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Calculadora de Montante de Crédito pela Prestação

Estima o capital de crédito que uma prestação mensal financia, em função do prazo e da TAN. Útil para crédito à habitação, pessoal e automóvel.

Com uma prestação mensal estável, uma TAN de 10% e um prazo de 30 anos, o capital financiável corresponde a cerca de 114 vezes o valor dessa prestação. Com o mesmo juro e um prazo de 5 anos, o fator cai para cerca de 47 vezes. Esta calculadora faz a conta na direção inversa à habitual: parte da prestação que o orçamento suporta e estima o montante de crédito que ela permite financiar.

Muitas famílias chegam ao crédito com a pergunta inversa à que os simuladores costumam responder. Sabem quanto podem pagar por mês e querem saber que capital esse valor permite pedir. Um casal de Luanda que defina uma prestação confortável para o orçamento doméstico, sem contar com rendimentos extraordinários, precisa de perceber se essa mensalidade chega para um crédito à habitação ou apenas para um empréstimo pessoal de curta duração.

O modelo de referência para o crédito à habitação, pessoal e automóvel é a tabela Price, também designada sistema francês de amortização. Neste sistema a prestação mantém-se igual durante todo o contrato, mas a sua composição muda a cada mês. Nas primeiras prestações de um prazo longo, a maior parte do valor pago corresponde a juros, e só uma fatia pequena reduz o capital em dívida. Por isso, o capital que uma prestação consegue financiar depende fortemente do prazo e da taxa, e não apenas do valor mensal.

O resultado da calculadora inclui o montante de crédito estimado, o total a pagar ao longo do contrato e o total de juros. Serve como referência inicial para comparar cenários e não substitui a proposta concreta de uma instituição de crédito. A aprovação depende da avaliação de solvabilidade feita pela própria instituição, que tem em conta a capacidade de pagamento, a taxa de esforço e as condições de cada produto.

Antes de assumir qualquer compromisso, convém voltar a calcular o cenário sempre que a taxa, o prazo ou a prestação mudarem, sobretudo em créditos com taxa variável.

O resultado actualiza automaticamente.

Valor que o orçamento familiar permite pagar por mês

Duração pretendida do empréstimo, em anos

Taxa de juro do contrato, sem incluir comissões ou seguros

Montante de crédito estimado

125 677 Kz

Capital que estas condições permitem financiar

Total a pagar
216 000 Kz
Total de juros
90 323 Kz
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Como funciona

1

Indicar a prestação mensal que o orçamento familiar permite pagar com folga.

2

Indicar o prazo pretendido do empréstimo, em anos.

3

Introduzir a Taxa Anual Nominal (TAN) do contrato, em percentagem.

Fórmula

C = P × [1 − (1 + r)^(−n)] / r onde r = TAN / 1200 e n = anos × 12
C — Montante de crédito (capital financiado)
P — Prestação mensal
r — Taxa mensal, igual à TAN dividida por 1200
n — Número de prestações mensais (anos × 12)
TAN — Taxa Anual Nominal, em percentagem

Como funciona o cálculo

Como se calcula o montante de crédito a partir da prestação

A pergunta mais frequente de quem procura crédito é o inverso da que os simuladores costumam responder. Em vez de partir de um montante para chegar à prestação, muitas famílias sabem primeiro quanto conseguem pagar por mês e querem saber que capital esse valor permite financiar. Esta calculadora responde a essa pergunta: dada a prestação que o orçamento suporta, o prazo e a TAN, estima o montante de crédito correspondente, o total a pagar e o total de juros.

O modelo de referência para o crédito à habitação, o crédito pessoal e o crédito automóvel é a tabela Price, também designada sistema francês de amortização, e é esse o modelo que esta calculadora assume. Neste sistema a prestação mensal mantém-se constante durante todo o contrato, mas a sua composição interna muda a cada mês. No início, a maior parte da prestação corresponde a juros. À medida que o capital em dívida diminui, cresce a parcela que amortiza capital.

A fórmula do montante

O montante de crédito é o valor presente de uma sucessão de prestações iguais, descontadas à taxa mensal do contrato. A partir da fórmula da anuidade do sistema Price, isola-se o capital C:

C = P × [1 − (1 + r)^(−n)] / r onde r = TAN / 1200 e n = anos × 12

Onde P é a prestação mensal, r é a taxa mensal (a TAN dividida por 1200) e n é o número de prestações (o prazo em anos multiplicado por doze). O fator entre parênteses é o coeficiente de valor presente de uma renda constante: multiplica a prestação e devolve o capital que ela consegue liquidar ao longo do prazo.

Quando a taxa de juro é nula, a expressão reduz-se a C = P × n, ou seja, o capital é apenas a soma das prestações. Com juro positivo, o capital financiável é sempre inferior a essa soma, porque parte de cada prestação paga juros e não reduz a dívida. É por isso que o total pago no fim do contrato supera o montante inicialmente emprestado.

Um exemplo numérico: o efeito do prazo e da taxa

Considere-se uma TAN de 10% e uma prestação que o orçamento suporta de forma estável. Com um prazo de 30 anos, n é igual a 360 e o coeficiente de valor presente é de cerca de 114. O capital financiável corresponde, por isso, a cerca de 114 vezes a prestação mensal. Ao longo dos 360 meses, o total pago equivale a cerca de 3,2 vezes o capital, o que significa que os juros representam cerca de 2,2 vezes o capital inicial.

Com o mesmo juro e um prazo de 5 anos, n é igual a 60 e o coeficiente desce para cerca de 47. A mesma prestação financia então um capital bem menor, mas o total de juros fica em cerca de 28% do capital, em vez de ultrapassar o dobro dele. O contraste mostra a principal decisão do cálculo: um prazo mais longo aumenta a capacidade de financiamento de uma prestação, mas também eleva o custo total.

Um casal de Luanda que consiga suportar uma prestação estável num crédito à habitação a trinta anos pode financiar um capital muito superior ao que essa mesma prestação permitiria num crédito pessoal a cinco anos, mesmo com uma taxa próxima. O prazo mais curto concentra a devolução do capital em menos meses, e por isso o coeficiente é menor.

Uma taxa mais baixa reduz a fatia de juros de cada prestação, deixando mais espaço para amortizar capital. Por essa razão, a mesma prestação financia um montante maior quando a TAN desce. Num cenário de taxa nula, o capital passa a ser exatamente a soma das prestações, o que serve apenas como limite teórico de comparação.

Erros comuns ao estimar o montante

O primeiro erro é confundir a TAN com a TAEG. A TAN é a taxa de juro pura do contrato e é a que entra nesta fórmula. A TAEG (Taxa Anual Efetiva Global) inclui, além dos juros, as comissões, os seguros e outros encargos, pelo que, em regra, é superior à TAN. A definição de TAEG e o seu modo de cálculo vêm da Diretiva 2008/48/CE, relativa aos contratos de crédito aos consumidores, que em Portugal foi transposta pelo Decreto-Lei n.º 133/2009 (texto consolidado no Diário da República). Trata-se de referência normativa herdada: a regulamentação angolana aplicável à informação pré-contratual deve ser confirmada junto do Banco Nacional de Angola. A TAEG serve para comparar propostas de instituições diferentes, mas não é a taxa que se usa para calcular o capital pelo sistema Price.

O segundo erro é esquecer que a prestação não é o único encargo do crédito. Seguros, impostos, comissões e despesas de avaliação não fazem parte desta estimativa de capital, e podem pesar bastante no custo total. O terceiro erro é tomar o montante calculado como valor aprovado, o que leva a planear despesas com base num capital que a instituição pode não conceder.

O quarto erro é assumir que uma taxa inicial mais baixa se mantém durante todo o prazo. Quando a condição é temporária ou está ligada a um indexante, o montante estimado com essa taxa deve ser recalculado com a taxa que vigorará depois.

Crédito à habitação, pessoal e automóvel

A fórmula é a mesma nos três tipos de crédito, porque todos podem ser amortizados pela tabela Price. O que muda é o contexto: os créditos à habitação usam prazos longos, o que aumenta muito o capital financiável por cada unidade de prestação, enquanto os créditos pessoais e automóveis usam prazos mais curtos, com capitais menores para a mesma prestação. Basta introduzir o prazo e a TAN que correspondem ao tipo de crédito em análise.

Em qualquer dos casos, o resultado serve para comparar cenários e perceber a ordem de grandeza. Não fixa o orçamento, nem substitui a análise das condições concretas de cada proposta.

Taxas variáveis e o indexante Luibor

Esta calculadora assume taxa constante durante todo o prazo. A Luibor é a taxa interbancária de referência do mercado de Luanda, e os créditos com taxa variável indexada a esse indexante acrescentam ao seu valor um spread fixado pela instituição de crédito. Nestes contratos, a prestação pode ajustar-se periodicamente à evolução do indexante, nos termos previstos no contrato, pelo que o montante estimado serve apenas como referência inicial. Para testar um cenário de subida, pode introduzir-se uma TAN mais alta e observar a redução do capital financiável pela mesma prestação. As regras de revisão devem ser confirmadas no contrato e na documentação pré-contratual.

Quando consultar um profissional

Recomenda-se a consulta de um profissional financeiro habilitado sempre que a decisão de crédito tenha peso relevante no orçamento familiar. Esse profissional pode comparar propostas de várias instituições de crédito e enquadrar o resultado na situação financeira concreta. O Banco Nacional de Angola, enquanto supervisor das instituições de crédito, é a entidade de referência para a regulação do setor. Antes de qualquer compromisso, a documentação pré-contratual entregue pela instituição deve ser lida com atenção, e o sítio oficial do Banco Nacional de Angola é o ponto de partida para confirmar as regras aplicáveis.

Perguntas frequentes

Que montante de crédito se consegue com uma determinada prestação?

O montante obtém-se pelo valor presente das prestações futuras, descontadas à taxa mensal do contrato. Multiplica-se a prestação pelo coeficiente [1 − (1 + r)^(−n)] / r, em que r é a TAN dividida por 1200 e n é o número de meses. Quanto mais longo o prazo e mais baixa a taxa, maior é o capital que a mesma prestação permite financiar.

Porque é que o total pago é superior ao montante do crédito?

Porque parte de cada prestação paga juros e não reduz o capital em dívida. A soma de todas as prestações é sempre superior ao capital emprestado, e essa diferença corresponde ao custo total dos juros. Só numa hipótese de taxa nula o total pago iguala o montante financiado, cenário que serve apenas como referência teórica.

Deve usar-se a TAN ou a TAEG nesta calculadora?

Usa-se sempre a TAN, que é a taxa de juro pura do contrato e a que entra na fórmula do sistema Price. A TAEG, definida na Diretiva 2008/48/CE, inclui também comissões, seguros e outros encargos e serve para comparar o custo total de propostas diferentes, mas não determina o capital financiável. A TAN consta do contrato e da documentação pré-contratual entregue pela instituição.

Serve para crédito à habitação, pessoal e automóvel?

Sim. A fórmula aplica-se a qualquer crédito amortizado pela tabela Price. O que muda entre os tipos de crédito são a taxa de juro e os prazos típicos: prazos longos no crédito à habitação e prazos mais curtos no crédito pessoal e automóvel. Basta introduzir a prestação, o prazo e a TAN correspondentes ao tipo de crédito em causa.

O montante calculado é o valor que a instituição vai aprovar?

Não necessariamente. O resultado é uma estimativa a partir das condições introduzidas. A aprovação depende da avaliação de solvabilidade que a instituição deve fazer antes da concessão, prevista na Diretiva 2008/48/CE (artigo 8.º), e que considera a capacidade de pagamento, a taxa de esforço e o perfil de risco do requerente, bem como as regras prudenciais aplicáveis. O montante aprovado pode ser inferior ao valor estimado.

Quando se deve consultar um profissional?

Sempre que a decisão de crédito pese de forma relevante no orçamento familiar. Um profissional financeiro habilitado pode comparar propostas de várias instituições e avaliar o impacto de diferentes prazos e taxas no montante e no custo total. Recomenda-se ainda a leitura atenta da documentação pré-contratual antes de qualquer assinatura.

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Pelo RivoCalc · Revisto segundo a metodologia editorial · Actualizado em 30 de julho de 2026

Esta calculadora fornece uma estimativa para fins informativos e não constitui aconselhamento financeiro. Os valores reais dependem das condições de cada instituição de crédito e da situação financeira específica do requerente. Para decisões financeiras relevantes, recomenda-se a consulta de um profissional financeiro habilitado ou da própria instituição de crédito.