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Calculadora de Impacto do Prazo no Crédito

Permite comparar dois prazos de crédito em simultâneo: prestação mensal, total de juros e custo total de cada cenário.

Com uma TAN hipotética de 12%, um crédito a 20 anos exige uma prestação mensal de cerca de 1,10% do capital e gera juros totais de cerca de 164% do capital. Aos 30 anos, a prestação desce para cerca de 1,03%, mas os juros totais sobem para cerca de 270% do capital. Esta é a troca central da decisão: menos esforço em cada mês em troca de um custo total muito superior.

Num crédito com sistema francês de amortização (tabela Price), o valor da prestação é igual em todos os meses, mas a parte que corresponde a juros é maior no início do contrato. Quanto mais longo o prazo, mais tempo se paga juros sobre um capital que ainda está quase por amortizar. A relação entre prazo e custo total não é linear, por isso uma diferença de poucos anos pode pesar mais do que parece à primeira vista.

A calculadora permite comparar dois prazos lado a lado. Basta introduzir o capital, a TAN e os dois prazos em anos para ver, em cada cenário, a prestação mensal, o total de juros e o custo total. As diferenças entre os dois cenários aparecem no fim, o que dispensa a construção manual de tabelas de amortização.

A escolha do prazo deve responder a duas perguntas: quanto cabe no orçamento todos os meses durante os anos do contrato, e quanto se está disposto a pagar em juros pela folga mensal que o prazo longo proporciona.

Os resultados são estimativas. Não incluem comissões, seguros, custos notariais e de registo nem alterações da taxa ao longo do contrato, pelo que a proposta final de uma instituição de crédito pode diferir. Antes de decidir, convém pedir uma simulação formal à instituição.

O resultado actualiza automaticamente.

Montante total do empréstimo a simular

Soma da taxa de referência (Euribor) com o spread contratado

Primeiro prazo a simular

Segundo prazo para comparar

Prestação mensal (20 anos)

869,94 MTn

Calculado pelo sistema francês (tabela Price)

Prestação mensal (30 anos)

673,57 MTn

Calculado pelo sistema francês (tabela Price)

Indicador20 anos30 anos
Total de juros
58 785 MTn
92 484 MTn
Custo total
208 785 MTn
242 484 MTn
Diferença de prestação (mensal)
196,37 MTn
Diferença no total de juros
33 699 MTn
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Como funciona

1

Introduzir o montante total do empréstimo no campo Capital.

2

Indicar a Taxa Anual Nominal (TAN) do crédito, que corresponde à soma da taxa de referência com o spread da instituição de crédito.

3

Definir dois prazos diferentes, em anos, para comparar lado a lado.

Fórmula

P = C × [r × (1+r)^n] / [(1+r)^n − 1] | r = TAN / 1200 | n = prazo × 12
P — Prestação mensal, montante fixo pago em cada mês pelo sistema francês
C — Capital emprestado, ou seja, o montante do empréstimo
r — Taxa de juro mensal (TAN dividida por 1200)
n — Número total de prestações (prazo em anos multiplicado por 12)
TAN — Taxa Anual Nominal (taxa de referência indexante, por exemplo a MIMO, mais o spread da instituição de crédito)

Como funciona o cálculo

O Prazo do Crédito: Prestação Mensal Versus Custo Total

Escolher o prazo de um crédito à habitação é uma das decisões com maior impacto financeiro para um agregado familiar. O prazo define não só o esforço mensal suportado durante muitos anos, mas também o montante total pago ao longo de todo o contrato. A relação entre as duas variáveis não é linear: pequenas diferenças de prazo podem gerar diferenças grandes no custo total dos juros. A calculadora compara dois prazos em simultâneo, para o mesmo capital e a mesma taxa, e mostra o que se ganha em cada mês e o que se paga a mais no conjunto.

Como o prazo afeta a prestação mensal

A prestação mensal de um crédito com sistema francês (tabela Price) é calculada para distribuir o capital e os juros de forma regular ao longo de todo o contrato. Quando o prazo aumenta, o número de prestações cresce e cada uma diminui. O efeito é mais pronunciado nos prazos curtos. Com a TAN hipotética de 12% usada como exemplo, a prestação mensal desce de cerca de 1,43% do capital num prazo de 10 anos para cerca de 1,20% num prazo de 15 anos, uma diferença de cerca de 0,23 pontos por mês. Entre 25 e 30 anos, a mesma passagem de cinco anos reduz a prestação apenas de cerca de 1,05% para cerca de 1,03%, uma diferença de cerca de 0,02 pontos. Alargar um prazo curto pesa, por isso, muito mais na prestação do que alargar um prazo já longo.

Para o mesmo capital e a mesma taxa, o prazo mais longo reduz a prestação e pode tornar o crédito acessível a agregados com rendimentos mais limitados. Num exemplo de 20 anos, a prestação situa-se em cerca de 1,10% do capital; aos 30 anos, em cerca de 1,03%. Por cada 100 unidades de capital, a diferença entre os dois prazos é de cerca de 0,07 unidades por mês. Esta redução é real, mas tem um reverso que se mede no custo total.

O custo crescente dos juros nos prazos longos

O reverso de uma prestação mais baixa é um custo total de juros muito superior. Num sistema francês, nos primeiros anos a componente de juros de cada prestação é dominante, e a amortização do capital é lenta. Quanto mais anos dura o contrato, mais tempo o mutuário paga juros sobre um capital que ainda é elevado.

Com a mesma TAN hipotética de 12%, os juros totais correspondem a cerca de 72% do capital num prazo de 10 anos, a cerca de 164% num prazo de 20 anos e a cerca de 270% num prazo de 30 anos. Ou seja, num contrato de 30 anos, os juros pagos chegam a cerca de 2,7 vezes o capital emprestado. Esta diferença é o que a calculadora torna imediatamente visível, sem necessidade de construir tabelas de amortização à mão.

Prazo, taxa e condições de crédito

O crédito à habitação é concedido por instituições de crédito, que definem as suas próprias condições. O prazo máximo, o montante financiável e a relação entre a prestação e o rendimento variam conforme a instituição, a idade e o rendimento do mutuário e a avaliação do imóvel. Por isso, esta calculadora não aplica limites de prazo: simula qualquer combinação, e a aprovação real depende da análise da instituição e do quadro regulador aplicável.

Em cidades como Maputo, Matola ou Beira, onde o rendimento de muitos agregados pode ser irregular, convém testar a prestação com uma margem de segurança antes de assumir um prazo longo. Uma prestação que parece suportável no papel pode pesar bastante quando surgem despesas de saúde, de educação ou de deslocação.

Quando o prazo ultrapassa a idade previsível de reforma do mutuário, convém confirmar junto da instituição se esse prazo é aceite nas condições propostas. O mesmo vale para contratos com taxa variável, indexada por exemplo à MIMO, mais um spread. A calculadora assume uma taxa fixa durante todo o prazo, pelo que não reflete revisões futuras da taxa.

Erros comuns ao escolher o prazo

O erro mais frequente é focar exclusivamente na prestação mensal sem analisar o custo total do empréstimo. Uma proposta com a mesma TAN mas um prazo mais longo torna o crédito mais fácil de suportar em cada mês, mas mais caro no conjunto. Um prazo alargado pode também levar o mutuário a ficar com uma dívida que se prolonga para além da fase da vida em que o rendimento é mais estável.

Outro erro comum é não simular amortizações antecipadas. Quem escolhe um prazo longo para reduzir a prestação pode, se a situação financeira melhorar, fazer amortizações parciais que diminuem o capital em dívida e, consequentemente, os juros futuros. Antes de o fazer, convém confirmar junto da instituição se existem comissões por amortização antecipada e em que condições são aplicadas.

Um terceiro erro é ignorar os encargos que não entram na fórmula, como seguros, comissões de abertura, avaliação do imóvel e custos notariais e de registo. Esta calculadora considera apenas o capital, a taxa e o prazo. Por isso, o custo real de um crédito é quase sempre superior ao que resulta da prestação simulada.

A comparação entre dois prazos, por exemplo 20 e 30 anos, revela exatamente o custo de oportunidade de cada opção: quanto se poupa em cada mês ao escolher o prazo longo e quanto a mais se paga em juros ao longo de todo o contrato.

Quando usar esta calculadora e quando não usar

A calculadora é adequada para comparar cenários de prazo com capital e taxa fixos, numa fase inicial de planeamento. Não é adequada para simular taxas variáveis com revisões periódicas, períodos de carência, prestações escalonadas nem para avaliar a elegibilidade de um pedido de crédito, que depende da análise de cada instituição. Nestes casos, é necessário um cálculo específico ou uma proposta formal da instituição.

Casos-limite da fórmula

Um prazo nulo (n = 0) não corresponde a nenhum contrato: com n = 0, o denominador (1 + r)^0 − 1 é zero e a fórmula não se aplica. O menor prazo com sentido é n = 1, ou seja, um mês expresso em anos (um doze avos de ano). Nesse caso, a fórmula devolve uma única prestação igual ao capital acrescido dos juros de um mês, o que confirma o comportamento esperado.

Com taxa zero (TAN = 0), o numerador e o denominador anulam-se e a expressão fica indeterminada. O valor obtido por limite é o capital dividido pelo número de prestações. Sem juros, o prazo altera apenas o valor de cada prestação e não o custo total, que fica igual ao capital. Esta situação é rara no crédito à habitação.

Com capital zero, a prestação e os juros são também zero. Um capital negativo não tem significado num empréstimo e não deve ser usado. Com taxas positivas, a prestação diminui sempre que o prazo aumenta, mas o custo total cresce de forma cada vez mais pronunciada.

Outro caso-limite é o prazo muito curto com capital elevado. Nessa situação, a prestação cresce de forma acentuada à medida que o prazo encurta, podendo exceder a capacidade mensal do agregado mesmo com uma taxa moderada. Convém, por isso, testar sempre os dois cenários e não apenas o que parece mais confortável à primeira vista.

Por fim, a fórmula trata a taxa como constante em todos os meses. Se a taxa for revista durante o contrato, a prestação recalcula-se e os valores simulados deixam de corresponder à realidade. Nesse caso, a simulação serve para perceber a ordem de grandeza, e não para fixar um orçamento definitivo.

Quando consultar um profissional

A decisão sobre o prazo não se toma isoladamente. Depende do rendimento atual e previsível do agregado, dos outros encargos financeiros, da margem de poupança mensal disponível e das expectativas de evolução profissional. Um consultor financeiro independente, ou a própria instituição de crédito, pode ajudar a avaliar diferentes combinações de prazo e taxa com base no perfil concreto do agregado, e a negociar condições.

Informação de referência

Antes de comparar propostas, convém confirmar no contrato qual a taxa de referência indexante, com que periodicidade é revista e qual o spread aplicado. Estes três elementos determinam a TAN que deve ser introduzida na calculadora e permitem comparar propostas de forma justa.

Perguntas frequentes

Como o prazo do crédito afeta a prestação mensal?

Um prazo mais longo distribui o mesmo capital por mais prestações, o que reduz o valor de cada uma. A redução não é proporcional: é mais acentuada ao passar de prazos curtos para médios do que ao alargar um prazo médio para um muito longo. Com uma TAN hipotética de 12% e o mesmo capital, a prestação mensal situa-se em cerca de 1,10% do capital num prazo de 20 anos e em cerca de 1,03% num prazo de 30 anos.

Um prazo mais longo significa pagar mais no total?

Sim. Quanto mais longo o prazo, maior o total de juros pagos ao longo do contrato. Com a mesma TAN hipotética de 12%, os juros totais correspondem a cerca de 164% do capital num prazo de 20 anos e a cerca de 270% num prazo de 30 anos. Prazos mais curtos reduzem o custo total, mas exigem prestações mensais mais altas. A escolha entre os dois depende da capacidade de suportar a prestação durante todo o contrato.

Qual é o prazo máximo para crédito à habitação em Moçambique?

Esta calculadora não aplica nenhum limite de prazo, porque os prazos aceites variam de instituição para instituição. A idade do mutuário, o rendimento, a avaliação do imóvel e as políticas de cada instituição podem influenciar o prazo concedido. Para saber quais os prazos aplicáveis ao caso concreto, convém pedir uma simulação formal à instituição de crédito.

O que é o sistema francês (tabela Price) e como se calcula a prestação?

O sistema francês, também chamado tabela Price, é um método de amortização em que a prestação mensal é constante durante todo o prazo. No início do contrato, a maior parte de cada prestação corresponde a juros; ao longo do tempo, a componente de capital amortizado cresce. A prestação é calculada em função do capital, da taxa mensal (TAN dividida por 1200) e do número total de prestações (prazo em anos vezes 12), através da fórmula apresentada nesta página.

Vale a pena optar por um prazo mais curto mesmo que a prestação seja mais elevada?

Depende da capacidade de suportar uma prestação mais alta durante todo o contrato e do peso dos juros no custo total. Um prazo mais curto poupa um montante significativo em juros, mas exige um esforço mensal superior. Antes de decidir, convém verificar se o orçamento mantém uma margem de segurança para imprevistos, como uma quebra de rendimento ou despesas de saúde e educação. A calculadora mostra a diferença em termos absolutos, o que permite decidir com números concretos.

Quando convém pedir ajuda profissional para escolher o prazo?

Convém consultar um consultor financeiro independente ou a própria instituição de crédito quando o orçamento é apertado, quando há dúvidas sobre o prazo máximo aceite pela instituição ou quando se compara uma taxa variável com uma taxa fixa. O consultor pode avaliar o perfil financeiro e ajudar a negociar condições com as instituições de crédito. A escolha do prazo não é apenas um cálculo matemático, porque afeta vários anos do orçamento familiar.

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Pelo RivoCalc · Revisto segundo a metodologia editorial · Actualizado em 30 de julho de 2026

Esta calculadora apresenta uma estimativa para fins informativos e não constitui aconselhamento financeiro. Os valores reais dependem das condições de cada instituição de crédito, da taxa praticada no momento da contratação e da situação financeira de cada pessoa. Antes de decidir, convém consultar uma instituição de crédito ou um profissional qualificado.