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Calculadora de Financiamento Imobiliário

Calcula a parcela mensal do financiamento imobiliário pelo sistema Price. Informe o capital, o prazo e a taxa de juros para obter a parcela e o custo total do financiamento.

Em um financiamento imobiliário de 30 anos com taxa nominal anual de 10%, mais de 90% da primeira parcela corresponde a juros sobre o saldo devedor, não a redução efetiva do capital. Essa característica do sistema Price, o método de amortização mais utilizado no Brasil, explica por que simulações detalhadas são indispensáveis antes de assinar o contrato.

Esta calculadora aplica a fórmula do sistema Price (amortização francesa) e apresenta a parcela mensal estimada, a taxa anual nominal do contrato, o total de juros pagos e o montante total a pagar ao longo do prazo contratado. O sistema garante parcelas mensais constantes, mas a composição interna de cada parcela muda progressivamente: nos primeiros meses, predominam os juros; nos últimos, predomina a amortização de capital.

Os financiamentos imobiliários no Brasil podem ser indexados ao CDI ou à Selic, sobre os quais a instituição financeira aplica um spread, que representa a margem de intermediação e o risco avaliado do tomador, formando a taxa anual nominal que entra no cálculo da parcela. A calculadora permite simular qualquer combinação de índice e spread, facilitando a comparação entre propostas de diferentes instituições.

Além da parcela mensal, os resultados mostram o custo total em juros e o montante global a pagar durante o prazo contratado. Esses valores revelam o impacto real das escolhas de prazo e taxa e são indispensáveis para preparar a negociação com as instituições financeiras antes de assumir qualquer compromisso de longo prazo.

O resultado é atualizado automaticamente.

Valor do empréstimo sem a entrada

Duração total do financiamento em anos

Taxa de referência Euribor do índice contratual

Margem adicionada pelo banco sobre o Euribor

Parcela mensal estimada

R$ 751,14

Valor estimado calculado pelo sistema francês (tabela Price), com parcela constante

Taxa Anual Nominal (TAN)
4,40 %
Total de juros pagos
R$ 120.411
Montante total a pagar
R$ 270.411
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Como funciona

1

Informe o capital a financiar, ou seja, o valor do empréstimo imobiliário que você pretende solicitar à instituição financeira. Esse valor corresponde ao preço do imóvel menos a entrada paga.

2

Defina o prazo do financiamento em anos. O prazo máximo varia conforme o produto, a instituição financeira e a idade do solicitante no momento da contratação; consulte a proposta da instituição para verificar o limite aplicável à sua situação.

3

Informe o índice de referência do financiamento. Os mais utilizados nos contratos imobiliários são o CDI e a Selic. Consulte o contrato ou a proposta da instituição financeira para identificar o índice aplicável ao produto escolhido.

Fórmula

P = C × [r × (1+r)^n] / [(1+r)^n − 1] | t_n = I + S | r = t_n / 1200 | n = prazo × 12
PParcela mensal (valor constante a ser pago em cada mês)
CCapital financiado (valor do empréstimo imobiliário)
rTaxa de juros mensal (taxa anual nominal dividida por 1200)
nNúmero total de parcelas mensais (prazo em anos multiplicado por 12)
IÍndice de referência do financiamento (CDI ou Selic, conforme o contrato)
SSpread (margem aplicada pela instituição financeira sobre o índice de referência)
t_nTaxa anual nominal (soma do índice de referência e do spread)

Como funciona o cálculo

Financiamento Imobiliário: Como Calcular a Parcela Mensal

Adquirir um imóvel no Brasil envolve, na maioria dos casos, recorrer ao financiamento imobiliário. A parcela mensal depende de três variáveis principais: o capital financiado, o prazo do contrato e a taxa de juros. Compreender a fórmula que determina esse valor permite planejar a negociação com mais clareza e comparar propostas de diferentes instituições de forma objetiva.

O sistema Price: parcelas constantes e composição variável

O sistema Price, também chamado de Sistema Francês de Amortização, é amplamente utilizado nos financiamentos imobiliários no Brasil. Nesse sistema, a parcela mensal é constante durante todo o prazo, mas a sua composição interna muda mês a mês. No início do contrato, a maior parte de cada parcela corresponde a juros; à medida que o saldo devedor vai sendo reduzido, a participação dos juros diminui e a componente de amortização de capital aumenta.

Esse comportamento é frequentemente subestimado pelos tomadores. Em financiamentos de 20 ou 30 anos, uma proporção significativa das parcelas pagas nos primeiros anos destina-se ao pagamento de juros, com impacto limitado na redução do saldo devedor. Simular diferentes combinações de prazo e taxa antes de assinar o contrato é uma das formas mais eficazes de antecipar esse efeito.

A fórmula da parcela mensal pelo sistema Price é:

P = C × [r × (1+r)^n] / [(1+r)^n − 1]

Nessa fórmula, C é o capital financiado, r é a taxa mensal (taxa anual nominal dividida por 1200) e n é o número total de parcelas (prazo em anos multiplicado por 12). Para um financiamento de 30 anos, n é igual a 360 parcelas; para 20 anos, n é 240 parcelas. Quando a taxa de juros contratada é igual a zero, a fórmula simplifica-se para P = C / n, ou seja, o capital é dividido igualmente entre todas as parcelas.

Índice de referência e spread: como se forma a taxa

Os financiamentos imobiliários no Brasil costumam utilizar o CDI ou a Selic como índice de referência, dependendo do produto e da instituição financeira. Sobre esse índice, a instituição aplica um spread, que representa a margem de intermediação e o risco avaliado do tomador. A soma do índice e do spread forma a taxa anual nominal utilizada no cálculo da parcela.

A escolha do índice tem implicações no perfil de variabilidade do financiamento. Produtos indexados ao CDI ou à Selic têm as parcelas ajustadas conforme os movimentos das taxas de política monetária; em períodos de elevação das taxas, o impacto no orçamento mensal pode ser relevante. Produtos com taxa prefixada oferecem maior previsibilidade, pois a parcela não varia durante o prazo contratado. O Banco Central do Brasil divulga dados atualizados sobre os índices de referência em seu portal oficial.

O impacto do prazo no custo total

Prazos mais longos reduzem o valor da parcela mensal, tornando o encargo mais compatível com o orçamento corrente. No entanto, o custo total em juros é substancialmente maior num prazo longo do que num prazo curto, mesmo com a mesma taxa nominal. A simulação com diferentes prazos na calculadora é a forma mais direta de visualizar esse equilíbrio antes de negociar com a instituição financeira. Na prática, muitos tomadores optam por um prazo mais longo para reduzir a parcela, mas realizam amortizações antecipadas ao longo do contrato para reduzir o custo total.

O uso do FGTS e amortizações antecipadas

A legislação brasileira permite a amortização parcial ou total do financiamento imobiliário antes do vencimento. Tomadores com saldo no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) podem utilizá-lo para amortizar parte do saldo devedor, reduzindo o prazo ou o valor das parcelas, conforme as condições estabelecidas pelo Conselho Curador do FGTS. A calculadora pode ser usada para simular o novo valor da parcela após uma amortização parcial: basta inserir o saldo devedor naquele momento e o prazo remanescente.

O que a calculadora não inclui

A parcela calculada corresponde apenas à componente de capital e juros pelo método do sistema Price. Num contrato real de financiamento imobiliário, a parcela total pode incluir seguros habitacionais (como seguro de morte e invalidez permanente e seguro de danos físicos ao imóvel, habitualmente exigidos pelas instituições nos financiamentos pelo Sistema Financeiro de Habitação), tarifas de administração e outros encargos associados. Esses itens integram o Custo Efetivo Total (CET), que não está refletido nesta calculadora. Para comparar propostas de forma rigorosa entre diferentes instituições, o CET é o indicador mais adequado, pois incorpora todos os encargos do contrato e permite uma comparação em condições equivalentes.

Quando consultar um profissional

A calculadora fornece uma estimativa útil para comparar cenários e preparar a negociação. No entanto, a decisão de contratar um financiamento imobiliário envolve variáveis que não estão nesta ferramenta: o histórico de crédito do solicitante, a avaliação do imóvel, as cláusulas específicas do contrato, as condições de uso do FGTS e a adequação do produto ao perfil financeiro do tomador. Para uma análise completa, recomenda-se consultar um correspondente bancário credenciado ou o serviço de atendimento da instituição financeira.

Perguntas frequentes

O que é o sistema Price no financiamento imobiliário?

O sistema Price, também chamado de Sistema Francês de Amortização, é o método que gera parcelas mensais constantes durante todo o prazo do financiamento. O valor da parcela não muda, mas a sua composição interna varia: nos primeiros meses, você paga mais juros e menos amortização de capital; nos últimos meses, a proporção se inverte. É um dos sistemas de amortização mais utilizados nos financiamentos imobiliários no Brasil.

Qual é a diferença entre taxa anual nominal e CET no financiamento imobiliário?

A taxa anual nominal é a taxa utilizada para calcular a parcela mensal, composta pelo índice de referência (CDI ou Selic, conforme o contrato) e pelo spread. O Custo Efetivo Total (CET) inclui todos os encargos do contrato: juros, tarifas, seguros e outros custos associados. Para comparar propostas de diferentes instituições, o indicador mais adequado é o CET, pois permite uma comparação em condições equivalentes, independentemente da estrutura de tarifas de cada instituição.

Com que frequência a taxa do financiamento é atualizada no Brasil?

Depende do índice de referência contratado. Financiamentos indexados ao CDI ou à Selic têm variações periódicas acompanhando os movimentos da política monetária do Banco Central do Brasil. Financiamentos com taxa prefixada não sofrem variação durante o prazo contratado. O Banco Central do Brasil divulga dados atualizados sobre os índices de referência mais utilizados em financiamentos imobiliários em seu portal oficial.

Posso amortizar o financiamento imobiliário antecipadamente?

Sim. A legislação brasileira permite amortizações parciais ou totais antes do vencimento. Se você tem saldo no FGTS, pode utilizá-lo para amortizar parte do saldo devedor, reduzindo o prazo ou o valor das parcelas, conforme as condições do Conselho Curador do FGTS. Amortizar capital reduz o saldo devedor e, consequentemente, os juros futuros. Use esta calculadora para simular o novo valor da parcela: informe o saldo devedor após a amortização e o prazo remanescente.

Como é definido o prazo do financiamento imobiliário no Brasil?

O prazo máximo de um financiamento imobiliário varia conforme o produto, a instituição financeira e a idade do solicitante no momento da contratação. As instituições estabelecem seus próprios limites de prazo dentro das normas definidas pelo Banco Central do Brasil e pelo Conselho Monetário Nacional. Para conhecer o prazo máximo aplicável à sua situação, consulte a proposta da instituição financeira ou as informações disponíveis no portal do Banco Central do Brasil.

Quando vale a pena consultar um correspondente bancário ou especialista?

Um correspondente bancário credenciado pode comparar propostas de várias instituições e identificar as condições mais vantajosas, incluindo spreads, seguros e outros encargos. É especialmente útil quando você tem dificuldade em interpretar as condições gerais dos contratos ou quando quer uma análise personalizada do seu perfil de crédito. O Banco Central do Brasil disponibiliza informações sobre crédito imobiliário em seu portal oficial em bcb.gov.br.

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Esta calculadora fornece uma estimativa para fins informativos e não constitui aconselhamento financeiro. Os valores reais dependem das condições de cada instituição financeira e da situação específica do solicitante. Para decisões de financiamento, consulte um profissional qualificado ou a sua instituição financeira.