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Calculadora de Saldo Devedor (Financiamento Imobiliário)

Calcula o saldo devedor de um financiamento imobiliário após X anos de parcelas, com capital amortizado e juros pagos pela Tabela Price (parcela constante).

Em um financiamento imobiliário de 30 anos contratado pela Tabela Price, o saldo devedor após cinco anos de pagamentos ainda representa mais de oitenta e cinco por cento do valor original do empréstimo. Essa proporção surpreende quem imagina que, ao completar um sexto do prazo total, teria amortizado uma fatia equivalente do principal. A realidade é diferente: nos primeiros anos, a maior parte de cada parcela corresponde a juros e apenas uma fração reduzida amortiza capital. À medida que os anos avançam, essa composição se inverte de forma progressiva e o saldo devedor começa a cair com ritmo cada vez mais acelerado.

Esse comportamento é intrínseco ao sistema francês de amortização, conhecido no Brasil como Tabela Price. Nesse sistema, a parcela mensal permanece constante durante todo o prazo contratual, o que facilita o planejamento do orçamento familiar. A contrapartida é uma redução inicialmente lenta do saldo devedor, que ganha velocidade apenas na segunda metade do contrato.

No Brasil, o financiamento habitacional é uma das modalidades de crédito mais relevantes para as famílias. Programas como o Minha Casa Minha Vida, operados principalmente pela Caixa Econômica Federal com recursos do FGTS, utilizam a Tabela Price em muitos contratos, embora a Tabela SAC também seja amplamente disponibilizada. Entender a dinâmica de redução do saldo devedor é essencial para tomar decisões mais inteligentes, como avaliar uma amortização antecipada com recursos do FGTS ou comparar propostas de portabilidade de crédito entre bancos.

A taxa aplicada ao financiamento varia conforme a modalidade contratada. Para empréstimos vinculados ao FGTS ou fora do SFH, podem incidir taxas pré-fixadas ou variações atreladas ao CDI ou à Selic. O Custo Efetivo Total (CET), de divulgação obrigatória pelo Banco Central do Brasil, é a métrica mais completa do custo do crédito, pois engloba juros, seguros obrigatórios e demais encargos contratuais.

Conhecer o saldo devedor exato é o ponto de partida para qualquer análise de amortização, renegociação ou portabilidade. Esta calculadora aplica a fórmula da Tabela Price para estimar esse valor em qualquer momento do prazo contratual.

O resultado é atualizado automaticamente.

Montante original do empréstimo contratado com o banco

Número total de anos do contrato de crédito

Taxa de referência do contrato (ex: CDI, IPCA+, prefixada)

Margem adicional cobrada pela instituição financeira

Número de anos desde a assinatura do contrato

Capital em dívida

R$ 136.529

Saldo devedor estimado pelo sistema francês (tabela Price)

Taxa Anual Nominal (TAN)
4,40 %
Prestação mensal estimada
R$ 751,14
Capital já amortizado
R$ 13.471
Juros pagos até agora
R$ 31.597
Percentagem amortizada
9,0 %
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Como funciona

1

Informe o valor original do empréstimo no campo Capital inicial.

2

Defina o prazo total do contrato em anos.

3

Insira a taxa de juros nominal anual do seu financiamento.

Fórmula

S(k) = C × [(1+r)^n − (1+r)^k] / [(1+r)^n − 1]
S(k)Saldo devedor após k parcelas mensais
CCapital inicial (valor original do financiamento)
rTaxa mensal = taxa nominal anual / 1200. Quando r = 0, aplica-se S(k) = C × (n − k) / n
nTotal de parcelas = prazo (anos) × 12
kParcelas já efetuadas = anos decorridos × 12

Como funciona o cálculo

Saldo Devedor: Quanto Você Ainda Deve ao Banco

Saber exatamente quanto resta a pagar ao banco é uma das informações mais úteis para qualquer mutuário. O saldo devedor é o montante do financiamento que ainda não foi amortizado e sobre o qual os juros continuam sendo calculados a cada parcela. Conhecer esse valor permite tomar decisões mais embasadas sobre amortizações antecipadas, portabilidade de crédito para outra instituição ou renegociação das condições contratuais.

Tabela Price e Tabela SAC: os dois sistemas de amortização no Brasil

No Brasil, os contratos de financiamento imobiliário utilizam principalmente dois sistemas de amortização: a Tabela Price e a Tabela SAC (Sistema de Amortização Constante).

Na Tabela Price, a parcela mensal é constante durante todo o prazo do contrato. Sua composição interna varia ao longo dos anos: nos primeiros meses, a maior parte de cada parcela corresponde a juros e apenas uma pequena fração amortiza capital. Com o tempo, essa proporção se inverte, a componente de capital aumenta e a de juros diminui progressivamente. O resultado é que o saldo devedor decresce lentamente no início e com maior velocidade ao final do prazo.

Na Tabela SAC, a amortização de capital é idêntica em todas as parcelas, enquanto a componente de juros diminui à medida que o saldo devedor cai. As parcelas iniciais são mais elevadas do que na Tabela Price para o mesmo prazo e taxa, mas o saldo devedor cai de forma mais rápida e linear. Para o mesmo prazo e taxa de juros, o mutuário que opta pela Tabela SAC paga menos juros no total ao longo do contrato.

Esta calculadora aplica a fórmula da Tabela Price, o sistema de parcela constante mais comum em financiamentos de longo prazo.

A matemática por trás do saldo devedor

A fórmula que descreve o saldo devedor na Tabela Price é S(k) = C × [(1+r)^n − (1+r)^k] / [(1+r)^n − 1], onde C é o capital inicial, r é a taxa mensal, n é o total de parcelas e k é o número de parcelas já efetuadas.

A natureza geométrica dessa expressão explica por que o saldo devedor demora tanto a cair nos primeiros anos. O crescimento exponencial dos termos no numerador e no denominador resulta em uma curva de amortização côncava: praticamente plana no início e progressivamente mais íngreme ao avançar no prazo. Em um financiamento de 30 anos, os últimos cinco anos amortizam proporcionalmente muito mais capital do que os primeiros cinco, mesmo com parcelas mensais de valor idêntico.

Esse efeito tem implicações diretas na decisão de amortização antecipada. Uma amortização realizada nos primeiros anos do contrato elimina o pagamento de juros futuros sobre um capital que levaria décadas para ser amortizado pelo fluxo normal das parcelas, tornando o impacto financeiro proporcionalmente mais expressivo.

Indexadores e taxas no crédito imobiliário brasileiro

O custo do financiamento imobiliário no Brasil depende da modalidade contratada e da fonte dos recursos. Os principais indexadores são:

Taxa pré-fixada: cada vez mais presente nos produtos de crédito imobiliário de bancos privados como Itaú, Bradesco e Santander Brasil, por oferecer previsibilidade total à parcela ao longo de todo o contrato.

CDI e Selic: utilizados em financiamentos fora do SFH, geralmente para imóveis com valor acima dos limites do programa habitacional ou em linhas de crédito para pessoas jurídicas.

O CET (Custo Efetivo Total) é o indicador exigido pelo Banco Central do Brasil que agrega todos os custos do financiamento: taxa de juros nominal, seguros obrigatórios (MIP e DFI), tarifas administrativas e demais encargos. É o dado mais relevante para comparar propostas entre diferentes instituições financeiras.

O saldo devedor no contexto atual

Com a taxa Selic em patamares historicamente elevados nos ciclos recentes, o crédito imobiliário fora do âmbito do FGTS ficou significativamente mais caro. Isso levou muitas famílias a avaliar com mais atenção o saldo devedor de seus contratos, para decidir se é mais vantajoso realizar uma amortização antecipada com reservas acumuladas ou aguardar condições mais favoráveis de mercado.

A Caixa Econômica Federal, o Banco do Brasil, o Itaú, o Bradesco e o Santander Brasil disponibilizam o saldo devedor atualizado nos extratos mensais e em seus aplicativos. O mutuário pode também solicitar formalmente ao banco um extrato de evolução do financiamento, documento útil tanto para o planejamento de amortizações como para iniciar um processo de portabilidade de crédito imobiliário.

O que esta calculadora não contempla

Esta calculadora pressupõe um financiamento com taxa constante e sem amortizações antecipadas intermediárias. Se você realizou pagamentos parciais antecipados ao longo do contrato, o saldo devedor real será inferior ao estimado. Contratos com período de obra, correção pelo INCC (Índice Nacional de Custo da Construção), carência de capital, indexação pelo IPCA ou estrutura de taxa mista produzirão resultados distintos.

Quando consultar um especialista

Para uma análise completa do estado do seu contrato e a avaliação de alternativas como portabilidade ou amortização antecipada, consulte um correspondente bancário credenciado ou solicite uma reunião com o gerente de crédito imobiliário de sua instituição. O Banco Central do Brasil disponibiliza em seu site ferramentas de comparação das taxas praticadas pelas principais instituições financeiras do país, o que facilita a identificação de oportunidades de portabilidade.

Perguntas frequentes

O que é o saldo devedor em um financiamento imobiliário?

O saldo devedor é o montante do financiamento que ainda não foi amortizado. É sobre esse valor que os juros continuam sendo calculados a cada parcela. Também chamado de capital em aberto, corresponde ao montante que você teria de pagar ao banco para liquidar completamente o financiamento naquele momento.

Por que o saldo devedor cai tão devagar nos primeiros anos?

Na Tabela Price, a parcela mensal é constante, mas sua composição interna varia ao longo do prazo. Nos primeiros anos, a maior parte de cada parcela corresponde a juros e apenas uma fração pequena amortiza capital. Com o tempo, essa proporção se inverte e o saldo devedor passa a cair com mais velocidade.

Como posso consultar o saldo devedor exato junto ao banco?

O saldo devedor atualizado consta do extrato mensal do financiamento e dos aplicativos de internet banking das principais instituições. Você pode também solicitar ao banco um extrato de evolução do financiamento, que detalha o saldo devedor em cada período do contrato.

Qual a diferença entre saldo devedor e total ainda a pagar ao banco?

O saldo devedor é apenas o montante do financiamento ainda por amortizar. O total ainda a pagar ao banco inclui também os juros futuros que serão gerados sobre esse saldo até o fim do prazo, além dos seguros obrigatórios e eventuais tarifas contratuais previstas no contrato.

Tabela Price ou Tabela SAC: qual sistema amortiza o saldo devedor mais rapidamente?

A Tabela SAC amortiza o saldo devedor mais rapidamente, porque a amortização de capital é constante desde a primeira parcela. Na Tabela Price, a amortização de capital é pequena no início e cresce ao longo do tempo. Para o mesmo prazo e taxa, o mutuário paga menos juros no total pela Tabela SAC.

O saldo devedor é relevante para a portabilidade de crédito imobiliário?

Sim. O saldo devedor é o ponto de partida de qualquer processo de portabilidade. O banco de destino calcula a nova parcela com base nesse valor e no prazo remanescente do contrato. Quanto menor o saldo devedor, menores serão as parcelas na nova instituição para o mesmo prazo restante.

Vale a pena usar o FGTS para amortização antecipada do financiamento?

Depende das condições do contrato e do momento em que a amortização é realizada. Uma amortização antecipada nos primeiros anos tem maior impacto, pois elimina encargos de juros futuros sobre um capital que demoraria décadas a ser amortizado normalmente. A regulamentação do SFH prevê o direito à amortização antecipada nos financiamentos enquadrados nesse sistema, conforme a legislação aplicável vigente.

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Pelo RivoCalc · Revisado segundo a metodologia editorial · Atualizado em 12 de julho de 2026

Esta calculadora fornece uma estimativa para fins informativos e não constitui aconselhamento financeiro. Para decisões sobre financiamentos, amortizações ou portabilidade de crédito, consulte sua instituição financeira ou um profissional habilitado.