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Calculadora de Custo de um Mês Extra no Prazo do Crédito

Calcula-se quanto desce a prestação mensal e quanto sobem os juros totais ao acrescentar meses extra ao prazo do crédito.

Num crédito à habitação com 240 meses de prazo restante e TAN de 10%, acrescentar 12 meses faz subir os juros totais de cerca de 132% para cerca de 140% do capital em dívida. O exemplo é ilustrativo, calculado com a fórmula desta página: a prestação desce, mas o custo total em juros sobe.

Alargar o prazo de um crédito reduz a prestação mensal, mas não reduz a taxa de juro aplicada. A mesma dívida fica distribuída por mais tempo, e a instituição recebe juros sobre o capital em dívida durante mais meses. Quanto mais meses se acrescentam ao prazo restante e quanto maior for o capital ainda por amortizar, maior tende a ser a diferença entre a poupança mensal ganha e o custo total pago a mais em juros.

Esta calculadora quantifica esse compromisso para o crédito à habitação, o crédito pessoal ou o crédito automóvel. Introduz-se o capital em dívida, a TAN e o prazo atual, escolhe-se quantos meses extra simular e obtém-se de imediato a nova prestação, a poupança mensal e o acréscimo de juros até ao fim do contrato.

A TAN usada na fórmula corresponde ao indexante de referência acrescido do spread da instituição de crédito. As condições de cada contrato são, porém, as que constam do documento assinado, e é sobre esse documento que a simulação deve ser feita.

Um mutuário em Maputo ou na Matola que compare os dois cenários deve olhar sobretudo para o total pago até ao fim do contrato, e não apenas para a prestação mensal. Uma redução pequena na prestação pode esconder um acréscimo considerável de juros, sobretudo quando o prazo restante já é longo. Os valores obtidos servem para comparar cenários e não substituem o mapa de amortização que a instituição de crédito apresenta.

O resultado actualiza automaticamente.

Montante ainda por pagar no crédito, no momento actual

Soma da taxa de referência (Euribor) com o spread contratado

Anos que faltam para liquidar o crédito, ao ritmo actual

Quantos meses queres somar ao prazo restante

Custo extra em juros

3453 MTn

Juros adicionais pagos ao longo de todo o contrato por causa dos meses extra

Poupança mensal na prestação

15,32 MTn

Redução da prestação mensal com o prazo alargado

IndicadorPrazo actualPrazo alargado
Prestação mensal
686,19 MTn
670,86 MTn
Total de juros
75 856 MTn
79 309 MTn
Prazo total
25 anos
26a 0m
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Como funciona

1

Introduz-se o capital que ainda está em dívida no crédito.

2

Indica-se a TAN (Taxa Anual Nominal) aplicada ao contrato, que resulta do indexante somado ao spread.

3

Regista-se quantos anos faltam para liquidar o crédito, ao ritmo atual de pagamento.

Fórmula

P = C × [r × (1+r)^n] / [(1+r)^n − 1] | r = TAN / 1200 | n = (prazo_atual × 12) + meses_extra
P — Prestação mensal, montante fixo pago em cada mês pelo sistema francês
C — Capital em dívida no momento da simulação; se for zero, não há prestação nem juros a somar
r — Taxa de juro mensal, obtida dividindo a TAN por 1200; com TAN zero, r é zero e a expressão não se aplica diretamente, usando-se o limite descrito na explicação
n — Número total de prestações do novo prazo, ou seja, o prazo atual em meses mais os meses extra; com n igual a 1, a prestação é o capital acrescido de um mês de juros
TAN — Taxa Anual Nominal, correspondente ao indexante de referência mais o spread da instituição de crédito
meses_extra — Número de meses acrescentados ao prazo restante do contrato

Como funciona o cálculo

Custo de um Mês Extra no Prazo: o Que Está Realmente em Jogo

Pedir à instituição de crédito para alargar o prazo é uma das formas mais comuns de aliviar o orçamento familiar quando a prestação mensal aperta. Mas o alargamento não é uma solução sem custo: distribui a mesma dívida por mais tempo, o que reduz a prestação mas aumenta o total de juros pagos até ao fim do contrato. Esta calculadora isola exatamente esse efeito, mostrando quanto se poupa em prestação mensal e quanto se paga a mais em juros por cada mês extra acrescentado ao prazo.

Como a fórmula distribui o capital e os juros

O cálculo assenta no sistema francês de amortização, também conhecido como tabela Price, em que a prestação é um montante fixo pago em cada mês. A prestação resulta da taxa de juro mensal, obtida dividindo a TAN por 1200, aplicada ao capital em dívida e distribuída de forma constante por todas as prestações do prazo escolhido. Em cada mês, uma parte da prestação cobre os juros do saldo em aberto e o restante amortiza capital. No início do contrato a parcela de juros é maior; à medida que o saldo desce, a parcela de capital aumenta.

Quando se acrescentam meses ao prazo, o número de prestações aumenta e cada prestação individual desce, porque a mesma dívida passa a ser paga em mais parcelas. O que muda por completo é o total de juros. Como o saldo devedor demora mais tempo a ser amortizado, a instituição recebe juros sobre esse capital durante mais meses. A taxa não muda, mas o tempo em que é aplicada aumenta, e é aí que nasce o custo extra.

Um exemplo com números ajuda a perceber a ordem de grandeza. Com uma TAN de 10%, cada 100 unidades de capital em dívida geram uma prestação de cerca de 0,97 unidades por mês num prazo restante de 240 meses. Ao acrescentar 12 meses, a prestação desce para cerca de 0,95 unidades. Em contrapartida, o total de juros pago até ao fim do contrato passa de cerca de 132% do capital em dívida para cerca de 140%. Este exemplo é ilustrativo e foi calculado com a fórmula desta página; o valor real de cada contrato depende das condições aplicadas pela instituição.

Alargar o prazo em Moçambique: o que muda na prática

A TAN usada nesta fórmula corresponde, pela própria definição da legenda, ao indexante de referência acrescido do spread da instituição de crédito. Não se assume aqui nenhum indexante concreto: a calculadora trabalha com a taxa que consta do contrato, seja ela qual for.

Um pedido de alargamento de prazo depende sempre da aprovação da instituição de crédito, que reavalia a situação financeira do cliente antes de aceitar alterar as condições do contrato. Podem existir limites de idade do mutuário ou de prazo máximo, e a instituição confirma-os antes de aprovar o pedido.

É importante perceber que alargar o prazo não altera o spread nem o indexante. O que se altera é o número de prestações. Por isso, esta ferramenta é sobretudo útil para comparar cenários: quanto desce a prestação por cada mês extra e quanto sobe, em contrapartida, o total de juros pago até ao fim do crédito.

Vale ainda distinguir o alargamento de prazo de um período de carência de capital. Na carência, paga-se apenas juros durante alguns meses, sem amortizar capital, e o prazo total pode manter-se inalterado. No alargamento, o prazo total do contrato aumenta de facto e a dívida passa a ser reembolsada ao longo de mais tempo.

Em contratos de longa duração, a variação do indexante pode alterar a prestação ao longo do tempo, quando o contrato tem taxa variável. A calculadora assume que a TAN se mantém constante até ao fim do novo prazo, por isso os valores são uma projeção e não uma previsão. Se a taxa indexante subir ou descer, a prestação real acompanha essa variação, e o total de juros também.

Na prática, nas cidades de Maputo, da Matola, da Beira, de Nampula ou de Quelimane, o pedido tende a ser analisado a partir do rendimento do agregado familiar e dos encargos já assumidos. Por isso, a comparação deve partir do valor da prestação que cabe no orçamento de cada casa, e não apenas da redução que a simulação mostra.

Erros comuns ao pedir mais meses de prazo

O erro mais frequente é olhar apenas para a redução da prestação mensal sem quantificar o custo total em juros. Uma descida que parece pequena na prestação pode traduzir-se num acréscimo considerável de juros ao longo de vários anos, sobretudo quando o prazo restante já é longo e o capital em dívida ainda é elevado.

Outro erro é assumir que o alargamento é gratuito. As instituições de crédito podem cobrar comissões ou encargos administrativos pela renegociação das condições, e o mutuário deve pedir o valor exato antes de decidir. Esta calculadora não inclui essas despesas: mostra apenas o efeito do alargamento sobre a prestação e os juros, que deve depois ser somado a eventuais encargos.

Comparar apenas a TAN entre propostas também pode induzir em erro. Para comparar duas propostas, convém pedir a cada instituição o indicador de custo total do crédito que apresenta, e confrontar esses valores em conjunto com a TAN e com o prazo.

Também é comum esquecer que um prazo mais longo pode esbarrar em limites de idade do mutuário mais jovem no contrato, ou em regras de prazo máximo definidas pela instituição. Antes de negociar, convém confirmar se o novo prazo total respeita esses limites.

Casos-limite do cálculo

A fórmula deixa de ser diretamente aplicável em alguns casos, e convém saber o resultado de cada um. Quando a TAN é zero, r também é zero e o denominador (1+r)^n − 1 fica igual a zero. Nesse caso, a prestação obtém-se pelo limite da fórmula quando a taxa tende para zero: é o capital em dívida dividido pelo número de prestações, e o total pago é igual ao capital, sem juros.

Com apenas um mês restante, n é igual a 1 e a prestação corresponde ao capital em dívida acrescido de um mês de juros, ou seja, C × (1 + r). O total de juros é então igual a C × r. Se o prazo restante for zero e não houver meses extra, o contrato já está terminado: não há prestação para recalcular e a fórmula não se aplica, porque n seria zero.

Quando o capital em dívida é zero, a prestação também é zero e não existem juros a somar, porque o crédito já se encontra liquidado. Um capital negativo não tem significado neste cálculo, uma vez que um saldo devedor não pode ser inferior a zero. Sem meses extra, a simulação repete o plano atual e a diferença entre cenários é nula.

O que a calculadora não inclui

Além das comissões, a simulação não considera seguros associados ao crédito, como os seguros de vida ou de habitação que possam ser exigidos, nem impostos ou outros encargos fiscais. Também não modela a evolução futura do indexante. Os resultados servem para comparar cenários de prazo com as mesmas condições de taxa e devem ser lidos como uma estimativa.

Quando consultar um profissional

Decidir entre manter a prestação atual ou pedir um alargamento depende de fatores que esta calculadora não substitui: a estabilidade do rendimento, a existência de outros créditos em curso e a margem disponível para eventuais amortizações antecipadas. Um consultor financeiro independente pode ajudar a avaliar se o alargamento é a melhor resposta à dificuldade concreta, ou se existem alternativas mais vantajosas, como a renegociação da taxa ou uma amortização parcial pontual.

Antes de assinar qualquer alteração ao contrato, convém pedir à instituição de crédito um mapa de amortização atualizado com o novo prazo, para confirmar que os valores coincidem com os desta simulação.

Um exemplo de decisão

Imagine-se um mutuário em Maputo, com um crédito à habitação de 240 meses restantes, que sente a prestação pesada num período de menor rendimento. Antes de pedir mais 12 meses, deve comparar três números: a prestação atual, a prestação alargada e o total de juros até ao fim de cada cenário. Se a folga mensal for essencial para o orçamento do agregado familiar, o alargamento pode justificar-se. Se o objetivo for apenas poupar, a comparação do total de juros tende a mostrar que o prazo original custa menos. O mesmo raciocínio aplica-se a um crédito pessoal ou automóvel na Matola, na Beira ou em Nampula, apenas com prazos e taxas diferentes.

Perguntas frequentes

O alargamento do prazo do crédito reduz a taxa de juro?

Não. Alargar o prazo distribui a mesma dívida por mais prestações, mas a TAN, o spread e o indexante mantêm-se exatamente iguais. O que desce é o valor de cada prestação. O que sobe é o número de meses em que se pagam juros sobre o capital em dívida, por isso o total pago ao longo do contrato tende a aumentar.

Quanto custa em juros acrescentar alguns meses ao prazo do crédito?

Depende do capital em dívida, da taxa aplicada e dos meses que faltam para o fim do contrato. Quanto maior for o capital e mais cedo no contrato se pedir o alargamento, maior tende a ser o acréscimo de juros. Para obter o valor estimado, basta introduzir os dados concretos nesta calculadora e comparar o total de juros do cenário atual com o do cenário alargado.

Alargar o prazo é o mesmo que ter um período de carência de capital?

Não. Na carência de capital, paga-se apenas juros durante alguns meses, e o prazo total do contrato pode manter-se inalterado. No alargamento, o número total de prestações aumenta de facto e a dívida passa a ser reembolsada ao longo de mais tempo. As condições de cada modalidade devem ser confirmadas no contrato, porque variam de instituição para instituição.

Posso pedir à instituição de crédito para alargar o prazo do meu crédito à habitação?

É possível pedir, mas a decisão final cabe sempre à instituição de crédito, que reavalia a situação financeira do cliente antes de aceitar alterar as condições do contrato. Os contratos podem ter limites de idade do mutuário ou de prazo máximo, que a instituição confirma antes de aprovar o pedido. Convém perguntar logo no início se existem encargos associados à alteração.

Vale a pena alargar o prazo só para reduzir a prestação mensal?

Depende do motivo. Se a prioridade for aliviar o orçamento mensal num período de dificuldade, o alargamento pode fazer sentido, mesmo com o custo extra em juros. Se o objetivo for apenas pagar menos ao longo da vida do crédito, normalmente compensa mais manter o prazo atual ou fazer amortizações antecipadas parciais, quando o contrato o permitir.

Quando é recomendável consultar um profissional antes de alargar o prazo do crédito?

Sempre que a decisão altere de forma permanente as condições do contrato. Um consultor financeiro independente pode comparar o alargamento com outras alternativas, como a renegociação da taxa ou uma amortização parcial, e ajudar a perceber qual responde melhor à situação concreta. Antes de assinar, deve pedir-se à instituição de crédito um mapa de amortização atualizado com o novo prazo.

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Pelo RivoCalc · Revisto segundo a metodologia editorial · Actualizado em 19 de agosto de 2026

Esta calculadora fornece uma estimativa para fins informativos e não constitui aconselhamento financeiro. Os valores reais dependem das condições de cada instituição de crédito, da taxa indexante em vigor e da situação específica de cada pessoa. Para decisões financeiras, recomenda-se a consulta da instituição de crédito ou de um profissional qualificado.