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Calculadora do Prazo do Crédito pela Prestação

Calcula-se em quantos meses fica pago um crédito, dada a prestação que o orçamento permite. Serve para habitação, crédito pessoal e automóvel.

Com uma TAN de 12% e uma prestação mensal igual a 2% do capital, o crédito fica pago em cerca de 70 meses, pouco menos de 6 anos. Calcula-se este prazo a partir da relação entre a prestação, a taxa de juro e o montante emprestado, e não de um desses valores isoladamente.

Muitas famílias começam a decisão pelo orçamento: sabem quanto conseguem pagar por mês e precisam de perceber se um empréstimo cabe nesse valor e durante quanto tempo. A maior parte dos simuladores faz o caminho inverso, calculando a prestação a partir do montante e do prazo. Esta calculadora resolve a questão oposta, que surge com frequência quando o rendimento já está comprometido com outras despesas.

Os créditos à habitação, pessoais e automóveis são geralmente calculados com prestações constantes, em que a composição entre juros e capital muda a cada mês. Numa família de Benguela ou do Lubango, a prestação que o orçamento suporta fixa o ritmo do pagamento, e o prazo resulta dessa escolha. Quanto mais a prestação se aproxima do juro do primeiro mês, mais o prazo cresce, e um pequeno aumento da prestação pode encurtá-lo de forma significativa.

Antes de usar o resultado, convém distinguir a TAN da TAEG e confirmar as condições do contrato com a instituição financeira. A calculadora dá uma estimativa com taxa constante. Em créditos com taxa variável, indexada a referências como a Luibor, a prestação pode ajustar-se e o prazo efetivo depende da evolução das taxas. Por isso, a calculadora serve sobretudo para comparar cenários de prestação, e não para fixar o valor final de um contrato.

O resultado actualiza automaticamente.

Montante total do crédito a contrair

Valor que o orçamento familiar permite pagar por mês

Taxa de juro do contrato, sem incluir comissões ou seguros

Prazo estimado

371 meses

30 anos e 11 meses

Total a pagar
278 250 Kz
Total de juros
128 250 Kz
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Como funciona

1

Inserir o valor total do empréstimo no campo Capital.

2

Indicar a prestação mensal que o orçamento permite pagar.

3

Introduzir a Taxa Anual Nominal (TAN) do contrato, em percentagem.

Fórmula

n = ln(P / (P − C × r)) / ln(1 + r) onde r = TAN / 1200
n — Número de prestações mensais necessárias para liquidar o crédito (prazo em meses)
P — Prestação mensal que o orçamento permite pagar
C — Capital do empréstimo, valor positivo (com C = 0 o prazo é zero e com C negativo o resultado não tem significado)
r — Taxa mensal = TAN / 1200
TAN — Taxa Anual Nominal, em percentagem

Como funciona o cálculo

Como se calcula o prazo de um crédito a partir da prestação

A maior parte dos simuladores de crédito resolve o problema na direção habitual: indica-se o montante e o prazo, e obtém-se a prestação mensal. Esta calculadora inverte o problema, que na prática é igualmente comum: o orçamento familiar suporta uma determinada prestação mensal, e o que importa saber é em quantos meses o empréstimo fica liquidado.

O modelo de referência para crédito à habitação, crédito pessoal e crédito automóvel é o sistema de prestações constantes, também conhecido como tabela Price ou sistema francês de amortização. Neste sistema, a prestação mantém-se igual ao longo de todo o contrato, mas a sua composição muda a cada mês: no início, a maior parte do pagamento corresponde a juros; no fim, quase tudo serve para amortizar capital.

A fórmula do prazo

A partir da fórmula da anuidade, resolve-se o número de períodos n em função do capital C, da prestação P e da taxa mensal r:

n = ln(P / (P − C × r)) / ln(1 + r) onde r = TAN / 1200

A TAN é expressa em percentagem, pelo que a divisão por 1200 a converte numa taxa mensal decimal: a taxa anual divide-se por doze meses e a percentagem por cem.

O argumento do logaritmo natural, P / (P − C × r), é superior a 1 quando a prestação excede o juro do primeiro mês, o que garante um resultado positivo. Quando a taxa é zero, o prazo é simplesmente o capital dividido pela prestação, sem qualquer fator de desconto.

A condição de existência é rigorosa: a prestação mensal tem de ser estritamente superior a C × r, que é o juro produzido no primeiro mês. Se a prestação for igual ou inferior a esse valor, os juros igualam ou superam o pagamento, o capital em dívida não diminui e o prazo torna-se matematicamente infinito. Quanto mais a prestação se aproxima desse limiar, mais o prazo cresce de forma acelerada.

O capital tem de ser um valor positivo. Com C = 0 não existe dívida a pagar, e a fórmula dá n = 0, resultado que não corresponde a nenhum crédito. Com C negativo, o resultado não tem significado prático e deve ser descartado, porque o capital de um empréstimo não pode ser negativo.

Exemplo com uma TAN de 12%

Para qualquer montante, o prazo depende apenas da relação entre a prestação e o capital. A tabela seguinte mostra o resultado para uma TAN de 12%, ou seja, uma taxa mensal de 1%:

Prestação mensal (em % do capital)Prazo calculado
1,01%cerca de 464 meses (38 anos e 8 meses)
1,1%cerca de 241 meses (cerca de 20 anos)
1,5%cerca de 110 meses (cerca de 9 anos)
2%cerca de 70 meses (cerca de 6 anos)
3%cerca de 41 meses (3 anos e 5 meses)

Reduzir a prestação de 1,1% para 1,01% do capital quase duplica o prazo, o que ilustra bem a assimetria do limiar. Com taxa nula, a mesma prestação de 2% liquidaria o crédito em 50 meses, porque não existiriam juros a pagar.

Prazos e modalidades de crédito

Os prazos praticados variam por modalidade e por instituição financeira, e ficam definidos nas condições de cada contrato. Não se apresentam aqui valores de referência, porque os limites aplicáveis dependem da regulação em vigor e da política de cada instituição. Em termos gerais, o crédito à habitação tende a ter os prazos mais longos e o crédito pessoal os mais curtos.

O prazo tem um efeito duplo no custo total. Um prazo mais longo reduz a prestação mensal, mas aumenta os juros pagos ao longo do contrato. Quanto maior o prazo, maior a proporção dos juros no total pago e menor a amortização de capital que cada prestação realiza nos primeiros anos.

Diferença entre TAN e TAEG

Um erro frequente é confundir a TAN com a TAEG. A TAN (Taxa Anual Nominal) é a taxa de juro do empréstimo e entra diretamente na fórmula do prazo. A TAEG (Taxa Anual Efetiva Global) procura refletir o custo total do crédito, incluindo, para além dos juros, outros encargos como comissões e seguros quando existem. Os encargos a incluir na TAEG são definidos pela regulação aplicável, pelo que convém confirmá-los junto da instituição financeira. Em regra, a TAEG é superior à TAN.

Para calcular o prazo pelo sistema de prestações constantes usa-se a TAN, que costuma constar das condições do contrato apresentadas pela instituição financeira. A TAEG serve para comparar propostas em termos de custo total, mas não entra na fórmula da prestação.

Um segundo erro comum é introduzir uma prestação que já inclui seguros. Os seguros não amortizam capital, pelo que convém separá-los do valor da prestação antes de a introduzir, caso contrário o prazo calculado sai distorcido.

Taxa de esforço e solvabilidade

O prazo calculado pela fórmula é uma estimativa matemática pura. Na prática, a concessão de crédito depende da avaliação de solvabilidade feita pela instituição financeira, que inclui o cálculo da taxa de esforço: a relação entre o total das responsabilidades de crédito mensais e o rendimento líquido do agregado familiar.

Uma prestação tecnicamente possível pela fórmula pode não ser aprovada se a taxa de esforço resultante ultrapassar os critérios definidos pela instituição financeira ou pela regulação aplicável em vigor. Por isso, o prazo deve ser confirmado na proposta concreta de crédito.

Taxas variáveis e indexantes

Nos créditos com taxa variável, a prestação ajusta-se periodicamente às variações do indexante de referência, como a Luibor. Nesse caso, a calculadora dá uma estimativa com taxa constante, e o prazo efetivo depende da evolução futura das taxas. Recomenda-se refazer o cálculo sempre que a taxa do contrato mudar, usando a nova TAN e a prestação que passa a vigorar.

Quando não usar esta calculadora

A calculadora assume prestações constantes, taxa fixa durante todo o contrato e ausência de períodos de carência. Não se aplica a créditos com amortização de capital constante, a contratos em que a prestação muda por fases, nem a créditos com um período inicial de pagamento apenas de juros. Também não substitui a análise das condições concretas, incluindo comissões, seguros e eventuais penalizações por reembolso antecipado.

Erros comuns

  • Introduzir a TAEG em vez da TAN, o que sobrestima a taxa e alonga o prazo calculado.
  • Introduzir a TAN em forma decimal (0,12) em vez de percentagem (12), uma vez que a calculadora espera a taxa em percentagem.
  • Introduzir a prestação com seguros incluídos, sem os separar.
  • Esquecer que a prestação tem de superar o juro do primeiro mês, caso em que o prazo não é finito.
  • Assumir que o prazo se mantém quando a taxa é variável.

Exemplo de utilização

Imagine-se uma família em Huambo que pode pagar 2% do montante do crédito por mês, com uma TAN de 12%. Introduzidos estes valores, a calculadora indica cerca de 70 meses, quase seis anos. Se a família conseguir subir a prestação para 3%, o prazo desce para cerca de 41 meses. A comparação deve considerar também o total de juros de cada cenário, já que um prazo mais curto custa menos juros, mas exige uma prestação mais alta.

Conclusão

O prazo de um crédito calcula-se a partir de três valores: o capital, a prestação e a TAN. A fórmula é exata para um crédito de prestações constantes e taxa fixa, e a utilidade desta leitura está em mostrar o que um aumento ou uma redução da prestação significa em meses. A calculadora oferece essa leitura rápida, mas a decisão final deve considerar as condições concretas da proposta, a taxa de esforço e o orçamento familiar no conjunto.

Perguntas frequentes

O que acontece se a prestação que indico for muito baixa?

Se a prestação mensal for igual ou inferior ao juro produzido no primeiro mês (capital × taxa mensal), o empréstimo nunca fica pago. Os juros igualam ou superam o pagamento e o saldo em dívida não diminui. A calculadora assinala este caso com uma mensagem de erro. Para que exista um prazo finito, a prestação tem de ser estritamente superior a esse limiar, e quanto mais próxima estiver dele, mais longo será o prazo.

Qual é o prazo máximo de crédito à habitação em Angola?

A calculadora não define nenhum prazo máximo. O prazo aplicável depende das condições de cada instituição financeira e da regulação em vigor, que pode ser alterada ao longo do tempo. Convém confirmar o prazo na proposta de crédito antes de tomar qualquer decisão. A calculadora indica apenas o prazo matemático associado à prestação introduzida, que deve ser comparado com as condições reais do contrato.

Posso usar esta calculadora para crédito pessoal ou automóvel?

Sim. A fórmula aplica-se a qualquer crédito amortizável pelo sistema de prestações constantes, seja para habitação, crédito pessoal ou automóvel. O que muda é a taxa de juro (TAN) e a duração típica de cada modalidade, que varia conforme a instituição e o tipo de financiamento. Basta introduzir o capital, a prestação e a TAN correspondentes ao crédito em causa. Em créditos com períodos de carência ou prestações que não são constantes, o resultado deixa de ser exato.

Qual é a diferença entre TAN e TAEG e qual devo usar nesta calculadora?

A TAN (Taxa Anual Nominal) é a taxa de juro do empréstimo e entra diretamente na fórmula do prazo. A TAEG (Taxa Anual Efetiva Global) procura refletir o custo total do crédito, incluindo juros e, quando existem, comissões e seguros, pelo que é, em regra, superior à TAN. Para calcular o prazo pelo sistema de prestações constantes usa-se a TAN, que costuma constar das condições do contrato. A TAEG é útil para comparar propostas em termos de custo total.

O prazo calculado muda se a prestação aumentar um pouco?

Sim, e o efeito não é linear. Quando a prestação está próxima do limiar mínimo, um pequeno aumento reduz o prazo de forma muito acentuada. À medida que a prestação se afasta desse limiar, o efeito de cada incremento diminui. Por isso, pequenos ajustes ao orçamento podem alterar bastante a duração de um crédito com prestação baixa, enquanto em prestações mais altas a diferença é menor.

Quando devo consultar um profissional para decidir o prazo do crédito?

Sempre que a decisão de crédito tenha peso significativo no orçamento familiar. Um consultor financeiro ou a própria instituição financeira pode comparar propostas, avaliar o impacto de diferentes prazos na taxa de esforço e apresentar a solução mais adequada à situação concreta. Convém também confirmar as condições de reembolso antecipado e as comissões associadas, porque estes custos podem alterar a escolha do prazo ao longo da vida do contrato.

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Esta calculadora fornece uma estimativa para fins informativos e não constitui aconselhamento financeiro. Os valores reais dependem das condições praticadas por cada instituição financeira e da situação financeira específica do requerente. Para decisões financeiras relevantes, convém confirmar as condições junto da instituição financeira ou de um consultor financeiro habilitado.