Calculadora Comprar ou Alugar Casa (Custo Total)
Compara o custo total de comprar e de alugar o mesmo imóvel, somando entrada, prestações, aluguel e custos de posse ao longo do período escolhido.
Num exemplo ilustrativo, um financiamento de 30 anos a uma taxa de 10% ao ano faz a soma das prestações chegar a cerca de 3,16 vezes o valor financiado, antes de contar a entrada e os custos de posse. Por isso, a resposta para comprar ou alugar depende sobretudo do horizonte de tempo: em períodos curtos, o aluguel tende a sair mais barato, e em períodos longos a compra ganha terreno.
Comprar e alugar não se comparam apenas pela prestação contra o aluguel. A calculadora soma, de cada lado, tudo o que sai do bolso até o fim do período escolhido. Do lado da compra entram a entrada, as prestações e os custos anuais de posse, como o IPTU, o seguro do imóvel e a manutenção. Do lado do aluguel entram apenas os pagamentos mensais, somados ao longo do mesmo horizonte.
Na proposta de financiamento, além da taxa de juros, costumam aparecer tarifas e seguros exigidos pelo contrato. Por isso, ao comparar propostas, vale olhar também o Custo Efetivo Total (CET), que reúne esses itens, e não apenas a taxa. A taxa Selic, definida pelo Banco Central do Brasil, influencia os juros em geral, e as condições do crédito imobiliário mudam com o tempo. Convém confirmar a taxa atual antes de simular.
A simulação não considera a valorização do imóvel nem o rendimento que a entrada poderia gerar se fosse investida em outra aplicação. Esses cenários podem ser testados rodando a calculadora mais de uma vez, com pressupostos diferentes. Quem compara um apartamento de dois quartos com o aluguel de um estúdio, por exemplo, chega a um resultado enganoso desde o início.
Os campos de preço, entrada, taxa, aluguel e horizonte podem ser ajustados a cada caso, de forma que o resultado reflita uma proposta real de financiamento e um imóvel equivalente ao que se pretende comprar.
O resultado é atualizado automaticamente.
Valor de compra do imóvel que você está considerando
Capital próprio que você vai usar desde o início, sem recorrer a financiamento
Taxa nominal anual prevista para o financiamento imobiliário
Duração total do contrato de financiamento imobiliário, em anos
Valor do aluguel de um imóvel equivalente ao que você está comparando
Número de anos durante os quais você vai morar no imóvel, para fins de comparação
Soma anual de IPTU, seguro residencial e manutenção estimada
Custo total ao comprar
Entrada, parcelas pagas e custos de manutenção ao longo do horizonte definido
Custo total ao alugar
Soma dos aluguéis pagos ao longo do mesmo horizonte
- Parcela mensal estimada do financiamento
- R$ 769,70
- Capital amortizado no final do horizonte
- R$ 37.688
- Diferença entre comprar e alugar
- +R$ 58.364
Nessas condições, alugar sai mais barato do que comprar ao longo do horizonte definido.
Como funciona
Fórmula
Como funciona o cálculo
Comprar ou Alugar: Como Comparar o Custo Total
Decidir entre comprar e alugar um imóvel não se resume a comparar a prestação do financiamento com o valor do aluguel. A entrada, os custos de posse e o tempo que se pretende permanecer no imóvel pesam tanto quanto a prestação na conta final. Esta calculadora soma as duas opções, lado a lado, ao longo do horizonte de tempo escolhido, e mostra o total desembolsado em cada cenário.
Como se chega ao custo total de cada opção
O custo total de comprar reúne três parcelas: a entrada, paga de uma vez no início; a soma das prestações do financiamento, pagas ao longo do horizonte; e os custos anuais de posse, como o IPTU, o seguro do imóvel e a manutenção. A prestação é calculada pelo sistema francês de amortização, conhecido no Brasil como tabela Price, em que o valor da prestação se mantém constante durante todo o prazo. Ao longo desse período, porém, a proporção entre juros e amortização do capital muda: no início, a maior parte da prestação corresponde a juros, e com o passar do tempo cresce a parcela que reduz a dívida.
A fórmula usa o número de prestações efetivamente pagas, que é o menor valor entre o horizonte escolhido e o prazo do financiamento. Se o horizonte for maior do que o prazo do crédito, a calculadora considera apenas as prestações até o fim do contrato, porque depois disso não há mais prestações a pagar. Os custos de posse, por outro lado, são somados em todos os anos do horizonte, já que o proprietário os paga enquanto mantiver o imóvel.
Do lado do aluguel, a conta é mais simples: a soma dos aluguéis mensais pagos durante o mesmo horizonte, multiplicada por 12 meses e pelo número de anos escolhido. Não entram a entrada nem os custos de posse, já que, pela Lei do Inquilinato (Lei nº 8.245/1991, art. 22), os impostos que incidem sobre o imóvel cabem, em regra, ao locador.
A calculadora mostra ainda o capital amortizado até o fim do horizonte escolhido, ou seja, a parte do valor financiado que já foi quitada pelas prestações. Essa leitura ajuda a perceber quanto da dívida inicial ficou paga, independentemente de o imóvel ter valorizado ou desvalorizado.
Taxa de juros, CET e referências oficiais
A taxa de juros é o dado que mais altera o resultado. Diferenças pequenas na taxa anual, somadas ao longo de um prazo de décadas, produzem diferenças grandes no total pago. Por isso, a taxa usada na simulação deve vir de uma proposta concreta ou de uma simulação recente, e não de uma média genérica.
Na proposta de financiamento, além da taxa, costumam aparecer tarifas e seguros exigidos pelo contrato. O indicador que reúne esses custos é o Custo Efetivo Total (CET). A calculadora trabalha apenas com a taxa de juros; por isso, quando a proposta incluir tarifas ou seguros obrigatórios, convém somar esses valores ao custo da compra e comparar o resultado com o CET informado pela instituição financeira.
As condições do crédito imobiliário acompanham, em alguma medida, o ambiente de juros da economia. A taxa Selic, definida pelo Banco Central do Brasil, serve de referência para os juros em geral. As séries históricas de taxas de juros do crédito estão disponíveis no Sistema Gerenciador de Séries Temporais (SGS) do Banco Central, o que permite confirmar se a taxa usada na simulação está alinhada com a prática do mercado.
O que esta comparação não inclui, e por quê
Esta calculadora compara despesa efetivamente paga, e não patrimônio final. Não assume valorização nem desvalorização do imóvel, porque essa evolução depende da localização, do estado do mercado e de fatores que nenhuma fórmula prevê com rigor. Também não desconta o rendimento que a entrada poderia gerar se fosse investida em alternativa, nem considera o reajuste anual do aluguel, que segue o índice previsto no contrato, conforme a Lei do Inquilinato (Lei nº 8.245/1991).
Quem quiser incluir essas variáveis deve tratá-las como cenários adicionais, rodando a calculadora mais de uma vez com pressupostos diferentes. Um cenário pode supor um aluguel reajustado, outro uma taxa de juros mais alta e outro um horizonte mais curto. A comparação entre os resultados mostra quanto a decisão depende de cada variável.
Em compensação, a comparação ganha simplicidade e transparência: cada parcela do resultado pode ser rastreada até um campo que se altera, sem números escondidos dentro de uma fórmula fixa. É essa transparência que permite perceber por que horizontes curtos tendem a favorecer o aluguel, já que a entrada e os custos iniciais do financiamento se diluem por menos tempo.
Casos-limite: prazo, entrada e taxa nula
Alguns valores de entrada merecem atenção. Se a entrada for igual ao preço do imóvel, o valor financiado é zero: não há prestações, e a compra resume-se à entrada e aos custos de posse. Se a entrada for superior ao preço, o valor financiado seria negativo, o que não corresponde a nenhum financiamento; nesse caso a comparação não se aplica e o valor da entrada deve ser revisto.
O prazo do financiamento deve ser superior a zero. Com prazo nulo não existe prestação a calcular, e a fórmula da prestação deixa de fazer sentido, tanto no cálculo pelo sistema francês como no ramo de taxa nula, em que o valor financiado seria dividido por zero. Prazos inferiores a um ano podem ser introduzidos em fração de ano: seis meses correspondem a 0,5 e um mês a 1/12, resultando em 6 e 1 prestações, respectivamente.
Erros comuns ao comparar comprar com alugar
O erro mais frequente é olhar apenas para a prestação mensal e ignorar a entrada, tratando-a como se não fosse um custo. A entrada é dinheiro que deixa de estar disponível para outra finalidade, como investimentos ou a reserva de emergência, e por isso entra na conta do lado da compra como qualquer outra despesa. No Brasil, parte da entrada pode vir de recursos do FGTS, cuja utilização para a compra de moradia própria é regulada pela Lei nº 8.036/1990; nesse caso, o valor deve ser informado como capital próprio, pois continua a ser dinheiro que deixa de estar disponível para outras finalidades.
Outro erro comum é esquecer os custos de posse do imóvel. Quem aluga não paga, em regra, o IPTU, porque a Lei do Inquilinato (Lei nº 8.245/1991, art. 22) atribui ao locador os impostos e taxas que incidem sobre o imóvel, salvo cláusula contratual em contrário. Quem compra, como proprietário, paga o IPTU e acompanha de perto o estado do telhado e da instalação elétrica. Deixar essa parcela de fora faz a compra parecer sempre mais vantajosa do que é na prática. Vale incluir também o seguro do imóvel e as reformas previsíveis, como a troca de telhas ou a pintura externa.
Há ainda quem compare um aluguel desatualizado com a prestação de um financiamento recém-simulado, ou o inverso. Para a comparação fazer sentido, o aluguel de referência deve corresponder a um imóvel equivalente ao que se pretende comprar, na mesma região e com características semelhantes, e os valores do financiamento devem refletir uma proposta bancária real ou uma simulação recente. Quem compara a prestação de um apartamento de dois quartos com o aluguel de um estúdio, por exemplo, obtém um resultado que não serve para decidir. Quem usa números próprios, obtidos para o imóvel que de fato interessa, chega a uma conclusão muito mais útil do que quem segue uma regra genérica válida para qualquer cidade.
Quando consultar um profissional
Esta calculadora serve para perceber a ordem de grandeza da diferença entre as duas opções, mas não substitui uma simulação feita junto de instituições financeiras, que avaliam o perfil de crédito de quem pede o financiamento. Também não capta fatores como a estabilidade do emprego, a probabilidade de mudar de cidade no médio prazo ou a reserva disponível para imprevistos depois da entrada. Para uma decisão informada, vale cruzar o resultado com simulações em mais de uma instituição e, quando o valor envolvido for alto, com o apoio de um consultor financeiro independente.
O Banco Central do Brasil supervisiona as instituições financeiras e publica informações sobre as condições praticadas no crédito, uma referência útil para confirmar se a taxa usada nesta simulação está alinhada com o que o mercado pratica.
Perguntas frequentes
É sempre mais barato comprar do que alugar?
Não há uma resposta universal. O resultado depende da taxa de juros do financiamento, da entrada disponível, do aluguel de referência e, sobretudo, do horizonte de tempo considerado. Em horizontes longos, a compra tende a ficar relativamente mais vantajosa, porque a entrada e os custos iniciais do financiamento se diluem por mais tempo. Em horizontes curtos, o aluguel costuma sair mais em conta. Os valores podem ser ajustados a cada caso para ver o resultado correspondente.
A entrada conta como custo na comparação?
Sim. A entrada é capital que deixa de estar disponível para outra finalidade no momento da compra, por isso entra no custo total de comprar. Sem a entrada, a comparação ficaria artificialmente favorável à compra. O rendimento que essa quantia geraria em outra aplicação não é descontado, como se explica na seção sobre o que a comparação não inclui.
Esta calculadora considera a valorização do imóvel?
Não. A calculadora compara despesa efetivamente paga ao longo do horizonte escolhido, e não o patrimônio final de cada opção. A valorização ou desvalorização do imóvel depende de fatores locais e de mercado que nenhuma fórmula prevê com rigor, por isso fica fora do cálculo. Para testar esse efeito, pode-se rodar a calculadora com cenários de preço diferentes.
Que aluguel devo usar para comparar com a prestação?
Deve-se usar o aluguel de um imóvel equivalente ao que se pretende comprar, na mesma região e com características semelhantes, como número de quartos, estado de conservação e localização. Comparar a prestação de uma casa com o aluguel de outra, muito diferente, distorce o resultado.
O que é o capital amortizado que a calculadora mostra?
É a parte do valor financiado que já foi quitada pelas prestações até o fim do horizonte escolhido. É diferente do saldo devedor, que é a dívida ainda por pagar: quanto maior o capital amortizado, menor o saldo devedor naquele momento.
O que acontece se o horizonte for maior do que o prazo do financiamento?
A calculadora soma prestações apenas até o fim do contrato, porque depois disso não há mais prestações a pagar. Os custos de posse e o aluguel continuam a ser somados até o fim do horizonte escolhido, já que o imóvel continua a ser mantido e, no caso do aluguel, o pagamento continua.
Quando devo consultar um profissional antes de decidir?
Sempre que o valor envolvido for alto ou a decisão não for clara. Vale comparar propostas de mais de uma instituição financeira e, se possível, buscar o apoio de um consultor financeiro independente, que pode avaliar o perfil de risco e a situação de cada pessoa.
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Pelo RivoCalc · Revisado segundo a metodologia editorial · Atualizado em 15 de outubro de 2026
Esta calculadora fornece uma estimativa para fins informativos e não constitui aconselhamento financeiro. Os valores reais dependem das condições de cada instituição financeira e da situação de cada pessoa. A comparação não considera a valorização ou desvalorização do imóvel ao longo do tempo, nem o rendimento que a entrada poderia gerar se fosse investida em alternativa. Para decisões financeiras, deve-se consultar um profissional qualificado ou a instituição financeira.
