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Calculadora de Carência de Capital no Crédito

Permite calcular a prestação durante a carência de capital e o custo extra em juros face a um crédito sem carência.

Numa carência de capital de 12 meses, com uma TAN de 12% e um prazo total de 30 anos, a prestação paga durante a carência corresponde a cerca de 1% do capital em dívida por mês, e a prestação calculada depois da carência fica cerca de 0,4% acima da que existiria sem carência. O custo extra em juros ao longo do contrato ronda 1% do capital inicial.

A carência de capital é uma opção usada em situações de esforço financeiro temporário. Em Moçambique, pode surgir quando a prestação sobe por efeito de uma revisão da taxa de juro indexada, por exemplo à taxa de referência do mercado interbancário, ou quando o mutuário atravessa um período de menor rendimento. Pode ser proposta pela instituição de crédito no âmbito de uma renegociação ou contratada desde o início, como cláusula do contrato.

Distingue-se da carência total, em que não há qualquer pagamento mensal e os juros se acrescentam ao capital em dívida. Na carência de capital, os juros continuam a ser pagos todos os meses: o capital não diminui, mas também não aumenta. Por isso, o encargo mensal desce, mas o custo total do contrato sobe, porque o capital se mantém elevado durante mais tempo e o prazo para o amortizar fica mais curto.

Para usar a calculadora, indica-se o capital do empréstimo, o prazo total em anos, a TAN constante no contrato e a duração da carência em meses. A calculadora apresenta a prestação durante a carência, a prestação após a carência pelo sistema francês no prazo restante, o total de juros ao longo do contrato e o custo adicional face a um empréstimo sem período de carência. Os resultados são válidos para uma taxa fixa; em contratos indexados, cada revisão da taxa altera a prestação.

O resultado actualiza automaticamente.

Montante inicial do empréstimo contratado

Duração total do contrato (1 a 50 anos)

Taxa Anual Nominal do contrato (0% a 30%)

Número de meses em que apenas se pagam juros, sem amortizar capital

Prestação durante a carência

437,50 MTn

Apenas juros mensais durante 24 meses, sem amortizar capital

Prestação após a carência

700,95 MTn

Amortização do capital pelo sistema francês nos 336 meses restantes

Encargos totais do contrato

Juros durante a carência
10 500 MTn
Juros após a carência
85 519 MTn
Total de juros
96 019 MTn

Comparação com crédito sem carência

Prestação sem carência
673,57 MTn
Total de juros sem carência
92 484 MTn
Custo adicional da carência
3535 MTn
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Como funciona

1

Indicar o capital do empréstimo, ou seja, o montante inicial em dívida.

2

Definir o prazo total do contrato em anos.

3

Inserir a TAN constante no contrato.

Fórmula

Jm = C × r | P = C × r / (1 − (1+r)^(−n'))
Jm — Prestação mensal durante a carência de capital (apenas juros)
C — Capital em dívida (não se altera durante a carência)
r — Taxa mensal = TAN / 1200
P — Prestação mensal após o período de carência (sistema francês)
n' — Prazo restante em meses = prazo total em meses − duração da carência

Como funciona o cálculo

Carência de Capital no Crédito: Como Funciona e Quanto Custa

Numa carência de capital, o contrato de crédito prevê um período em que o mutuário paga apenas os juros sobre o capital em dívida, sem amortizar o principal. O capital mantém-se igual ao inicial durante toda a carência, e a amortização retoma-se depois, pelo prazo que resta. A opção reduz o encargo mensal durante alguns meses, mas o custo distribui-se por todo o contrato.

O que é a carência de capital e como se distingue da carência total

A carência de capital não suspende os pagamentos. Todos os meses, o mutuário continua a liquidar os juros calculados sobre o capital em dívida. A prestação é o capital multiplicado pela taxa mensal, que se obtém dividindo a TAN (taxa anual nominal) por 1200. Não há amortização, o saldo não baixa e não há capitalização de juros.

A carência total é diferente. Durante esse período não se paga nada, e os juros de cada mês somam-se ao capital, que cresce de forma composta. No fim da carência total, a dívida é superior ao capital inicial, e o esforço para a liquidar no tempo restante é proporcionalmente maior. Esta modalidade tende a ficar reservada a situações de reestruturação mais profunda, porque o encargo futuro aumenta de forma substancial.

Como se calcula a prestação durante a carência

A prestação durante a carência obtém-se pela fórmula Jm = C × r, em que C é o capital em dívida e r a taxa mensal. Como r = TAN / 1200, a prestação de carência é sempre uma percentagem fixa do capital. Com uma TAN de 12%, a taxa mensal é 1% e a prestação corresponde a 1% do capital por mês. Com uma TAN de 9%, a taxa mensal é 0,75% e a prestação corresponde a 0,75% do capital.

Esta prestação não depende do prazo total do contrato, porque durante a carência o prazo não entra no cálculo. Também é sempre inferior à prestação normal do mesmo contrato, que inclui uma parcela de amortização para além dos juros. A diferença entre as duas é justamente o capital que não se amortiza durante a carência.

Como se calcula a prestação após a carência

Terminada a carência, o empréstimo entra no plano de amortização normal pelo sistema francês, com prestações constantes. A fórmula usada é P = C × r / (1 − (1+r)^(−n')), em que n' é o prazo restante em meses, ou seja, o prazo total em meses menos a duração da carência. O capital é o mesmo e a taxa mensal também, mas o prazo é mais curto. Por isso, a prestação resultante é necessariamente mais elevada do que num contrato sem carência com o mesmo prazo total.

Para o exemplo da introdução, com 360 meses de prazo total e 12 meses de carência, a prestação após a carência fica cerca de 0,4% acima da que existiria sem carência. O aumento parece pequeno, mas cresce com a duração da carência: quanto mais meses de carência, menor o prazo restante e maior a subida.

Impacto no custo total do crédito

O custo adicional da carência resulta de um mecanismo simples. Durante os meses de carência, o capital não se reduz, e os juros continuam a incidir sobre o montante inicial completo. Num contrato sem carência, esses mesmos meses já incluiriam alguma amortização, o que reduz progressivamente o saldo sobre o qual os juros são calculados.

No exemplo da introdução, com TAN de 12%, prazo de 30 anos e 12 meses de carência, o total de juros ao longo do contrato fica cerca de 1% do capital inicial acima do total de um contrato sem carência. Em proporção do total de juros, a diferença é pequena nesse caso, porque a carência é curta face ao prazo. Com carências mais longas, o diferencial aumenta, e a calculadora permite comparar os dois cenários com os valores exactos do contrato.

Duas variáveis determinam o tamanho do custo: a duração da carência e a taxa do contrato. Mais meses de carência significam mais juros adicionais. Uma taxa mais elevada amplifica o custo, porque cada mês de carência gera mais juros sobre um capital que não diminui.

Casos-limite e leitura dos resultados

Com carência de zero meses, a calculadora devolve a prestação normal do contrato e o custo adicional é nulo. A carência tem de ser inferior ao prazo total: se a duração da carência igualar o prazo, o prazo restante é zero e a fórmula deixa de estar definida. Com TAN de zero, não há juros: a prestação após a carência é o capital dividido pelo número de meses do prazo restante, e a carência não gera custo adicional. Com capital em dívida igual a zero, não há juros nem prestação em nenhuma fase, porque C × r é zero. Um capital negativo não corresponde a nenhuma situação de crédito, pois o saldo em dívida não pode ser inferior a zero, e deve ser recusado pela calculadora.

Os resultados referem-se à TAN introduzida. Em contratos com taxa indexada, a TAN depende da taxa de referência e da margem previstas no próprio contrato. Quando a referência muda, a TAN muda e a prestação recalcula-se para o prazo restante. A calculadora mostra o valor correto para cada taxa, mas não antecipa revisões futuras.

TAN e TAEG

A TAN é a taxa de juro nominal, sem comissões nem seguros. A TAEG (taxa anual de encargos efectiva global) incorpora esses encargos e permite comparar propostas de forma mais completa. A calculadora trabalha com a TAN, por isso o custo real do contrato, incluindo comissões e seguros associados, será superior ao valor apresentado.

Quando faz sentido e quando não faz

A carência de capital faz sentido quando há uma necessidade temporária de liquidez e uma expectativa razoável de que o encargo volte a um nível confortável depois da carência, por exemplo porque o rendimento do agregado vai aumentar ou porque uma despesa extraordinária termina. Não faz sentido quando serve apenas para aliviar um orçamento que, depois da carência, continuará apertado. Nesse caso, a prestação posterior pode tornar-se insustentável e o custo acumulado não compensa.

A calculadora é menos adequada quando o contrato tem mais de uma taxa ao longo da vida, amortizações antecipadas frequentes ou regras de carência específicas, porque o cálculo assume uma única taxa e um período de carência contínuo.

Erros comuns ao avaliar uma proposta de carência

O erro mais frequente é olhar apenas para a redução imediata da prestação. A carência oferece alívio real no curto prazo, mas o preço é pago em juros adicionais ao longo de vários anos. Um segundo erro é supor que a prestação volta ao valor anterior depois da carência. Ela sobe, porque o prazo restante é menor. Um terceiro erro é ignorar a revisão da taxa: o valor calculado vale apenas para a TAN indicada e deve ser recalculado a cada revisão.

Condições contratuais da carência

A existência e as condições da carência de capital dependem do contrato e da negociação com a instituição de crédito. Antes de a aceitar, convém confirmar por escrito o período, o valor da prestação durante a carência e as condições de retoma da amortização. Esta calculadora serve para estimar os valores antes de analisar a proposta com a instituição, mas não substitui a informação que a instituição apresenta antes da contratação.

Quando consultar a instituição de crédito

Antes de aceitar uma carência, convém comparar as alternativas: amortização antecipada parcial, extensão do prazo ou renegociação da taxa. Cada uma tem efeitos diferentes no custo total e no encargo mensal. As condições devem ficar por escrito antes de qualquer aceitação, incluindo o impacto da carência no custo total do crédito. Um consultor financeiro independente pode ajudar a comparar cenários com os valores reais do contrato.

Perguntas frequentes

O que é a carência de capital no crédito?

A carência de capital é um período do contrato de crédito em que o mutuário paga apenas os juros mensais sobre o capital em dívida, sem amortizar o principal. Durante a carência, o capital em dívida mantém-se igual ao valor inicial. O período pode ser acordado no momento da contratação ou negociado mais tarde, em situação de dificuldade. As condições concretas são as que constam do contrato e da proposta da instituição de crédito.

Qual é a diferença entre carência de capital e carência total?

Na carência de capital, os juros são pagos todos os meses, e o capital não diminui nem aumenta. Na carência total, não há qualquer pagamento mensal: os juros acrescentam-se ao capital em dívida, que cresce de forma composta até ao fim do período. Por isso, a carência total aumenta o montante a reembolsar e é uma modalidade pouco frequente, normalmente reservada a situações de reestruturação mais profunda.

Como se calcula a prestação durante a carência de capital?

A prestação durante a carência é o capital em dívida multiplicado pela taxa mensal, que é a TAN dividida por 1200. Por exemplo, com uma TAN de 9%, a taxa mensal é 0,75% e a prestação corresponde a 0,75% do capital em dívida. Este valor inclui apenas juros, sem qualquer amortização, e é sempre inferior à prestação normal do mesmo contrato.

A prestação sobe depois do período de carência de capital?

Sim. Terminada a carência, o capital em dívida é igual ao capital inicial, mas o prazo disponível para o amortizar é mais curto, porque corresponde ao prazo total menos os meses de carência. Com o mesmo capital, a mesma taxa e um prazo mais curto, a prestação pelo sistema francês é mais elevada do que seria num contrato sem carência com o mesmo prazo total. Quanto mais longa a carência, maior a subida.

Em que situações se pode pedir carência de capital em Moçambique?

A carência pode ser incluída no contrato desde o início ou negociada durante a vida do crédito, quando o mutuário enfrenta dificuldades para cumprir as prestações. A disponibilidade desta opção depende da política de cada instituição de crédito e das condições previstas no contrato. Convém confirmar por escrito o período, o valor da prestação durante a carência e as condições de retoma da amortização.

Quando se deve consultar um especialista antes de aceitar uma carência de capital?

Sempre que se pondere aceitar uma proposta de carência ou solicitar uma reestruturação do crédito. O custo adicional em juros pode ser significativo, e existem alternativas que podem ser mais vantajosas, como a amortização antecipada parcial, a extensão do prazo ou a renegociação da taxa. Um consultor financeiro independente pode comparar as opções e ajudar a escolher a solução mais adequada ao orçamento familiar.

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Esta calculadora fornece uma estimativa para fins informativos e não constitui aconselhamento financeiro. Os valores reais dependem das condições do contrato, da taxa aplicada em cada período e das comissões e seguros associados. Antes de aceitar qualquer proposta de carência, deve consultar-se a instituição de crédito e, se necessário, um profissional independente.