Calculadora de Número de Acções a Comprar
Calcula quantas acções o teu orçamento permite comprar, com a comissão da corretora incluída, em acções inteiras ou fraccionadas.
Quando o orçamento disponível para comprar uma acção não é um múltiplo exacto do preço dessa acção, sobra sempre uma pequena fracção de capital que não chega para mais uma unidade inteira, a menos que a corretora permita comprar acções fraccionadas, caso em que esse resto é investido também. Esta relação simples, entre o que resta depois da comissão e o preço de cada título, determina sozinha quantas acções um investidor consegue mesmo adquirir numa única ordem.
Quem começa a investir em bolsa com um orçamento limitado depressa sente esta restrição: uma acção com um preço unitário elevado absorve rapidamente a maior parte do capital disponível, deixando pouca margem para diversificar por outras empresas na mesma ordem. É uma limitação que ganhou menos peso nos últimos anos, à medida que mais corretoras que operam em Portugal passaram a aceitar ordens fraccionadas, mas continua a ser a primeira pergunta prática de quem decide onde e como entrar no mercado accionista.
Esta calculadora responde a essa pergunta de forma directa: a partir do orçamento disponível, do preço actual da acção e da comissão fixa cobrada pela corretora, calcula quantas unidades é possível comprar numa única ordem, o custo total dessa compra e o valor que fica sem investir. Serve tanto para quem compra lotes inteiros como para quem usa uma corretora que permite fraccionar, e mostra ainda o preço efectivo por acção depois de incluída a comissão, que é sempre o número mais correcto para comparar com o preço de mercado ao avaliar o resultado da posição.
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Valor total que tens disponível para investir nesta compra
Cotação actual da acção que queres comprar
Valor fixo cobrado pela corretora por cada ordem de compra
Algumas corretoras permitem comprar fracções de uma acção; outras exigem acções inteiras
Número de acções
Quantidade de acções que o orçamento permite comprar ao preço indicado
- Custo das acções
- 975,00 €
- Custo total da ordem
- 977,00 €
- Sobra do orçamento
- 23,00 €
A sobra é o valor que fica em carteira por não chegar para mais uma acção inteira; com acções fraccionadas, a sobra é sempre zero
- Preço efectivo por acção
- 25,05 €
Inclui a comissão da corretora dividida pelo número de acções compradas
Como funciona
Fórmula
Fontes:
- Cálculo aritmético universal do número de unidades compráveis dentro de um orçamento líquido de custos de transacção, sem entidade reguladora que o defina por via legal
Como funciona o cálculo
Quantas Acções o Orçamento Permite Comprar
Investidores que começam a comprar acções individuais depressa topam com uma pergunta prática: com um determinado montante disponível, quantas unidades de uma acção concreta é possível adquirir, depois de contar com a comissão cobrada pela corretora? A resposta parece trivial, mas envolve duas decisões que mudam o resultado final: se a corretora exige a compra de acções inteiras ou permite fraccionar uma unidade, e como a comissão fixa por ordem reduz o capital que sobra para comprar títulos.
Como funciona o cálculo
A lógica é a de um orçamento fixo que tem de cobrir dois custos distintos ao mesmo tempo: o preço da própria acção e a comissão que a corretora cobra por executar a ordem. Subtrai-se primeiro a comissão ao orçamento total, porque esse valor nunca entra na compra de títulos; fica apenas disponível o que resta para ser gasto em unidades da acção. O que sobra dessa subtracção divide-se pelo preço actual de mercado da acção.
Quando a corretora só permite acções inteiras, o resultado dessa divisão arredonda-se sempre para baixo. Não há meias acções, mesmo que o resto chegasse para quase mais uma unidade inteira. Esse arredondamento cria quase sempre uma pequena sobra em caixa, que fica na conta à espera da próxima ordem. Quando a corretora permite acções fraccionadas, não há arredondamento nenhum: o orçamento disponível, já sem a comissão, divide-se por inteiro pelo preço, e a sobra final é nula.
Acções inteiras ou fraccionadas: a diferença na prática
Durante muito tempo, quem investia em bolsa em Portugal só podia comprar lotes inteiros de uma acção. Isso significava que uma acção com um preço elevado por unidade exigia um orçamento proporcionalmente maior só para entrar na posição com uma única unidade. Nos últimos anos, várias corretoras que operam no mercado português passaram a oferecer a possibilidade de comprar fracções de uma acção, o que reduz a barreira de entrada para quem tem um orçamento mais modesto e quer diversificar por várias empresas em simultâneo, em vez de concentrar tudo numa só. Um investidor em Coimbra que destine parte da poupança mensal a reforçar a carteira sente esta diferença de forma directa: com acções fraccionadas, consegue manter o mesmo ritmo de reforço em todas as empresas que acompanha, mesmo nas que têm um preço unitário mais elevado.
A comissão cobrada por ordem também varia muito entre intermediários financeiros. Algumas corretoras aplicam um valor fixo por operação, independentemente do montante investido; outras cobram uma percentagem sobre o valor da ordem, normalmente com um mínimo; e há ainda modelos que dispensam comissão em certas condições de mercado ou de volume. O preçário de cada corretora, disponibilizado antes da abertura de conta, é a única fonte fiável para esse valor. O campo da comissão nesta calculadora é editável precisamente para reflectir essa diferença entre intermediários.
Erros comuns a evitar
O erro mais frequente é esquecer a comissão por completo e assumir que todo o orçamento disponível se transforma em acções. Numa ordem pequena, uma comissão fixa pode representar uma fracção considerável do montante total investido, o que distorce o número real de títulos que se consegue comprar.
Outro erro é confundir o preço da acção que aparece no ecrã de negociação com o preço efectivo da posição. O preço efectivo por acção, que esta calculadora também apresenta, inclui a comissão dividida pelo número total de unidades compradas. É sempre ligeiramente superior à cotação de mercado, e é esse valor que deveria servir de base para calcular o ganho ou a perda futura da posição, não o preço de tabela.
Há também quem ignore o impacto de comprar em várias ordens pequenas ao longo do tempo, em vez de concentrar o mesmo capital numa única ordem maior. Cada ordem paga a sua própria comissão, pelo que fraccionar excessivamente uma compra em muitas operações pequenas tende a aumentar o peso relativo dos custos de transacção sobre o capital investido ao longo do tempo.
Quando consultar um profissional
Esta calculadora resolve apenas a aritmética da compra: quantas acções cabem no orçamento, qual o custo total da ordem e quanto sobra. Não avalia se aquela acção em concreto é um investimento adequado ao perfil de risco do investidor, nem substitui a análise aos fundamentais da empresa, ao seu sector de actividade ou à diversificação global da carteira.
Antes de comprometer montantes significativos de poupança numa única posição accionista, vale a pena procurar o aconselhamento de um profissional financeiro qualificado e independente, com acesso à situação patrimonial e aos objectivos de investimento completos da pessoa em causa. A decisão de concentrar ou diversificar capital entre várias empresas e classes de activos tem impacto directo no risco total de uma carteira, e esse é precisamente o tipo de avaliação que um número isolado, por mais exacto que seja, nunca substitui.
O Banco de Portugal, através do portal de estatísticas oficiais BPstat, publica séries históricas sobre o sistema financeiro português, incluindo indicadores do custo da intermediação financeira praticado pelas instituições de crédito nacionais. Essas séries servem de referência pública para quem quer situar o peso de uma comissão de corretagem no contexto mais amplo do sistema financeiro português, ainda que a supervisão específica da actividade de intermediação em valores mobiliários caiba a outra autoridade.
Perguntas frequentes
Como se calcula quantas acções posso comprar com um determinado orçamento?
Subtrai-se primeiro a comissão da corretora ao orçamento disponível; o valor que resta divide-se pelo preço actual da acção. Se a corretora só aceitar acções inteiras, o resultado arredonda-se para baixo; se aceitar acções fraccionadas, o valor fica exacto, sem arredondamento.
A comissão da corretora afecta o número de acções que consigo comprar?
Sim. A comissão é subtraída ao orçamento antes de se calcular quantas acções cabem nele, por isso uma comissão mais alta reduz sempre o número final de unidades possíveis, sobretudo em ordens de valor mais baixo.
O que são acções fraccionadas?
São partes de uma única acção, inferiores a uma unidade inteira, que algumas corretoras permitem comprar e vender. Permitem investir um montante exacto sem depender de o preço da acção caber um número inteiro de vezes nesse montante.
Porque fica sempre uma sobra quando só se compram acções inteiras?
Porque o orçamento raramente é um múltiplo exacto do preço da acção. A parte que não chega para comprar mais uma unidade inteira fica em caixa, disponível para a próxima ordem ou para outro investimento.
Vale a pena investir todo o orçamento numa só acção?
Concentrar todo o capital disponível numa única empresa aumenta o risco da carteira, porque o resultado passa a depender inteiramente do desempenho dessa acção. Repartir o mesmo orçamento por várias empresas ou sectores é uma forma comum de reduzir essa exposição.
Quando devo consultar um profissional antes de comprar acções?
Sempre que o montante em causa for significativo face ao total de poupanças de quem investe, ou quando for preciso avaliar se aquela acção em concreto se adequa ao perfil de risco e aos objectivos de longo prazo do investidor. Um profissional financeiro qualificado e independente tem acesso a essa informação completa, que esta calculadora não substitui.
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Pelo RivoCalc · Revisto segundo a metodologia editorial · Actualizado em 29 de outubro de 2026
Esta calculadora fornece uma estimativa para fins informativos e não constitui aconselhamento financeiro. Os valores reais dependem das condições de cada instituição e da sua situação específica. Para decisões financeiras, consulte um profissional qualificado ou a sua instituição.
