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RivoCalc

Calculadora de Taxa Fixa vs Taxa Variável

Compara taxa fixa e taxa variável no crédito habitação. Mostra a diferença de prestação mensal e o custo total dos juros para as duas modalidades.

Ao contratar um crédito habitação, uma das decisões com maior impacto no orçamento familiar é a modalidade de taxa de juro. Esta calculadora compara taxa fixa e taxa variável lado a lado: mostra a diferença de prestação mensal e o custo total dos juros ao longo de todo o prazo, com base no Euribor actual e na taxa fixa proposta pelo banco.

O resultado actualiza automaticamente.

Montante total a financiar no crédito habitação

Duração total do contrato de crédito habitação

Taxa Anual Nominal fixa proposta pelo banco para a modalidade a taxa fixa

Taxa Euribor da indexante contratual (consultar Portal do Cliente Bancário do Banco de Portugal)

Margem contratual do banco sobre o Euribor, definida no contrato de crédito

Diferença mensal

0,00 €

A taxa fixa é mais barata ao Euribor actual (cenário estático com Euribor constante)

Prestação a taxa fixa
673,57 €
TAN fixa
3,50 %
Prestação a taxa variável
673,57 €
TAN variável (Euribor + spread)
3,50 %
Total de juros (taxa fixa)
92 484 €
Total de juros (taxa variável)
92 484 €
Diferença total de juros
0 €

Comparação com o Euribor actual e prazo completo. Calculado pelo sistema francês (tabela Price).

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Como funciona

1

Introduz o capital do empréstimo, ou seja, o montante total a financiar no crédito habitação.

2

Define o prazo em anos do contrato de crédito.

3

Insere a taxa fixa (TAN) que o banco propõe para a modalidade a taxa fixa.

Fórmula

P = C × [r × (1+r)^n] / [(1+r)^n − 1] | TAN_fixa = taxa fixa | TAN_variável = Euribor + spread | r = TAN / 1200 | n = prazo × 12 | J = (P × n) − C

  • PPrestação mensal estimada (sistema francês / tabela Price)
  • CCapital do empréstimo (montante total a financiar)
  • rTaxa de juro mensal (TAN dividida por 1200)
  • nNúmero total de prestações (prazo em anos multiplicado por 12)
  • TAN_fixaTaxa Anual Nominal fixa (constante durante todo o prazo)
  • TAN_variávelTaxa Anual Nominal variável (soma do Euribor e do spread contratual)
  • JTotal de juros pagos ao longo do prazo (prestações totais menos o capital)

Fontes:

Como funciona o cálculo

Taxa Fixa ou Taxa Variável: Como Comparar o Custo Real

A modalidade de taxa de juro é uma das variáveis com maior impacto no custo total de um crédito habitação. A taxa fixa garante uma prestação constante ao longo de todo o prazo contratual; a taxa variável acompanha as oscilações do Euribor, com revisões periódicas que podem fazer subir ou descer a prestação. As duas modalidades têm perfis de risco distintos, e perceber a diferença de custo entre elas, com base nas condições actuais, é o primeiro passo para uma decisão informada.

A fórmula comum às duas modalidades

Tanto a taxa fixa como a taxa variável usam o sistema francês de amortização, também designado tabela Price, que é o método padrão para crédito habitação em Portugal. A prestação mensal calcula-se com a fórmula P = C × [r × (1+r)^n] / [(1+r)^n − 1], onde C é o capital do empréstimo, r é a taxa mensal (TAN dividida por 1200) e n é o número total de prestações (prazo em anos multiplicado por 12).

Na taxa fixa, a TAN é constante: o banco propõe uma margem que incorpora o risco de variação das taxas ao longo do prazo. Na taxa variável, a TAN é a soma do Euribor e do spread bancário; o Euribor muda periodicamente conforme a política monetária do Banco Central Europeu, enquanto o spread contratual se mantém fixo entre revisões. Esta calculadora compara as duas prestações com o Euribor actual e calcula também o custo total dos juros de cada opção ao longo de todo o prazo.

O custo total dos juros como critério de decisão

Comparar apenas a prestação mensal inicial é o erro mais frequente na avaliação entre taxa fixa e variável. A prestação de um mês representa um momento no tempo; o custo total dos juros representa o que se paga de mais ao banco ao longo de todo o contrato, em relação ao capital recebido.

O total de juros calcula-se de forma simples: é a soma de todas as prestações ao longo do prazo menos o capital inicial. Na taxa fixa, esse total é determinístico e pode ser calculado com exactidão no momento da contratação. Na taxa variável, o total de juros é incerto, porque depende da evolução do Euribor ao longo dos anos. A calculadora mostra o custo total com base no Euribor actual, ou seja, o que se pagaria se o Euribor se mantivesse constante até ao fim do contrato. Este cenário serve como referência estática para comparação entre as duas modalidades.

Uma família de Braga a contratar um crédito habitação a 25 anos, por exemplo, pode usar esta calculadora para perceber em quanto diferem as prestações mensais e o custo total dos juros nas duas modalidades com as condições que o banco propõe hoje. A comparação nunca substitui a simulação oficial do banco, mas permite chegar à reunião com o gestor já com os números na cabeça.

Taxa fixa: previsibilidade com custo incorporado

A principal vantagem da taxa fixa é a previsibilidade orçamental: a prestação é sempre igual, independentemente do que aconteça com o Euribor. Essa estabilidade tem um custo: no momento da contratação, a taxa fixa proposta pelos bancos tende a ser superior à taxa variável equivalente no mesmo período, porque incorpora uma margem para cobrir o risco do banco ao fixar a taxa durante anos.

A taxa fixa é especialmente relevante para prazos longos e para famílias com margem orçamental reduzida, onde uma subida inesperada da prestação pode criar dificuldades. Nos últimos anos, com a subida acentuada do Euribor, muitos mutuários com créditos a taxa variável contraídos em períodos de taxas baixas sentiram um aumento significativo da prestação nas revisões seguintes. Esse contexto aumentou o interesse pela modalidade de taxa fixa como protecção contra novas oscilações.

Taxa variável: flexibilidade com exposição ao risco

Na taxa variável, a prestação inicial pode ser mais baixa se o Euribor actual for inferior à taxa fixa proposta pelo banco. Essa poupança mensal é real no momento do contrato, mas não está garantida no futuro: se o Euribor subir, a prestação sobe na próxima data de revisão prevista no contrato.

Uma vantagem prática da taxa variável é a possibilidade de beneficiar de descidas do Euribor sem necessidade de renegociar o contrato. Em períodos prolongados de taxas baixas ou em descida, a taxa variável pode resultar num custo total de juros inferior ao da taxa fixa. A desvantagem simétrica é o oposto: em períodos de subida de taxas, o custo acumulado pode superar o da taxa fixa sem possibilidade de reverter a modalidade sem custos de saída.

Os contratos de taxa variável em Portugal especificam a indexante, geralmente Euribor a 3, 6 ou 12 meses, e a periodicidade de revisão. O Banco de Portugal publica os valores actualizados de Euribor no Portal do Cliente Bancário, que é a referência oficial para consultar os valores da indexante antes de fazer simulações.

Erros comuns ao comparar as duas modalidades

Além de comparar apenas a prestação inicial, outros erros são frequentes. Assumir que a taxa fixa proposta hoje estará disponível nos mesmos termos no futuro é um deles: os bancos ajustam as taxas fixas que propõem em função das condições de mercado, e a oferta de um dia não é a do mês seguinte.

Outro erro é ignorar a possibilidade de conversão de modalidade a meio do contrato. Alguns contratos prevêem comissão de conversão de taxa variável para taxa fixa ou vice-versa; outros não. Conhecer essa condição antes de assinar é relevante para avaliar a flexibilidade futura do contrato. O Portal do Cliente Bancário do Banco de Portugal detalha as condições que as instituições são obrigadas a disponibilizar neste tipo de situações.

Por último, a comparação deve ter em conta as condições associadas ao spread da taxa variável, como bonificações de spread condicionadas à domiciliação de ordenado, seguro de vida ou outros produtos associados. O spread efectivamente aplicado pode ser diferente do spread base do contrato, e é o valor que deve ser usado na simulação.

Quando consultar um profissional

Esta calculadora mostra a comparação estática com o Euribor actual e o custo total dos juros nas duas modalidades. A decisão entre taxa fixa e variável envolve uma projecção sobre a evolução das taxas, o perfil de risco e as condições específicas que cada banco propõe. Um intermediário de crédito registado no Banco de Portugal pode comparar propostas de diferentes instituições em simultâneo, calcular o custo total de cada opção com as condições reais do mercado e ajudar a decidir qual a modalidade mais vantajosa para a situação concreta.

Perguntas frequentes

Qual é a diferença principal entre taxa fixa e taxa variável no crédito habitação?
Na taxa fixa, a prestação mensal é constante durante todo o prazo do crédito, independentemente da evolução do Euribor. Na taxa variável, a prestação é recalculada periodicamente com base no Euribor da indexante mais o spread bancário. A taxa fixa oferece previsibilidade; a taxa variável oferece flexibilidade para beneficiar de descidas do Euribor, mas também exposição ao risco de subidas.
Como se calcula a prestação mensal a taxa fixa em Portugal?
Utiliza-se o sistema francês de amortização (tabela Price), que é o método padrão para crédito habitação em Portugal. A fórmula é P = C × [r × (1+r)^n] / [(1+r)^n − 1], onde C é o capital, r é a taxa mensal (TAN dividida por 1200) e n é o número total de prestações (prazo em anos vezes 12). Na taxa fixa, a TAN é constante durante todo o prazo; na taxa variável, a TAN muda a cada revisão.
O que significa o spread bancário na taxa variável?
O spread é a margem que o banco cobra sobre o Euribor no contrato de crédito a taxa variável. A Taxa Anual Nominal (TAN) da taxa variável é a soma do Euribor e do spread. O spread é definido no contrato e mantém-se fixo entre revisões, a não ser que seja renegociado com o banco. Pode existir bonificação de spread condicionada a produtos associados, como domiciliação de ordenado ou seguro de vida, que reduz a margem efectivamente cobrada.
Posso mudar de taxa variável para taxa fixa a meio do contrato?
Depende das condições do contrato. Alguns contratos de crédito habitação permitem a conversão de modalidade, com ou sem comissão de conversão. O Banco de Portugal estabelece regras sobre as condições que as instituições devem disponibilizar para esta mudança. Para saber se o contrato permite a conversão e qual o custo, o mutuário deve consultar o contrato original ou o banco.
Como saber se a taxa fixa ou a taxa variável é mais barata para o meu crédito?
Usando as condições actuais, compara-se a prestação mensal e o total de juros ao longo do prazo nas duas modalidades. A taxa variável tende a ser mais barata no curto prazo quando o Euribor actual é baixo, mas pode superar o custo da taxa fixa se o Euribor subir. A calculadora mostra essa comparação estática, que serve como ponto de partida para a decisão.
Quando devo consultar um profissional para escolher entre taxa fixa e variável?
Sempre que a decisão envolver um montante elevado ou prazo longo, é recomendável consultar um intermediário de crédito registado no Banco de Portugal. Um intermediário pode comparar propostas de várias instituições em simultâneo, calcular o custo total real de cada opção e ajudar a avaliar o perfil de risco e os objetivos financeiros antes de assinar o contrato.

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Pelo RivoCalc · Revisto segundo a metodologia editorial · Actualizado em 8 de julho de 2026

Esta calculadora fornece uma estimativa para fins informativos e não constitui aconselhamento financeiro. Os valores reais dependem das condições de cada instituição e da sua situação específica. Para decisões financeiras, consulte um profissional qualificado ou a sua instituição.