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Calculadora de Poupança vs Certificados de Aforro

Compara quanto rende uma conta poupança e os Certificados de Aforro, já com a retenção de IRS, e descobre qual compensa mais no teu prazo.

Entre uma conta poupança e os Certificados de Aforro, o produto que rende mais depende sobretudo do prazo: numa conta poupança o juro mantém-se proporcional ao longo do tempo, enquanto nos Certificados de Aforro o prémio de permanência faz o peso dos juros acumulados crescer quanto mais anos o dinheiro ficar investido. É essa mecânica diferente, não apenas a taxa inicial de cada um, que decide qual produto compensa mais num prazo concreto.

O resultado actualiza automaticamente.

O capital disponível para colocar num dos dois produtos.

Número de anos completos que o dinheiro ficaria investido em qualquer um dos produtos.

A taxa que o banco oferece actualmente na conta poupança.

A taxa base em vigor, publicada pelo IGCP.

Quanto o prémio de permanência dos Certificados de Aforro sobe a cada aniversário, a partir do segundo ano.

Taxa liberatória aplicada aos juros de capitais em Portugal, igual para os dois produtos.

Valor líquido final (conta poupança)

5374,69 €

Já com a retenção de IRS aplicada, ao fim do prazo indicado.

Valor líquido final (Certificados de Aforro)

5512,94 €

Já com a retenção de IRS aplicada, ao fim do prazo indicado.

Juros líquidos da conta poupança
374,69 €
Juros líquidos dos Certificados de Aforro
512,94 €
Diferença entre os dois valores finais
138,25 €

Nestas condições, os Certificados de Aforro rendem mais do que a conta poupança.

As taxas de ambos os produtos mudam com regularidade; convém confirmar sempre os valores actuais junto do banco e do IGCP antes de decidir.

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Como funciona

1

Indicar o montante disponível para poupar.

2

Introduzir a taxa bruta anual da conta poupança.

3

Introduzir a taxa base e o incremento anual do prémio de permanência dos Certificados de Aforro em vigor.

Fórmula

SaldoPoupança(n) = Capital × (1 + TaxaPoupança)^n ; SaldoCA(n) = Capital × ∏ (1 + TaxaBase + Prémio(k)) ; ValorLíquido = Capital + (Saldo − Capital) × (1 − TaxaIRS)
Capital — montante inicial colocado na conta poupança ou nos Certificados de Aforro
TaxaPoupança — taxa bruta anual da conta poupança, assumida estável ao longo do prazo
TaxaBase — taxa base bruta anual dos Certificados de Aforro, indexada à Euribor e revista periodicamente pelo IGCP
Prémio(k) — prémio de permanência no ano k, nulo no primeiro ano e crescente a cada aniversário seguinte
TaxaIRS — taxa de retenção na fonte a título liberatório sobre rendimentos de capitais, aplicada da mesma forma aos dois produtos
n — número de anos completos do prazo simulado
SaldoPoupança(n) — saldo acumulado da conta poupança ao fim de n anos, com capitalização anual composta à taxa fixa TaxaPoupança
SaldoCA(n) — saldo acumulado dos Certificados de Aforro ao fim de n anos; o produtório percorre todos os anos k de 1 a n, cada um capitalizado à taxa TaxaBase + Prémio(k)
Saldo — SaldoPoupança(n) ou SaldoCA(n), conforme o produto, aplicado separadamente a cada um para obter o respectivo ValorLíquido

Como funciona o cálculo

Poupança ou Certificados de Aforro: Qual Rende Mais?

Quem tem dinheiro parado numa conta à vista chega quase sempre à mesma encruzilhada: deixar numa conta poupança do próprio banco, com liquidez imediata, ou passar parte para Certificados de Aforro, a aplicação de dívida pública gerida pelo IGCP. As duas opções partilham a garantia de segurança que atrai quem não quer arriscar o capital, mas a forma como o dinheiro cresce ao longo dos anos é bem diferente.

Como funciona o rendimento em cada produto

Uma conta poupança remunera o saldo a uma taxa que o banco define e que normalmente se mantém estável durante o período contratado, ou que acompanha revisões pontuais da própria instituição. O crescimento é composto: os juros de um período somam-se ao capital antes de se calcular o juro do período seguinte, pelo que o montante disponível no final depende do prazo, da taxa acordada e da frequência com que os juros capitalizam.

Os Certificados de Aforro seguem uma lógica distinta. A remuneração soma uma taxa base, indexada à Euribor e revista com regularidade pelo IGCP, com um prémio de permanência que recompensa quem não resgata o dinheiro. Esse prémio começa nulo e sobe em patamares a cada novo aniversário da subscrição, o que faz o rendimento médio anual tender a aumentar quanto mais tempo o capital ficar investido, ao contrário de uma conta poupança com taxa fixa do início ao fim.

Esta diferença estrutural é o que torna a comparação directa complicada: dois prazos iguais podem favorecer produtos diferentes, segundo a taxa da conta poupança disponível no momento e o patamar do prémio de permanência em que o prazo escolhido se encaixa. A calculadora acima simula os dois cenários com os mesmos pressupostos de capital e prazo, já com a retenção de IRS incluída, para que a comparação seja justa.

Garantia, liquidez e retenção na fonte em Portugal

Ambos os produtos têm protecção equivalente para o aforrador: a conta poupança beneficia do Fundo de Garantia de Depósitos, enquanto os Certificados de Aforro são dívida directa do Estado português, com o Tesouro como garante último. Nenhum dos dois expõe o capital investido a flutuações de mercado, o que os distingue claramente de um fundo de investimento ou de uma carteira de acções.

A liquidez, porém, não é igual. Numa conta poupança, o levantamento costuma estar disponível de um dia para o outro, sem penalização relevante sobre os juros já vencidos. Nos Certificados de Aforro, o resgate antes do aniversário da subscrição faz perder o juro inteiro desse ano em curso, prémio de permanência incluído; só os juros de anos anteriores, já capitalizados, ficam garantidos. Quem pode vir a precisar do dinheiro antes do fim de um ano completo deve pesar esta penalização ao decidir onde o colocar.

Em Portugal, o rendimento de ambos é tributado da mesma forma: como rendimento de capitais, sujeito a retenção na fonte a título liberatório sobre os juros. É por isso que a comparação correcta nunca deve opor um valor bruto a um valor líquido; a calculadora aplica a mesma taxa de retenção aos dois cenários, para a diferença reflectir apenas a mecânica de cada produto, não um efeito fiscal distorcido.

Erros comuns ao comparar os dois produtos

O erro mais frequente é comparar a taxa inicial dos Certificados de Aforro, válida apenas para o primeiro ano antes de o prémio de permanência entrar em jogo, com a taxa de uma conta poupança já estável ao longo de todo o prazo. Numa simulação de curto prazo, isto costuma favorecer indevidamente a conta poupança; num prazo mais longo, a conclusão pode inverter-se por completo, porque o prémio acumulado passa a pesar mais.

Outro deslize comum é ignorar o efeito do resgate a meio do caminho. Precisar do dinheiro poucos dias antes de um aniversário dos Certificados de Aforro custa o juro inteiro desse ano, o que pode anular por completo a vantagem que pareceria existir num prazo mais curto. Por fim, há quem esqueça que as taxas de ambos os produtos mudam com regularidade: o valor realista para hoje pode já não ser o mesmo dentro de alguns meses, por isso vale a pena actualizar os valores introduzidos na calculadora sempre que se repetir a simulação.

Quando vale a pena consultar um profissional

Para decidir entre deixar uma reserva de curto prazo numa conta poupança ou mover parte dela para Certificados de Aforro, esta calculadora costuma bastar: basta simular o prazo em que o dinheiro realmente não vai ser preciso. Já para quem está a planear repartir uma poupança maior entre vários produtos, com objectivos fiscais ou sucessórios a considerar, ou para quem tem dúvidas sobre o enquadramento de IRS de um resgate parcial, o caminho mais seguro é falar com um consultor financeiro certificado ou confirmar directamente junto do banco e do IGCP as condições em vigor no momento da decisão.

O Banco de Portugal, através do portal de estatísticas BPstat, publica as séries oficiais de taxas de juro do mercado de crédito e de depósito bancário em Portugal, uma referência pública útil para situar o nível de remuneração de uma conta poupança face a outros produtos de aforro disponíveis no mercado nacional.

Perguntas frequentes

A conta poupança ou os Certificados de Aforro rendem mais?

Depende do prazo e das taxas em vigor em cada momento. A conta poupança remunera a uma taxa que costuma manter-se estável durante o prazo contratado, enquanto os Certificados de Aforro somam um prémio de permanência que só entra a partir do segundo ano e cresce enquanto o dinheiro ficar investido. Em prazos curtos a conta poupança tende a sair melhor; em prazos mais longos, o prémio acumulado pode inverter essa vantagem. A calculadora acima compara os dois cenários com os valores introduzidos.

Os Certificados de Aforro são mais seguros do que uma conta poupança?

Os dois têm protecção equivalente para quem poupa. A conta poupança está coberta pelo Fundo de Garantia de Depósitos, enquanto os Certificados de Aforro são dívida directa do Estado português, com o Tesouro como garante último. Nenhum dos dois produtos expõe o capital a flutuações de mercado como acontece com acções ou fundos de investimento.

O que é o prémio de permanência dos Certificados de Aforro?

É um acréscimo à taxa base que recompensa quem mantém o dinheiro aplicado sem interrupções. Começa nulo no primeiro ano e sobe em patamares a cada aniversário da subscrição seguinte, até estabilizar perto do fim do prazo máximo. Resgatar antes de completar um ano de aniversário faz perder esse prémio por inteiro nesse ano, o que pesa mais nas simulações de longo prazo.

Perco dinheiro se resgatar os Certificados de Aforro antes do prazo?

Não se perde o capital investido nem os juros já capitalizados em anos anteriores, mas perde-se o juro inteiro do ano em curso, prémio de permanência incluído, caso o resgate ocorra antes do aniversário seguinte da subscrição. Numa conta poupança, o levantamento costuma estar disponível sem essa penalização sobre os juros já vencidos, o que a torna mais indicada para dinheiro que possa ser preciso em qualquer momento.

A retenção de IRS é igual nos dois produtos?

Sim. Em Portugal, os juros de uma conta poupança e os juros dos Certificados de Aforro são tributados da mesma forma, como rendimento de capitais sujeito a retenção na fonte a título liberatório. É por isso que a comparação correcta deve usar sempre valores líquidos dos dois lados, nunca comparar um valor bruto com um já líquido de imposto.

Quando devo consultar um profissional em vez de usar só esta calculadora?

Esta calculadora costuma bastar para decidir entre os dois produtos num prazo e montante concretos. Para repartir uma poupança maior entre vários produtos, planear objectivos fiscais ou sucessórios, ou esclarecer dúvidas sobre o enquadramento de IRS de um resgate parcial, vale a pena falar com um consultor financeiro certificado ou confirmar directamente junto do banco e do IGCP as condições em vigor no momento da decisão.

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Pelo RivoCalc · Revisto segundo a metodologia editorial · Actualizado em 24 de outubro de 2026

Esta calculadora fornece uma estimativa para fins informativos e não constitui aconselhamento financeiro. Os valores reais dependem das condições em vigor em cada instituição e da situação específica de cada aforrador. Para decisões financeiras, deve consultar-se um profissional qualificado ou a instituição em causa.