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Calculadora de Juro Líquido de CDB

Calcula o juro líquido de um CDB depois do Imposto de Renda retido na fonte, a partir do capital, da taxa anual bruta e dos dias do prazo.

Num CDB de 360 dias com taxa anual bruta de 10%, o juro líquido corresponde a cerca de 7,9% do capital aplicado, depois de a instituição financeira reter 20% do juro bruto na fonte. Antes do imposto, o rendimento bruto seria de cerca de 9,9% do capital, porque 360 dias equivalem a 360/365 do ano e não ao ano inteiro.

Esta é a pergunta central de quem aplica em renda fixa: quanto fica na conta depois do Imposto de Renda. O CDB, Certificado de Depósito Bancário, é um dos produtos de renda fixa mais procurados no Brasil. Emitido por instituições financeiras, remunera o investidor com uma taxa pré-fixada ou atrelada a um índice, como o CDI. Em ambos os casos, a oferta costuma destacar a taxa bruta, e o valor que chega ao titular é sempre menor.

O desconto depende de duas variáveis. A primeira é a alíquota do Imposto de Renda, que na renda fixa segue uma tabela regressiva: quanto mais longo o prazo, menor a alíquota. A legislação federal ([Lei nº 11.033/2004](https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004-2006/2004/lei/l11033.htm)) fixa as faixas em 22,5% até 180 dias, 20% de 181 a 360 dias, 17,5% de 361 a 720 dias e 15% acima de 720 dias. A segunda é o prazo em dias, que determina tanto o juro bruto como a faixa aplicável. Por isso, dois CDBs com a mesma taxa anual podem render valores líquidos diferentes, e a comparação correta é sempre pelo valor final no mesmo capital e prazo.

A calculadora isola esse mecanismo. A partir do capital, da taxa anual bruta e dos dias do prazo, mostra separadamente o juro bruto, o imposto retido e o juro líquido creditado. O cálculo segue a convenção de juro simples e de ano com 365 dias, como nas propostas mais comuns. Ele não substitui a ficha do produto nem a simulação da instituição, mas permite comparar propostas de forma consistente, por exemplo entre um CDB de 180 dias e outro de 361 dias.

Lembre-se de que o juro líquido é o que efetivamente entra no saldo. Confirme a taxa, o prazo e as condições de resgate no contrato antes de tomar a decisão.

O resultado é atualizado automaticamente.

Valor que você vai aplicar no depósito a prazo

Taxa bruta informada pelo banco, antes da cobrança do imposto de renda

Número de dias entre a aplicação e o vencimento

Ajuste conforme a alíquota regressiva do imposto de renda aplicável ao prazo

Juro líquido

R$ 22,44

Valor a receber depois do IR, em um prazo de 91 dias

Juro bruto
R$ 31,16
IR retido na fonte
R$ 8,73
Taxa líquida equivalente
1,80%
Valor final líquido
R$ 5.022,44

Taxa anual líquida, depois de descontado o IR retido na fonte.

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Como funciona

1

Informe o capital aplicado no CDB.

2

Informe a taxa anual bruta contratada, em percentual.

3

Defina o prazo em dias, contado desde a data da aplicação até o vencimento.

Fórmula

Juro Líquido = Capital × TAB × (Dias / 365) × (1 − Alíquota Retenção)
Capital — Valor aplicado no CDB, que deve ser sempre positivo
TAB — Taxa anual bruta contratada no CDB, em percentual (taxa igual a zero resulta em juro zero)
Dias — Número de dias corridos do prazo contratado da aplicação (zero dias resulta em juro zero)
Alíquota Retenção — Alíquota do Imposto de Renda retido na fonte sobre o rendimento, em percentual, conforme o prazo da aplicação
Juro Bruto — Juro calculado antes de qualquer retenção
Juro Líquido — Valor que resta após a retenção, creditado ao titular

Como funciona o cálculo

Quanto rende um CDB depois do Imposto de Renda

O CDB anuncia uma taxa anual bruta, mas o valor que chega ao titular é outro. Entre a taxa oferecida pela instituição financeira e o saldo final entra o Imposto de Renda retido na fonte, descontado automaticamente antes do pagamento. Esta calculadora separa esses componentes: a partir do capital, da taxa e do prazo em dias, mostra o juro bruto, o imposto retido e o juro líquido que efetivamente aumenta o saldo. A mesma lógica serve para quem compara um CDB de curto prazo com outro de prazo mais longo, seja qual for a instituição escolhida.

Como se calcula o juro bruto

O juro de um CDB com taxa pré-fixada segue a lógica do juro simples. O capital multiplica-se pela taxa anual e pela fração do ano correspondente ao prazo, contado em dias sobre uma base de 365. Um CDB de 90 dias, por exemplo, rende uma fração do juro anual pouco inferior a um quarto, porque 90 dividido por 365 dá menos de 0,25. Essa convenção é a mais comum nas propostas de renda fixa de varejo, mas o regulamento de cada produto deve ser conferido, porque a forma de contagem pode alterar a remuneração.

A fórmula, capital vezes taxa vezes dias sobre 365, dá o juro bruto. Esse é o número que costuma aparecer em destaque nas ofertas, e por isso é fácil confundi-lo com o que o investidor efetivamente recebe.

Alguns casos-limite convêm ser conhecidos. Com taxa igual a zero ou com prazo de zero dias, a fórmula devolve juro bruto zero e, por consequência, juro líquido zero. O capital tem de ser sempre um valor positivo, porque um capital nulo ou negativo não corresponde a uma aplicação real, e a calculadora não deve ser usada com esses valores.

Nos CDBs indexados ao CDI, a remuneração é um percentual desse índice, e não uma taxa fixa. O CDI é apurado a partir das operações interbancárias e acompanha de perto a taxa Selic, definida pelo Comitê de Política Monetária do Banco Central do Brasil. Nesses casos, a calculadora funciona da mesma forma se a taxa anual bruta equivalente for informada, mas a convenção de dias úteis usada pelo índice pode gerar um valor diferente do obtido pela convenção de 365 dias corridos.

A tabela regressiva do Imposto de Renda

Os rendimentos de aplicações de renda fixa, incluindo o CDB, estão sujeitos ao Imposto de Renda pela tabela regressiva prevista na Lei nº 11.033/2004. A alíquota depende do tempo entre a aplicação e o resgate ou o vencimento: 22,5% até 180 dias, 20% de 181 a 360 dias, 17,5% de 361 a 720 dias e 15% para prazos superiores a 720 dias. O imposto incide apenas sobre o rendimento, nunca sobre o capital aplicado, e é retido na fonte pela instituição financeira.

Esta regra explica por que o prazo importa tanto. Um CDB de 180 dias fica na faixa mais alta, de 22,5%, enquanto um de 361 dias já cai para 17,5%. Um investidor pode, portanto, obter um líquido maior num prazo mais longo mesmo com uma taxa bruta ligeiramente inferior. A simulação deve comparar os dois cenários com o mesmo capital, e não apenas as taxas anunciadas.

A retenção na fonte é a forma usual de cobrança para a pessoa física. A instituição financeira retém o imposto no momento do pagamento, e o valor aparece no informe de rendimentos que ela disponibiliza. As orientações da Receita Federal indicam como esse rendimento deve ser informado na declaração anual do IRPF. Em regra, o valor da declaração deve coincidir com o informe, por isso convém conferi-lo antes de preencher a declaração.

Produtos fora da tabela e outros custos

Nem todos os títulos seguem a mesma regra. Alguns produtos de renda fixa têm tratamento tributário próprio, e ações, fundos e outros investimentos seguem regimes específicos de tributação. Antes de usar a calculadora, confirme na ficha do produto e nas orientações da Receita Federal se o título é um CDB ou outro título tributado pela tabela regressiva.

Além do Imposto de Renda, o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) pode incidir sobre resgates feitos nos primeiros 30 dias da aplicação, com alíquota decrescente até zero, conforme o Decreto nº 6.306/2007. Esse imposto não é coberto por esta calculadora e pode reduzir o valor recebido em resgates antecipados. Também devem ser considerados eventuais custos cobrados pela instituição, quando existirem, porque reduzem o saldo final.

Por que dois CDBs com a mesma taxa rendem de forma diferente

Um erro frequente é comparar apenas a taxa anual bruta anunciada por instituições diferentes. A mesma taxa nominal pode gerar juros líquidos distintos conforme o prazo do contrato, que define a alíquota aplicável, a convenção de contagem de dias, a forma de pagamento dos juros e as condições de resgate. Duas propostas com a mesma taxa no papel podem, por isso, entregar valores finais diferentes.

A forma mais segura de comparar é simular o juro líquido no mesmo capital e prazo. Quando os prazos são diferentes, convém levar ambos ao mesmo horizonte, para verificar se a diferença de alíquota compensa a eventual diferença de taxa bruta.

Erros comuns na simulação

Outro erro comum é assumir que a alíquota de referência se aplica sempre, sem verificar o prazo exato entre a data da aplicação e a data de resgate ou de vencimento. Um pequeno deslocamento de dias pode trocar a faixa do imposto. Também é comum esquecer que o resgate antecipado pode ter condições diferentes das previstas no vencimento, inclusive com incidência de IOF.

Quando consultar um profissional

Esta calculadora assume um cenário simples, com um CDB de taxa fixa, prazo único e retenção padrão. Situações mais complexas, como residência fiscal no exterior, aplicações em vários produtos com prazos sobrepostos, resgates parciais frequentes ou dúvidas sobre a tributação de outros rendimentos, merecem a análise de um contador ou de um consultor financeiro habilitado, que examina a declaração completa e não apenas este rendimento isolado. Guarde o informe de rendimentos que a instituição financeira disponibiliza, para confirmar que o imposto retido corresponde ao esperado.

O Banco Central do Brasil supervisiona as instituições financeiras que emitem CDB e publica séries estatísticas sobre as taxas de juros praticadas no sistema financeiro nacional. A Receita Federal é a autoridade responsável pela legislação do Imposto de Renda e pelas orientações sobre a declaração.

Perguntas frequentes

O que é o juro líquido de um CDB?

É o valor que efetivamente aumenta o saldo depois de a instituição financeira reter o Imposto de Renda sobre o juro bruto. A diferença entre o juro bruto e o juro líquido corresponde ao imposto retido na fonte, que é recolhido pela instituição e entregue à Receita Federal. Por isso, a taxa anual bruta divulgada na oferta representa sempre um valor maior do que o que chega à conta do titular, e a comparação entre propostas deve ser feita pelo líquido, no mesmo capital e prazo.

Como é calculado o Imposto de Renda sobre o CDB?

A alíquota depende do prazo entre a aplicação e o resgate ou o vencimento. Pela tabela regressiva prevista na Lei nº 11.033/2004, a alíquota é de 22,5% até 180 dias, 20% de 181 a 360 dias, 17,5% de 361 a 720 dias e 15% acima de 720 dias. O imposto incide somente sobre o rendimento, e não sobre o capital investido, e é retido pela instituição no momento do pagamento.

Escolher um prazo mais longo sempre reduz o imposto?

A alíquota diminui à medida que o prazo cresce, mas isso não significa que o prazo mais longo seja sempre o mais vantajoso. Um prazo maior pode render mais líquido, mas também exige que o dinheiro fique aplicado por mais tempo, com menor liquidez. Compare os cenários com o mesmo capital, verificando se a diferença de alíquota compensa a eventual diferença de taxa bruta e as condições de resgate antecipado.

Por que dois CDBs com a mesma taxa podem render juros líquidos diferentes?

Porque a taxa anual bruta não mostra todo o cálculo. O prazo do contrato define a alíquota do imposto, a convenção de contagem de dias influencia o juro bruto, e a forma de pagamento dos rendimentos e as condições de resgate também alteram o valor final. Compare sempre pelo juro líquido esperado no mesmo capital e prazo, e não apenas pela taxa anunciada.

O juro de um CDB precisa ser declarado no Imposto de Renda?

Em regra, não é preciso somar esse rendimento aos demais, já que a retenção na fonte encerra a tributação para a maior parte das pessoas físicas, segundo as orientações da Receita Federal. O valor deve constar na declaração do IRPF de acordo com o informe de rendimentos da instituição financeira, por isso convém conferi-lo antes de preencher a declaração.

Quando procurar um profissional sobre a tributação de aplicações?

Procure um contador ou um consultor financeiro habilitado quando a situação for mais complexa do que um CDB com retenção padrão. Isso inclui residência fiscal no exterior, várias aplicações com prazos sobrepostos, resgates parciais frequentes ou dúvidas sobre a tributação de outros rendimentos. O profissional analisa a declaração completa e aconselha com base na situação real de cada titular.

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Pelo RivoCalc · Revisado segundo a metodologia editorial · Atualizado em 24 de setembro de 2026

Esta calculadora fornece uma estimativa para fins informativos e não constitui aconselhamento financeiro ou tributário. O valor efetivamente retido depende da legislação em vigor, do prazo exato entre a aplicação e o resgate, de eventual incidência de IOF e das condições do produto. Para decisões sobre a situação fiscal de cada titular, consulte um profissional habilitado ou a Receita Federal.