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Calculadora de Calendário de Vacinas

Calcula a data da próxima vacina do cão ou do gato, o fim da série inicial, o reforço anual e os prazos legais da raiva e do microchip.

Um cachorro que começa a vacina polivalente às 7 semanas de vida costuma terminar a série inicial por volta das 19 semanas, com doses a cada 3 a 4 semanas até cobrir a janela de risco completa. Num gato, o calendário segue o mesmo ritmo, com a tríplice ou quádrupla felina a repetir-se em intervalos semelhantes.

Depois da série inicial, o corpo do animal já reagiu o suficiente a cada doença para que uma única dose anual mantenha a protecção. É esse reforço que esta calculadora projecta, junto com os prazos legais que só se aplicam aos cães: a idade mínima de três meses para a vacina da raiva e o limite de 120 dias para a identificação por microchip.

A data de nascimento do animal (real, ou uma estimativa razoável se for adoptado) e o número de doses da vacina polivalente já administradas são os dois dados de partida. Quando já houver pelo menos uma dose, a data da mais recente torna o cálculo da próxima dose mais preciso do que uma simples projecção a partir do nascimento.

O resultado mostra a data da próxima dose (ou, se a série já estiver completa, a data do próximo reforço anual), a data prevista para o fim da série inicial e, no caso dos cães, os dois prazos legais que marcam esta fase da vida do animal. Nenhum destes valores substitui o plano que o médico-veterinário define, mas ajudam a chegar à consulta já com as datas certas em mente, sobretudo quando o animal foi adoptado e a data de nascimento exacta não é conhecida com certeza.

O resultado actualiza automaticamente.

Usa a data real ou uma estimativa, se for um animal adoptado.

Data em que o veterinário aplicou a dose mais recente da vacina polivalente.

Próxima dose (n.º 3)

12/11/2026

Faltam 9 dias, a contar de hoje.

Fim previsto da série inicial
10/12/2026
Reforço anual seguinte
10/12/2027
Idade mínima legal para a vacina da raiva
Já atingida
Prazo legal para identificação electrónica
29/11/2026
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Como funciona

1

Escolhe a espécie do animal: cão ou gato.

2

Introduz a data de nascimento, real ou estimada se for um animal adoptado.

3

Indica quantas doses da vacina polivalente já foram administradas.

Fórmula

Próxima dose = Data da última dose + 28 dias (ou Data de nascimento + 49 dias para a 1.ª dose)
Data da última dose — data em que foi administrada a dose mais recente da vacina polivalente; usa-se a data de nascimento quando ainda não há nenhuma dose aplicada
49 dias — idade de referência para a 1.ª dose da série inicial (7 semanas)
28 dias — intervalo-padrão entre doses da série inicial (3 a 4 semanas)
365 dias — intervalo do reforço anual, aplicado após o fim da série inicial

Fontes:

  • Portaria n.º 264/2013 — obrigatoriedade da vacinação antirrábica em cães com mais de 3 meses, em Portugal
  • WSAVA (World Small Animal Veterinary Association) — Vaccination Guidelines 2024: protocolos de vacinação essencial (core) em cães e gatos

Como funciona o cálculo

Quando vacinar o cão ou o gato: o calendário explicado

Quem traz um cachorro ou uma gatinha para casa depara-se rapidamente com a mesma dúvida: quando é a próxima vacina, e quando acaba a série inicial. O veterinário define o plano exacto, mas o esquema geral segue um padrão previsível que esta calculadora traduz em datas concretas, a partir da data de nascimento e das doses já administradas.

A ideia central é simples. Um animal jovem ainda não tem o sistema imunitário maduro para responder de forma duradoura a uma única dose, por isso a vacina polivalente (a que protege contra as doenças víricas mais comuns) é repetida em intervalos curtos até cobrir toda a janela de risco. Só depois dessa série inicial é que o reforço passa a ser anual.

Como funciona o esquema de doses

A primeira dose costuma ser aplicada entre as 6 e as 9 semanas de vida, altura em que a imunidade transmitida pela mãe começa a enfraquecer. Esta calculadora usa as 7 semanas (49 dias) como referência central para essa primeira dose, um valor dentro do intervalo recomendado pelas diretrizes de vacinação da WSAVA (World Small Animal Veterinary Association) para cães e gatos.

A partir daí, as doses seguintes repetem-se de 3 a 4 semanas em semana, normalmente até perfazer quatro aplicações. Um cachorro que leva a primeira dose às 7 semanas termina a série por volta das 19 semanas, já com margem para a última dose cair depois das 16 semanas de vida, o ponto a partir do qual as diretrizes da WSAVA consideram a cobertura inicial completa. Gatos seguem uma lógica semelhante: a tríplice ou quádrupla felina acompanha o mesmo ritmo de reforços de 4 em 4 semanas.

Depois da série inicial, o corpo já reagiu o suficiente a cada doença para manter a protecção com apenas uma dose por ano. É esse o reforço anual que a calculadora projecta a partir da data prevista para a última dose da série.

A vacina da raiva e a identificação em Portugal

Para cães, a vacina da raiva não é uma recomendação, é uma obrigação legal. A Portaria n.º 264/2013 determina que todo o cão com mais de três meses de idade tem de ter a vacinação antirrábica em dia em todo o território nacional. Para gatos, a mesma vacina é administrada a título voluntário, consoante o risco de exposição e a decisão do dono em conjunto com o veterinário.

Há ainda outro prazo que anda a par da raiva: a identificação electrónica. Em Portugal, todo o cão tem de estar identificado por microchip e registado no SIAC (Sistema de Identificação de Animais de Companhia) até aos 120 dias de idade, e sempre antes de levar a vacina da raiva. Na prática, quem segue o calendário da série inicial costuma cumprir este prazo sem esforço, porque a idade mínima para a raiva (90 dias) chega primeiro ou quase ao mesmo tempo.

MarcoIdade de referência
1.ª dose da vacina polivalente6 a 9 semanas
Intervalo entre doses3 a 4 semanas
Idade mínima legal para a raiva (cão)3 meses (90 dias)
Prazo legal para o microchip (cão)120 dias
Fim habitual da série iniciala partir das 16 semanas
Reforço seguinteanual

Estes valores são referências de planeamento, não substituem o calendário que o médico-veterinário define caso a caso, sobretudo quando há vacinas adicionais em jogo, como a da leucemia felina ou a da tosse dos canis.

Erros comuns a evitar

O mais frequente é deixar passar o intervalo entre doses da série inicial. Um atraso de duas ou três semanas obriga, muitas vezes, a recomeçar parte do esquema, porque a imunidade entretanto gerada pode já não cobrir a janela de risco seguinte. Vale mais marcar a consulta com alguma antecedência do que arriscar um intervalo longo demais.

Outro erro comum é assumir que, por o gato viver só dentro de casa, nenhuma vacina é necessária. A tríplice felina protege contra doenças que circulam mesmo sem contacto directo com o exterior, por exemplo através de roupa ou calçado. A decisão de vacinar ou não cabe ao veterinário, não deve ser tomada só pelo estilo de vida do animal.

Por fim, há quem confunda o prazo do microchip com o da vacina da raiva. São dois prazos distintos, mas a identificação tem sempre de acontecer antes da raiva; adiar o chip para "mais tarde" costuma significar perder também o prazo da vacina.

Quando consultar o veterinário

Esta calculadora dá uma estimativa de planeamento, não substitui uma consulta. Em Portugal, a profissão é regulada pela Ordem dos Médicos Veterinários (OMV), e é a um médico-veterinário licenciado que cabe decidir o protocolo exacto de cada animal, incluindo vacinas adicionais consoante a região, o acesso ao exterior ou o contacto com outros animais. As regras gerais de saúde e identificação animal em Portugal são definidas pela Direcção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV), autoridade nacional nesta área. Uma gatinha resgatada da rua em Setúbal, por exemplo, pode precisar de um plano diferente de um gato que nasceu em casa e nunca saiu de dentro do apartamento.

Se o animal já tiver ultrapassado algum destes prazos, isso também não é motivo para pânico, mas sim para marcar a consulta o mais rápido possível: o veterinário avalia se é preciso recomeçar parte da série ou apenas continuar a partir da dose em falta.

Perguntas frequentes

Quando deve ser aplicada a primeira vacina do cachorro ou da gatinha?

A primeira dose da vacina polivalente costuma ser aplicada entre as 6 e as 9 semanas de vida, quando a imunidade transmitida pela mãe começa a diminuir. Esta calculadora usa as 7 semanas como referência central, mas o veterinário pode ajustar a idade exacta conforme o estado de saúde do animal.

Quantas doses tem a série inicial de vacinas?

Normalmente quatro doses, espaçadas de 3 a 4 semanas entre si, até cobrir a janela de risco completa por volta das 16 a 19 semanas de vida. O número exacto pode variar ligeiramente consoante o protocolo que o veterinário escolher.

A vacina da raiva é obrigatória em Portugal?

Para cães, sim: a Portaria n.º 264/2013 obriga à vacinação antirrábica de todos os cães com mais de três meses de idade em todo o território nacional. Para gatos, a vacina é administrada a título voluntário, consoante o risco de exposição.

Até quando tenho de identificar o meu cão com microchip?

Até aos 120 dias de idade, com registo no SIAC (Sistema de Identificação de Animais de Companhia), e sempre antes de levar a vacina da raiva. Na prática, este prazo costuma coincidir com a fase final da série inicial de vacinas.

O que acontece se eu atrasar uma dose da série inicial?

Um atraso de duas a três semanas pode obrigar a repetir parte do esquema, porque a imunidade gerada pela dose anterior pode já não cobrir a janela de risco seguinte. O ideal é marcar a próxima consulta com alguma antecedência em vez de arriscar um intervalo demasiado longo.

Quando devo levar o meu animal ao veterinário em vez de confiar só nesta calculadora?

Sempre que houver dúvidas sobre o estado de saúde do animal, sinais de doença, ou quando for preciso decidir vacinas adicionais, como a da leucemia felina ou a da tosse dos canis. O médico-veterinário licenciado, regulado pela Ordem dos Médicos Veterinários, é quem define o plano final, sobretudo para animais com historial desconhecido ou resgatados da rua.

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Esta calculadora destina-se apenas a fins informativos. Os resultados são estimativas baseadas em fórmulas padrão e podem variar consoante as condições reais. Consulte um profissional para decisões importantes.