Calculadora de Reembolso Parcial de Crédito
Calcula o impacto de um reembolso parcial no crédito habitação. Compara redução da prestação mensal vs redução do prazo, com poupança em juros para cada opção.
Num reembolso parcial, cada euro de capital pago antecipadamente elimina os juros que esse euro geraria nas prestações futuras. A poupança de juros é proporcional ao prazo remanescente e à taxa de juro contratual; um prazo mais longo e uma taxa mais elevada amplificam o benefício de reembolsar. A calculadora apresenta as duas opções em simultâneo: reduzir a prestação mensal (mantendo o prazo) ou encurtar o prazo (mantendo a prestação).
O resultado actualiza automaticamente.
Montante do empréstimo ainda por pagar ao banco
Número de anos até ao fim do contrato
Taxa de referência Euribor da indexante contratual
Margem aplicada pelo banco sobre o Euribor
Valor que pretendes pagar antecipadamente ao banco
Determina a comissão máxima legalmente permitida
Opção A: reduzir a prestação (mesmo prazo)
Nova prestação mensal
605,19 €
Prestação recalculada após reembolso, pelo sistema francês (tabela Price)
- Redução mensal
- 55,02 €
- Poupança em juros (opção A)
- 6505 €
Opção B: reduzir o prazo (mesma prestação)
Novo prazo
21 anos e 6 meses
Prazo até ao fim do contrato após reembolso, mantendo a mesma prestação
- Tempo poupado
- 3 anos e 6 meses
- Poupança em juros (opção B)
- 17 729 €
- Prestação actual
- 660,21 €
- Taxa Anual Nominal (TAN)
- 4,40 %
- Comissão máxima de reembolso
- 50,00 €
Como funciona
Fórmula
PMT = C × [r × (1+r)^n] / [(1+r)^n − 1] | Opção A (reduzir prestação): PMT' = C' × [r × (1+r)^n] / [(1+r)^n − 1] | Opção B (reduzir prazo): n' = −ln(1 − C' × r / PMT) / ln(1 + r)
- PMT — Prestação mensal antes do reembolso (sistema francês / tabela Price)
- PMT' — Nova prestação após reembolso (opção A, mesmo prazo)
- n' — Novo número de prestações após reembolso (opção B, mesma prestação)
- C — Capital em dívida antes do reembolso
- C' — Capital residual após reembolso (C menos o montante reembolsado)
- r — Taxa mensal = TAN / 1200
- n — Número de prestações remanescentes (prazo em anos × 12)
- TAN — Taxa Anual Nominal = Euribor + spread
Fontes:
- Banco de Portugal — Portal do Cliente Bancário: crédito habitação, reembolso antecipado
- Decreto-Lei n.º 51/2007, de 7 de março — comissões máximas por reembolso antecipado de crédito habitação
Como funciona o cálculo
Reembolso Parcial do Crédito Habitação: Reduzir a Prestação ou o Prazo?
As famílias portuguesas que acumulam poupanças deparam-se frequentemente com a mesma questão: é melhor guardar esse dinheiro ou aplicá-lo num reembolso parcial do crédito habitação? E, se reembolsarem, qual das duas opções escolher: prestação mais baixa ou contrato mais curto?
A resposta depende das prioridades de cada família, mas o cálculo matemático é determinístico. Uma vez definidos o capital em dívida, o prazo restante e a taxa de juro, o impacto de qualquer reembolso parcial fica completamente determinado.
O que é um reembolso parcial
Um reembolso parcial consiste em pagar ao banco um montante de capital adicional às prestações mensais habituais, reduzindo o saldo em dívida. Na terminologia legal portuguesa, é designado "reembolso antecipado parcial" e está regulado pelo Decreto-Lei n.º 51/2007, de 7 de março.
Ao contrário da prestação mensal regular, que se divide entre capital e juros de acordo com a tabela Price, o reembolso parcial vai integralmente a capital. Por essa razão, produz uma poupança de juros proporcional ao número de prestações restantes e à taxa de juro aplicável.
A maioria dos bancos portugueses, incluindo a Caixa Geral de Depósitos, Millennium BCP, Santander Portugal, BPI e Novo Banco, aceita reembolsos parciais a qualquer momento, sujeitos apenas à comissão legalmente regulada.
As duas opções: prestação mais baixa ou prazo mais curto
Após um reembolso parcial, o mutuário pode escolher entre duas alternativas, que têm impactos distintos.
Na primeira opção, o banco recalcula a prestação com base no novo capital em dívida, mantendo o mesmo prazo contratual. A prestação mensal fica mais baixa, o que liberta liquidez imediata para outras necessidades, como poupanças, investimento ou outros encargos. A poupança de juros é real, mas menor do que a segunda opção.
Na segunda opção, a prestação mensal mantém-se igual à anterior, mas o contrato termina mais cedo. Por cada mês de prazo eliminado, retira-se uma prestação inteira do futuro do contrato. Como nos primeiros meses de cada prestação a componente de juros é maior, eliminar prestações finais ainda ricas em capital tem menor efeito em poupança de juros absolutas; mas o prazo mais curto liberta o mutuário do crédito mais cedo e reduz o risco de taxa variável por mais anos.
Na prática, a opção de reduzir o prazo gera sempre uma poupança de juros superior à de reduzir a prestação, para o mesmo montante reembolsado. A única excepção surge quando o prazo residual é muito curto; nesse caso, as diferenças tornam-se marginais.
Comissão de reembolso antecipado: limites legais
Os bancos portugueses não podem cobrar livremente pela amortização antecipada. O Decreto-Lei n.º 51/2007 define os limites máximos de comissão por reembolso:
Para contratos de taxa variável (indexados ao Euribor), a comissão máxima é de 0,5% do montante reembolsado. Para contratos em período de taxa fixa, o limite é de 2%, podendo ser reduzido a 1% em caso de venda do imóvel em contratos com período de taxa fixa superior a dez anos.
É o tipo de taxa vigente no momento do reembolso que determina a comissão aplicável, independentemente do tipo de taxa contratado na assinatura.
Quando é mais vantajoso reembolsar
O benefício de um reembolso parcial é maior quando o prazo remanescente é longo, pois há mais prestações a eliminar do futuro. Uma taxa de juro mais elevada também amplifica o efeito, porque cada prestação tem uma componente de juros proporcionalmente maior.
O momento do reembolso ao longo da vida do contrato também tem impacto: nos primeiros anos, quando a componente de juros em cada prestação é mais alta, reembolsar tem efeito mais significativo do que nas fases finais do contrato.
Antes de reembolsar, o mutuário deve verificar se a poupança de juros obtida supera a comissão cobrada pelo banco. Em créditos de taxa variável, com comissão de 0,5%, essa equação quase sempre favorece o reembolso quando o prazo remanescente é superior a dois anos.
O que esta calculadora não inclui
Os resultados são estimativas com base na fórmula do sistema francês (tabela Price) e nos dados introduzidos. A prestação real e a poupança efectiva podem diferir por vários factores: seguros de vida e multirriscos associados ao crédito não estão incluídos; algumas modalidades de crédito têm condições específicas, como períodos de carência ou taxa mista; o valor exacto da comissão pode ser inferior ao limite legal se o contrato assim o previr.
Para uma análise completa, é aconselhável confirmar as condições de reembolso com o banco e, se necessário, recorrer a um intermediário de crédito registado no Banco de Portugal, que pode avaliar o impacto à luz das condições exactas do contrato.
Perguntas frequentes
Qual a diferença entre reembolso parcial e amortização antecipada total?
É obrigatório avisar o banco antes de fazer um reembolso parcial?
O que é mais vantajoso: reduzir a prestação ou reduzir o prazo?
Qual é a comissão máxima que o banco pode cobrar num reembolso parcial?
O reembolso parcial tem imposto de selo?
Quando devo consultar o banco ou um intermediário de crédito antes de reembolsar?
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Pelo RivoCalc · Revisto segundo a metodologia editorial · Actualizado em 10 de julho de 2026
Esta calculadora fornece uma estimativa para fins informativos e não constitui aconselhamento financeiro. Os valores reais dependem das condições de cada contrato e instituição. Para decisões financeiras, consulte um profissional qualificado ou a sua instituição.