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Calculadora de Impacto da Selic na Parcela do Financiamento

Simula como uma variação na taxa Selic ou CDI altera a parcela mensal do financiamento imobiliário. Compara a parcela atual e a nova, com a diferença mensal e anual.

Quando a taxa Selic sobe ou desce, os financiamentos imobiliários pós-fixados indexados ao CDI ou à própria Selic são recalculados na próxima data de revisão prevista no contrato. A cada ajuste, a instituição financeira aplica a fórmula ao saldo devedor atual e ao prazo restante para chegar à nova parcela. Quanto maior o saldo devedor e o prazo remanescente, maior a sensibilidade a variações na taxa de referência, embora a relação não seja linear.

Esta calculadora simula essa variação antes que ela aconteça. É possível comparar a parcela atual com a nova parcela para qualquer valor de taxa que se queira testar, visualizando também a diferença mensal e anual resultante. Isso permite planejar o orçamento com antecedência e avaliar se faz sentido considerar alternativas, como amortização antecipada parcial ou portabilidade para outra instituição.

O cálculo usa a tabela Price, o sistema de amortização em que a parcela mensal permanece constante durante o período entre revisões de taxa. A tabela Price é amplamente utilizada no Brasil em financiamentos imobiliários pós-fixados, ao lado do Sistema de Amortização Constante (SAC). Para financiamentos no sistema SAC, o mecanismo de cálculo é diferente do aplicado aqui, pois a amortização de capital é fixa e apenas a componente de juros varia com a taxa.

Para usar esta calculadora com precisão, é necessário ter em mãos o saldo devedor atualizado, não o valor original do financiamento. O saldo devedor pode ser consultado no extrato do contrato disponibilizado pela instituição financeira ou no aplicativo do banco. Usar o valor original produz uma estimativa do impacto no início do contrato, não na situação real atual, e sobreestima o efeito da variação de taxa.

A calculadora é útil para quem tem um financiamento imobiliário pós-fixado e quer entender de forma concreta como uma alta ou baixa da Selic pode alterar a parcela mensal. Também serve para comparar cenários antes de uma decisão de portabilidade de crédito: sabendo como a taxa atual e uma taxa alternativa impactam a parcela, fica mais fácil avaliar se a mudança compensa.

O resultado é atualizado automaticamente.

Valor do financiamento ainda a amortizar

Número de anos restantes para o encerramento do financiamento

Margem definida no contrato sobre o Euribor

Taxa Euribor actualmente em vigor no contrato de crédito

Taxa Euribor que deseja simular na próxima revisão

Variação mensal

R$ 26,02

Calculado pelo sistema francês (tabela Price), com base no capital em aberto e prazo restante

Parcela actual estimada
R$ 579,96
Nova parcela estimada
R$ 605,98
Variação anual
R$ 312
Taxa Anual Nominal actual
3,50 %
Nova Taxa Anual Nominal
4,00 %
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Como funciona

1

Insira o saldo devedor, ou seja, o montante do financiamento que ainda não foi amortizado. Consulte o extrato do contrato disponibilizado pela sua instituição financeira ou o aplicativo do banco para obter o valor atualizado.

2

Defina o prazo restante em anos, isto é, o número de anos que ainda faltam para o encerramento do contrato de financiamento.

3

Insira o valor atual do índice de referência aplicado no seu contrato (CDI ou Selic, conforme definido na Cédula de Crédito Bancário). Consulte o site do Banco Central do Brasil ou o extrato do financiamento para confirmar a taxa vigente.

Fórmula

P = C × [r × (1+r)^n] / [(1+r)^n − 1] | TAN = I + S | r = TAN / 1200 | n = prazo × 12
PParcela mensal estimada (valor calculado pela tabela Price)
CSaldo devedor (montante ainda não amortizado na data de revisão)
rTaxa de juros mensal (Taxa Anual Nominal dividida por 1200; quando TAN = 0, a parcela é P = C ÷ n)
nNúmero de parcelas remanescentes (prazo em anos multiplicado por 12)
IÍndice de referência simulado (taxa Selic ou CDI aplicada no contrato)
SSpread (margem contratual da instituição financeira sobre o índice de referência)
TANTaxa Anual Nominal (soma do índice de referência e do spread)

Como funciona o cálculo

Selic, CDI e a Parcela do Financiamento Imobiliário

O custo do financiamento imobiliário pós-fixado no Brasil está diretamente ligado ao comportamento das taxas de referência do mercado. Quando o Banco Central do Brasil ajusta a taxa Selic, os contratos indexados ao CDI ou à Selic são recalculados na próxima data de revisão prevista no contrato. Conhecer a magnitude desse impacto antes que ele aconteça é útil para planejar o orçamento familiar e avaliar alternativas de gestão do financiamento.

A fórmula da tabela Price aplicada à revisão de taxa

Os financiamentos pós-fixados que usam a tabela Price têm parcela mensal constante entre uma revisão de taxa e a seguinte. A parcela é composta por capital amortizado e juros. A cada revisão, a instituição financeira não reinicia o cálculo a partir do valor original: aplica a fórmula ao saldo devedor na data de revisão e ao número de parcelas que restam.

A fórmula é P = C × [r × (1+r)^n] / [(1+r)^n − 1], onde C é o saldo devedor, r é a taxa mensal (Taxa Anual Nominal dividida por 1200) e n é o número de parcelas remanescentes. A Taxa Anual Nominal é a soma do índice de referência e do spread contratual. O cálculo se aplica da mesma forma para a parcela atual e para a simulada: a única variável que muda entre os dois cenários é o valor do índice de referência.

Caso a taxa nominal aplicada seja zero (TAN = 0), a expressão acima apresenta uma forma indeterminada. Nesse caso-limite, a parcela correta é P = C ÷ n: o saldo devedor dividido pelo número de parcelas remanescentes, sem incidência de juros. Na prática, contratos de financiamento imobiliário pós-fixado não operam com taxa zero, mas a formulação completa exige essa definição explícita para cobrir o caso degenerado.

Tabela Price e SAC: dois sistemas de amortização

No Brasil, os financiamentos imobiliários utilizam predominantemente dois sistemas: a tabela Price e o Sistema de Amortização Constante (SAC). Na tabela Price, a parcela mensal é constante entre revisões de taxa, mas a composição interna muda ao longo do tempo: nos primeiros anos a maior parte da parcela corresponde a juros; à medida que o financiamento avança, a componente de capital aumenta. No SAC, a amortização de capital é constante em cada parcela, fazendo as parcelas diminuírem progressivamente conforme o saldo devedor se reduz.

Esta calculadora usa a tabela Price. Para financiamentos no sistema SAC, a variação da parcela após uma mudança de taxa afeta apenas a componente de juros de cada parcela, calculada sobre o saldo devedor do mês. No SAC, o impacto de uma variação de taxa diminui naturalmente à medida que o saldo devedor cai, tornando esses contratos menos sensíveis a altas de taxa ao longo do tempo.

Como funciona a revisão de taxa no Brasil

Os contratos de financiamento imobiliário pós-fixado definem o índice de referência (CDI, Selic ou outro) e a periodicidade de revisão. Na data de revisão, a instituição financeira usa o valor atualizado do índice, soma o spread contratual para obter a nova taxa nominal e recalcula a parcela com base no saldo devedor e no prazo remanescente. A nova parcela se mantém constante até a próxima revisão.

O Banco Central do Brasil define a taxa Selic em reuniões do Comitê de Política Monetária (COPOM), realizadas aproximadamente a cada 45 dias. O CDI acompanha a Selic de perto e é calculado diariamente com base nas operações interbancárias, sendo consolidado e publicado pelo Banco Central do Brasil. Para usar esta calculadora com rigor, convém consultar o valor do índice aplicado especificamente no contrato, descrito na Cédula de Crédito Bancário (CCB) entregue no ato da assinatura.

O papel do saldo devedor e do prazo restante

A variação absoluta da parcela não depende apenas da amplitude da mudança da taxa: depende também do saldo devedor e do prazo restante. Um contrato com saldo devedor elevado e prazo longo é mais sensível a variações de taxa do que um contrato já muito amortizado ou com poucos anos restantes.

Nos últimos anos de um financiamento, a componente de juros de cada parcela é pequena porque o saldo devedor diminuiu ao longo dos anos. O impacto de uma variação da taxa de referência é proporcionalmente menor. Nos primeiros anos, a componente de juros é maior e qualquer variação de taxa tem um efeito mais visível. Quem contratou financiamento recentemente sente muito mais as variações da Selic do que quem está na fase final do contrato, mesmo com valores originais semelhantes. Essa assimetria é frequentemente subestimada por mutuários ao comparar experiências entre si.

Erros comuns ao simular o impacto

Usar o valor original do financiamento em vez do saldo devedor atual é o erro mais frequente. O resultado é uma estimativa do impacto no início do contrato, não na situação real. Para uma família em São Paulo com financiamento contratado há vários anos, o saldo devedor pode ser significativamente inferior ao valor original: usar o valor errado sobreestima o impacto da variação de taxa.

Outro erro habitual é esperar que a parcela mude imediatamente quando o Banco Central altera a Selic. A parcela só se altera na data de revisão prevista no contrato, não no momento em que o Banco Central anuncia a mudança. Se o contrato prevê revisão anual, a parcela permanece inalterada durante um ano inteiro, independentemente das oscilações da taxa ao longo desse período. Na data de revisão é que o novo valor do índice é aplicado ao cálculo.

O spread também deve ser verificado no contrato: pode existir bonificação de spread condicionada a produtos associados, como débito automático ou seguro habitacional, que reduz a margem efetivamente cobrada. O spread que interessa para a simulação é o que está sendo efetivamente aplicado, não o spread base do contrato.

Quando consultar um profissional

Esta calculadora fornece uma estimativa útil para planejar e comparar cenários. O valor real da parcela calculado pela instituição financeira na data de revisão pode diferir ligeiramente por fatores contratuais específicos, como a forma de arredondamento ou a data de captura do índice. Para uma simulação oficial, a instituição financeira é a referência.

Se a variação da parcela criar dificuldades no orçamento, pode fazer sentido avaliar alternativas: amortização antecipada parcial com uso do FGTS (se elegível), renegociação do spread com a instituição atual, migração para taxa prefixada ou portabilidade do financiamento. A portabilidade de crédito imobiliário no Brasil é regulamentada pela Resolução CMN n° 4.292/2013, que permite transferir o saldo devedor para outra instituição com condições mais vantajosas, sem custo de liquidação antecipada para o devedor.

Perguntas frequentes

Com que frequência a parcela do financiamento indexado ao CDI ou Selic é revisada?

A periodicidade de revisão depende do que está definido na Cédula de Crédito Bancário (CCB). Contratos com revisão mensal recalculam a parcela todo mês; com revisão trimestral, a cada três meses; com revisão anual, uma vez por ano. Consulte o contrato para saber a data exata de revisão, que é quando o novo valor da taxa de referência passa a valer para o cálculo da parcela.

O spread é incluído no cálculo após a revisão da taxa de referência?

Sim. A Taxa Anual Nominal que determina a parcela é a soma do índice de referência e do spread. O spread é definido no contrato de financiamento e se mantém inalterado nas revisões normais de taxa, salvo renegociação formal com a instituição financeira. A calculadora usa sempre a taxa nominal completa, somando os dois valores para calcular a parcela tanto no cenário atual quanto no simulado.

Por que minha parcela não mudou logo quando o Banco Central alterou a Selic?

A parcela só se altera na data de revisão prevista no contrato, não no momento em que o Banco Central anuncia a mudança da Selic. Se o contrato tem revisão anual, a parcela se mantém inalterada durante um ano inteiro, mesmo que a Selic tenha subido ou caído nesse período. Na data de revisão seguinte é que o novo valor do índice é aplicado ao cálculo da nova parcela.

Qual a diferença entre o valor original do financiamento e o saldo devedor?

O valor original do financiamento é o montante total contratado na assinatura. O saldo devedor é o montante que ainda falta amortizar: vai diminuindo ao longo do prazo à medida que cada parcela inclui uma componente de amortização de capital. Para simular o impacto atual de uma variação de taxa, deve-se usar o saldo devedor, não o valor original. O saldo devedor atualizado consta no extrato do financiamento disponibilizado pela instituição financeira.

Uma queda na Selic reduz sempre a parcela na próxima revisão do contrato?

Sim, desde que o novo valor do índice de referência seja inferior ao que estava sendo aplicado. A fórmula da tabela Price produz uma parcela proporcional à taxa: uma taxa nominal mais baixa resulta em uma parcela menor para o mesmo saldo devedor e prazo remanescente. A calculadora permite simular quedas de taxa inserindo um valor de índice novo inferior ao atual.

Quando devo considerar portabilidade de crédito ou migração para taxa prefixada?

A avaliação depende da expectativa de evolução das taxas, do prazo remanescente, das condições que outras instituições oferecem e do perfil financeiro do mutuário. A portabilidade de crédito imobiliário é regulamentada pela Resolução CMN n° 4.292/2013 e permite transferir o saldo devedor para outra instituição com condições mais vantajosas, sem custo de liquidação antecipada para o devedor. Consulte a instituição financeira atual e compare propostas antes de decidir.

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Pelo RivoCalc · Revisado segundo a metodologia editorial · Atualizado em 8 de julho de 2026

Este simulador fornece estimativas para fins informativos e não constitui aconselhamento financeiro. Os valores reais dependem das condições de cada contrato e da situação específica do mutuário. Para decisões financeiras, consulte a sua instituição financeira ou um profissional habilitado.