Calculadora de Taxa de Esforço de Crédito
Calcula a taxa de esforço (DSTI) com base no rendimento líquido e nas prestações mensais de crédito. Classifica o nível de endividamento e indica se o rácio está dentro dos limites recomendados.
Calcular a taxa de esforço antes de pedir um crédito é uma das formas mais directas de antecipar a resposta do banco. Este rácio relaciona o total das prestações mensais de crédito com o rendimento líquido do agregado familiar, e é o principal critério de análise que as instituições financeiras em Portugal usam para avaliar a capacidade de endividamento de quem pede emprestado.
O resultado actualiza automaticamente.
Soma dos rendimentos líquidos de todos os titulares do agregado
Prestação mensal do crédito hipotecário (introduz 0 se não existir)
Soma de prestações de crédito automóvel, pessoal, cartão, etc.
Taxa de esforço
30,0 %
Rácio entre encargos mensais e rendimento líquido do agregado
- Total de encargos mensais
- 600 €
- Nível de endividamento
- Confortável
Como funciona
Introduz o rendimento líquido mensal total do agregado familiar. Se houver dois titulares, soma os rendimentos líquidos de ambos após descontos de IRS e Segurança Social.
Introduz a prestação mensal do crédito habitação, se existir. Se ainda não tens crédito habitação mas estás a simular um pedido, usa a prestação estimada pela calculadora de crédito habitação.
Introduz o total das restantes prestações mensais de crédito: automóvel, crédito pessoal, saldos de cartões de crédito e quaisquer outros empréstimos activos.
Fórmula
TE = (Σ P / R) × 100
- TE — Taxa de esforço, expressa em percentagem
- Σ P — Soma de todas as prestações mensais de crédito activas (habitação, automóvel, pessoal, cartão, outros)
- R — Rendimento líquido mensal total do agregado familiar, após impostos e contribuições para a Segurança Social
Fontes:
- Banco de Portugal — Portal do Cliente Bancário: simuladores e informação sobre crédito habitação e ao consumo
- Banco de Portugal — Recomendação Macroprudencial sobre novos créditos a particulares (DSTI, LTV e maturidade)
Como funciona o cálculo
Taxa de Esforço no Crédito: Como Avaliar a Capacidade de Endividamento
Antes de contratar um crédito, as instituições financeiras portuguesas calculam a taxa de esforço do mutuário para avaliar se os encargos mensais ficam dentro de um nível sustentável. Este rácio relaciona a soma das prestações mensais de todos os créditos activos com o rendimento líquido do agregado familiar. Conhecer este valor com antecedência permite preparar melhor a negociação com os bancos e ajustar o perfil financeiro antes de formalizar um pedido.
O que é a taxa de esforço e como se calcula
A taxa de esforço, também designada DSTI na terminologia europeia (Debt Service to Income), é o rácio entre o total dos encargos mensais de crédito e o rendimento líquido mensal do agregado, expresso em percentagem. O resultado indica a proporção do rendimento comprometida com o serviço da dívida.
O numerador inclui todas as prestações de crédito activas: crédito habitação, crédito automóvel, crédito pessoal, saldos de cartões de crédito e quaisquer outros empréstimos. O denominador é o rendimento líquido total do agregado familiar após impostos e contribuições para a Segurança Social, ou seja, o valor efectivamente recebido, e não o rendimento bruto.
Quando há dois titulares, somam-se os rendimentos líquidos de ambos. Uma família no Porto com dois rendimentos pode ter uma taxa de esforço confortável mesmo com uma prestação de crédito habitação que pareceria elevada para um único rendimento. Por isso, a análise consolidada do agregado é sempre mais representativa do que avaliar cada crédito separadamente.
O enquadramento do Banco de Portugal
O Banco de Portugal estabelece, através de recomendações macroprudenciais, limites máximos para a taxa de esforço na concessão de novos créditos pelas instituições financeiras em Portugal. Estas recomendações aplicam-se tanto ao crédito habitação como ao crédito ao consumo e têm como objectivo prevenir o sobre-endividamento das famílias e garantir a estabilidade do sistema financeiro.
Para além do limite principal, a regulamentação obriga as instituições a aplicar um choque de taxa de juro ao simular a prestação que entra no cálculo. Este choque varia com a maturidade do empréstimo: prazos mais longos implicam um choque mais elevado. Esta medida garante que o mutuário suporta o encargo num cenário de subida das taxas, não apenas ao nível actual.
As instituições têm alguma flexibilidade para conceder crédito acima do limite recomendado a uma fracção limitada do volume total de novos contratos. Uma taxa de esforço acima do threshold não é por isso um bloqueio automático, mas aumenta a probabilidade de recusa ou de condições mais restritivas. O Banco de Portugal disponibiliza informação detalhada sobre estes critérios no Portal do Cliente Bancário, que é a referência oficial para consumidores e profissionais do sector.
Como interpretar o resultado
Um rácio mais baixo indica maior folga financeira e menor risco de incumprimento. A interpretação deve considerar também a composição dos encargos: um rácio próximo do limite maioritariamente composto por crédito habitação de longo prazo é diferente de um rácio semelhante formado por crédito pessoal de curto prazo com taxas mais elevadas.
Na prática, muitas famílias têm uma taxa de esforço aceitável quando se considera só o crédito habitação, mas ao somar o crédito automóvel e os cartões o rácio ultrapassa os limites recomendados. Calcular o rácio consolidado antes de pedir novo crédito é um exercício útil para antecipar o que o banco vai calcular por conta própria. A maioria dos bancos portugueses analisa o rácio actual com os créditos activos, o rácio simulado para o novo crédito pedido, e o rácio combinado de forma integrada.
Formas de reduzir a taxa de esforço
Quando o rácio calculado fica acima do desejável, há abordagens concretas para o reduzir antes de solicitar novo crédito. Liquidar créditos de custo mais elevado, como cartões de crédito e crédito pessoal de curto prazo, reduz directamente o numerador. Aumentar a entrada no caso do crédito habitação diminui o capital a financiar e, por consequência, a prestação mensal.
Incluir co-titulares com rendimento declarado aumenta o denominador e reduz o rácio. Casais em que apenas um surge como titular têm sistematicamente rácios mais elevados do que se os dois fossem co-titulares, mesmo que o rendimento do segundo seja modesto. Em alguns casos, consolidar vários créditos num único empréstimo com prestação global mais baixa pode melhorar o rácio, ainda que aumente o custo total dos juros.
Quando consultar um intermediário de crédito
Esta calculadora fornece uma estimativa do rácio com base nos dados introduzidos. Não incorpora a análise completa das instituições, que considera adicionalmente o historial de crédito, a estabilidade profissional, o tipo de vínculo laboral e o rácio entre o empréstimo e o valor do imóvel. Para uma avaliação detalhada antes de contratar crédito habitação, é recomendável consultar um intermediário de crédito registado no Banco de Portugal, que pode comparar propostas de várias instituições e identificar condições mais vantajosas para o perfil específico do mutuário.
Perguntas frequentes
O que é a taxa de esforço no crédito?
O que inclui o cálculo da taxa de esforço?
Qual é considerado um nível confortável de taxa de esforço?
A taxa de esforço é o mesmo que DSTI?
Como posso reduzir a taxa de esforço antes de pedir um crédito?
Quando devo consultar um intermediário de crédito?
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Esta calculadora fornece uma estimativa para fins informativos e não constitui aconselhamento financeiro. Os valores reais dependem das condições de cada instituição e da sua situação específica. Para decisões financeiras, consulte um profissional qualificado ou a sua instituição.