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Calculadora de Volume Demolição RCD

Estima o volume de resíduos de construção e demolição (RCD) com base na área, número de pisos e tipo de estrutura. Inclui estimativa de contentores e peso total.

A demolição de um edifício de alvenaria gera tipicamente 0,30 m³ de RCD por metro quadrado de área construída; num edifício de dois andares com 100 m² por andar, estimam-se cerca de 60 m³ de entulho antes de qualquer separação de materiais. Em concreto armado o fator sobe para 0,45 m³/m²; em pedra para 0,65 m³/m². Os resíduos incluem concreto fragmentado, alvenaria, madeira, metais, vidro e solos.

A legislação brasileira enquadra a gestão de resíduos de construção e demolição através da Lei n.º 12.305/2010 (Política Nacional de Resíduos Sólidos) e complementarmente pela Resolução CONAMA n.º 307/2002, que estabelece responsabilidades do gerador e define categorias de resíduos. Quer seja uma demolição sujeita a licença ambiental ou comunicação junto às prefeituras, a estimativa do volume e peso dos resíduos a produzir é essencial para o planeamento da obra e para cumprir obrigações de rastreabilidade.

Esta calculadora estima o volume de RCD com base na área do andar, no número de andares e no tipo de estrutura dominante do edifício. O cálculo utiliza fatores de geração expressos em metros cúbicos por metro quadrado (m³/m²), que variam conforme o material: alvenaria, concreto armado, pedra ou misto. É possível escolher entre demolição total e demolição seletiva, esta última com redução de cerca de 65% no volume de resíduos indiferenciados, uma vez que os materiais são separados na origem antes da derrubada.

A estimativa obtida serve de ponto de partida para diversas tarefas de planeamento: dimensionar o número de contentores necessários para a obra; seleccionar o operador de gestão de resíduos com capacidade adequada; preencher os formulários de controle ambiental com os dados de previsão exigidos pela legislação; estimar o peso total para efeitos de transporte e classificação conforme a Classificação Brasileira de Resíduos (NBR 10004). Os fatores de geração utilizados baseiam-se em valores publicados na literatura técnica brasileira e nos modelos de referência do sector da construção. São valores médios; em edifícios com características particulares como coberturas pesadas, caves profundas ou instalações especiais volumosas, os volumes reais podem divergir 20 a 30% do estimado.

O resultado é atualizado automaticamente.

Área bruta de um pavimento, em metros quadrados.

Inclui subsolo e sótão habitável, se houver.

Opcional. Caçamba mais comum no Brasil: 5 m³.

Volume de RCD estimado

48,0

Área total: 160,0 m²

Caçambas necessárias
7 caçambas
Peso estimado
62,4 t
Fator de geração
0,30 m³/m²
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Como funciona

1

Inserir a área de cada andar em metros quadrados (área bruta do pavimento).

2

Indicar o número de andares do edifício, incluindo subsolo se existir.

3

Escolher o tipo de estrutura dominante: alvenaria, concreto armado, pedra ou misto.

Fórmula

V_RCD = A × f × m
V_RCDVolume total de resíduos de construção e demolição (m³)
AÁrea total do edifício: área do andar (m²) multiplicada pelo número de andares
fFator de geração de RCD por tipo de estrutura (m³/m²): alvenaria 0,30; concreto armado 0,45; misto 0,35; pedra 0,65
mMultiplicador por tipo de demolição: total 1,00; seletiva 0,35

Como funciona o cálculo

Resíduos de Construção e Demolição: o que são

Os resíduos de construção e demolição (RCD) constituem um dos maiores fluxos de resíduos sólidos no Brasil. Incluem concreto, alvenaria de tijolo ou bloco, argamassas, cerâmicas, metais (ferro, aço, cobre, alumínio), madeira, vidro, plásticos, solos e inertes de escavação, e materiais de impermeabilização. Em edifícios anteriores a 1990, é frequente encontrar materiais perigosos como placas de fibrocimento com amianto ou tintas com chumbo, que exigem tratamento diferenciado e remoção por empresa especializada licenciada.

O enquadramento legal no Brasil é a Lei n.º 12.305/2010 (Política Nacional de Resíduos Sólidos), complementada pela Resolução CONAMA n.º 307/2002, que estabelece diretrizes, critérios e procedimentos para a gestão dos resíduos da construção civil. A Resolução CONAMA classifica os resíduos em quatro classes (A, B, C e D), sendo a Classe A composta por resíduos reutilizáveis ou recicláveis como agregados (concreto, tijolos, blocos, telhas, argamassas e outros materiais cerâmicos). O incumprimento das exigências de gestão adequada de resíduos constitui infração administrativa passível de multa.

Como se calcula o volume

A fórmula base é:

V_RCD = A × f × m

Onde:

  • A é a área total do edifício (área do andar multiplicada pelo número de andares, em m²);
  • f é o fator de geração específico do tipo de estrutura (em m³/m²);
  • m é o multiplicador conforme o tipo de demolição: 1,00 para demolição total; 0,35 para demolição seletiva.

Fatores de geração por tipo de estrutura

Os fatores de geração refletem os valores medianos observados em obras de demolição no Brasil:

Tipo de estruturaFator f (m³/m²)
Alvenaria (tijolo, bloco)0,30
Concreto armado0,45
Misto (alvenaria e concreto)0,35
Pedra (granito, calcário)0,65

A pedra natural gera mais volume porque, ao fragmentar-se, resulta em blocos de grande dimensão com vazios consideráveis entre si. O concreto armado, embora pesado, compacta com mais eficiência no contentor. As estruturas mistas combinam elementos de concreto armado com paredes de alvenaria, resultando num fator intermédio (0,35 m³/m²) entre os dois. Estes fatores correspondem a medianas observadas em análises de dados do setor da construção no Brasil; em edifícios com características muito particulares, podem variar em 20 a 30% face ao estimado.

Nota metodológica: não existe no Brasil uma norma que estipule fatores de geração de RCD por tipologia estrutural de forma padronizada. Os valores utilizados baseiam-se em estudos setoriais e nos dados operacionais de gestão de resíduos observados em centros de triagem e reciclagem. São médias orientativas, não valores impostos legalmente.

Demolição total vs. demolição seletiva

A demolição total (ou derrubada) consiste na destruição de todos os elementos construtivos sem separação prévia de materiais. Produz o volume máximo de resíduos misturados, com o multiplicador m = 1,00.

A demolição seletiva (ou desmonte) remove faseadamente os materiais por categoria: primeiro as instalações técnicas e cablagem, depois os revestimentos e carpintaria, e por fim a estrutura resistente. Permite separar os materiais na origem e redirecionar uma parte significativa para reciclagem ou valorização. O multiplicador m = 0,35 traduz uma redução de cerca de 65% no volume indiferenciado que segue para aterro, valor consistente com os dados operacionais de estudos setoriais sobre demolição seletiva em edifícios habitacionais.

A Resolução CONAMA n.º 307/2002 promove a demolição seletiva como opção preferencial, pois aumenta a taxa de valorização dos RCD e reduz a quantidade depositada em aterro. Na prática, é mais demorada e exige mão-de-obra especializada, mas reduz substancialmente os custos de deposição em aterro e facilita a reutilização dos materiais recuperados.

Estimativa de peso e dimensionamento de contentores

Para além do volume, a estimativa do peso total dos RCD é necessária para contratar o transporte adequado. Os fatores de conversão volume-peso (densidade aparente do entulho solto) variam por tipo de estrutura e são coerentes com os valores de referência utilizados na engenharia civil para resíduos de demolição:

Tipo de estruturaDensidade média (t/m³)
Alvenaria1,30
Concreto armado1,50
Misto1,35
Pedra1,40

Para dimensionar o número de contentores, divide-se o volume total (V_RCD) pela capacidade do contentor a utilizar e o resultado é arredondado por excesso, pois não é possível encomendar frações de contentor. No Brasil, os contentores mais comuns têm 4 m³, 7 m³ para obras domésticas e 10 m³ ou 20 m³ para obras de maior dimensão.

Classificação conforme a legislação brasileira

A Resolução CONAMA n.º 307/2002 define categorias de resíduos de construção e demolição. Os RCD enquadram-se principalmente na Classe A (reutilizáveis ou recicláveis como agregados): concreto, tijolos, telhas, cerâmicos, argamassas e outros materiais cerâmicos. A NBR 10004/2004 (Classificação de Resíduos Sólidos) complementa com diretrizes de classificação mais pormenorizadas. Materiais com amianto (bem como outros resíduos perigosos) classificam-se como Classe D e exigem sempre remoção por empresa certificada.

Perguntas frequentes

Qual é a diferença entre demolição total e demolição seletiva?

Na demolição total (derrubada), todos os elementos são destruídos sem separação prévia, gerando o volume máximo de resíduos misturados. Na demolição seletiva, os materiais são removidos por fases e categorias: primeiro instalações técnicas, depois revestimentos e carpintaria, e por fim a estrutura resistente. A demolição seletiva reduz em cerca de 65% o volume de resíduos indiferenciados enviados para aterro, uma vez que os materiais são encaminhados para reciclagem ou valorização específica. A Resolução CONAMA n.º 307/2002 promove a demolição seletiva como opção preferencial.

Como se calcula o número de contentores de entulho necessários?

Divide-se o volume total de RCD (calculado pela fórmula V_RCD = A × f × m) pela capacidade do contentor a utilizar. O resultado é sempre arredondado por excesso, pois não é possível encomendar frações de contentor. Exemplo: 21 m³ de RCD com contentores de 7 m³ exigem 3 contentores (21 ÷ 7 = 3,0, exato). Se o resultado fosse 21,5 m³, seriam necessários 4 contentores.

Qual é a classificação legal dos resíduos de demolição no Brasil?

A Resolução CONAMA n.º 307/2002 classifica os resíduos de construção e demolição em quatro classes. A Classe A inclui concreto, tijolos, blocos, telhas e outros cerâmicos (reutilizáveis ou recicláveis como agregados). A Classe B abrange madeira, vidro e plástico. A Classe C compreende resíduos ainda sem tecnologia viável para reciclagem. A Classe D inclui resíduos perigosos como amianto e adesivos tóxicos. Materiais perigosos exigem remoção por empresa especializada licenciada.

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Pelo RivoCalc · Revisado segundo a metodologia editorial · Atualizado em 29 de julho de 2026

Esta calculadora fornece estimativas de volume com base em fatores médios observados em obras de demolição no Brasil. Os volumes reais podem variar 20 a 30% conforme as características específicas do edifício, método de demolição, estado de conservação e presença de elementos estruturais especiais. Sempre valide a estimativa com uma avaliação técnica in situ antes de iniciar a obra e consulte as autoridades locais quanto aos requisitos específicos de gestão de resíduos.