ E_p⌉ + 1) × 2 ; ml_p = N_p × H ; ml_v = 2 × C ; N_c = ⌈C ÷ E_c⌉ + 1 ; ml_c = N_c × L ; ml_total = (ml_p + ml_v + ml_c) × (1 + M/100)

  • CComprimento da pérgola (m)
  • LLargura da pérgola (m)
  • HAltura dos pilares (m)
  • E_pEspaçamento máximo entre pilares (m)
  • E_cEspaçamento entre caibros (m)
  • MMargem de desperdício (%)
  • N_pNúmero total de pilares (duas filas)
  • N_cNúmero de caibros (inclui os das extremidades)
  • ml_pMetros lineares de pilares
  • ml_vMetros lineares de vigas principais (2 unidades)
  • ml_cMetros lineares de caibros
  • ⌈⌉Arredondamento para cima — o número de peças é sempre inteiro

Fontes:

  • Leroy Merlin Portugal — madeira tratada autoclave para uso exterior, secções 9×9 cm, 9×14 cm, 4×8 cm
  • AKI Portugal — madeira de pinho tratado para jardim e pérgola
  • Maxmat — tabuado e vigas de madeira para construção exterior

Como funciona o cálculo

Calcular madeira para pérgola: pilares, vigas e caibros

Uma pérgola de jardim é uma estrutura simples no aspecto, mas que exige rigor no cálculo de material antes de começar. Subestimar os metros lineares obriga a viagens extra à loja, com o risco de não encontrar o mesmo lote e de haver diferenças de coloração ou textura entre peças de produções distintas. Sobrestimar aumenta o desperdício e o custo. Este cálculo apoia a decisão de compra e serve de base ao pedido de orçamento ao carpinteiro ou marceneiro.

Como a estrutura de uma pérgola se divide

A estrutura de uma pérgola rectangular divide-se em três elementos: pilares, vigas principais e caibros.

Os pilares são as peças verticais que sustentam toda a estrutura. Dispõem-se em duas filas paralelas ao longo do comprimento, espaçados de forma regular. Para comprimentos até 2 m, um par de pilares nas extremidades é suficiente. Para comprimentos maiores, adicionam-se pilares intermédios conforme o espaçamento definido. Cada pilar tem a altura que define a cota da pérgola.

As vigas principais (longarinas) são as duas peças horizontais que correm ao longo do comprimento, apoiadas no topo dos pilares. Cada uma tem exactamente o comprimento total da estrutura, e só existem duas: uma por cada fila de pilares.

Os caibros são as peças transversais que cruzam as duas vigas, espaçadas regularmente ao longo do comprimento. Cada caibro tem o comprimento da largura da pérgola. São o elemento em maior quantidade e a cobertura visível da estrutura. Incluem sempre um caibro em cada extremidade.

Madeira recomendada para pérgola em Portugal

A escolha da madeira determina a durabilidade e a manutenção ao longo dos anos. Em Portugal, as opções mais utilizadas em jardinagem doméstica são as seguintes.

O pinho tratado em autoclave é a madeira mais acessível e a mais vendida no Leroy Merlin, AKI e Maxmat. O tratamento em autoclave sob pressão introduz conservante na espessura da madeira, tornando-a resistente a fungos e insectos. Para peças expostas ao exterior mas protegidas da chuva directa (como pilares e vigas de pérgola com telheiro), o tratamento para uso exterior acima do solo é suficiente. Para peças em contacto directo com o solo (base enterrada dos pilares), deve optar-se por tratamento mais intenso. Em pérgolas, o pinho tratado tem uma vida útil de 15 a 25 anos com manutenção regular por aplicação de óleo ou lazúr.

O eucalipto é uma espécie muito plantada em Portugal, com boa resistência natural à humidade. É uma escolha popular nos viveiros e serrações do Norte e Centro do país. Exige menos tratamento, mas é mais difícil de trabalhar pela sua densidade elevada.

Para quem procura longevidade superior a 30 anos sem tratamentos frequentes, madeiras como o cumaru ou o ipê são opções duráveis mas de custo mais elevado, adequadas a pérgolas de jardim de nível superior.

Para uma pérgola doméstica comum, o pinho tratado é a escolha mais racional: disponível em todo o país, com secções padronizadas nos 9×9 cm, 9×14 cm e 4×8 cm, que correspondem às secções típicas de pilares, vigas e caibros, respectivamente.

Espaçamentos e dimensões de referência

O espaçamento entre pilares depende da secção da madeira e do peso da estrutura que suportam. Para pinho tratado de 9×9 cm, o vão máximo entre apoios recomendado pelos fabricantes situa-se entre 2,0 m e 2,5 m. Secções maiores (12×12 cm) permitem vãos até 3,0 m sem recurso a pilares intermédios.

O espaçamento entre caibros é, na prática, uma escolha estética e funcional. Caibros de 4×8 cm com espaçamento de 0,5 m criam uma sombra moderada e têm boa proporção visual. Para mais sombra ou como suporte de trepadeiras, reduz-se para 0,3 a 0,4 m. Para um efeito mais aberto, 0,6 a 0,8 m funciona bem quando a secção do caibro é suficientemente robusta.

Numa pérgola de 4×3 m com pilares a 2 m e caibros a 0,5 m de espaçamento, o cálculo dá 6 pilares (3 por fila × 2 filas), 2 vigas de 4 m e 9 caibros de 3 m. O total bruto resulta em 50 m lineares. Com 10% de margem: 55 ml.

Erros comuns no cálculo de madeira para pérgola

O erro mais frequente é calcular os caibros apenas pelo número de espaços, esquecendo os dois caibros das extremidades. A fórmula correcta é sempre o comprimento dividido pelo espaçamento (arredondado para cima) mais um. Para 4 m com 0,5 m de espaçamento: 4 ÷ 0,5 = 8 espaços, logo 9 caibros.

O segundo erro é usar madeira não tratada em exterior. A madeira de pinho não tratada não resiste mais de 2 a 3 anos exposta às condições climatéricas portuguesas, especialmente no Norte, com maior humidade e precipitação. Qualquer peça exterior deve ter pelo menos tratamento de superfície periódico; o ideal é madeira tratada em autoclave de fábrica.

O terceiro erro é dimensionar os pilares com a secção dos caibros. Um pilar de 4×8 cm não tem rigidez lateral suficiente para alturas de 2,5 m com vento e o peso das peças. As secções mínimas recomendadas para pilares são 9×9 cm em pinho tratado.

Quando contratar um carpinteiro ou marceneiro

Para pérgolas até 4×4 m em terreno plano, com ancoragem directa ao solo e sem cobertura adicional, um bricoleur experiente consegue montar a estrutura sozinho com pré-corte em loja. Para estruturas maiores, pérgolas sobre terraços ou varandas com restrições de carga, coberturas adicionais (telas de sombreamento, ripado decorativo, policarbonato) ou quando a ancoragem dos pilares em betão exige precisão de nivelamento, o envolvimento de um carpinteiro ou marceneiro com experiência em estruturas exteriores evita erros difíceis de corrigir depois da montagem.

Perguntas frequentes

Quantos caibros preciso para uma pérgola de 4 m de comprimento com espaçamento de 0,5 m?
O cálculo é 4 ÷ 0,5 = 8 espaços, mais 1 caibro nas extremidades: total de 9 caibros. Cada caibro tem o comprimento da largura da pérgola. O caibro inicial e o final ficam exactamente nas extremidades; os sete intermédios dividem o comprimento de forma regular.
Que secção de madeira usar nos pilares de uma pérgola?
Para alturas até 2,5 m com pinho tratado, a secção mínima recomendada é 9×9 cm. Para alturas de 2,5 a 3,0 m ou vãos superiores a 2 m entre pilares, prefere-se 12×12 cm. Madeiras mais densas como eucalipto permitem secções ligeiramente menores, mas o 9×9 cm é a secção mais disponível em loja e adequada à maioria das pérgolas domésticas.
Qual a melhor madeira para pérgola em Portugal?
O pinho tratado em autoclave é a escolha mais prática: disponível no Leroy Merlin, AKI e Maxmat, com secções padronizadas e boa relação custo-durabilidade. O eucalipto é uma alternativa nacional com boa resistência natural. Para maior longevidade sem manutenção frequente, o cumaru e o ipê têm desempenho superior, mas são opções de custo mais elevado.
Qual o espaçamento ideal entre caibros de pérgola?
O mais comum em Portugal é entre 0,4 m e 0,6 m, que cria uma sombra equilibrada com boa proporção visual. Para mais sombra ou como suporte de trepadeiras como a glicínia ou a bouganvília, usa-se 0,3 a 0,4 m. Para um efeito mais aberto e decorativo, 0,6 a 0,8 m funciona bem com caibros de secção mais robusta (4×10 cm ou 4×12 cm).
Preciso de tratar a madeira de uma pérgola exterior?
Sim. Qualquer madeira exposta ao exterior em Portugal precisa de protecção. A solução mais prática é comprar pinho já tratado em autoclave de fábrica, com tratamento adequado para uso exterior. Após montagem, recomenda-se aplicar óleo ou lazúr de exterior de dois em dois anos para manter a coloração e proteger a superfície da chuva e do sol. O Leroy Merlin e o AKI têm gamas de óleos para madeira exterior adequados a pérgolas.
Quando devo contratar um carpinteiro para construir a pérgola?
Para pérgolas até 4×4 m em terreno plano, um bricoleur experiente consegue montar sozinho com pré-corte em loja. Para estruturas maiores, instaladas em terraços ou varandas com restrições de peso, com coberturas adicionais (policarbonato, ripado ou telas), ou quando a ancoragem em betão exige nivelamento rigoroso, é recomendável contratar um carpinteiro ou marceneiro com experiência em estruturas exteriores.

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Revisto segundo a metodologia editorial · Actualizado em 28 de junho de 2026

Esta calculadora destina-se apenas a fins informativos. Os resultados são estimativas baseadas em fórmulas padrão e podem variar consoante as condições reais. Consulte um profissional para decisões importantes.