Calculadora de Rendimento de Obrigações do Tesouro
Calcula o rendimento corrente e a YTM aproximada de uma obrigação do Tesouro a partir do valor nominal, do cupão e do preço de compra.
Quando o preço de compra de uma obrigação é inferior ao valor nominal, o rendimento corrente supera sempre a taxa de cupão fixada na emissão; quando o preço é superior ao nominal, o rendimento corrente fica abaixo do cupão. Esta relação simples ajuda a interpretar rapidamente se uma obrigação está a ser negociada com desconto ou com prémio face ao valor de reembolso, e é o ponto de partida para distinguir o rendimento corrente da estimativa de yield to maturity, que soma a esse cupão o ganho ou a perda de capital obtida entre o preço pago e o valor nominal reembolsado na maturidade.
O resultado actualiza automaticamente.
Montante que é reembolsado na data de maturidade da obrigação
Taxa de cupão fixada no momento da emissão da obrigação
Preço pago ou preço de mercado actual da obrigação
Número de anos que faltam até ao reembolso do valor nominal
Taxa liberatória aplicada aos juros de obrigações; ajustável à tua situação
Rendimento corrente
Cupão anual dividido pelo preço de compra, sem considerar o reembolso na maturidade
Yield to maturity (aproximado)
Estimativa do rendimento total até à maturidade, incluindo cupões e ganho ou perda de capital
Cupão anual
- Cupão anual bruto
- 30,00 €
- Cupão anual líquido (após retenção)
- 21,60 €
Capital
- Ganho ou perda de capital até à maturidade
- 15,00 €
Diferença entre o valor nominal reembolsado e o preço de compra pago
Como funciona
Fórmula
Fontes:
- Fórmula financeira universal do rendimento corrente e da aproximação ao yield to maturity, sem entidade reguladora específica que a defina por via legal
- BPstat — Banco de Portugal, portal de estatísticas oficiais de taxas de juro e rendibilidade
Como funciona o cálculo
Rendimento de uma Obrigação do Tesouro: o que mede e como se calcula
Uma Obrigação do Tesouro (OT) é um título de dívida emitido pelo Estado português através do IGCP, a Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública, para financiar as suas necessidades de tesouraria. Quem compra uma OT empresta dinheiro ao Estado e recebe em troca um cupão periódico, mais o reembolso do valor nominal na data de maturidade. O rendimento que essa obrigação proporciona depende, no entanto, do preço pago por ela, não apenas da taxa de cupão fixada na emissão.
Rendimento corrente: a relação entre cupão e preço pago
O rendimento corrente, ou current yield, resulta de dividir o cupão anual recebido pelo preço de compra da obrigação. É o indicador mais simples de ler porque ignora o que acontece na maturidade: mede apenas quanto rendimento gera o cupão em cada ano, face ao capital efectivamente investido.
Quando o preço de compra é inferior ao valor nominal, a obrigação negoceia-se com desconto e o rendimento corrente supera a taxa de cupão original. Quando o preço é superior ao nominal, a obrigação negoceia-se com prémio e o rendimento corrente fica abaixo do cupão. Esta relação simples ajuda a interpretar rapidamente se um preço de mercado está favorável face ao cupão fixado na emissão.
Yield to maturity: o que ganha quem mantém a obrigação até ao fim
O rendimento corrente não conta toda a história. Quem compra uma obrigação com desconto e a mantém até à maturidade recebe também a diferença entre o preço pago e o valor nominal reembolsado, um ganho de capital que o rendimento corrente não capta. O yield to maturity tenta resumir num único número o rendimento total do investimento, juntando os cupões recebidos a esse ganho ou perda de capital, distribuído pelos anos que faltam até à maturidade.
A fórmula usada por esta calculadora é uma aproximação amplamente usada em finanças, não o cálculo exacto por actualização de fluxos de caixa, que exige resolver a taxa interna de retorno de todos os cupões futuros um a um. Para obrigações com prazos curtos e preços próximos do nominal, esta aproximação fica bastante próxima do valor exacto; para prazos longos ou descontos acentuados face ao nominal, a diferença entre a aproximação e o valor exacto tende a ser maior. A fórmula pressupõe sempre um preço de compra superior a zero e um número de anos até à maturidade de, pelo menos, um; com a obrigação já na data de reembolso, deixa de fazer sentido estimar um yield to maturity, e o indicador relevante volta a ser o rendimento corrente, calculado directamente a partir do cupão e do preço.
Como funcionam as Obrigações do Tesouro em Portugal
As OT emitidas pelo IGCP negoceiam-se num mercado regulamentado nacional, o que lhes dá liquidez e um preço de mercado observável em qualquer dia útil, ao contrário dos Certificados de Aforro e dos Certificados do Tesouro, que são produtos de aforro sem mercado secundário e com condições fixadas à partida. Um particular compra e vende OT sempre através de um intermediário financeiro habilitado, nunca directamente junto do IGCP.
O Estado português emite ainda Obrigações do Tesouro de Rendimento Variável, vocacionadas especificamente para aforradores particulares, com uma denominação nominal fixa definida na emissão e um limite máximo de subscrição por investidor. As OT convencionais, por contraste, nascem desenhadas sobretudo para o mercado institucional e transaccionam-se habitualmente em lotes maiores, definidos pelo intermediário financeiro, ainda que continuem acessíveis a um particular que recorra a esse mesmo intermediário.
Erros comuns a evitar
O erro mais frequente é confundir a taxa de cupão com o rendimento real do investimento. A taxa de cupão fica fixada na emissão e nunca muda; o rendimento corrente e o yield to maturity variam todos os dias, porque dependem do preço de mercado pago em cada momento. Comprar a mesma obrigação em dias diferentes pode gerar rendimentos bem distintos, mesmo com o cupão inalterado.
Outro erro comum é ignorar o que acontece se a obrigação for vendida antes da maturidade. O yield to maturity só se realiza integralmente para quem mantém o título até ao fim; uma venda antecipada devolve o preço de mercado desse momento, que pode ficar acima ou abaixo do inicialmente calculado, consoante a evolução das taxas de juro entretanto.
Quando consultar um profissional
Esta calculadora resolve a aritmética do rendimento corrente e da aproximação ao yield to maturity, mas não substitui uma análise ao risco de crédito do emitente, à liquidez do título em cada momento, nem ao impacto fiscal concreto de cada operação na situação pessoal de cada investidor. Antes de comprometer montantes relevantes em dívida pública, vale a pena confirmar as condições junto de um intermediário financeiro habilitado ou de um profissional qualificado e independente.
O Banco de Portugal, através do portal de estatísticas oficiais BPstat, publica séries históricas de taxas de juro e de rendibilidade de instrumentos financeiros negociados em Portugal, que servem de referência pública para situar qualquer rendimento calculado nesta ferramenta face ao comportamento do mercado nacional ao longo do tempo.
Perguntas frequentes
Qual a diferença entre rendimento corrente e yield to maturity de uma obrigação?
O rendimento corrente só considera o cupão anual face ao preço pago, ignorando o que acontece na maturidade. O yield to maturity soma a esse cupão o ganho ou a perda de capital entre o preço pago e o valor nominal reembolsado, distribuído pelos anos até ao vencimento, por isso resume melhor o retorno total de quem mantém o título até ao fim.
O rendimento corrente é igual à taxa de cupão de uma obrigação?
Só quando o preço de compra coincide exactamente com o valor nominal. Sempre que a obrigação é comprada com desconto, o rendimento corrente fica acima do cupão; sempre que é comprada com prémio, fica abaixo. A taxa de cupão é fixa desde a emissão, mas o rendimento corrente muda com o preço de mercado do dia.
Qual a diferença entre uma Obrigação do Tesouro e uma OTRV?
As OT convencionais negoceiam-se sobretudo no mercado institucional, em lotes definidos pelo intermediário financeiro. As Obrigações do Tesouro de Rendimento Variável destinam-se especificamente a aforradores particulares, com uma denominação nominal fixa e um limite máximo de subscrição por investidor, mantendo-se também negociáveis em mercado regulamentado.
Onde se compram Obrigações do Tesouro portuguesas?
Sempre através de um intermediário financeiro habilitado, nunca directamente junto do IGCP. As OT negoceiam-se num mercado regulamentado nacional, o que permite consultar um preço de mercado actualizado em qualquer dia útil antes de decidir comprar ou vender.
O que acontece ao rendimento se eu vender a obrigação antes da maturidade?
O yield to maturity calculado só se concretiza por inteiro para quem mantém a obrigação até ao vencimento. Uma venda antecipada devolve o preço de mercado nesse momento, que pode ser mais favorável ou mais desfavorável do que o previsto inicialmente, dependendo de como as taxas de juro evoluíram entretanto.
Quando devo consultar um profissional antes de investir em Obrigações do Tesouro?
Sempre que o montante envolvido for relevante para a situação financeira da pessoa em causa, ou sempre que existam dúvidas sobre o risco de crédito do emitente, a liquidez do título ou o impacto fiscal concreto da operação. Um profissional financeiro qualificado avalia esses factores a par do rendimento, algo que este cálculo isolado não substitui.
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Pelo RivoCalc · Revisto segundo a metodologia editorial · Actualizado em 30 de outubro de 2026
Esta calculadora fornece uma estimativa para fins informativos e não constitui aconselhamento financeiro. Os valores reais dependem das condições de mercado no momento da transacção e da situação financeira de cada pessoa. Para decisões de investimento, é recomendável procurar aconselhamento profissional qualificado.
