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Calculadora de Juro Composto Investimento

Simula o crescimento de um investimento com juro composto e mostra quanto ganhas a mais face ao juro simples equivalente.

Ao fim de várias décadas de juro composto, os juros acumulados de um investimento podem chegar a representar entre 40% e 80% do valor final, consoante o prazo e o peso das contribuições regulares face ao capital inicial investido de uma só vez. É uma proporção que o juro simples equivalente nunca atinge no mesmo horizonte, porque aí os juros crescem sempre de forma linear sobre o mesmo capital de partida.

Esta calculadora simula o crescimento de um investimento com contribuições periódicas e capitalização composta, e isola o efeito específico da capitalização: mostra quanto os juros compostos rendem sobre o capital inicial, comparado com o que o juro simples teria dado nas mesmas condições de taxa e prazo. Serve tanto para projectar um investimento único, feito de uma só vez, como para simular um plano de investimento regular mantido ao longo de vários anos.

Ao contrário de um depósito a prazo ou de um certificado de aforro, cujo retorno é fixado à partida, um investimento com retorno variável, como um fundo ou uma carteira de acções, não garante a taxa introduzida na simulação. O valor funciona apenas como um pressuposto de cálculo escolhido por quem investe, nunca como uma promessa de rendibilidade futura.

A periodicidade de capitalização escolhida (mensal, trimestral ou anual) também influencia ligeiramente o resultado final para a mesma taxa nominal anual, um pormenor frequentemente ignorado quando se comparam produtos de investimento diferentes entre si. Quanto mais longo o prazo, maior a distância entre o valor obtido a juro composto e o que se obteria a juro simples com a mesma taxa.

O resultado actualiza automaticamente.

Montante que já tens ou vais investir agora, de uma só vez

Valor que vais investir todos os meses (deixa a 0 para um investimento único)

Taxa de rendibilidade anual que esperas para este investimento, em percentagem

Horizonte da simulação, entre 1 e 50 anos

Frequência com que os juros vencidos são somados ao capital investido

Valor final do investimento

55 893 €

Saldo estimado ao fim de 15 anos

Capital investido
32 000 €
Juros ganhos
23 893 €

Juro composto vs. juro simples

Juros com juro simples (sobre o capital inicial)
4500 €
Juros com juro composto (sobre o capital inicial)
7270 €
Efeito da capitalização
2770 €

Esta comparação isola o efeito da capitalização sobre o capital inicial, sem contar as contribuições mensais, para mostrar com clareza o que o juro composto acrescenta face ao juro simples.

Evolução ano a ano

AnoCapital investidoJuros acumuladosSaldo total
16800 €359 €7159 €
28600 €851 €9451 €
310 400 €1484 €11 884 €
412 200 €2267 €14 467 €
514 000 €3210 €17 210 €
615 800 €4322 €20 122 €
717 600 €5613 €23 213 €
819 400 €7095 €26 495 €
921 200 €8779 €29 979 €
1023 000 €10 679 €33 679 €
1124 800 €12 806 €37 606 €
1226 600 €15 176 €41 776 €
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Como funciona

1

Introduz o capital inicial que vais investir de uma só vez.

2

Indica a contribuição mensal que vais investir todos os meses (deixa a 0 para um investimento único).

3

Define a taxa de retorno anual que esperas para este investimento.

Fórmula

VF = C × (1 + i)^n + R × [((1 + i)^n − 1) / i]
VF — Valor final acumulado no fim do prazo
C — Capital inicial investido
i — Taxa de juro periódica (taxa anual dividida pelo número de períodos de capitalização por ano)
n — Número total de períodos de capitalização ao longo do prazo
R — Contribuição convertida para o período de capitalização (a contribuição mensal introduzida é ajustada proporcionalmente à periodicidade escolhida)
Js — Juros simples sobre o capital inicial (Js = C × i × n), usados como termo de comparação com os juros compostos sobre o mesmo capital

Fontes:

Como funciona o cálculo

Juro Composto Aplicado a um Investimento: Quanto Vale a Capitalização

Quem investe em Portugal ouve falar de juro composto como o factor que separa um investimento de longo prazo de uma simples soma de depósitos mensais. A ideia central é conhecida: os juros de um período passam a fazer parte do capital do período seguinte, e por isso também eles começam a gerar novos juros. O que menos se percebe na prática é quanto essa diferença pesa quando comparada, período a período, com o juro simples sobre o mesmo capital.

Esta calculadora projecta a evolução de um investimento com contribuições periódicas regulares e isola, à parte, o efeito da capitalização sobre o capital inicial: quanto esse capital renderia a juro simples, quanto rende a juro composto, e qual a diferença entre os dois.

Juro composto contra juro simples, isolado do resto da simulação

No juro simples, os juros de cada período calculam-se sempre sobre o mesmo capital de partida e crescem de forma linear ao longo do tempo. No juro composto, cada novo período de capitalização soma os juros vencidos ao capital anterior, e o período seguinte já calcula os seus juros sobre essa base maior. O crescimento deixa de ser uma recta e passa a ser uma curva.

Comparar os dois directamente quando há contribuições mensais no meio complica a leitura, porque cada contribuição entra num momento diferente e teria um efeito próprio consoante o tempo que lhe resta até ao fim do prazo. Por isso esta calculadora isola a comparação ao capital inicial investido de uma só vez, sem misturar as contribuições posteriores: assim fica claro, em termos exactos, o que a capitalização por si só acrescenta face a um crescimento puramente linear.

Aplicar isto a um investimento real em Portugal

Um investimento com retorno variável, como um fundo de investimento ou uma carteira de acções, não tem uma taxa de juro fixa e garantida como um depósito a prazo ou um certificado de aforro. A taxa introduzida nesta simulação funciona apenas como um pressuposto de cálculo, não como um valor assegurado pelo produto.

A frequência de capitalização importa também no contexto de produtos concretos: uma capitalização mensal soma os rendimentos ao capital mais vezes por ano do que uma capitalização anual, o que produz um resultado final ligeiramente superior para a mesma taxa nominal. É um pormenor que os emissores de produtos financeiros em Portugal declaram de formas diferentes, e que só se percebe ao comparar a taxa nominal lado a lado com a frequência de capitalização associada.

Um investidor no Porto que mantenha contribuições mensais constantes durante várias décadas vê o peso dos juros acumulados no valor final crescer de forma desproporcional face ao capital que efectivamente colocou de parte, um efeito que se acentua nos últimos anos do prazo e que a comparação com o juro simples torna visível de forma exacta.

Erros comuns ao simular o crescimento de um investimento

O erro mais frequente é assumir que a taxa de retorno introduzida na simulação está garantida, tratando um investimento de risco como se fosse um depósito com taxa fixa. Rendibilidades passadas de um fundo ou de um índice accionista não garantem o mesmo resultado no futuro, e a simulação apenas ilustra a mecânica da capitalização, não uma previsão.

Outro erro comum é ignorar a fiscalidade sobre os rendimentos de investimento em Portugal, prevista no Código do IRS e fiscalizada pela Autoridade Tributária e Aduaneira, que reduz o valor líquido efectivamente recebido face ao valor bruto simulado aqui. Esta calculadora também não desconta comissões de gestão nem de subscrição, que em produtos reais reduzem o retorno líquido face à taxa bruta anunciada.

Também é frequente encurtar artificialmente o prazo da simulação só para obter um resultado que pareça mais modesto e por isso mais credível. Como o efeito da capitalização se concentra sobretudo nos últimos anos do prazo, um horizonte curto esconde a maior parte do potencial de crescimento e leva a subestimar sistematicamente o valor de começar a investir cedo.

Quando faz sentido consultar um profissional

Esta calculadora estima a evolução matemática de um capital sujeito a uma taxa de retorno constante ao longo de todo o prazo; não substitui uma análise financeira pessoal nem uma avaliação do perfil de risco de quem investe. Produtos de investimento reais têm comissões, condições de resgate e regimes fiscais próprios que alteram o resultado líquido face à simulação apresentada aqui.

Antes de comprometer poupança de longo prazo com um produto de investimento concreto, vale a pena confirmar as condições contratuais junto da entidade responsável e perceber o nível de risco associado ao retorno esperado. Em decisões que envolvam montantes elevados ou horizontes longos, procurar aconselhamento financeiro qualificado e independente é o passo seguinte recomendável, sobretudo antes de assumir compromissos difíceis de reverter sem custo.

O Banco de Portugal, através do portal de estatísticas oficiais BPstat, publica séries históricas de taxas de juro praticadas em Portugal, servindo de referência pública para quem quer situar uma taxa de simulação face ao que o mercado nacional tem praticado ao longo do tempo.

Perguntas frequentes

Qual a diferença entre juro simples e juro composto num investimento?

No juro simples, os juros calculam-se sempre sobre o capital inicial e crescem de forma linear. No juro composto, os juros vencidos somam-se ao capital e passam também eles a gerar juros nos períodos seguintes, o que produz um crescimento mais acentuado quanto mais longo for o prazo. A diferença entre os dois só se nota com clareza em horizontes de vários anos.

Esta calculadora garante a taxa de retorno que eu introduzir?

Não. A taxa introduzida é apenas um pressuposto de cálculo escolhido por quem investe, não uma garantia do produto. Um investimento com retorno variável, ao contrário de um depósito a prazo, pode render mais ou menos do que o simulado, e rendibilidades passadas não garantem o mesmo resultado no futuro.

Porque é que a periodicidade de capitalização influencia o resultado final?

A periodicidade define quantas vezes por ano os juros vencidos são somados ao capital, passando a contar para o cálculo dos juros seguintes. Uma capitalização mensal soma os juros doze vezes por ano, enquanto uma capitalização anual o faz apenas uma vez, o que faz variar ligeiramente o resultado final mesmo para a mesma taxa nominal anual.

Porque é que a comparação com o juro simples só usa o capital inicial?

Cada contribuição mensal entra num momento diferente da simulação e teria um efeito de capitalização próprio consoante o tempo que lhe resta até ao final do prazo. Isolar a comparação ao capital inicial, sem misturar as contribuições posteriores, permite mostrar de forma exacta o que a capitalização por si só acrescenta face a um crescimento linear.

Os rendimentos de um investimento pagam impostos em Portugal?

Em geral, sim: os rendimentos de investimento em Portugal estão sujeitos a tributação nos termos do Código do IRS, fiscalizada pela Autoridade Tributária e Aduaneira, o que reduz o valor líquido efectivamente recebido face ao valor bruto simulado nesta calculadora. Esta simulação também não desconta comissões de gestão ou de subscrição, pelo que vale a pena confirmar o tratamento fiscal e as comissões aplicáveis junto de um profissional ou da entidade gestora.

Quando devo consultar um profissional antes de investir a longo prazo?

Sempre que a decisão envolva montantes elevados, produtos com risco de mercado ou compromissos difíceis de reverter sem custo. Um profissional financeiro qualificado avalia a fiscalidade aplicável, as comissões do produto concreto e o ajuste ao perfil de risco de quem investe, algo que esta simulação matemática não substitui.

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Esta calculadora fornece uma estimativa para fins informativos e não constitui aconselhamento financeiro. Os valores reais dependem das condições de cada produto, da fiscalidade aplicável e da situação financeira de cada pessoa. Antes de tomar uma decisão financeira, é recomendável procurar aconselhamento profissional qualificado.