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Calculadora de Custo Total de uma Corretora

Soma as comissões de corretagem, a taxa de custódia e a manutenção de conta para saber o custo total anual de investir numa corretora.

Numa carteira com uma operação por mês, os custos recorrentes de uma corretora, corretagem somada à custódia, podem representar entre um e dois por cento do valor investido por ano. Numa carteira maior ou com menos movimento essa fracção tende a ser mais baixa; numa carteira pequena com muitas operações, pode facilmente superar esse intervalo.

A diferença entre corretoras não está só na comissão por operação. Duas estruturas de preçário aparentemente parecidas, uma com corretagem mais alta e custódia gratuita, outra com corretagem mais baixa mas custódia percentual sobre o valor da carteira, podem resultar em custos totais muito diferentes, dependendo do perfil de quem investe. Alguém que negoceia pouco e mantém uma carteira grande paga, sobretudo, custódia; alguém que negoceia com frequência mas mantém pouco capital investido paga, sobretudo, corretagem.

Esta calculadora soma as três componentes recorrentes mais comuns de uma conta de investimento, corretagem, custódia e manutenção de conta, e mostra o custo total anual e o peso desse custo sobre o valor médio da carteira. O resultado funciona como um indicador comparável entre diferentes estruturas de preçário, semelhante ao que a TAEG representa para o crédito: um número único que resume o custo real de manter a conta aberta e activa durante um ano completo.

O cálculo não inclui custos pontuais como a transferência de valores mobiliários para outra instituição, o custo cambial de negociar fora da zona euro, nem a fiscalidade sobre mais-valias e dividendos, que depende do tipo de activo e da situação de cada investidor. Para uma avaliação completa antes de escolher onde investir, estes custos adicionais têm de ser confirmados directamente no preçário actualizado de cada instituição.

O resultado actualiza automaticamente.

Valor dos activos que mantens na corretora ao longo do ano; a custódia incide sobre este valor

Quantas compras ou vendas fazes, em média, num ano

Valor cobrado pela corretora em cada operação de compra ou venda; confirma se o preçário já inclui impostos

Percentagem cobrada por ano sobre o valor da carteira para a guarda dos activos

Custo fixo anual da conta, se a corretora cobrar um; deixa 0 se não houver

Custo total anual

80 €

Corretagem + custódia + manutenção de conta, por ano

Comissões de corretagem
60 €
Taxa de custódia
20 €
Taxa de manutenção de conta
0 €
Peso sobre o valor da carteira
0,80 %

Custo total anual em percentagem do valor médio da carteira investida

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Como funciona

1

Introduz o valor médio da carteira que manténs na corretora.

2

Indica quantas operações de compra ou venda fazes, em média, por ano.

3

Introduz a comissão cobrada pela corretora em cada operação.

Fórmula

Custo Total Anual = (N × C) + (V × Tc) + M
N — Número de operações de compra ou venda realizadas por ano
C — Comissão de corretagem cobrada pela instituição em cada operação
V — Valor médio da carteira mantida na corretora ao longo do ano
Tc — Taxa de custódia anual, aplicada sobre o valor da carteira
M — Taxa de manutenção de conta anual, quando é cobrada pela instituição

Fontes:

  • Fórmula de agregação dos custos recorrentes de intermediação financeira — soma dos custos de corretagem, custódia e manutenção de conta, de uso corrente na literacia financeira, sem entidade reguladora que a defina por via legal

Como funciona o cálculo

Quanto Custa Investir Através de uma Corretora

Escolher uma corretora para negociar acções, ETF ou obrigações é, para a maioria dos investidores particulares em Portugal, uma decisão que pesa tanto na comissão de corretagem anunciada como nos custos menos visíveis que só aparecem no extracto do fim do ano. A corretagem por operação é a parcela mais fácil de comparar entre instituições, mas a taxa de custódia e a eventual manutenção de conta pesam de forma muito diferente consoante o valor da carteira e a frequência com que se negoceia. Esta calculadora junta as três componentes recorrentes mais comuns e devolve o custo total estimado ao longo de um ano.

Como se soma o custo total de uma corretora

O cálculo assenta em três parcelas que a maioria dos intermediários financeiros cobra de forma separada no seu preçário. A corretagem multiplica o número de operações realizadas pelo valor cobrado em cada compra ou venda; é a parcela que cresce com a actividade de negociação, não directamente com o valor da carteira. A custódia é, normalmente, uma percentagem anual aplicada sobre o valor dos activos guardados na conta; cresce com o património investido, mesmo sem nenhuma operação ao longo do ano. A manutenção de conta, quando é cobrada, é um valor fixo que não depende nem da carteira nem do número de operações.

Somando as três parcelas obtém-se o custo total anual. Dividindo esse custo pelo valor médio da carteira ao longo do ano, obtém-se o peso do custo sobre o património investido, um indicador que funciona de forma parecida à que o TER desempenha num fundo de investimento: quanto mais baixo for esse peso, menos a estrutura de custos reduz o retorno líquido que efectivamente fica para quem investe.

Esta divisão em três componentes também ajuda a perceber porque é que comparar corretoras apenas pela comissão de corretagem pode induzir em erro. Uma instituição com corretagem muito baixa, ou mesmo nula, pode compensar essa oferta com uma custódia mais elevada, ou com uma manutenção de conta que outras não cobram. O custo total anual, e não uma única linha do preçário, é a medida que importa para decidir.

Na prática, o perfil de cada investidor pesa mais do que o preçário isolado. Um investidor em Braga que negoceia poucas vezes por ano mas mantém uma carteira de valor elevado sente, sobretudo, o peso da custódia; alguém no Porto que compra e vende com maior frequência, mesmo com uma carteira mais modesta, sente mais o peso da corretagem. Simular os dois cenários com os valores reais do preçário é a única forma de saber qual pesa mais no caso concreto de cada um.

Corretagem, custódia e os componentes do preçário em Portugal

Os intermediários financeiros que operam em Portugal, bancos e corretoras incluídos, publicam um preçário próprio, normalmente organizado por tipo de operação, mercado de negociação e moeda. A estrutura mais comum junta as três linhas já descritas: corretagem por operação, custódia sobre o valor em carteira e, em alguns casos, manutenção de conta fixa, independente da actividade de negociação do ano.

A CMVM, como reguladora do mercado de valores mobiliários em Portugal, supervisiona a actividade dos intermediários financeiros e exige-lhes que divulguem, antes da abertura de conta, toda a informação sobre os custos associados aos serviços de investimento que prestam. Comparar o preçário completo de duas instituições, e não apenas a comissão de corretagem anunciada em destaque na publicidade, é a única forma fiável de perceber qual delas fica, de facto, mais barata para um perfil de negociação concreto.

Esta calculadora não substitui essa comparação directa junto de cada instituição. Serve para simular, a partir dos valores que o preçário de cada uma indica, qual seria o custo total ao longo de um ano com um determinado padrão de negociação e um determinado valor de carteira. O preçário actualizado de cada instituição deve ser sempre a fonte final a consultar antes de qualquer decisão, porque os valores praticados mudam com regularidade e variam entre mercados, tipos de activo e moedas de negociação.

Erros comuns ao comparar o custo de corretoras

O erro mais frequente é olhar só para a comissão de corretagem e ignorar a custódia. Para quem negoceia pouco mas mantém uma carteira grande, a custódia pode pesar muito mais do que a corretagem ao longo do ano, mesmo que a comissão por operação pareça competitiva à primeira vista.

Outro erro é esquecer que algumas instituições cobram a custódia mesmo sem qualquer operação de compra ou venda nesse período, enquanto outras só cobram custos ligados a transacções efectivas. Duas carteiras com o mesmo valor podem, por isso, ter custos anuais muito diferentes, dependendo apenas da política de custódia de cada instituição.

Há ainda quem compare apenas o custo da primeira operação, sem projectar o custo ao longo de um ano completo de negociação habitual. Uma comissão baixa numa única compra pode esconder uma manutenção de conta elevada que só aparece reflectida no extracto de Dezembro. Projectar o custo total anual, como faz esta calculadora, evita essa armadilha.

Quando consultar um profissional

Esta calculadora soma os custos recorrentes mais comuns de uma conta de investimento, mas não substitui a leitura do preçário completo de cada instituição, que pode incluir custos adicionais como transferências de valores mobiliários para outra entidade, conversão cambial em mercados fora da zona euro, ou custos específicos de determinados produtos, como fundos ou ETF geridos por terceiros.

Também não contempla a fiscalidade sobre mais-valias e dividendos, que depende do tipo de activo negociado e da situação fiscal de cada investidor, nem o impacto de eventuais promoções temporárias que algumas instituições oferecem na abertura de conta. Antes de transferir uma carteira significativa para uma nova corretora, ou de escolher entre várias para um plano de investimento de longo prazo, vale a pena procurar aconselhamento financeiro qualificado e independente, sobretudo quando o valor envolvido ou a complexidade dos produtos justificar esse cuidado.

O Banco de Portugal, através do portal de estatísticas oficiais BPstat, publica dados sobre o sistema financeiro português, incluindo séries relativas aos mercados de capitais nacionais. Serve de referência pública complementar para quem queira situar o contexto em que operam os intermediários financeiros que prestam estes serviços em Portugal.

Perguntas frequentes

Quanto custa, em média, ter conta aberta numa corretora em Portugal?

Depende da combinação entre a comissão de corretagem, a taxa de custódia e a eventual manutenção de conta de cada instituição, e também do padrão de negociação de quem investe. Uma carteira grande com poucas operações tende a pesar mais em custódia; uma carteira pequena com muitas operações tende a pesar mais em corretagem. Esta calculadora soma as três componentes a partir dos valores reais do preçário escolhido.

O que é a taxa de custódia de uma corretora?

É o custo cobrado pela instituição financeira por guardar e administrar os activos que o investidor mantém na conta, normalmente uma percentagem anual aplicada sobre o valor da carteira. Algumas instituições cobram-na mesmo sem qualquer operação de compra ou venda durante o ano.

A comissão de corretagem é cobrada na compra e na venda, ou só numa das operações?

A maioria dos preçários cobra corretagem em cada operação, tanto na compra como na venda, pelo que fechar uma posição conta normalmente como duas operações distintas. Convém confirmar esse detalhe no preçário de cada instituição antes de estimar o número de operações anuais.

Como comparar o custo total de duas corretoras diferentes?

O mais fiável é simular, para o mesmo valor de carteira e o mesmo número de operações previstas por ano, o custo total de cada instituição usando o respectivo preçário actualizado, em vez de comparar apenas a comissão de corretagem anunciada. Esta calculadora permite repetir essa simulação com valores diferentes para cada instituição.

Que custos esta calculadora não inclui?

Não inclui custos de transferência de valores mobiliários para outra entidade, custos de conversão cambial em operações fora da zona euro, comissões específicas de produtos geridos por terceiros, como fundos ou ETF, nem a fiscalidade sobre mais-valias e dividendos. Estes custos têm de ser confirmados separadamente junto de cada instituição.

Quando vale a pena consultar um profissional antes de escolher uma corretora?

Sempre que o valor a transferir for elevado, quando houver dúvidas sobre a fiscalidade aplicável a um tipo de activo, ou quando a decisão envolver produtos complexos com estruturas de custo pouco transparentes. Um profissional financeiro qualificado avalia esse conjunto de factores de forma integrada, o que esta estimativa de custos recorrentes não substitui.

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Pelo RivoCalc · Revisto segundo a metodologia editorial · Actualizado em 30 de outubro de 2026

Esta calculadora fornece uma estimativa para fins informativos e não constitui aconselhamento financeiro. Os valores reais dependem das condições de cada instituição e da situação de cada investidor. Para decisões de investimento, deve consultar-se um profissional qualificado ou a instituição financeira em causa.