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RivoCalc

Calculadora de Custo de Bomba de Calor

Calcula o custo anual de energia de uma bomba de calor e a poupança face ao aquecimento eléctrico por resistência.

Uma bomba de calor não gera calor — move-o. Essa distinção, aparentemente técnica, tem um impacto directo na factura mensal: em vez de converter 1 kWh eléctrico em 1 kWh de calor (como faz um aquecedor de resistência), um bom split reversível produz 3 a 4,5 kWh de calor por cada kWh eléctrico consumido. Na prática, isso significa que aquecer um apartamento T2 em Lisboa ao longo do inverno pode custar 150 a 250 € num sistema de resistência eléctrica e apenas 50 a 90 € com uma bomba de calor da mesma capacidade.

O mercado português de bombas de calor cresceu significativamente nos últimos anos, impulsionado pelos programas de eficiência energética do ADENE e pelos apoios do PRR. Os splits reversíveis de marcas como Daikin, Mitsubishi Electric, LG e Bosch tornaram-se o equipamento de aquecimento e arrefecimento mais vendido em Portugal — e com razão. Representam o melhor equilíbrio entre investimento inicial, eficiência energética e versatilidade para o clima português.

Esta calculadora estima o custo anual de energia de uma bomba de calor com base na capacidade, no SCOP (eficiência sazonal) e no padrão de uso. Mostra também a poupança esperada face ao aquecimento por resistência eléctrica.

O resultado actualiza automaticamente.

Aquece e arrefece o ar directamente. Instalação mais simples e menor custo de investimento.

Potência térmica nominal do equipamento. Apartamento T2: 5–8 kW. Moradia T3: 8–14 kW.

SCOP típico: 2,8–4,5. O mais comum em apartamentos e moradias portuguesas.

Em Portugal, 6–10 h/dia é típico para aquecimento de Novembro a Março.

Em Lisboa, cerca de 120–150 dias. No interior (Guarda, Bragança), pode chegar a 180–210 dias.

Consulta a tua factura EDP, Galp ou Endesa. Tarifa média em Portugal: 0,22 €/kWh (2026).

Custo anual estimado

528,00 €

consumo: 2400 kWh/ano

Consumo eléctrico anual
2400 kWh
Custo médio mensal
105,60 €
Equivalente com resistência eléctrica
1848,00 €/ano
Poupança vs resistência
1320,00 €/ano (71%)

Como funciona

1

Selecciona o tipo de bomba de calor — ar-ar (split), ar-água ou geotérmica.

2

Indica a capacidade de aquecimento em kW (consta na ficha técnica do equipamento).

3

Define o SCOP — eficiência sazonal. Consulta a etiqueta energética ou ficha do fabricante.

Fórmula

E = (C × h × d) / SCOP; Custo = E × p

  • Econsumo eléctrico anual (kWh/ano)
  • Ccapacidade de aquecimento nominal (kW)
  • hhoras de funcionamento por dia
  • ddias de aquecimento por ano
  • SCOPeficiência sazonal (Seasonal Coefficient of Performance)
  • ppreço do kWh (€/kWh)

Fontes:

Como funciona o cálculo

Bomba de Calor em Portugal: Vale Mesmo a Pena?

Portugal tem um clima que favorece as bombas de calor ar-ar acima da média europeia. O inverno é relativamente ameno — mesmo nas noites mais frias do interior, raramente se desce abaixo dos -5 °C de forma prolongada — e o verão quente justifica o arrefecimento. Um split reversível resolve os dois problemas com um único equipamento, e fá-lo de forma muito mais eficiente do que qualquer sistema de resistência eléctrica.

A chave está no conceito de COP (Coeficiente de Performance): a razão entre o calor produzido e a electricidade consumida. Um aquecedor eléctrico tem sempre COP = 1. Uma bomba de calor de qualidade tem COP de 3 a 4,5 em condições reais de inverno — o que significa que para cada euro gasto em electricidade, obtém-se o equivalente a 3 a 4,5 euros em calor.

SCOP: A Métrica que Realmente Importa

O COP varia com a temperatura exterior — quanto mais frio, menos eficiente. Por isso, os fabricantes e a regulamentação europeia (Reg. 2016/2281) adoptaram o SCOP (Seasonal COP): a eficiência média ao longo de toda a estação de aquecimento, calculada segundo uma metodologia normalizada (EN 14825).

Um split reversível de classe A++ vendido em Portugal (Daikin, Mitsubishi Electric, LG, Samsung) tem tipicamente SCOP entre 3,5 e 4,5. Modelos mais antigos de classe A ficam entre 2,8 e 3,5. A diferença entre um SCOP de 3,0 e 4,0 representa, na prática, 25% de poupança em electricidade — numa moradia com 12 kW de capacidade e 150 dias de aquecimento, isso pode significar 200 a 300 € por ano.

Em Lisboa, onde os invernos são amenos, o SCOP real tende a ser mais próximo do limite superior. Em Bragança ou na Guarda, onde o frio é mais intenso e prolongado, o SCOP efectivo é mais baixo e os dias de aquecimento sobem para 180–210 por ano.

Tipos Disponíveis e Custos de Investimento em 2026

Ar-ar (split reversível): O tipo mais vendido em Portugal. Equipamento entre 800 € e 2 500 € para apartamentos e moradias de dimensão normal. Instalação por empresa certificada DGEG: 300–600 €. Prazo de amortização face ao aquecimento eléctrico: 3 a 6 anos, dependendo do uso. Marcas disponíveis em Leroy Merlin, Worten, MediaMarkt e instaladores AVAC.

Ar-água (termobomba): Produz água quente para radiadores ou piso radiante — substitui directamente a caldeira a gás. Equipamento entre 2 000 € e 6 000 €. Instalação entre 500 € e 1 500 €, dependendo da complexidade hidráulica. Indicada para quem já tem um sistema de radiadores ou está a fazer uma remodelação. O SCOP é ligeiramente inferior ao do ar-ar nas mesmas condições climáticas, mas a distribuição de calor é mais uniforme.

Geotérmica: O sistema mais eficiente (SCOP 3,5–5,5), mas com custo de investimento elevado — sondagens ou colectores enterrados, mais o equipamento, totalizam facilmente 10 000 a 20 000 €. Justifica-se apenas em moradias de grandes dimensões com consumos de aquecimento muito elevados, ou quando há apoios específicos do ADENE/PRR. Em Portugal continental, é ainda uma solução de nicho.

Erros Frequentes ao Comprar uma Bomba de Calor

O erro mais comum é subdimensionar o equipamento para poupar no investimento inicial. Uma bomba de calor com capacidade insuficiente para o espaço vai funcionar continuamente nas noites mais frias — com SCOP real muito abaixo do declarado e sem atingir a temperatura desejada. O cálculo correcto das necessidades energéticas (em BTU ou kW por m²) deve ter em conta o isolamento, orientação solar e volume do espaço.

O segundo erro é não verificar a classe energética real do equipamento. Equipamentos de classe A são hoje o mínimo aceitável para uma compra nova; a diferença de eficiência entre classes pode ser de 30–40%, e o impacto na factura acumula durante 10 a 15 anos de vida útil do equipamento.

Na prática, um bom instalador AVAC em Portugal faz o dimensionamento correcto em 30 minutos, usando a norma EN 12831 ou um software equivalente. Vale sempre a pena pedir esse cálculo antes de comprar — muitos instaladores fazem-no gratuitamente no contexto de um orçamento.

Quando Chamar um Técnico

A instalação de qualquer bomba de calor em Portugal exige técnico certificado pela DGEG (Direcção-Geral de Energia e Geologia), especialmente quando envolve fluidos refrigerantes. Não é uma questão de preferência — é obrigatório por lei (DL 56/2011 e regulamentação F-gas). Um instalador certificado emite o relatório técnico necessário para eventual registo no SCE (Sistema de Certificação Energética).

Sempre que a capacidade necessária superar 12 kW ou o edifício tiver mais de 10 anos sem obra de isolamento, convém fazer uma auditoria energética pelo ADENE antes de escolher o equipamento. O investimento numa bomba de calor bem dimensionada, num edifício com isolamento adequado, tem retorno muito mais rápido do que num edifício com pontes térmicas e janelas sem corte de pontes térmicas.

Perguntas frequentes

Quanto custa por ano uma bomba de calor ar-ar num apartamento T2 em Lisboa?
Para um apartamento T2 com 7 kW de capacidade, SCOP de 3,5, 8 horas/dia durante 140 dias e electricidade a 0,22 €/kWh, o custo anual de aquecimento fica em torno de 87 €. O mesmo aquecimento com resistência eléctrica custaria cerca de 305 € — uma poupança de 218 €/ano. Em 4 a 5 anos, amortiza o custo de aquisição e instalação do split.
O que é o SCOP e onde o encontro?
O SCOP (Seasonal Coefficient of Performance) é a eficiência sazonal de aquecimento, normalizada segundo a EN 14825. Consta na etiqueta energética do equipamento (obrigatória na UE desde 2013) e na ficha técnica do fabricante. Valores acima de 3,5 são bons; acima de 4,0 são excelentes para o clima português.
Uma bomba de calor ar-ar pode substituir o aquecimento central a gás?
Na maioria dos apartamentos e moradias de dimensão normal em Portugal, sim — especialmente com um sistema de múltiplos splits (multi-split), em que uma unidade exterior alimenta várias divisões. A temperatura de conforto é equivalente. A diferença está na distribuição do calor: o split aquece o ar directamente, enquanto os radiadores aquecem por convecção a partir de água quente. Para substituir radiadores hidráulicos com uma bomba de calor, a opção correcta é a bomba ar-água.
Há apoios do Estado para instalar uma bomba de calor em Portugal?
Sim. O PRR (Plano de Recuperação e Resiliência) e os programas do ADENE têm incluído apoios para substituição de caldeiras a gás por bombas de calor, especialmente na vertente de aquecimento de águas sanitárias (bomba de calor AQS). O Portal do Consumidor de Energia da ADENE (adene.pt) disponibiliza informação actualizada sobre incentivos activos. As condições variam consoante o tipo de habitação e o rendimento do agregado familiar.
A bomba de calor funciona bem no frio intenso do interior de Portugal?
A maioria dos splits reversíveis modernos de marcas como Daikin, Mitsubishi Electric ou LG funciona até -15 °C (modelos "low ambient"), com eficiência reduzida mas funcional. Em Bragança ou na Serra da Estrela, onde podem ocorrer noites abaixo de -5 °C, um modelo com capacidade ligeiramente sobredimensionada e tecnologia Inverter garante conforto mesmo nos dias mais frios. O SCOP real será mais baixo do que em Lisboa, mas a poupança face à resistência eléctrica mantém-se expressiva.
Quando devo consultar um técnico certificado em vez de confiar apenas nesta calculadora?
Sempre que a decisão envolver mais de 5 000 € de investimento, ou quando existem características construtivas especiais (edifícios antigos, tecto muito alto, exposição solar incomum, pontes térmicas conhecidas). Um técnico AVAC certificado pela DGEG calcula as necessidades reais segundo a norma EN 12831 e dimensiona correctamente o equipamento — evitando o erro mais frequente, que é comprar um sistema subdimensionado que nunca aquece bem nem nas noites de inverno.

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Esta calculadora destina-se apenas a fins informativos. Os resultados são estimativas baseadas em fórmulas padrão e podem variar consoante as condições reais. Consulte um profissional para decisões importantes.

Custo Bomba de Calor por Ano | Portugal 2026