Calculadora de Custo de Remodelação de Cozinha
Estima o custo de remodelação de cozinha em Portugal com base na área, tipo de obra, qualidade dos acabamentos, móveis e electrodomésticos.
Remodelar a cozinha é, a par da casa de banho, a obra com maior impacto na valorização de um imóvel em Portugal. Uma cozinha renovada aumenta o apelo de uma casa à venda em Lisboa ou no Porto — e melhora significativamente a qualidade de vida diária de quem lá vive. O problema é que os orçamentos de remodelação de cozinha variam de forma desconcertante: o mesmo espaço pode ficar em gama económica ou em gama premium, dependendo das escolhas feitas.
Esta calculadora desagrega o custo em três componentes — obra e materiais de construção, móveis de cozinha, e electrodomésticos — para que seja possível perceber onde está o dinheiro e onde há margem para ajustar. Os valores baseiam-se em referências de mercado em Portugal, com referência a lojas como Leroy Merlin, AKI, IKEA Portugal e instaladores locais.
Introduz a área da cozinha em metros quadrados, escolhe o tipo de intervenção e a qualidade pretendida, e indica se o orçamento inclui móveis e electrodomésticos novos.
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Cozinha pequena: 6–9 m². Cozinha média: 10–14 m². Cozinha grande: 15+ m².
Demolição, azulejos, canalização e mão de obra. Custo de referência do mercado português por tipo de obra e qualidade: base por m², móveis e electrodomésticos. Introduz o valor do teu orçamento para afinar a estimativa.
Armários, bancada e instalação. Valor de referência pela qualidade escolhida.
Forno, placa, exaustor, frigorífico e lava-loiça. Valor de referência pela qualidade.
Custo estimado
~8650 €
Intermédia · Intermédia · 10,0 m²
- Obra e materiais base
- 3900 €
- Móveis de cozinha
- 4750 €
- Custo por m²
- 865 €/m²
Como funciona
Fórmula
C = A × b + M + E
- C — custo total estimado
- A — área da cozinha, medida pelo interior parede a parede (m²)
- b — custo base por m² — inclui mão-de-obra (demolição, impermeabilização, azulejamento, canalização básica, electricidade de apoio) e materiais de construção; varia com o tipo de obra e a qualidade dos acabamentos
- M — custo dos móveis de cozinha (armários, bancada de trabalho e instalação) — zero se os móveis existentes ficam
- E — custo dos electrodomésticos (forno, placa de cozinha, exaustor, frigorifico e lava-loiça) — zero se os electrodomésticos existentes ficam
Fontes:
- Habitissimo.pt — Observatório de Preços de Obras em Portugal (2025–2026)
- IKEA Portugal — tabela de preços de instalação de cozinhas METOD (ikea.com/pt)
- Leroy Merlin Portugal — catálogo de móveis de cozinha e electrodomésticos (leroymerlin.pt)
- RGEU — Regulamento Geral das Edificações Urbanas (Decreto-Lei n.º 38382/51)
Como funciona o cálculo
Custo de Remodelação de Cozinha: o que pesa no orçamento em Portugal
Remodelar a cozinha é uma das decisões de obra mais complexas que um proprietário enfrenta. Ao contrário de pintar uma divisão ou mudar o soalho, uma remodelação de cozinha envolve quase todas as especialidades em simultâneo: canalizador, electricista, azulejador, carpinteiro ou montador de móveis, e muitas vezes um serralheiro para a bancada. Coordenar cinco especialidades num espaço de 10 m² é a principal razão pela qual os orçamentos tendem a disparar — e porque as surpresas são quase inevitáveis.
Os três tipos de remodelação e o que cada um inclui
A remodelação cosmética é a mais rápida e menos disruptiva. Não toca nos azulejos nem nos móveis existentes: o foco é renovar o aspecto com pintura das paredes (usando tinta antihumidade adequada para espaços de cozinha), trocar os puxadores dos armários, instalar nova iluminação de apoio sob os armários superiores, e eventualmente substituir a torneira misturadora da lava-loiça. É a opção de menor custo — selecciona este tipo na calculadora quando o layout funciona e os azulejos estão intactos.
A remodelação intermédia é a mais comum em Portugal — o que a maioria dos proprietários faz quando diz "renovar a cozinha". Inclui remoção completa dos azulejos existentes, aplicação de argamassa de regularização e impermeabilização (obrigatória por RGEU nas paredes de zonas molhadas), colocação de nova cerâmica ou porcelânico, e substituição dos móveis. A cerâmica de qualidade intermédia disponível na Leroy Merlin ou AKI, combinada com mobiliário do segmento IKEA METOD ou equivalente, define o custo típico deste segmento — que varia sobretudo com a área, a gama de materiais e a extensão do mobiliário.
A remodelação completa cobre tudo o anterior mais alterações ao layout: reposicionamento do ponto de água e escoamento (mover a lava-loiça, adicionar ponto de água para máquina de lavar louça), reforço do quadro eléctrico para circuito dedicado de electrodomésticos de grande consumo (forno, placa de indução), e eventualmente demolição ou construção de paredes para abrir a cozinha para a sala. É a intervenção de maior custo — substancialmente mais cara do que a remodelação intermédia para a mesma área e qualidade de acabamentos.
Móveis de cozinha: o maior item variável
Os móveis são, na maioria das remodelações intermédias e completas, o item que mais pesa no orçamento — e também onde há mais variação de preço entre opções.
No segmento económico, o IKEA Portugal instala cozinhas da linha METOD com material de base disponível nas lojas de Alfragide, Matosinhos, Braga e Loulé. Uma cozinha de 3,5 metros lineares de armários inferiores e superiores, com bancada de resina standard, é a referência acessível deste segmento em Portugal — Leroy Merlin e AKI têm também opções competitivas nesta gama.
No segmento intermédio, as gamas Leroy Merlin (linha Delinia) e as cozinhas modulares da AKI ou Schmidt Portugal oferecem acabamentos mais cuidados, maior resistência à humidade e mais opções de customização de medidas — a um custo claramente superior ao segmento económico para o mesmo espaço.
No segmento premium, cozinhas sob medida de carpinteiro ou marceneiro especializado, bancadas de quartzito, mármore de Estremoz ou Silestone, e sistemas integrados de marcas alemãs como Häfele ou Legrabox. Neste segmento, os marceneiros do Alentejo (conhecidos pela qualidade em madeira de azinho e pinho manso) são referência nacional.
Electrodomésticos: comprar conjunto ou separado?
A tendência crescente entre proprietários portugueses é comprar os electrodomésticos em conjunto com a obra — para garantir que o forno encastrável e a placa têm as dimensões exactas dos vãos do novo mobiliário. Um conjunto completo de cinco electrodomésticos (forno, placa de indução, exaustor, frigorifico e lava-loiça) está disponível em três gamas na Worten, Darty ou Leroy Merlin Portugal:
- Segmento económico (Meireles, Whirlpool, Samsung linha entry): gama de entrada com funcionalidade base.
- Segmento intermédio (Bosch série 4/6, AEG, Candy): o mais popular em renovações de apartamentos em Lisboa e Porto — melhor acabamento e eficiência energética.
- Segmento premium (Miele, Smeg, Gaggenau): gama de referência para projectos de alta qualidade.
Um pormenor frequentemente ignorado: a instalação dos electrodomésticos encastráveis não está incluída no custo dos móveis de cozinha. O encastramento de forno, placa e exaustor, mais as ligações eléctricas e de gás (se aplicável), representa mão-de-obra adicional de electricista e canalizador que deve ser prevista no orçamento total.
O que ninguém conta no orçamento inicial
Há três categorias de custo que aparecem consistentemente em obras de remodelação de cozinha em Portugal e que raramente entram no orçamento inicial.
Primeiro, os remates e acabamentos: perfis de transição entre pavimentos, silicone nas juntas da bancada com a parede, rodapé de cozinha, iluminação embutida de tecto para substituir o candeeiro central, e a tampa de inspecção do contador de água (obrigatória em cozinhas com tubagem aparente). Em conjunto, somam um valor significativo se não estiverem previstos no orçamento.
Segundo, as surpresas estruturais: ao remover azulejos antigos (anos 70 a 90), é comum encontrar reboco degradado, humidade infiltrada por uma junta de dilatação mal selada, ou canalizações em cobre que convém substituir enquanto estão acessíveis. Um orçamento prudente deve incluir uma reserva de 10 a 15% do custo base para imprevistos.
Terceiro, o custo de alojamento durante a obra: uma remodelação completa de cozinha imobiliza o espaço por 3 a 6 semanas. Em apartamentos sem outra cozinha disponível, o custo de refeições fora durante esse período é um item real que deve ser antecipado no planeamento.
Quando é obrigatório projecto e licenciamento
Para remodelações que não alterem a estrutura nem reposicionem canalizações verticais (coluna de esgotos do edifício), não é necessário projecto técnico nem licenciamento municipal — apenas comunicação prévia nalguns municípios portugueses. A Câmara Municipal de Lisboa, por exemplo, exige comunicação prévia para obras interiores acima de determinado valor, mas não projeto.
Quando a obra envolve demolição ou construção de paredes, reposicionamento da coluna de esgotos ou alteração de condutas de ventilação forçada, é obrigatória a presença de técnico responsável (arquitecto ou engenheiro civil). Em edifícios de condomínio — maioria dos apartamentos em Lisboa, Porto e outras cidades — qualquer obra que afecte paredes comuns ou canalizações partilhadas exige aprovação prévia em assembleia de condóminos, sob pena de embargo e obrigação de repor o estado anterior.
O IMPIC — Instituto dos Mercados Públicos, do Imobiliário e da Construção regula o acesso à actividade de construção em Portugal; obra de remodelação de cozinha que envolva alterações a instalações de gás, eléctricas ou hidráulicas requer empresa titular de alvará de empreiteiro emitido pelo IMPIC.
Perguntas frequentes
O que determina o custo de remodelar uma cozinha em Portugal?
O que inclui uma remodelação completa de cozinha?
Qual a diferença entre IKEA, Leroy Merlin e mobiliário sob medida?
Vale a pena remodelar a cozinha antes de vender o apartamento?
Quanto tempo demora a remodelação de uma cozinha?
Quando é necessário projecto de arquitectura para remodelar a cozinha?
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Pelo RivoCalc · Revisto segundo a metodologia editorial · Actualizado em 3 de junho de 2026
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