Calculadora de Amortização Constante (SAC)
Calcula as prestações decrescentes do crédito pelo sistema de amortização constante, com a tabela completa mês a mês.
Num crédito de 30 anos (360 prestações) com uma TAN hipotética de 10%, a amortização de capital é de 0,28% do capital inicial em cada mês, e a prestação do primeiro mês fica em cerca de 1,11% do capital, quase quatro vezes a do último. Esta é a lógica do sistema de amortização constante: a parcela de capital é sempre a mesma, e o que muda é o juro, que baixa à medida que o saldo em dívida diminui.
No sistema de amortização constante, também designado por sistema alemão ou SAC, o capital total é dividido pelo número de prestações do contrato. O valor obtido é a amortização de capital de cada mês. Os juros calculam-se sobre o saldo em dívida que resta antes de cada prestação, pelo que diminuem mês a mês e a prestação total desce progressivamente, do primeiro ao último mês.
O sistema contrasta com a tabela Price, ou sistema francês, em que a prestação é igual do início ao fim do contrato. Nesse caso, a composição interna muda: no início predominam os juros, e o capital amortizado cresce com o tempo. Partindo do mesmo capital, prazo e taxa, a comparação entre os dois sistemas mostra onde estão os encargos e em que fase do contrato se concentram.
Esta calculadora serve sobretudo para comparar encargos e planear a capacidade de pagamento. Para cada mês, mostra a prestação, a parte que corresponde a juro, a parte que amortiza capital e o saldo que resta em dívida. Quem avalia uma proposta de crédito em Maputo, na Matola, na Beira, em Nampula ou em Quelimane consegue assim perceber se o esforço inicial é compatível com o rendimento disponível nos primeiros anos.
Os valores são uma estimativa. Assumem taxa constante durante todo o prazo e não incluem seguros, comissões ou outros encargos previstos no contrato. Para a decisão final, deve consultar-se a informação pré-contratual entregue pela instituição de crédito.
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Montante total a financiar
Duração do contrato (1 a 50 anos)
Taxa Anual Nominal do contrato (0% a 30%)
Primeira prestação
Prestação mais elevada do contrato, paga no primeiro mês
- Amortização mensal fixa
- 416,67 MTn
- Última prestação
- 418,19 MTn
- Total de juros pagos
- 99 275 MTn
- Total pago ao longo do contrato
- 249 275 MTn
Tabela de amortização mensal
| Mês | Prestação | Juro | Capital | Saldo em dívida |
|---|---|---|---|---|
| 1 | 966,67 MTn | 550,00 MTn | 416,67 MTn | 149 583,33 MTn |
| 2 | 965,14 MTn | 548,47 MTn | 416,67 MTn | 149 166,67 MTn |
| 3 | 963,61 MTn | 546,94 MTn | 416,67 MTn | 148 750,00 MTn |
| 4 | 962,08 MTn | 545,42 MTn | 416,67 MTn | 148 333,33 MTn |
| 5 | 960,56 MTn | 543,89 MTn | 416,67 MTn | 147 916,67 MTn |
| 6 | 959,03 MTn | 542,36 MTn | 416,67 MTn | 147 500,00 MTn |
| 7 | 957,50 MTn | 540,83 MTn | 416,67 MTn | 147 083,33 MTn |
| 8 | 955,97 MTn | 539,31 MTn | 416,67 MTn | 146 666,67 MTn |
| 9 | 954,44 MTn | 537,78 MTn | 416,67 MTn | 146 250,00 MTn |
| 10 | 952,92 MTn | 536,25 MTn | 416,67 MTn | 145 833,33 MTn |
| 11 | 951,39 MTn | 534,72 MTn | 416,67 MTn | 145 416,67 MTn |
| 12 | 949,86 MTn | 533,19 MTn | 416,67 MTn | 145 000,00 MTn |
Como funciona
Fórmula
Como funciona o cálculo
Amortização Constante: Como Funciona o Sistema de Prestações Decrescentes
O sistema de amortização constante, também designado por sistema alemão ou SAC, é uma forma de reembolso de empréstimos em que a parcela de capital amortizada em cada prestação se mantém igual durante toda a vigência do contrato. A consequência direta é que as prestações mensais diminuem progressivamente: são mais elevadas no início e vão baixando até ao último mês.
Como se calcula cada prestação
O cálculo começa por dividir o capital inicial pelo número total de prestações. O resultado, a amortização mensal fixa, é igual em todos os meses do contrato. Num contrato de 360 prestações (30 anos), cada prestação amortiza 1/360 do capital, ou seja, cerca de 0,28% do capital por mês.
A componente de juro varia, porque incide sobre o saldo em dívida, que diminui com cada prestação paga. Os juros de cada mês obtêm-se multiplicando o saldo em dívida antes da prestação pela taxa mensal r, que resulta de dividir a TAN por 1200. A prestação total é a soma da amortização fixa com esses juros, tal como indica a fórmula da calculadora.
Com uma TAN hipotética de 10%, a taxa mensal é de cerca de 0,833%. Na primeira prestação, o saldo em dívida é o capital inteiro, pelo que o juro vale cerca de 0,833% do capital e a prestação total fica em cerca de 1,11% do capital. No mês 181, o saldo em dívida é metade do capital inicial, o juro desce para cerca de 0,42% do capital e a prestação total para cerca de 0,69%. Na última prestação, o saldo é apenas a amortização fixa, pelo que o juro é residual e a prestação se aproxima dos 0,28% do capital.
Esta descida segue um padrão regular. De um mês para o seguinte, a prestação diminui sempre o mesmo valor, que é igual à amortização fixa multiplicada pela taxa mensal. Nos exemplos acima, essa redução mensal é de cerca de 0,0023% do capital. Somando os juros de todas as prestações, o total pago em juros corresponde a cerca de 150% do capital inicial, com os mesmos pressupostos. Numa tabela Price com a mesma TAN e o mesmo prazo, o total de juros ronda os 216% do capital.
Sistema de amortização constante versus tabela Price
Na tabela Price, ou sistema francês, a prestação é sempre igual do início ao fim do contrato. A composição interna muda: no início predominam os juros, e a parcela de capital aumenta com o tempo. No sistema de amortização constante, a lógica é inversa: a parcela de capital é sempre igual e os juros diminuem.
Como o saldo em dívida desce mais depressa nos primeiros anos, o total de juros pagos ao longo do contrato é inferior no sistema de amortização constante. A contrapartida está no início do contrato. Com a taxa e o prazo dos exemplos, a primeira prestação do sistema constante (cerca de 1,11% do capital) supera a prestação fixa da tabela Price (cerca de 0,88% do capital), mas a última fica abaixo dela (cerca de 0,28%). O devedor que opta pelo sistema constante paga menos juros no total, mas suporta encargos maiores na fase inicial.
Aplicação prática
O sistema de amortização constante não é o mesmo em todos os produtos de crédito, e a sua disponibilidade depende da oferta de cada instituição de crédito. Pode ter utilidade em crédito pessoal, em financiamento empresarial e noutros produtos em que a prestação decrescente se ajusta melhor ao perfil do devedor.
Faz sentido considerar este sistema quando o devedor tem folga financeira nos primeiros anos e prevê que a sua capacidade de pagamento diminua mais tarde, ou quando pretende reduzir o total de juros e consegue absorver prestações iniciais mais elevadas. Um pequeno empresário em Nampula, por exemplo, que financie um equipamento com receitas fortes no arranque do investimento, pode avaliar se o perfil decrescente lhe permite poupar juros sem comprometer a tesouraria dos primeiros meses.
A principal utilidade desta calculadora é comparativa. Permite perceber a diferença de encargos entre os dois sistemas para o mesmo capital, prazo e taxa, e avaliar o impacto no total de juros pagos ao longo da vida do contrato. Antes de assinar, convém confirmar na informação pré-contratual qual o sistema efetivamente aplicado, porque os sistemas disponíveis variam de instituição para instituição.
Fatores que influenciam o perfil de prestações
O prazo é o fator com maior influência na diferença entre a primeira e a última prestação. A relação entre as duas é dada por (1 + n × r) / (1 + r), e o produto n × r equivale ao número de anos multiplicado pela TAN, em percentagem, a dividir por 100. Com 30 anos e uma TAN de 10%, o rácio é de cerca de 4 vezes, o que confirma a diferença entre os 1,11% e os 0,28% do capital dos exemplos anteriores.
A taxa de juro afeta o nível absoluto das prestações, sobretudo as iniciais, mas o perfil decrescente mantém-se independentemente da taxa, porque a amortização fixa não depende dela. Aumentar o capital eleva proporcionalmente todas as prestações, sem alterar o ritmo de descida. Reduzir o prazo eleva as prestações iniciais, mas reduz de forma significativa o total de juros pagos.
Erros comuns
Há alguns erros frequentes ao usar esta calculadora. O primeiro é converter a TAN em taxa mensal com um divisor errado: dividir a TAN por 12 em vez de 1200 multiplica os juros por cem, já que a taxa mensal é a TAN dividida por 1200. O segundo é confundir anos com meses no prazo, pois o número de prestações resulta de multiplicar os anos por 12. O terceiro é comparar propostas de crédito apenas pela TAN, quando o custo real depende também dos encargos incluídos, que se refletem no custo total do crédito indicado na informação pré-contratual.
Quando não usar esta calculadora
A calculadora não substitui a análise do contrato concreto. Não deve servir de simulação final quando o contrato prevê períodos de carência, alterações de prazo durante a vigência, ou seguros e comissões que alterem o valor efetivamente pago. Nesses casos, os valores devem ser confirmados com a instituição de crédito antes de qualquer decisão.
Casos-limite
Há três casos-limite a considerar. Com prazo zero, n é zero e a divisão C / n não tem resultado, pelo que a calculadora não gera plano de pagamentos; o prazo tem de ser superior a zero. Com capital zero ou negativo (C igual ou inferior a zero), não existe um saldo em dívida válido a amortizar, pelo que a calculadora não gera um plano válido; o capital deve ser sempre positivo. Com TAN igual a zero, a taxa mensal r é zero e J(k) é zero em todas as prestações: a amortização mantém-se C / n e a prestação fica igual a esse valor em todos os meses, sem descida, porque não há juros que a façam baixar.
Limitações desta calculadora
Os valores apresentados assumem taxa de juro constante durante todo o prazo. Em contratos de taxa variável, a TAN é revista periodicamente, com base num indexante de referência definido no contrato, acrescido de um spread contratual. Nesse caso, a prestação de cada período recalcula-se com a nova taxa, e a tabela deve ser refeita em cada revisão.
Não estão incluídos seguros exigidos pela instituição de crédito, comissões de gestão de conta nem outros encargos contratuais. Para uma análise completa do custo do financiamento, deve consultar-se o custo total do crédito indicado na informação pré-contratual, que reúne a TAN e os encargos do crédito.
As condições de reembolso antecipado e as regras de informação ao cliente variam conforme o contrato e a legislação aplicável no momento da contratação. Por isso, devem ser confirmadas na informação pré-contratual e no próprio contrato antes da celebração.
Perguntas frequentes
O que é o sistema de amortização constante?
É um método de reembolso em que a parcela de capital amortizada é igual em todas as prestações. Como os juros diminuem à medida que o saldo em dívida baixa, a prestação total decresce mês a mês: é mais elevada no início e mais baixa no fim do contrato. Num contrato de 30 anos, cada prestação amortiza cerca de 0,28% do capital inicial.
Qual é a diferença entre amortização constante e tabela Price?
Na tabela Price (sistema francês), a prestação total é sempre igual, mas a composição interna muda: os juros diminuem e o capital amortizado aumenta. Na amortização constante, o capital amortizado é sempre o mesmo e são os juros que variam, pelo que a prestação decresce. O sistema constante gera menor total de juros, mas exige maior capacidade financeira nas primeiras prestações, que são mais elevadas do que a prestação constante da tabela Price.
Como se calcula a prestação de cada mês?
A amortização mensal fixa é o capital dividido pelo número de prestações, ou seja, pelo prazo em meses. Os juros de cada mês calculam-se multiplicando o saldo em dívida antes dessa prestação pela taxa mensal, que é a TAN dividida por 1200. A prestação total é a soma destes dois valores. Como a amortização é fixa, a prestação desce, de um mês para o seguinte, sempre o mesmo montante, igual à amortização multiplicada pela taxa mensal.
O sistema de amortização constante é usado no crédito à habitação em Moçambique?
Depende da oferta de cada instituição de crédito e do tipo de produto, pelo que não existe uma regra geral. Em crédito pessoal e em financiamento empresarial, o sistema de prestações decrescentes pode ser uma opção quando o devedor tem folga no início do contrato. Antes de assinar, convém confirmar o sistema de amortização na informação pré-contratual e no contrato, onde se indicam o plano de reembolso e a taxa aplicável.
Pago menos juros no total com amortização constante?
Em geral, sim, para o mesmo capital, prazo e taxa. No sistema constante, o saldo em dívida diminui mais depressa nos primeiros anos, porque a amortização de capital é sempre igual e não começa pequena como na tabela Price. Com uma TAN hipotética de 10% e 30 anos, o total de juros ronda 150% do capital, contra cerca de 216% na tabela Price. Esta poupança só se verifica se a taxa se mantiver durante todo o prazo.
Quando convém consultar um especialista financeiro?
Deve ponderar-se a consulta sempre que estiver em causa a contratação ou a renegociação de um crédito. As diferenças entre sistemas de amortização afetam a capacidade de pagamento e o custo total do financiamento. Um consultor financeiro independente ou um intermediário de crédito habilitado pode ajudar a comparar propostas, a interpretar a informação pré-contratual e a escolher o produto mais adequado à situação de cada pessoa ou empresa.
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Pelo RivoCalc · Revisto segundo a metodologia editorial · Actualizado em 26 de julho de 2026
Esta calculadora fornece uma estimativa para fins informativos e não constitui aconselhamento financeiro. Os valores reais dependem das condições contratuais de cada instituição de crédito e dos encargos efetivamente cobrados. Para decisões financeiras, recomenda-se consultar a informação pré-contratual da instituição de crédito ou um profissional qualificado.
