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Calculadora de Parcela do Empréstimo Pessoal

Calcula a parcela mensal de um empréstimo pessoal no Brasil a partir do valor financiado, do prazo e da taxa de juros, com juros totais e valor final.

Num empréstimo pessoal, a parcela de juros pesa mais quanto mais longo for o prazo e mais alta for a taxa contratada. Num prazo curto, a maior parte de cada parcela amortiza o capital emprestado desde o início; num prazo longo, os juros acumulados ao longo do contrato podem chegar a representar uma fração do valor total pago maior do que o próprio capital tomado.

No Brasil, a maioria dos contratos de empréstimo pessoal usa a Tabela Price, o sistema francês de amortização, que é também o método padrão em financiamentos de veículos e em boa parte do crédito ao consumidor. Nesse sistema, a parcela mensal é constante do primeiro ao último mês, mesmo que a proporção entre juros e amortização de capital mude internamente ao longo do contrato.

Esta calculadora usa a Tabela Price para mostrar a parcela mensal, o total de juros pagos e o valor total a devolver ao longo do contrato, a partir do capital financiado, do prazo e da taxa de juros nominal anual informada na proposta. É uma forma rápida de comparar cenários antes de assinar qualquer contrato, seja para simular prazos diferentes, seja para entender o peso real dos juros na decisão.

Vale lembrar que a taxa nominal anual não é o único indicador a observar. O Custo Efetivo Total (CET), que reúne juros, tarifas, seguros e o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), é o indicador que reflete o custo real do crédito e permite comparar propostas de diferentes instituições em condições equivalentes. Antes de assinar qualquer proposta, compensa simular mais do que um cenário de prazo, porque a diferença no total de juros pagos entre um prazo curto e um prazo longo costuma ser bem maior do que a diferença aparente entre as parcelas mensais.

O resultado é atualizado automaticamente.

Valor do empréstimo pessoal

Duração total do crédito pessoal em anos

Taxa de juros anual fixa indicada na proposta de crédito

Parcela mensal estimada

R$ 241,79

Calculada pelo sistema francês (tabela Price), com parcela constante

Taxa Anual Nominal (TAN)
7,50 %
Total de juros pagos
R$ 1.606
Montante total a pagar
R$ 11.606
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Como funciona

1

Informe o valor do empréstimo, ou seja, o capital que você pretende financiar.

2

Defina o prazo em anos. No Brasil, o prazo do empréstimo pessoal varia conforme a instituição e a modalidade contratada.

3

Insira a taxa de juros nominal anual indicada na proposta de crédito. No empréstimo pessoal, essa taxa costuma ser fixa durante todo o contrato.

Fórmula

P = C × [r × (1+r)^n] / [(1+r)^n − 1] | r = TNA / 1200 | n = prazo × 12
PParcela mensal (valor fixo pago todos os meses)
CCapital financiado (valor do empréstimo)
rTaxa de juros mensal (taxa nominal anual dividida por 1200)
nNúmero total de parcelas mensais (prazo em anos multiplicado por 12)
TNATaxa Nominal Anual (taxa de juros anual fixa do contrato)

Como funciona o cálculo

Empréstimo Pessoal: Como Calcular a Parcela Mensal

O empréstimo pessoal é uma das formas de crédito mais usadas no Brasil. Serve para cobrir despesas imprevistas, quitar dívidas mais caras, comprar bens de consumo ou financiar projetos pessoais, sem exigir uma garantia real como um imóvel ou um veículo. Diferente do financiamento imobiliário, que costuma ser corrigido pela Taxa Referencial (TR) ou pelo IPCA, o empréstimo pessoal geralmente usa uma taxa de juros fixa, que não muda durante o prazo do contrato. Saber qual será a parcela mensal antes de assinar qualquer proposta é o primeiro passo para avaliar se o financiamento cabe no orçamento.

A Tabela Price: como funciona o sistema de amortização

No Brasil, a maioria dos contratos de empréstimo pessoal calcula a parcela mensal pelo sistema francês de amortização, conhecido como Tabela Price. Nesse sistema, a parcela é constante do primeiro ao último mês do contrato: o valor pago todo mês é sempre o mesmo.

A composição interna de cada parcela, porém, muda ao longo do tempo. Nos primeiros meses, a fração de juros é maior; à medida que o saldo devedor diminui, a proporção de juros cai e a de amortização do capital aumenta. Essa dinâmica importa para quem pensa em quitar o empréstimo antes do prazo: quanto mais cedo o capital é amortizado, maior a economia de juros futuros.

A fórmula que calcula a parcela mensal constante é:

P = C × [r × (1+r)^n] / [(1+r)^n − 1]

Onde C é o capital financiado, r é a taxa de juros mensal (a taxa nominal anual dividida por 1200) e n é o número total de parcelas (prazo em anos multiplicado por 12).

Taxa nominal, CET e o custo real do empréstimo

A taxa de juros nominal anual é a taxa usada para calcular a parcela mensal. No empréstimo pessoal, essa taxa costuma ser fixada no contrato e não muda durante o prazo, o que torna a parcela previsível do início ao fim.

Só que a taxa nominal não reflete todos os encargos do contrato. O Custo Efetivo Total (CET) é o indicador que reúne todos os custos do crédito: juros, tarifas, seguros, o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e outros encargos associados. A divulgação do CET é obrigatória desde 2008, por força da Resolução CMN nº 3.517, de 6 de dezembro de 2007, que determina às instituições financeiras informar o custo efetivo total ao consumidor antes da contratação do crédito. É o indicador correto para comparar propostas de diferentes instituições em condições equivalentes, porque capta custos que a taxa nominal sozinha não mostra.

Vale lembrar também que as taxas praticadas no mercado de crédito costumam acompanhar, ainda que indiretamente, o nível da taxa básica de juros (Selic) e referências como o CDI. Em períodos de Selic mais alta, é comum que as taxas oferecidas em novos contratos de empréstimo pessoal também subam, e o inverso também costuma acontecer.

O impacto do prazo no custo total

O prazo é a variável que mais influencia o equilíbrio entre a parcela mensal e o custo total do empréstimo. Um prazo mais longo reduz a parcela mensal, tornando o compromisso imediato mais leve. Em contrapartida, o total de juros pagos ao longo do contrato é bem maior num prazo longo do que num prazo curto, mantendo o mesmo capital e a mesma taxa.

Simular diferentes prazos nesta calculadora é a forma mais direta de visualizar esse equilíbrio. Na prática, a escolha do prazo deve levar em conta o comprometimento de renda: a fração da renda mensal líquida usada para pagar parcelas de crédito. Instituições financeiras costumam observar esse limite ao avaliar um novo pedido de empréstimo, justamente para evitar um nível de endividamento que comprometa o orçamento doméstico.

Erros comuns ao contratar um empréstimo pessoal

Um erro comum é comparar propostas só pela parcela mensal, sem considerar o CET e o valor total a pagar. Uma parcela menor pode significar um prazo mais longo, que resulta num custo total de juros bem mais alto ao final do contrato.

Outro erro é não verificar os encargos além da parcela: tarifas de cadastro, seguros de proteção financeira e tarifas de manutenção de conta podem pesar no custo real do empréstimo. O CET capta esses encargos; a taxa nominal, isolada, não.

Por fim, vale conferir as condições de quitação antecipada antes de assinar. O Código de Defesa do Consumidor, no artigo 52, parágrafo 2º, garante ao consumidor o direito de liquidar o débito antes do prazo, total ou parcialmente, com redução proporcional dos juros e demais encargos.

Quando procurar orientação profissional

A calculadora oferece uma estimativa útil para avaliar a viabilidade de um empréstimo pessoal e comparar diferentes cenários de prazo e taxa. Ela não substitui, porém, uma análise completa da situação financeira individual, que deve levar em conta o impacto no orçamento doméstico, o histórico de crédito e a comparação de propostas de diferentes instituições. Para essa análise, o recomendado é procurar diretamente a instituição financeira ou um correspondente bancário autorizado pelo Banco Central do Brasil, capaz de comparar condições de diferentes credores e explicar em detalhe a composição do CET de cada proposta.

Perguntas frequentes

Como se calcula a parcela do empréstimo pessoal?

A parcela mensal do empréstimo pessoal é calculada pela fórmula da Tabela Price: P = C × [r × (1+r)^n] / [(1+r)^n − 1], onde C é o capital financiado, r é a taxa de juros mensal (a taxa nominal anual dividida por 1200) e n é o número de parcelas mensais (prazo em anos multiplicado por 12). O resultado é uma parcela constante durante todo o prazo do contrato.

Qual a diferença entre empréstimo pessoal e financiamento imobiliário?

O empréstimo pessoal não exige garantia real, tem prazos mais curtos e costuma usar uma taxa de juros fixa, que não muda durante o contrato. O financiamento imobiliário é garantido pelo imóvel financiado e costuma ser corrigido pela Taxa Referencial (TR) ou pelo IPCA, com revisões periódicas. A ausência de garantia real no empréstimo pessoal se reflete nas condições oferecidas pelas instituições financeiras.

O que é a taxa nominal anual no empréstimo pessoal?

A taxa nominal anual é a taxa de juros aplicada ao capital emprestado, usada para calcular a parcela mensal. No empréstimo pessoal, ela costuma ser fixa durante todo o prazo do contrato. A taxa nominal não inclui tarifas nem seguros associados; para uma comparação completa entre propostas, o indicador correto é o CET (Custo Efetivo Total).

O que é o CET e por que ele é importante?

O CET (Custo Efetivo Total) reúne todos os encargos associados ao contrato de crédito: juros, tarifas, seguros, o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e outros custos. Sua divulgação é obrigatória desde 2008, por força da Resolução CMN nº 3.517, de 6 de dezembro de 2007, do Conselho Monetário Nacional. Para comparar propostas de diferentes instituições em condições equivalentes, o CET é o indicador correto, porque capta custos que a taxa nominal, isolada, não mostra.

É possível quitar o empréstimo pessoal antes do prazo no Brasil?

Sim. O Código de Defesa do Consumidor, no artigo 52, parágrafo 2º, garante ao consumidor o direito de liquidar o débito antes do prazo, total ou parcialmente, com redução proporcional dos juros e demais encargos. Uma quitação antecipada reduz o saldo devedor e os juros futuros. Para simular a nova parcela após uma amortização, basta informar na calculadora o saldo devedor naquele momento e o prazo restante.

Quando devo procurar um correspondente bancário ou consultor de crédito?

Um correspondente bancário autorizado pelo Banco Central do Brasil pode comparar propostas de várias instituições e ajudar a identificar condições mais vantajosas, incluindo taxa nominal, CET, tarifas e seguros associados. É especialmente útil quando é difícil comparar propostas de diferentes instituições, quando o perfil de crédito é mais complexo ou quando se busca uma análise personalizada da situação financeira.

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Esta calculadora fornece uma estimativa para fins informativos e não constitui aconselhamento financeiro. Os valores reais dependem das condições de cada instituição e da situação específica de cada pessoa. Para decisões financeiras, consulte a instituição financeira ou um profissional qualificado.