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Calculadora de Comparação de CDB e Depósitos a Prazo

Compara duas propostas de CDB ou depósito a prazo com o mesmo capital, mostrando juros brutos, Imposto de Renda e valor líquido lado a lado.

Com a mesma taxa anual nominal bruta de 10%, usada aqui apenas como exemplo hipotético, uma aplicação de seis meses gera juros brutos equivalentes a 5% do capital, enquanto uma de doze meses gera 10%. O prazo altera o resultado final tanto quanto a própria taxa, e comparar só o percentual anunciado pode esconder qual das propostas rende mais no fim.

Dois CDBs ou depósitos a prazo com o mesmo capital raramente rendem o mesmo valor no vencimento. A taxa anunciada pela instituição emissora é apenas o ponto de partida. O prazo escolhido e a retenção do Imposto de Renda transformam essa taxa num valor líquido concreto, e só depois desse cálculo faz sentido comparar as propostas a sério.

Quando os prazos das duas propostas são diferentes, os juros líquidos totais também não bastam para decidir com justiça. Seis meses de juros não se comparam diretamente com doze meses de juros. Por isso esta calculadora mostra a taxa líquida anualizada de cada proposta, que converte o rendimento líquido para uma base de um ano e torna a comparação válida mesmo quando os prazos não coincidem.

A calculadora coloca as duas propostas lado a lado, com o mesmo capital, mostrando os juros brutos, o Imposto de Renda retido e o valor final líquido de cada uma. Assim, a diferença fica visível em reais e não apenas numa diferença de pontos percentuais na taxa anunciada. Com esse formato, a escolha deixa de depender de uma impressão sobre a taxa e passa a depender de um número comparável.

Antes de comparar, convém também confirmar se cada proposta permite resgate antecipado e em que condições, porque esse detalhe muda o rendimento efetivamente recebido. A ferramenta assume uma taxa fixa e o regime de juros simples descrito na seção de método, por isso não substitui a leitura do contrato ou do documento de informações do produto.

O resultado é atualizado automaticamente.

Proposta A

Valor que você pretende aplicar, igual nas duas propostas

Proposta B

Ajuste conforme a alíquota regressiva aplicável ao seu caso

A proposta B rende mais

R$ 36,00

Diferença no rendimento líquido entre as duas propostas

Proposta A

Rendimento bruto
R$ 75,00
Rendimento líquido
R$ 54,00
Valor final líquido
R$ 5.054,00
Taxa líquida anualizada
2,16%

Proposta B

Rendimento bruto
R$ 125,00
Rendimento líquido
R$ 90,00
Valor final líquido
R$ 5.090,00
Taxa líquida anualizada
1,80%
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Como funciona

1

Informe o capital a aplicar, igual para as duas propostas, para que a comparação seja direta.

2

Indique a taxa anual nominal bruta e o prazo em meses da primeira proposta.

3

Indique a taxa anual nominal bruta e o prazo em meses da segunda proposta.

Fórmula

Para cada proposta: J_bruto = C × (TANB / 100) × (n / 12); J_líquido = J_bruto × (1 − t / 100); Valor_final = C + J_líquido; Taxa_líquida_anual ≈ (J_líquido / C) × (12 / n) × 100
C — Capital aplicado, igual nas duas propostas para permitir uma comparação direta; deve ser superior a zero, porque a taxa líquida anualizada divide por este valor
TANB — Taxa anual nominal bruta de cada proposta, acordada com a instituição emissora
n — Prazo de cada proposta, em meses; deve ser superior a zero, porque com prazo zero a taxa líquida anualizada não fica definida
t — Percentual de retenção do Imposto de Renda na fonte sobre os rendimentos de aplicações financeiras do titular, ajustável conforme o tipo de produto e a tabela aplicável
J_bruto — Juros brutos acumulados no vencimento de cada proposta, antes do Imposto de Renda
J_líquido — Juros líquidos recebidos em cada proposta, depois da retenção na fonte
Taxa_líquida_anual — Rendimento líquido de cada proposta convertido para uma base anual, para comparar prazos diferentes de forma justa

Como funciona o cálculo

Comparar CDBs e depósitos a prazo: como saber qual rende mais

Duas propostas de aplicação com capitais e prazos parecidos raramente rendem exatamente o mesmo no vencimento. A taxa que a instituição emissora anuncia é apenas o ponto de partida. O capital aplicado, a duração escolhida e a retenção do Imposto de Renda transformam essa taxa num valor líquido concreto, e só depois desse cálculo faz sentido comparar. Esta calculadora coloca duas propostas lado a lado, com o mesmo capital, para que a diferença fique visível em reais e não apenas em pontos percentuais da taxa anunciada.

Por que a taxa anunciada sozinha não decide

A taxa anual nominal bruta, abreviada aqui como TANB, é o número que aparece na proposta e serve de base ao cálculo dos juros brutos. Comparar a TANB de duas propostas parece a forma mais rápida de escolher, mas essa leitura deixa de fora dois fatores que também mudam o resultado final: o prazo e a retenção do Imposto de Renda.

O prazo altera os juros porque eles se acumulam ao longo do tempo. Com a mesma taxa anual, uma aplicação de seis meses rende metade dos juros brutos de uma aplicação de doze meses, desde que a taxa se mantenha constante durante todo o período. Comparar apenas a taxa, sem olhar ao prazo, dá uma ideia distorcida de qual proposta entrega mais dinheiro no total.

A retenção incide depois, sobre os juros brutos de cada proposta. Quando as duas propostas têm o mesmo prazo, a alíquota é a mesma e o desconto guarda a mesma proporção em ambas. Quando os prazos diferem, a tabela regressiva aplicável às aplicações financeiras pode prever alíquotas diferentes, o que pode inverter a ordem entre as propostas. Por isso convém confirmar a alíquota correspondente ao prazo de cada uma antes de comparar. Mesmo com alíquotas iguais, o corte em reais cresce com o valor dos juros, de modo que a proposta com juros brutos mais altos perde mais valor absoluto para o imposto.

Do juro bruto ao valor líquido, passo a passo

O cálculo é feito em duas fases, seguindo o regime de juros simples que a calculadora utiliza. Na primeira fase, os juros brutos de cada proposta resultam do capital, da taxa anual e do prazo em meses. O capital é multiplicado pela taxa dividida por cem e pelo prazo dividido por doze. Um capital aplicado à taxa de 10% ao ano durante seis meses gera, portanto, juros brutos de 5% do capital.

Na segunda fase, a instituição desconta a retenção do Imposto de Renda sobre o rendimento e entrega ao titular apenas o valor líquido, normalmente na data de resgate ou de vencimento. O titular não precisa de fazer nenhum cálculo adicional, porque o desconto acontece automaticamente. O valor final é o capital somado aos juros líquidos.

A taxa líquida anualizada é o passo final. O juro líquido é dividido pelo capital, o resultado é multiplicado por doze e dividido pelo prazo em meses, e por fim o valor é convertido para percentual. Trata-se de uma aproximação linear, que não considera a capitalização dos juros, por isso deve ser lida como referência para comparar propostas e não como rentabilidade exata.

Quando a taxa líquida anualizada faz diferença

Imagine duas propostas com o mesmo capital, uma de seis meses e outra de doze meses, que entregam juros líquidos diferentes em reais. A proposta de doze meses parece vencedora pelo valor absoluto, mas a comparação justa exige olhar para o que cada uma rende por ano. Se as taxas líquidas anualizadas coincidirem, a diferença em reais vem apenas do prazo, e não de uma remuneração melhor. Se a proposta curta tiver taxa líquida anual superior, pode ser a escolha mais interessante, sobretudo quando o capital precisar de voltar mais cedo. Mesmo assim, a proposta curta exige encontrar um destino para o dinheiro no fim do prazo, e esse custo de oportunidade não aparece na calculadora.

Erros comuns ao comparar propostas

O erro mais frequente é se fixar na taxa mais alta de uma campanha sem verificar as condições associadas a ela. Muitas taxas de destaque exigem um valor mínimo elevado, dinheiro novo que não esteja já na instituição ou um período de carência ligado apenas àquele produto. Uma taxa competitiva com condições restritivas pode render menos, na prática, do que uma proposta mais modesta sem essas exigências.

Outro erro é esquecer o resgate antecipado. Resgatar antes do vencimento reduz normalmente os juros recebidos, e em alguns produtos pode eliminar o rendimento acumulado até esse momento. Quem prevê precisar do dinheiro antes do fim do prazo deve confirmar essa condição antes de comparar apenas pela taxa.

Também é comum comparar taxas pós-fixadas com taxas prefixadas como se fossem equivalentes. Uma proposta atrelada ao CDI ou à Selic varia com a evolução desses indexadores e não tem um percentual fixo ao longo do prazo. Para compará-la com uma taxa prefixada, é preciso uma hipótese sobre a evolução do indexador, e esta calculadora não faz essa projeção.

Impostos, poupança e outras regras

A tabela regressiva do Imposto de Renda sobre aplicações financeiras reduz a alíquota à medida que o prazo aumenta. Essa regra consta da legislação do Imposto de Renda e é uma das razões pelas quais duas propostas com a mesma taxa podem entregar valores líquidos diferentes. As faixas em vigor podem mudar, por isso convém confirmá-las na legislação publicada pela Receita Federal. Também pode incidir Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre resgates feitos nos primeiros dias da aplicação, situação que a calculadora não modela.

A caderneta de poupança segue regras próprias de remuneração e de tributação, por isso não deve ser comparada com um CDB sem olhar a essas diferenças. A base legal do sistema financeiro nacional é a Lei 4.595, de 31 de dezembro de 1964, que organiza o sistema e atribui ao Banco Central do Brasil a supervisão das instituições. As condições da garantia de depósitos devem ser confirmadas junto da instituição e nas normas publicadas pelo Banco Central do Brasil.

Fontes oficiais de referência

Para situar uma proposta em relação ao mercado, as séries de taxas de juros do Banco Central do Brasil servem de referência pública. Elas estão disponíveis no portal do banco (bcb.gov.br), no Sistema Gerenciador de Séries Temporais (SGS). As séries de CDI e Selic, por exemplo, são identificadas pelo nome no SGS e permitem acompanhar a evolução dos indexadores usados em propostas pós-fixadas. Uma taxa muito acima das praticadas no mercado merece verificação das condições antes de ser aceita, porque a taxa mais alta nem sempre é a mais segura ou a mais viável para o titular.

Casos-limite: prazo zero e capital zero

Dois valores de entrada exigem cuidado. Com prazo de zero meses, a fórmula da taxa líquida anualizada divide por zero, por isso essa taxa fica indefinida. Como um prazo de zero meses não corresponde a uma aplicação real, deve ser indicado um prazo positivo. Com capital de zero, os juros brutos e líquidos são zero, mas a taxa líquida anualizada também fica indefinida, porque não há capital que sirva de base e, portanto, não existe rendimento a comparar. A taxa zero, em contrapartida, é um caso válido: os juros brutos são zero, a fórmula continua válida e a taxa líquida anualizada também é zero. Um prazo de um mês não exige nenhuma nota especial.

Quando não usar esta calculadora

A calculadora assume capital constante durante todo o prazo, sem aportes nem resgates parciais. Não modela a capitalização composta, comum em muitos CDBs, nem tarifas de custódia, nem o IOF. Para aplicações com aportes periódicos, reinvestimento automático dos juros ou produtos com regras de resgate complexas, o resultado é apenas uma primeira aproximação, que deve ser completada com a documentação do produto.

Quando consultar um profissional

Sempre que o valor a aplicar for elevado, houver vários titulares envolvidos ou a tributação fugir ao regime geral da tabela regressiva, convém consultar um profissional qualificado, como um contador ou um planejador financeiro certificado. Mesmo sem essas situações, a leitura do documento de informações do produto e das condições de carência e de resgate continua a ser o passo que confirma os números da calculadora.

Perguntas frequentes

Como comparar dois CDBs com taxas diferentes?

Informe o mesmo capital e, para cada proposta, a taxa anual nominal bruta e o prazo em meses. A calculadora aplica a mesma lógica de retenção às duas e mostra os juros brutos, os juros líquidos e o valor final lado a lado, para que a diferença fique clara em reais. Confirme depois as condições de carência e de resgate de cada produto.

O que é a TANB e por que a taxa anunciada não basta para comparar?

TANB é a sigla usada nesta calculadora para a taxa anual nominal bruta, ou seja, a taxa de juros anual antes do Imposto de Renda. Ela não basta sozinha porque o prazo e a retenção do imposto também alteram o valor líquido final. Duas propostas com a mesma taxa podem render de forma diferente conforme esses dois fatores.

Por que o prazo influencia a comparação entre aplicações?

Os juros se acumulam ao longo do tempo. Por isso, com a mesma taxa anual, uma aplicação de seis meses produz juros proporcionalmente menores do que uma de doze meses. Comparar apenas os juros totais de prazos diferentes, sem converter para uma base anual, pode apontar como mais rentável a proposta errada.

O que é a taxa líquida anualizada mostrada na calculadora?

É o rendimento líquido de cada proposta convertido para uma base de um ano. Esse valor permite comparar de forma justa duas propostas com prazos diferentes, por exemplo uma de seis meses e outra de doze meses, sem que o tamanho do prazo distorça o resultado. Trata-se de uma aproximação linear, e não de uma rentabilidade composta.

O capital aplicado em CDB ou depósito a prazo está protegido?

Em instituições autorizadas pelo Banco Central do Brasil, os depósitos podem contar com garantia prevista na regulamentação do sistema financeiro nacional, que limita a cobertura por titular e por instituição. A cobertura exata e o limite vigente não são calculados aqui. Confirme as condições junto da instituição e nas normas publicadas pelo Banco Central do Brasil antes de aplicar.

Quando devo consultar um profissional antes de escolher entre duas propostas?

Sempre que o valor a aplicar for elevado, houver vários titulares envolvidos ou a tributação não corresponder ao regime geral da tabela regressiva, convém procurar um profissional qualificado, como um contador ou um planejador financeiro certificado. A própria instituição também confirma as condições exatas do produto e o tratamento fiscal aplicável ao caso concreto.

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Esta calculadora fornece uma estimativa para fins informativos e não constitui aconselhamento financeiro. Os valores reais dependem das condições de cada instituição, da tributação aplicável ao produto e da situação pessoal de cada titular. Para decisões financeiras, consulte um profissional qualificado ou a instituição emissora.