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Calculadora de PPR vs Plano Poupança

Compara o valor líquido final entre um PPR e um plano de poupança comum, depois do imposto no resgate de cada um.

O resultado actualiza automaticamente.

Valor investido todos os anos, igual nos dois cenários

Número de anos até ao momento em que se pretende fazer o resgate

Taxa de rendimento bruta esperada, igual para os dois produtos

Valor recebido todos os anos através da dedução à coleta do IRS pela entrega no PPR

Taxa aplicada ao rendimento gerado, quando cumpridas as condições legais de mobilização

Taxa aplicada ao rendimento gerado pelo plano de poupança comum no resgate

Valor líquido final (PPR)

42 795 €

Resgate líquido de imposto, mais o benefício fiscal acumulado

Valor líquido final (poupança comum)

32 448 €

Resgate líquido do imposto sobre mais-valias

Total entregue (nominal)
24 000 €
Rendimento bruto gerado
11 734 €
Benefício fiscal acumulado (PPR)
8000 €
Imposto pago no resgate do PPR
939 €
Imposto pago no resgate da poupança comum
3285 €
Diferença entre os dois cenários
10 347 €

Nestas condições, o PPR deixa mais dinheiro líquido no fim do prazo.

Simulação simplificada. Não substitui o aconselhamento fiscal e financeiro profissional.

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Como funciona

1

Indica-se a entrega anual que se pretende investir, igual nos dois cenários a comparar.

2

Define-se a taxa de rendimento anual esperada para os dois produtos.

3

Escolhe-se o número de anos até ao momento em que se pretende fazer o resgate.

Fórmula

VF = E × [((1+i)ⁿ − 1) / i]; VL_PPR = (VF − (VF − E×n) × t_ppr) + B×n; VL_PP = VF − (VF − E×n) × t_mv
VF — Valor final bruto acumulado pelas entregas anuais, antes de impostos
E — Entrega anual investida, igual nos dois cenários
i — Taxa de rendimento anual esperada, em decimal; quando é zero, o valor final bruto corresponde apenas à soma simples das entregas (VF = E × n)
n — Número de anos até ao resgate
t_ppr — Taxa de imposto aplicada ao rendimento gerado, no resgate do PPR
B — Benefício fiscal anual recebido pela entrega no PPR, através da dedução à coleta do IRS
t_mv — Taxa de imposto sobre mais-valias, aplicada ao resgate do plano de poupança comum
VL_PPR — Valor líquido final do cenário PPR, incluindo o benefício fiscal acumulado
VL_PP — Valor líquido final do cenário de plano de poupança comum

Fontes:

  • Banco de Portugal — BPstat, portal de estatísticas oficiais de taxas de juro
  • Fórmula matemática do valor futuro de uma anuidade ordinária, aplicada a entregas anuais periódicas
  • Regime fiscal português da dedução à coleta do IRS por entregas em PPR, dependente do escalão de idade do titular e do limite global de deduções (legislação em vigor; sem referência normativa específica verificada para citação)
  • Regime fiscal português da tributação do resgate de PPR e das mais-valias de aplicações financeiras (legislação em vigor; sem referência normativa específica verificada para citação)

Como funciona o cálculo

PPR ou Plano de Poupança: Como Comparar o Que Sobra no Fim

Quem procura comparar um PPR com um plano de poupança comum encontra sobretudo ferramentas que comparam PPR entre si, por rentabilidade, risco e custos. Faltam calculadoras que coloquem os dois tipos de produto lado a lado, com o mesmo ponto de partida, para mostrar qual deixa mais dinheiro líquido no fim do prazo. Esta calculadora preenche essa lacuna: parte da mesma entrega anual e da mesma taxa de rendimento bruta para os dois cenários, e isola apenas o efeito do regime fiscal distinto de cada um.

Como se calcula o valor líquido final de cada cenário

O ponto de partida é igual nos dois casos: uma entrega anual constante, investida ao longo de um número de anos definido, a crescer a uma taxa de rendimento assumida. Esse crescimento segue a lógica de uma anuidade composta, em que cada entrega tem mais ou menos tempo para gerar juros, consoante entra mais cedo ou mais tarde no prazo total.

A diferença entre os dois cenários está no que acontece a seguir. No PPR, a entrega anual pode gerar uma dedução no IRS, recebida todos os anos, e o resgate final é tributado a uma taxa reduzida sobre o rendimento gerado, desde que cumpridas as condições legais de mobilização. Num plano de poupança comum, não há benefício fiscal à entrada, e o resgate é tributado à taxa normal aplicável a mais-valias de aplicações financeiras.

A calculadora soma o benefício fiscal recebido ano após ano ao valor líquido do resgate do PPR, e compara esse total com o valor líquido do plano de poupança comum, depois de cada um pagar o imposto correspondente sobre o rendimento gerado. O resultado mostra qual dos dois cenários deixa mais dinheiro disponível no fim do prazo, nas condições assumidas.

Como aplicar isto a um PPR real em Portugal

Em Portugal, o benefício fiscal de um PPR depende do escalão de idade do titular e do espaço disponível no limite global de deduções à coleta do IRS: se outras deduções já ocupam esse espaço, o benefício do PPR pode ficar reduzido ou não existir. Depois da passagem à reforma, as novas entregas deixam de ser dedutíveis, mesmo que o titular continue a reforçar o plano.

A taxa de imposto reduzida no resgate só se aplica quando cumpridas as condições legais de mobilização, como atingir a idade de reforma ou cumprir um número mínimo de anos de subscrição a partir de determinada idade. Um resgate fora dessas condições devolve o benefício fiscal já recebido, com uma penalização adicional, e aplica uma taxa de imposto mais alta sobre o rendimento gerado, consoante o tempo que passou desde cada entrega.

Um plano de poupança comum não tem estas restrições: o dinheiro está disponível para resgate em qualquer momento, sem devolver benefício nenhum, porque nunca houve benefício à entrada. Essa liquidez tem um preço, a taxa de imposto normal sobre mais-valias aplica-se sempre, independentemente do prazo em que o dinheiro ficou investido.

Erros comuns a evitar

Um erro frequente é assumir que o PPR ganha sempre, só porque tem benefício fiscal à entrada e taxa reduzida no resgate. Se o espaço de dedução no IRS já estiver ocupado por outras despesas, ou se o resgate acontecer fora das condições legais, a vantagem fiscal do PPR pode reduzir-se de forma significativa, ou mesmo inverter-se.

Outro erro é assumir a mesma taxa de rendimento para os dois produtos sem verificar se faz sentido. Um PPR com custos de gestão mais elevados ou um perfil de risco diferente de um plano de poupança comum pode render de forma distinta ao longo do mesmo prazo, mesmo que a simulação parta de pressupostos iguais para facilitar a comparação.

Também é comum esquecer a falta de liquidez do PPR. Um plano de poupança comum pode ser resgatado em qualquer altura sem penalização, o que tem valor próprio em situações de imprevisto, e que esta calculadora não tenta quantificar directamente.

Quando consultar um profissional

Esta calculadora compara dois cenários matemáticos simplificados, partindo de pressupostos fiscais que podem não se aplicar à situação concreta de cada pessoa. O espaço disponível no limite global de deduções à coleta, o escalão de idade aplicável e as condições específicas de mobilização de cada PPR alteram o resultado líquido face à projecção apresentada aqui.

Antes de decidir entre reforçar um PPR ou investir num plano de poupança comum com base apenas nesta simulação, vale a pena confirmar a situação fiscal concreta junto de um contabilista certificado ou de um profissional financeiro qualificado. Em decisões que envolvam montantes elevados ou dúvidas sobre o cumprimento das condições legais de resgate, o aconselhamento independente é o passo seguinte recomendável.

O Banco de Portugal, através do portal de estatísticas oficiais BPstat, publica séries históricas de taxas de juro praticadas em Portugal, uma referência pública útil para situar a taxa de rendimento assumida nesta simulação face ao que o mercado nacional tem praticado ao longo do tempo.

Perguntas frequentes

O PPR é sempre melhor do que um plano de poupança comum?

Não necessariamente. Depende do espaço disponível no limite de deduções à coleta do IRS e de o resgate cumprir as condições legais de mobilização do PPR. Esta calculadora compara os dois cenários a partir dos pressupostos que se introduzem, não assume um vencedor fixo.

Como funciona o benefício fiscal de um PPR?

A entrega anual no PPR pode gerar uma dedução à coleta do IRS, sujeita a um limite que depende do escalão de idade do titular e do espaço ainda disponível no limite global de deduções. Depois da passagem à reforma, as novas entregas deixam de ser dedutíveis.

Que imposto se paga ao resgatar um PPR?

Quando o resgate cumpre as condições legais de mobilização, aplica-se uma taxa reduzida sobre o rendimento gerado. Fora dessas condições, o benefício fiscal já recebido é devolvido com penalização, e aplica-se uma taxa de imposto mais alta, consoante o tempo decorrido desde cada entrega.

Que imposto se paga ao resgatar um plano de poupança comum?

Aplica-se a taxa normal sobre mais-valias de aplicações financeiras ao rendimento gerado, independentemente do prazo em que o dinheiro ficou investido. Não há benefício fiscal à entrada nem restrições à mobilização do capital.

Esta calculadora já considera a minha situação fiscal pessoal?

Não. O resultado parte de pressupostos simplificados e iguais para os dois cenários, sem considerar o escalão de idade concreto, outras deduções já utilizadas ou o cumprimento efectivo das condições legais de mobilização do PPR.

Quando devo consultar um profissional antes de escolher entre PPR e poupança comum?

Sempre que a decisão envolva montantes elevados, dúvidas sobre o cumprimento das condições legais de resgate ou sobre o espaço disponível no limite de deduções à coleta. Um contabilista certificado ou um profissional financeiro qualificado avalia a situação fiscal concreta de cada pessoa, algo que esta simulação não substitui.

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Esta calculadora fornece uma estimativa para fins informativos e não constitui aconselhamento financeiro. Os valores reais dependem das condições de cada instituição e da sua situação específica. Para decisões financeiras, consulte um profissional qualificado ou a sua instituição.