Calculadora de Rendimento de Depósito a Prazo
Calcula o juro bruto e líquido de um depósito a prazo, com imposto retido na fonte e capitalização ajustável.
Num depósito a prazo no Brasil, o imposto retido na fonte sobre os juros reduz o rendimento bruto anunciado pela instituição financeira para um valor líquido significativamente inferior, porque o imposto sobre os rendimentos de capitais incide diretamente sobre o juro vencido. Quanto maior o capital aplicado e mais longo o prazo, maior a diferença absoluta entre o juro bruto simulado e o montante que entra efetivamente na conta na data de vencimento.
Esta calculadora separa sempre as duas parcelas, o juro bruto acordado com a instituição e o juro líquido depois do imposto retido, para que fique claro o que realmente se recebe no fim do prazo.
A escolha entre depósitos com juros pagos apenas no vencimento ou com capitalização periódica (normalmente anual) afeta o rendimento final, especialmente em prazos mais longos. Algumas instituições oferecem capitalização anual, onde o juro vencido em cada ano se soma ao capital, e o ano seguinte passa a render sobre essa base já maior. A maioria dos depósitos a prazo com duração até um ano paga o juro de uma só vez, no vencimento, calculado sobre o capital inicial ao longo de todo o prazo.
Antes de subscrever um depósito a prazo, é recomendável confirmar a documentação do produto junto da instituição financeira, especialmente as condições de retenção de imposto, o método de capitalização e as penalidades por levantamento antecipado, porque o rendimento líquido efetivo depende destes fatores.
O resultado é atualizado automaticamente.
Valor que você vai aplicar no depósito a prazo
Taxa de juros anual bruta oferecida pela instituição
Duração do depósito, entre 1 e 120 meses
Como os juros são tratados ao longo do prazo
Ajuste conforme a alíquota regressiva aplicável ao seu caso
Rendimento líquido estimado
Rendimento líquido ao final de 12 meses
- Rendimento bruto
- R$ 125,00
- Imposto retido estimado
- R$ 35,00
- Valor final líquido
- R$ 5.090,00
Como funciona
Fórmula
Como funciona o cálculo
Como Calcular o Rendimento de um Depósito a Prazo
Um depósito a prazo é um dos produtos de poupança mais simples de compreender no Brasil, mas o valor que a instituição anuncia raramente é o valor que chega à conta no vencimento. A taxa publicitada é sempre bruta, e entre o juro bruto e o dinheiro efetivamente recebido entra o imposto retido na fonte sobre rendimentos de capitais, um tributo cobrado automaticamente pela instituição antes de o juro chegar ao titular.
Esta calculadora estima as duas parcelas lado a lado: o juro bruto acordado e o juro líquido depois de imposto, a partir do capital, da taxa e do prazo introduzidos.
TANB, juro bruto e juro líquido
A remuneração de um depósito a prazo no Brasil é normalmente expressa através da TANB, a Taxa Anual Nominal Bruta. É a taxa que consta da documentação do produto e que serve de base ao cálculo do juro bruto, mas por si só não diz quanto dinheiro extra vai efetivamente engordar a conta. Falta-lhe sempre o passo seguinte, a retenção de imposto na fonte.
O imposto retido na fonte sobre rendimentos de capitais aplica-se à generalidade dos titulares residentes no Brasil, sendo cobrado automaticamente pela instituição que paga o juro, sem que o titular tenha de fazer nada nesse momento. A alíquota de retenção varia consoante o prazo do investimento, funcionando como um sistema progressivo onde prazos mais longos recebem tratamento fiscal mais favorável. Esta estrutura incentiva poupança de longo prazo e reduz o impacto tributário para investimentos mais duradouros. Além da retenção na fonte, o contribuinte pode estar sujeito a tributação adicional pelo Imposto de Renda na declaração anual, consoante o seu rendimento total.
É por isso que comparar apenas a TANB de duas propostas de depósito pode enganar quem procura o melhor rendimento efetivo: duas taxas brutas iguais produzem sempre o mesmo juro líquido quando o regime de retenção aplicável é igual, mas a comparação deixa de valer quando as alíquotas diferem. Um poupador que compare duas propostas com a mesma TANB, uma com prazo de 6 meses e outra com prazo de 2 anos, está de fato a comparar rendimentos líquidos diferentes porque a alíquota de imposto retido é distinta, sendo menos gravosa para o investimento de prazo mais longo.
Capitalização no vencimento ou capitalização anual
A maioria dos depósitos a prazo com duração até um ano paga o juro de uma só vez, no vencimento, calculado sobre o capital inicial ao longo de todo o prazo. É a forma mais simples de calcular o rendimento e a mais comum nos prazos curtos que dominam o mercado brasileiro.
Para prazos mais longos, algumas instituições oferecem capitalização periódica, normalmente anual: o juro vencido em cada ano soma-se ao capital, e o ano seguinte passa a render sobre essa base já maior. O efeito acumulado, ainda que discreto num único ano, torna-se mais visível à medida que o prazo se estende para vários anos, porque cada capitalização volta a compor sobre os juros anteriores. Este mecanismo, conhecido como juro composto, amplifica o rendimento final de forma exponencial em prazos longos.
Esta calculadora suporta os dois métodos, para que a simulação corresponda ao tipo de produto concreto em comparação. Convém sempre confirmar junto da instituição qual dos dois métodos o produto em causa utiliza, porque a mesma TANB produz resultados finais ligeiramente diferentes consoante a capitalização escolhida.
Erros comuns ao comparar propostas de depósito a prazo
O erro mais frequente é comparar apenas a TANB anunciada sem confirmar se ambas as propostas partilham a mesma alíquota de retenção de imposto, o mesmo prazo e a mesma periodicidade de capitalização. Duas propostas com taxas brutas parecidas podem ter rendimentos líquidos bastante diferentes assim que se muda um destes fatores.
Outro erro é ignorar condições associadas à taxa mais alta anunciada, como um montante mínimo de aplicação inicial elevado, um prazo de fidelização longo, ou a exigência de que o dinheiro seja novo na instituição. A taxa de destaque numa campanha nem sempre se aplica ao capital que já está guardado, nem a reforços de um depósito existente.
Também vale a pena confirmar as condições de mobilização antecipada antes de subscrever. Levantar o capital antes do vencimento reduz normalmente o juro recebido. Muitos produtos permitem resgate antecipado mas aplicam uma redução significativa dos juros ou eliminam-nos por completo, o que esta simulação não contempla.
Retenção de imposto na fonte e tributação adicional
A retenção de imposto na fonte realizada pela instituição funciona como um adiantamento de tributação. O contribuinte pode estar sujeito a Imposto de Renda adicional quando a sua renda total ultrapassa determinados limites estabelecidos pela Receita Federal. O montante retido na fonte é creditado na declaração de ajuste anual. Para contribuintes com alíquota marginal de Imposto de Renda superior à alíquota de retenção aplicada no investimento, há uma cobrança adicional. Para contribuintes que se enquadram em faixas de menor tributação ou que têm direito a isenções, o montante retido pode ser reembolsado.
É importante diferenciar: a retenção na fonte é um adiantamento de tributação, não o tributo final. Cada depositante tem uma situação fiscal única. Poupadores com rendimentos elevados podem ter Imposto de Renda adicional a cobrar; poupadores com rendimentos baixos podem ter direito a reembolso do excesso retido. A complexidade tributária torna essencial consultar a documentação oficial da Receita Federal ou um profissional qualificado para entender o impacto final específico de cada depósito na declaração pessoal.
Quando consultar um profissional
Esta calculadora estima o rendimento de um depósito a partir de pressupostos simples: capital, taxa, prazo e retenção de imposto. Não substitui a documentação do produto concreto, que detalha condições, penalidades e o tratamento fiscal aplicável ao caso particular do titular.
Sempre que o montante a aplicar seja elevado, existam vários titulares envolvidos, ou a situação fiscal saia dos regimes-padrão de retenção, vale a pena confirmar as condições exatas junto da instituição ou procurar aconselhamento financeiro qualificado antes de decidir. Um consultor de investimentos ou um contador pode ajudar a compreender o impacto real da tributação e a escolher entre diferentes tipos de aplicação de renda fixa disponíveis no mercado.
O Banco Central do Brasil publica dados sobre as taxas de juro praticadas nas aplicações de renda fixa, servindo de referência pública para quem quer situar uma proposta concreta face à média do mercado nacional. A compreensão clara dos componentes do rendimento líquido — juro bruto, retenção e imposto adicional — permite tomar decisões de poupança mais informadas e comparar produtos de diferentes instituições com confiança.
Perguntas frequentes
Como se calcula o juro bruto de um depósito a prazo?
O juro bruto resulta de aplicar a taxa anual nominal bruta (TANB) ao capital depositado, proporcionalmente ao prazo do depósito em meses. É o valor que consta da documentação do produto, antes de qualquer desconto de imposto. A fórmula utiliza a taxa anual e divide pelo período em meses para obter o rendimento proporcional ao tempo investido.
Qual a diferença entre juro bruto e juro líquido?
O juro bruto é o rendimento calculado diretamente a partir da TANB. O juro líquido é o que sobra depois de a instituição descontar a retenção de imposto na fonte sobre rendimentos de capitais, e é o valor que efetivamente entra na conta do titular. A diferença pode ser significativa, especialmente para depósitos de curta duração, porque as alíquotas de retenção variam conforme o prazo.
O que é a TANB de um depósito a prazo?
TANB significa Taxa Anual Nominal Bruta. É a taxa de juro anual que a instituição utiliza para calcular o rendimento de um depósito, antes de qualquer retenção fiscal. Consta sempre da documentação de informação do produto e serve como base para comparações entre diferentes ofertas de diferentes instituições.
A forma de capitalização altera o rendimento final do depósito?
Sim. Um depósito com juro pago apenas no vencimento rende de forma proporcional ao prazo total. Um depósito com capitalização anual soma o juro de cada ano ao capital, pelo que os anos seguintes passam a render também sobre esse juro já acumulado, o que aumenta ligeiramente o resultado final em prazos mais longos devido ao efeito de composição exponencial.
Qual é o impacto da variação de alíquotas de retenção conforme o prazo?
As alíquotas de retenção de imposto na fonte variam conforme o prazo da aplicação, funcionando como um sistema progressivo que favorece investimentos de longo prazo. Um depósito a prazo mais longo tem um rendimento líquido percentualmente maior porque a alíquota de imposto retido é menor, mesmo que a taxa de juro bruto seja idêntica. Esta estrutura incentiva poupança de maior duração.
Quando devo consultar um profissional antes de aplicar poupança num depósito a prazo?
Sempre que o montante seja elevado, existam vários titulares envolvidos, ou a situação fiscal não corresponda ao regime geral de retenção estabelecido pela Receita Federal. Um profissional qualificado, ou a própria instituição, confirmam as condições exatas do produto e o tratamento tributário aplicável ao caso concreto, especialmente considerando a tributação adicional pelo Imposto de Renda na declaração anual.
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Pelo RivoCalc · Revisado segundo a metodologia editorial · Atualizado em 21 de setembro de 2026
Esta calculadora fornece uma estimativa para fins informativos e não constitui aconselhamento financeiro. Os valores reais dependem das condições de cada instituição, das alíquotas de retenção de imposto na fonte aplicáveis e do regime fiscal específico de cada aplicador. A tributação por Imposto de Renda na declaração anual pode variar conforme o rendimento total do declarante. Antes de subscrever um depósito a prazo, é recomendável confirmar a documentação do produto junto da instituição financeira ou procurar aconselhamento profissional qualificado.
