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RivoCalc

Calculadora de Custo de Instalação Eléctrica

Calcula o custo de uma instalação eléctrica completa em Portugal: nova construção ou remodelação, com quadro eléctrico e certificação DGEG.

O resultado actualiza automaticamente.

Área total da habitação (soma de todas as divisões).

Na remodelação completa inclui-se a abertura e fecho de roços nas paredes.

A qualidade afecta a durabilidade e as funcionalidades, não a segurança.

Nos grandes centros urbanos a mão de obra é mais cara.

Referência do mercado português (2026): instalação por m², quadro eléctrico e ligação trifásica, antes do ajuste regional. Ajusta ao orçamento que recebeste.

Quadro de distribuição e certificação, valor fixo.

Custo total estimado

~5440,00 €

68,00 €/m² · ~10 circuitos

Instalação (80 m²)
4960,00 €
Quadro eléctrico
480,00 €
Ajuste regional
× 1.00
Circuitos estimados
~10 circuitos
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Como funciona

1

Introduz a área total da habitação em m² (soma de todas as divisões).

2

Selecciona o tipo de instalação: nova construção (paredes abertas), remodelação simples (substituição do quadro e circuitos principais) ou remodelação completa (toda a cablagem).

3

Escolhe a qualidade dos materiais: económico (conformante RTIEBT), standard (Schneider Electric, Hager) ou premium (ABB, Gewiss, domótica).

Fórmula

C = A × P × f_q × f_r + QE × f_q × f_r + T × f_r

  • CCusto total estimado (€)
  • AÁrea da habitação (m²)
  • PPreço base por m² conforme tipo de instalação: nova construção (paredes abertas, custo mais baixo), remodelação simples (substituição de quadro e circuitos principais) ou remodelação completa (toda a cablagem, custo mais elevado)
  • f_qFactor de qualidade dos materiais: 0,80 económico (conformante RTIEBT, materiais básicos) / 1,00 standard (Schneider Electric, Hager) / 1,30 premium (ABB, Gewiss, domótica)
  • f_rFactor regional: 1,00 resto de Portugal / 1,20 Lisboa ou Porto (mão de obra mais cara nestas regiões)
  • QECusto fixo do quadro eléctrico e certificação DGEG; inclui disjuntores magnetotérmicos, diferenciais e certificado de conformidade obrigatório para ligação à rede EDP
  • TCusto da ligação trifásica, se aplicável; necessária para carregadores VE de alta potência, aquecimento central eléctrico ou maquinaria industrial

Fontes:

  • RTIEBT — Regras Técnicas das Instalações Eléctricas de Baixa Tensão (Portaria 949-A/2006)
  • DGEG — Direcção-Geral de Energia e Geologia, certificação de instalações eléctricas
  • Schneider Electric Portugal — catálogo de quadros e dispositivos de protecção 2026
  • Hager Portugal — catálogo técnico e preços de referência 2026
  • Leroy Merlin Portugal — preços de referência para material eléctrico 2026

Como funciona o cálculo

Instalação eléctrica em Portugal: o que determina o custo?

A instalação eléctrica é uma das obras invisíveis que mais pesam no orçamento de uma remodelação ou nova construção. Ao contrário de trabalhos como a pintura ou a cerâmica, a electricidade não se vê depois de fechada, o que leva muitos proprietários a subavaliar o custo real ou a aceitar orçamentos demasiado vagos.

Em Portugal, o custo de uma instalação eléctrica completa varia com o tipo de intervenção (nova construção, remodelação simples ou remodelação completa) e com a qualidade dos materiais escolhidos. Para um apartamento T2 em Coimbra, a calculadora acima permite estimar o investimento para cada cenário, com desagregação por m², quadro eléctrico e certificação DGEG.

Tipo de instalação: a decisão mais importante

O factor com maior impacto no orçamento é o tipo de trabalho a realizar.

Nova construção: as paredes estão abertas durante a obra e a passagem de cabos é directa, sem demolições. O electricista segue o projecto, instala caixas de roço, passa a cablagem nos canais previstos e liga ao quadro. É a opção mais económica por m², porque não há demolições nem reposição de revestimentos. Uma moradia T3 de 120 m² em Braga é um exemplo típico para este cenário.

Remodelação simples: substitui-se o quadro eléctrico e actualizam-se os circuitos principais, mantendo a cablagem existente em bom estado (habitualmente cablagem PVC dos anos 90 ou mais recente). O custo por m² é moderado e adequado para habitações cujos fios estejam conformes mas o quadro seja antigo ou sem diferenciais.

Remodelação completa: toda a cablagem é substituída. Abrem-se os roços nas paredes para instalação do novo cabo, encaminham-se as condutas e fecha-se com argamassa antes de rebocar. Esta é a intervenção mais cara por m², mas garante 30 ou mais anos de durabilidade e conformidade total com o RTIEBT. Para habitações anteriores a 2000 com fios em fibra de vidro, é a única solução tecnicamente correcta.

Componentes do custo em Portugal 2026

A calculadora acima permite obter estimativas detalhadas para qualquer combinação de área, tipo de instalação, qualidade de materiais e região. As variáveis com maior impacto no total são:

  • Tipo de instalação: a remodelação completa tem um custo por m² substancialmente mais elevado do que a nova construção, porque inclui a abertura e o fecho de roços.
  • Região: Lisboa e Porto têm mão de obra de electricistas credenciados mais cara do que o resto do país — a calculadora aplica um factor regional automaticamente.
  • Qualidade dos materiais: materiais standard (Schneider Electric, Hager) são o ponto de equilíbrio habitual; a gama premium (ABB, Gewiss, domótica) eleva o custo de forma significativa.

O quadro eléctrico doméstico inclui disjuntores magnetotérmicos e diferenciais conforme o RTIEBT. Uma unidade Schneider Electric com 24 módulos está disponível na Leroy Merlin ou Maxmat; a montagem e ligação são cobradas à parte pelo electricista. A certificação de conformidade emitida pela DGEG, obrigatória para a ligação à rede da EDP Distribuição, tem um custo fixo que a calculadora inclui na estimativa.

Normas e regulamentação obrigatórias

O RTIEBT (Portaria 949-A/2006, que aprova as Regras Técnicas das Instalações Eléctricas de Baixa Tensão) define os requisitos mínimos para instalações em habitações. Entre os mais relevantes para o orçamento:

Circuitos separados por função: o RTIEBT exige circuitos independentes para iluminação, tomadas e equipamentos fixos. Numa habitação de 80 m², isso traduz-se tipicamente em 12 a 14 circuitos distintos: iluminação por divisão (3 a 4 circuitos), tomadas por zona (3 a 4 circuitos), e circuitos dedicados para máquina de lavar roupa, fogão ou placa, termoacumulador ou esquentador e, cada vez mais, um circuito para o carregador de veículo eléctrico.

Secções mínimas de cabo: 2,5 mm² para circuitos de tomadas e 1,5 mm² para iluminação. Electricistas que usam 1,5 mm² em circuitos de tomadas para reduzir o custo de material estão a violar o RTIEBT e a criar risco de segurança.

Certificação obrigatória: qualquer instalação nova ou remodelada tem de ser certificada por instalador electricista credenciado pela DGEG. Sem certificado de conformidade, não é possível pedir a ligação à rede EDP e o seguro de habitação pode não cobrir danos eléctricos.

Os erros mais comuns

O erro mais frequente é não exigir projecto eléctrico assinado por técnico credenciado antes de começar. Sem projecto, o electricista pode adoptar soluções sub-dimensionadas que passam na inspecção mas não resistem à carga real da habitação. Num apartamento em Lisboa com microondas, máquina de lavar, arca, frigorífico e ar condicionado a funcionar em simultâneo, um quadro mal dimensionado dispara constantemente.

O segundo erro é aceitar um orçamento demasiado vago, do tipo "instalação eléctrica completa — valor fixo" sem discriminação. Um orçamento correcto especifica o número de circuitos, a secção dos cabos, a marca do quadro e dos disjuntores, e inclui a certificação DGEG. Sem estes elementos, há risco de surpresas no final.

O terceiro erro acontece em remodelações: fechar as paredes sem coordenar previamente as instalações eléctricas, de dados e de telecomunicações. Qualquer tomada de rede, ponto de acesso Wi-Fi embutido ou câmara de videovigilância que seja precisa atravessar a parede antes de a fechar; abrir depois implica picar, passar caixa, refazer rebocos e pintura.

Quando consultar um profissional

A instalação eléctrica em Portugal é, por lei, trabalho exclusivo de instalador electricista credenciado pela DGEG. Contratar não-credenciados invalida o seguro de habitação e impede a ligação à rede da EDP Distribuição.

Para obras de remodelação que envolvam o quadro eléctrico, deve exigir-se projecto eléctrico, declaração de conformidade e certificado de inspecção. Estes documentos protegem o proprietário em caso de incêndio ou acidente eléctrico e são exigidos em qualquer processo de venda ou arrendamento da habitação.

Perguntas frequentes

O que determina o custo de uma instalação eléctrica completa em Portugal?
Os três factores principais são o tipo de intervenção (nova construção, remodelação simples ou remodelação completa com substituição de toda a cablagem), a qualidade dos materiais escolhidos e a região. Em Lisboa ou Porto, a mão de obra de electricistas credenciados é 15 a 25% mais cara do que no resto do país. A calculadora acima aplica estes factores automaticamente para qualquer combinação de área e cenário.
Qual a diferença entre remodelação simples e remodelação completa da instalação eléctrica?
Numa remodelação simples, substitui-se o quadro eléctrico e actualizam-se os circuitos principais, mantendo a cablagem existente em bom estado (habitualmente cablagem PVC dos anos 90 ou mais recente). Numa remodelação completa, toda a cablagem é substituída — picam-se as paredes para instalar roços e passa-se cablagem nova. O custo por m² é substancialmente mais elevado, mas garante 30 ou mais anos de durabilidade e conformidade total com o RTIEBT. A calculadora acima permite comparar os dois cenários para a área da tua habitação.
Quantos circuitos são necessários numa habitação de 80 m²?
O RTIEBT (Portaria 949-A/2006) exige circuitos separados por função: iluminação, tomadas e equipamentos fixos. Para 80 m², esperam-se 12 a 14 circuitos: iluminação por divisão (3 a 4 circuitos), tomadas por zona (3 a 4 circuitos), e circuitos dedicados para máquina de lavar roupa, fogão ou placa, termoacumulador ou esquentador e, se aplicável, ar condicionado e carregador de veículo eléctrico.
Quando é necessária ligação trifásica numa habitação em Portugal?
A ligação trifásica é necessária para habitações com aquecimento central eléctrico de alta potência, piscinas aquecidas, carregadores de veículo eléctrico de alta velocidade (acima de 7,4 kW) ou ateliês com maquinaria industrial. Para a maioria dos apartamentos e moradias típicas, a ligação monofásica é suficiente. O pedido de ligação trifásica é feito à distribuidora (EDP Distribuição) e implica substituição do contador e do quadro.
O que inclui o custo de um quadro eléctrico novo em Portugal?
Um quadro eléctrico doméstico completo inclui disjuntores magnetotérmicos e diferenciais conforme o RTIEBT, montagem e ligação pelo electricista, e a certificação de conformidade da DGEG. As marcas de referência no mercado português são a Schneider Electric e a Hager, disponíveis na Leroy Merlin ou Maxmat. A certificação DGEG é obrigatória para a ligação à rede EDP Distribuição — sem ela, não é possível ligar a habitação à rede eléctrica.
É obrigatório contratar electricista credenciado em Portugal?
Sim. Em Portugal, só técnicos com certificação de instalador electricista emitida pela DGEG (Direcção-Geral de Energia e Geologia) podem realizar e certificar instalações eléctricas em baixa tensão. Deve sempre solicitar-se o número de credenciação antes de contratar. Contratar não-credenciados invalida o seguro de habitação e impede a ligação à rede EDP Distribuição. A verificação da credencial pode ser feita no portal da DGEG.

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Esta calculadora destina-se apenas a fins informativos. Os resultados são estimativas baseadas em fórmulas padrão e podem variar consoante as condições reais. Consulte um profissional para decisões importantes.