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Calculadora de Montante Máximo de Crédito Habitação

Calcula o montante máximo de crédito habitação com base no rendimento líquido, taxa de esforço, encargos existentes, taxa de juro e prazo. Usa a fórmula inversa da tabela Price.

Saber o montante máximo de crédito que se pode pedir ao banco antes de iniciar a procura de imóvel poupa tempo e evita negociações destinadas a falhar. Esta calculadora determina o capital máximo a financiar a partir do rendimento líquido do agregado, dos encargos mensais já existentes e das condições de taxa e prazo pretendidas, usando a fórmula inversa da tabela Price, que é o sistema de amortização padrão aplicado pelas instituições financeiras portuguesas.

O resultado actualiza automaticamente.

Soma dos rendimentos líquidos de todos os titulares do agregado, após IRS e Segurança Social

Percentagem máxima do rendimento a comprometer com prestações de crédito

Soma das prestações de créditos activos (automóvel, pessoal, cartão, etc.) — exclui o novo crédito

Consulta o valor actualizado no Portal do Cliente Bancário do Banco de Portugal

Margem do banco sobre o Euribor, negociada no contrato

Prazo pretendido para o crédito habitação

Montante máximo a financiar

174 734 €

Capital máximo calculado com base na taxa de esforço e condições indicadas

Prestação mensal disponível
875,00 €
Taxa Anual Nominal (TAN)
4,40 %
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Como funciona

1

Introduz o rendimento líquido mensal total do agregado. Se houver dois titulares, soma os rendimentos líquidos de ambos após descontos de IRS e Segurança Social.

2

Define a taxa de esforço máxima que pretendes simular. Este valor determina qual a fracção do rendimento que pode ser comprometida com prestações de crédito.

3

Introduz os encargos mensais de outros créditos activos, como crédito automóvel, crédito pessoal ou cartões. Se não existirem, deixa a zero.

Fórmula

P_max = R × (TE/100) − outros | C_max = P_max × [(1+r)^n − 1] / [r × (1+r)^n] | TAN = E + S | r = TAN/1200 | n = prazo × 12
C_maxMontante máximo a financiar (capital máximo do empréstimo)
P_maxPrestação mensal máxima disponível para o novo crédito
RRendimento líquido mensal total do agregado familiar
TETaxa de esforço máxima escolhida, em percentagem
outrosTotal de encargos mensais de créditos activos (excluindo o novo crédito)
rTaxa de juro mensal (TAN dividida por 1200)
nNúmero total de prestações (prazo em anos multiplicado por 12)
EEuribor (taxa de referência interbancária europeia)
SSpread (margem aplicada pelo banco sobre o Euribor)
TANTaxa Anual Nominal (soma do Euribor e do spread)

Fontes:

Como funciona o cálculo

Montante Máximo de Crédito Habitação: Como Calcular o Valor a Pedir

Antes de visitar imóveis ou falar com construtores, convém saber qual o valor máximo que o banco poderá emprestar. Esse número depende de dois blocos de variáveis: as condições financeiras do agregado (rendimento e encargos actuais) e as condições do empréstimo (taxa de juro e prazo). Esta calculadora combina os dois blocos numa só simulação, usando a mesma fórmula que os bancos aplicam internamente.

Como se obtém o montante máximo

O ponto de partida é a prestação mensal máxima disponível para o novo crédito. Obtém-se multiplicando o rendimento líquido mensal pela taxa de esforço máxima pretendida e subtraindo os encargos mensais de créditos já activos. O valor resultante é o máximo que o mutuário pode pagar mensalmente sem ultrapassar o rácio de endividamento escolhido.

Com esse tecto de prestação definido, a fórmula da tabela Price é aplicada ao contrário. Em vez de calcular a prestação a partir do capital, calcula-se o capital máximo que gera exactamente essa prestação, para a taxa e prazo indicados. O resultado é o montante máximo a pedir ao banco.

Um exemplo prático: num apartamento em Setúbal com dois titulares, o rendimento líquido combinado pode rondar valores que, com uma taxa de esforço conservadora e um prazo de 30 anos, produzem um montante máximo bem definido. Alterar o prazo para 35 ou 40 anos, ou simular uma taxa de juro mais baixa, aumenta significativamente esse tecto.

O papel da taxa de esforço

A taxa de esforço, também designada DSTI na terminologia europeia (Debt Service to Income), é o rácio entre o total dos encargos mensais de crédito e o rendimento líquido do agregado. O Banco de Portugal estabelece, através de recomendações macroprudenciais, limites para a concessão de novos créditos pelas instituições financeiras em Portugal. Estas recomendações têm como objectivo prevenir o sobre-endividamento das famílias.

Para a simulação do crédito habitação, as instituições aplicam um choque adicional de taxa de juro. Isto significa que a taxa de esforço usada internamente pelo banco não é calculada com a taxa contratual actual, mas com uma taxa mais elevada que simula um cenário de subida de juros. O mutuário que aparentemente cabe dentro dos limites com a taxa actual pode não caber com o choque aplicado. Na prática, uma simulação conservadora usa uma taxa de juro superior à actual para antecipar esse efeito.

As instituições têm margem para conceder crédito acima dos limites recomendados a uma fracção dos novos contratos. Uma taxa de esforço acima do threshold não é, por isso, um bloqueio automático, mas afecta de forma relevante as probabilidades de aprovação e as condições propostas.

Taxa, prazo e o equilíbrio entre prestação e capital

A relação entre taxa de juro, prazo e capital é um dos aspectos mais mal compreendidos do crédito habitação. Uma taxa mais baixa aumenta o montante máximo porque a prestação mensal comporta mais capital e menos juros. Um prazo mais longo tem o mesmo efeito: distribui os juros por mais meses, o que permite um capital maior com a mesma prestação mensal.

Contudo, um prazo mais longo implica pagar juros durante mais anos. O montante total pago ao longo do empréstimo é substancialmente superior num prazo de 40 anos face a um prazo de 25 anos, mesmo que a prestação mensal seja mais baixa. A calculadora permite comparar estes cenários em segundos, antes de qualquer conversa com o banco.

Um aspecto que vale notar: quando a calculadora devolve um montante máximo, esse valor representa o que o cálculo financeiro da taxa de esforço permite. O banco analisa depois o rácio entre o empréstimo e o valor do imóvel (LTV), o historial de crédito do mutuário, a estabilidade do vínculo laboral e outros critérios de risco. O montante máximo pode, portanto, ser inferior ao resultado desta simulação nas análises individuais.

O que pode reduzir o montante máximo na análise real

O banco avalia o LTV (Loan-to-Value), o rácio entre o capital pedido e o valor de avaliação do imóvel. Para habitação própria permanente, a regulamentação sobre crédito à habitação em Portugal estabelece limites a este rácio. Se o imóvel avaliar abaixo do esperado, o montante máximo aprovado fica abaixo do montante simulado por esta calculadora.

Encargos futuros previsíveis, como o fim próximo de um período de carência noutro crédito, também entram na análise do banco. A situação fiscal e o tipo de vínculo laboral condicionam o rendimento que o banco considera elegível: trabalho por conta de outrem a tempo inteiro é tratado diferentemente de trabalho independente ou contratos a prazo.

Quando consultar um intermediário de crédito

Esta calculadora fornece uma estimativa do capital máximo com base nos inputs introduzidos. A aprovação final depende da análise individual da instituição, incluindo a avaliação do imóvel, o historial de crédito, os extratos bancários e outros elementos do processo. Para uma análise completa antes de avançar para a fase de procura de imóvel, é recomendável consultar um intermediário de crédito registado no Banco de Portugal, que pode comparar propostas de várias instituições e identificar as condições mais adequadas ao perfil específico do mutuário.

O Banco de Portugal é a autoridade de supervisão do sistema financeiro português e publica informação detalhada sobre as regras aplicáveis ao crédito habitação, incluindo os critérios macroprudenciais de DSTI, LTV e maturidade, no Portal do Cliente Bancário.

Perguntas frequentes

Como se calcula o montante máximo de crédito habitação?

O montante máximo resulta de dois passos. Primeiro, determina-se a prestação máxima disponível: multiplica-se o rendimento líquido pela taxa de esforço máxima e subtrai-se o total dos encargos mensais de créditos activos. Depois, aplica-se a fórmula inversa da tabela Price: o capital máximo é a prestação máxima multiplicada pelo factor [(1+r)^n − 1] / [r × (1+r)^n], onde r é a taxa mensal e n o número de prestações.

O que é a taxa de esforço e qual o limite em Portugal?

A taxa de esforço (DSTI — Debt Service to Income) é o rácio entre o total das prestações mensais de crédito e o rendimento líquido do agregado, expresso em percentagem. O Banco de Portugal estabelece, por recomendação macroprudencial, limites para a concessão de novos créditos pelas instituições financeiras. Para perceber o limite aplicável à tua situação concreta, consulta o Portal do Cliente Bancário do Banco de Portugal ou um intermediário de crédito autorizado.

A calculadora já inclui o choque de taxa de juro do Banco de Portugal?

Não. Esta calculadora usa a taxa que introduzires (Euribor + spread) sem aplicar o choque adicional que os bancos são obrigados a considerar na análise interna. Para simular o efeito do choque, aumenta manualmente a taxa de juro na calculadora. A diferença entre o montante calculado à taxa actual e à taxa com choque dá uma indicação do impacto desta exigência regulatória.

O LTV (rácio empréstimo/valor do imóvel) limita o montante máximo?

Sim. O LTV é um segundo critério que o banco aplica paralelamente à taxa de esforço. A regulamentação sobre crédito à habitação em Portugal estabelece limites ao rácio entre o capital do empréstimo e o valor de avaliação do imóvel, com diferentes thresholds conforme a finalidade do crédito. Se o imóvel avaliar abaixo do preço de compra, o montante aprovado pode ficar inferior ao valor calculado por esta ferramenta.

Como aumentar o montante máximo de crédito que o banco aprova?

As formas mais eficazes são: reduzir os encargos de créditos activos antes do pedido (eliminar créditos pessoais ou saldos de cartão reduz o numerador da taxa de esforço); aumentar a entrada, o que reduz o capital pedido e pode colocar o LTV dentro de um patamar mais favorável; incluir co-titulares com rendimento elegível, que aumenta o denominador do cálculo. Um prazo mais longo também aumenta o montante máximo, mas eleva o custo total dos juros.

Quando devo consultar um intermediário de crédito?

Um intermediário de crédito registado no Banco de Portugal pode comparar propostas de várias instituições e identificar condições de spread, seguros e comissões mais vantajosas para o teu perfil. É especialmente útil quando a taxa de esforço simulada fica perto dos limites regulamentares, quando há encargos ou rendimentos de natureza variável, ou quando se pretende uma pré-aprovação formal antes de fazer uma proposta de compra de imóvel.

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Esta calculadora fornece uma estimativa para fins informativos e não constitui aconselhamento financeiro. Os valores reais dependem das condições de cada instituição e da sua situação específica. Para decisões financeiras, consulte um profissional qualificado ou a sua instituição.