Calculadora de Juro Composto
Simula quanto a tua poupança pode crescer com juro composto e reforços mensais regulares.
Num horizonte de poupança longo, os juros acumulados podem ultrapassar o capital que foi efectivamente investido, um efeito que se intensifica progressivamente nos últimos anos do prazo. É o oposto do que acontece no juro simples, onde o crescimento se mantém sempre proporcional ao capital inicial, sem esta aceleração.
Esta calculadora simula a evolução de um capital com reforços periódicos regulares, mostrando ano a ano quanto do saldo final resulta do que foi investido e quanto resulta dos juros que os juros anteriores geraram. Serve tanto para simular poupança em depósitos e certificados como para projectar cenários de investimento a longo prazo.
A periodicidade de capitalização (mensal, trimestral ou anual) pode ser ajustada consoante o produto financeiro em mente, já que diferentes instituições capitalizam os juros com frequências diferentes para a mesma taxa nominal anual. Quanto mais frequente a capitalização, maior o número de vezes por ano em que os juros vencidos passam a gerar, por sua vez, novos juros.
Os reforços mensais introduzidos na simulação entram no capital a partir do momento em que são feitos, pelo que reforços regulares e mantidos ao longo de muitos anos pesam de forma crescente no resultado final, mesmo quando o seu valor nominal não muda.
O resultado inclui sempre a separação entre capital investido e juros acumulados, para que fique claro qual a parcela do saldo final que corresponde a dinheiro efectivamente colocado de parte e qual corresponde ao efeito da capitalização ao longo do tempo.
O resultado actualiza automaticamente.
Montante que já tens poupado ou vais investir agora
Valor que vais juntar todos os meses (deixa a 0 se não houver reforços)
Taxa de retorno anual esperada, em percentagem
Duração da simulação, entre 1 e 50 anos
Frequência com que os juros vencidos são somados ao capital
Valor final acumulado
Saldo estimado ao fim de 10 anos
- Capital investido
- 17 000 €
- Juros ganhos
- 4435 €
Evolução ano a ano
| Ano | Capital investido | Juros acumulados | Saldo total |
|---|---|---|---|
| 1 | 6200 € | 197 € | 6397 € |
| 2 | 7400 € | 444 € | 7844 € |
| 3 | 8600 € | 743 € | 9343 € |
| 4 | 9800 € | 1094 € | 10 894 € |
| 5 | 11 000 € | 1501 € | 12 501 € |
| 6 | 12 200 € | 1965 € | 14 165 € |
| 7 | 13 400 € | 2489 € | 15 889 € |
| 8 | 14 600 € | 3073 € | 17 673 € |
| 9 | 15 800 € | 3721 € | 19 521 € |
| 10 | 17 000 € | 4435 € | 21 435 € |
Como funciona
Fórmula
Fontes:
- Banco de Portugal — BPstat, portal de estatísticas oficiais de taxas de juro
- Fórmula matemática de juro composto com capitalização periódica e reforços (anuidade ordinária de valor futuro)
Como funciona o cálculo
Como o Juro Composto Faz a Poupança Crescer Mais Depressa
Quem poupa em Portugal ouve falar de juro composto como o motor por trás do crescimento a longo prazo do dinheiro guardado. A ideia é simples de enunciar mas fácil de subestimar na prática: os juros de um período passam a fazer parte do capital do período seguinte, e por isso também eles começam a gerar juros. O efeito é lento no início e acelera com o tempo, o que torna o horizonte temporal a variável mais decisiva de toda a simulação.
Esta calculadora projecta a evolução de um capital inicial com reforços periódicos regulares, mostrando ano a ano quanto do saldo final vem do que foi efectivamente investido e quanto vem dos juros acumulados sobre juros anteriores.
O que distingue o juro composto do juro simples
No juro simples, os juros calculam-se sempre sobre o capital inicial e crescem de forma linear ao longo do tempo. No juro composto, cada novo período de capitalização soma os juros vencidos ao capital anterior, e a base de cálculo do período seguinte já inclui esses juros. O crescimento deixa de ser uma recta e passa a ser uma curva exponencial.
Esta diferença só se torna visível de forma marcada em prazos longos. Nos primeiros anos, o juro composto e o juro simples produzem resultados parecidos. É a partir de um horizonte de vários anos que a curva composta se destaca claramente da recta simples, porque cada capitalização adiciona uma nova camada de juros sobre juros anteriores, e essa camada volta a compor no período seguinte.
Os reforços periódicos amplificam este efeito. Cada reforço entra no capital que passa a capitalizar a partir desse momento, pelo que reforços feitos cedo no prazo têm mais tempo para compor do que reforços feitos perto do fim. Manter reforços mensais constantes ao longo de muitos anos costuma pesar mais no resultado final do que aumentar o valor de reforços feitos apenas nos últimos anos do prazo.
Capitalização mensal, trimestral ou anual: porque a frequência importa
A periodicidade de capitalização determina quantas vezes por ano os juros vencidos são somados ao capital. Uma capitalização mais frequente soma os juros ao capital mais vezes por ano do que uma capitalização anual, pelo que produz um crescimento ligeiramente superior para a mesma taxa de juro anual nominal. É um pormenor que os produtos de poupança e investimento em Portugal declaram de formas diferentes consoante o emissor, e que só se torna visível quando se compara a taxa nominal com a frequência de capitalização associada.
O reforço mensal introduzido é sempre convertido proporcionalmente ao período de capitalização escolhido, para que o valor total investido por ano se mantenha igual independentemente da periodicidade seleccionada. Quando a taxa de juro anual introduzida é zero, a calculadora soma apenas o capital inicial e os reforços período a período, sem qualquer efeito de capitalização a acrescentar.
Uma forma rápida de estimar quanto tempo um capital demora a duplicar por efeito do juro composto é a chamada regra do 72: divide-se o número 72 pela taxa de juro anual, expressa em percentagem, e o resultado aproxima o número de anos necessários. É uma estimativa mental útil para comparar cenários rapidamente, não um substituto do cálculo período a período que esta calculadora faz de forma exacta.
Um aforrador em Braga que mantenha reforços mensais constantes ao longo de várias décadas vê o peso dos juros acumulados no saldo final crescer de forma desproporcional face ao capital que efectivamente colocou de fora, precisamente por efeito da composição sucessiva sobre os reforços mais antigos.
Erros comuns ao simular poupança a longo prazo
O erro mais frequente é encurtar o prazo da simulação só para "ver resultados mais realistas depressa". Como o efeito composto se concentra nos últimos anos do prazo, um horizonte curto esconde a maior parte do potencial de crescimento e leva a subestimar sistematicamente o valor de poupar cedo.
Outro erro comum é ignorar a periodicidade de capitalização ao comparar produtos diferentes, tratando taxas nominais anuais como directamente comparáveis quando a frequência de capitalização de cada produto é diferente. Duas taxas nominais iguais com capitalizações diferentes não produzem exactamente o mesmo resultado final.
Também é frequente esquecer que esta simulação não inclui impostos. Os rendimentos de poupança e de investimento podem estar sujeitos a tributação em Portugal, o que reduz o valor líquido efectivamente recebido face ao valor bruto simulado; esta calculadora não contempla esse efeito fiscal. Da mesma forma, produtos com risco de mercado, como fundos ou obrigações, não garantem a taxa de retorno introduzida na simulação, que aqui funciona apenas como um pressuposto de cálculo escolhido pelo utilizador.
Quando faz sentido consultar um profissional
Esta calculadora estima a evolução matemática de um capital sujeito a uma taxa de juro constante ao longo de todo o prazo; não substitui uma análise financeira pessoal. Produtos financeiros reais têm comissões, condições de mobilização antecipada e regimes fiscais próprios que alteram o resultado líquido face à simulação apresentada aqui.
Antes de comprometer poupança de longo prazo com um produto financeiro concreto, vale a pena confirmar as condições contratuais junto da instituição responsável. Em decisões mais complexas, com montantes elevados ou horizontes de investimento que envolvam risco de mercado, procurar aconselhamento financeiro qualificado e independente é o passo seguinte recomendável, sobretudo antes de assumir compromissos que sejam difíceis de reverter sem custo.
O Banco de Portugal, através do portal de estatísticas oficiais BPstat, publica séries históricas de taxas de juro praticadas em Portugal, servindo de referência pública para quem quer situar uma taxa de simulação face ao que o mercado nacional tem praticado ao longo do tempo.
Perguntas frequentes
Qual a diferença entre juro simples e juro composto?
No juro simples, os juros calculam-se sempre sobre o capital inicial e crescem de forma linear. No juro composto, os juros vencidos somam-se ao capital e passam também eles a gerar juros nos períodos seguintes, o que produz um crescimento exponencial em vez de linear. A diferença entre os dois só se nota claramente em prazos longos.
Como funciona a capitalização mensal, trimestral e anual?
A periodicidade de capitalização define quantas vezes por ano os juros vencidos são somados ao capital, passando a contar para o cálculo dos juros seguintes. Uma capitalização mensal soma os juros doze vezes por ano, enquanto uma capitalização anual o faz apenas uma vez, o que faz variar ligeiramente o resultado final mesmo para a mesma taxa nominal anual.
O que é a regra do 72?
É uma forma rápida de estimar mentalmente quantos anos um capital demora a duplicar por efeito do juro composto, dividindo o número 72 pela taxa de juro anual expressa em percentagem. Serve para comparar cenários com rapidez, mas não substitui o cálculo exacto período a período que esta calculadora faz.
Os juros da poupança pagam impostos em Portugal?
Em geral, sim: os rendimentos de poupança e de investimento em Portugal podem estar sujeitos a tributação, o que reduz o valor líquido recebido face ao valor bruto simulado nesta calculadora. Esta simulação não inclui esse efeito fiscal, pelo que vale a pena confirmar o tratamento fiscal aplicável junto de um profissional ou da instituição.
O que acontece se eu parar de fazer reforços mensais?
O capital acumulado até esse momento continua a capitalizar normalmente, mas deixa de receber novas entradas, pelo que o crescimento futuro passa a depender apenas dos juros sobre o saldo existente. Quanto mais cedo os reforços pararem, menor o efeito acumulado que perdem ao longo do prazo restante.
Quando devo consultar um profissional antes de investir a longo prazo?
Sempre que a decisão envolva montantes elevados, produtos com risco de mercado ou compromissos difíceis de reverter sem custo. Um profissional financeiro qualificado avalia a fiscalidade aplicável, as comissões do produto concreto e o ajuste ao seu perfil de risco, algo que esta simulação matemática não substitui.
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Pelo RivoCalc · Revisto segundo a metodologia editorial · Actualizado em 20 de agosto de 2026
Esta calculadora fornece uma estimativa para fins informativos e não constitui aconselhamento financeiro. Os valores reais dependem das condições de cada instituição, da fiscalidade aplicável e da situação financeira de cada pessoa. Antes de tomar uma decisão financeira, é recomendável procurar aconselhamento profissional qualificado.
