Calculadora de Pré-Aprovação de Financiamento Imobiliário
Calcula o comprometimento de renda e o LTV face às referências usuais do mercado e estima a probabilidade de pré-aprovação de um financiamento imobiliário.
Um casal que compromete 40% da renda líquida mensal com todas as parcelas, incluindo a nova, e financia 75% do valor do imóvel obtém dois índices que a instituição financeira analisa em conjunto. A pré-aprovação depende da combinação desses dois números e não de um deles isoladamente. O primeiro é o comprometimento de renda, conhecido pela sigla inglesa DSTI, que mede a parte da renda líquida ocupada pelas parcelas. O segundo é o LTV, a relação entre o montante financiado e o valor do imóvel. Quando ambos ficam dentro das referências usadas pelo mercado, a probabilidade de avançar para a fase seguinte do processo sobe de forma clara. Quando um deles as ultrapassa, a instituição costuma pedir ajustes antes de dar andamento ao pedido, como uma entrada maior, um prazo mais curto ou um segundo titular no contrato.
O problema é que muitas famílias só descobrem esse resultado depois de reunir documentos e agendar uma reunião com a instituição. Esta calculadora antecipa a resposta. Informam-se a renda líquida da família, as parcelas de financiamentos já contratados, o valor do imóvel pretendido, o valor disponível para a entrada, o prazo e a taxa de juros anual estimada para o novo financiamento. Com esses dados, obtêm-se de imediato os dois índices que a instituição vai calcular, lado a lado com uma indicação sobre a probabilidade de pré-aprovação.
Serve para quem está começando a procurar imóvel e quer saber qual orçamento é realista antes de visitar casas e apartamentos. Serve também para quem já tem uma proposta em mãos e quer perceber se o perfil financeiro sustenta o financiamento pedido ou se compensa ajustar as condições primeiro. A calculadora ajuda ainda a testar cenários: quanto muda o resultado se a entrada for maior, se o prazo for menor ou se um dos financiamentos pequenos for quitado antes de enviar o pedido.
O resultado é atualizado automaticamente.
Soma das rendas líquidas de todos os titulares, depois de imposto de renda e INSS
Total mensal de financiamento imobiliário, veículo, empréstimo pessoal e cartão parcelado
Preço de compra ou valor estimado do imóvel
Montante pago à vista, que reduz o valor a financiar
Duração total do novo financiamento, em anos
Taxa nominal anual esperada para o novo financiamento
Comprometimento de renda (DTI) resultante
Relação entre os encargos mensais totais, incluindo o novo financiamento, e a renda líquida do grupo familiar
- Resultado da pré-aprovação
- Dentro dos limites recomendados
- Parcela estimada do novo financiamento
- R$ 739,29
- Valor de financiamento necessário
- R$ 184.000
- Relação empréstimo/valor do imóvel (LTV)
- 80,0 %
- Valor máximo aprovável pelo comprometimento de renda
- R$ 219.022
Como funciona
Fórmula
Como funciona o cálculo
Pré-aprovação de financiamento imobiliário: os dois critérios que decidem
Quem começa a procurar imóvel no Brasil ouve cedo o termo pré-aprovação, mas poucos sabem exatamente o que a instituição verifica nessa etapa. Não é uma promessa de crédito. É uma primeira leitura da capacidade de pagamento da família face a dois índices que pesam mais do que qualquer outro fator isolado: o comprometimento de renda e o LTV. Esta calculadora reproduz essa leitura antes de qualquer conversa com a instituição.
Como a instituição decide, na prática
O primeiro índice é o comprometimento de renda, também chamado taxa de esforço em Portugal e conhecido pela sigla inglesa DSTI. Mede a parte da renda líquida mensal da família que fica ocupada com parcelas, somando a nova parcela a tudo o que já está em curso: financiamento de veículo, empréstimo pessoal, compras parceladas no cartão e crediário de eletrodomésticos. Uma família com renda alta, mas várias parcelas pequenas em andamento, pode falhar este critério com mais facilidade do que outra com renda mais modesta e nenhuma dívida parcelada.
O segundo índice é a relação entre o montante financiado e o valor do imóvel, o LTV. Quanto maior a entrada, menor a parte financiada e menor o risco que a instituição assume, porque o imóvel fica dado em garantia. No Brasil, essa garantia é regulada sobretudo pela Lei 9.514/1997, que trata da alienação fiduciária de imóveis, e é nesse quadro que a instituição avalia o risco de retomada do bem caso o contrato não seja cumprido. Uma entrada reduzida empurra o LTV para perto dos limites praticados pelo mercado e pode inviabilizar um pedido mesmo quando o comprometimento de renda está confortável.
Não existe no Brasil um limite legal único para o comprometimento de renda. Cada instituição define a sua política de crédito e aplica critérios próprios, que podem mudar com o ciclo de juros e com a estratégia de cada operador. Por isso, a calculadora não compara os índices com um valor oficial fixo e mostra os dois índices para que a família leve essa leitura à conversa com a instituição. Ficar acima do critério de uma instituição não significa recusa automática, mas reduz bastante a probabilidade de avançar sem condições adicionais.
O que muda entre a pré-aprovação e a aprovação final
A pré-aprovação costuma exigir poucos documentos: holerites recentes, a declaração de Imposto de Renda mais recente, extratos bancários e o relatório do Sistema de Informações de Crédito (SCR) do Banco Central do Brasil. Com esses elementos, a instituição estima os dois índices e devolve uma resposta indicativa, válida por prazo limitado, que ajuda a definir um orçamento realista antes de visitar imóveis.
A aprovação final exige mais. Entram a avaliação do imóvel concreto feita por um avaliador, a comprovação do vínculo empregatício ou da atividade profissional e, em alguns casos, documentação sobre a origem da entrada. Quando a entrada inclui recursos do FGTS, aplicam-se as regras da Lei 8.036/1990, que regula o fundo, e esse uso altera o montante a financiar. É nesta fase que surgem fatores que a pré-aprovação não capta com detalhe, como o histórico de inadimplência, o tempo de vínculo com o empregador e a situação cadastral da família. Por isso, a pré-aprovação orienta a procura, mas não substitui o processo completo.
Erros comuns antes de pedir a pré-aprovação
O erro mais frequente é usar a renda bruta em vez da líquida. A diferença entre os dois valores, que inclui descontos do INSS e do Imposto de Renda, pode bastar para transformar um resultado confortável num resultado apertado, e a instituição trabalha sempre sobre o valor líquido.
O segundo erro é esquecer financiamentos pequenos, como uma compra parcelada no cartão ou um crediário de eletrodomésticos. Parecem irrelevantes isoladamente, mas somam-se ao numerador do comprometimento de renda e aparecem no relatório de crédito que a instituição consulta.
O terceiro erro é subestimar o peso da entrada. Uma família em Curitiba com poupança suficiente para uma entrada maior consegue, muitas vezes, compensar um comprometimento de renda mais apertado, porque o LTV desce e dá margem à instituição para aceitar o processo. O inverso também acontece: uma entrada mínima pode inviabilizar um pedido mesmo com renda sobrando.
Há ainda o erro de ignorar o sistema de amortização. A calculadora usa a tabela Price, em que as parcelas são iguais ao longo de todo o prazo. No SAC, o sistema de amortização constante, a primeira parcela é mais alta e as seguintes diminuem. Se a instituição propuser o SAC, o comprometimento de renda do início do contrato pode ser maior do que o indicado aqui.
Taxa de juros, CET e taxa Selic
A taxa de juros introduzida deve ser a taxa anual estimada pela instituição para o novo financiamento. Convém pedir à instituição o Custo Efetivo Total (CET), que inclui também tarifas, seguros e tributos. Por isso, a taxa de juros pode ser menor do que o custo efetivo do contrato, e a comparação entre propostas deve ser feita pelo CET.
A calculadora divide a taxa anual por doze, uma convenção simples. Se a instituição apresentar a taxa como equivalente anual em juros compostos, convém confirmar a taxa mensal antes de a introduzir, porque a diferença entre as duas formas pode alterar a parcela estimada.
As taxas de juros acompanham o custo do dinheiro, que segue a taxa Selic definida pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, e a taxa de referência usada pela instituição, como o CDI. Por isso, uma mudança na Selic tende a alterar a parcela estimada e, com ela, o comprometimento de renda. Uma simulação feita hoje pode deixar de valer se as condições de mercado mudarem antes da assinatura.
Quando usar a calculadora e quando não usar
A calculadora serve para estimar o cenário antes do pedido formal e comparar alternativas de entrada, prazo e dívidas existentes. Não serve para simular financiamentos com outros sistemas de amortização além da tabela Price, nem para substituir a proposta de uma instituição. Também não inclui seguros de morte, invalidez e danos ao imóvel, quando contratados, nem os custos de escritura, de registro e os tributos de transmissão do imóvel. Quando os seguros entram na parcela real, o comprometimento de renda final pode ser superior ao calculado aqui, e os demais custos reduzem o dinheiro disponível para a entrada.
Dois casos-limite merecem atenção. Com taxa de juros zero, a fórmula da parcela fica indeterminada, e a parcela passa a ser o montante dividido pelo número de parcelas. Se a entrada for igual ou superior ao valor do imóvel, não há financiamento a simular e o resultado deve ser descartado.
Quando vale a pena consultar um profissional
Esta calculadora reproduz o método com fidelidade, mas não substitui a análise de uma instituição financeira. A decisão final pondera ainda o histórico de inadimplência, a antiguidade e o tipo de vínculo empregatício ou profissional, e a relação entre o montante financiado e o valor de avaliação do imóvel, que só se conhece depois de um avaliador visitar o imóvel.
Quando os índices calculados aqui ficam perto da referência usual, compensa conversar com um assessor ou correspondente bancário, ou com um consultor de crédito imobiliário, antes de assinar o contrato de promessa de compra e venda. Comparar propostas de várias instituições ajuda a perceber qual delas tem margem para o perfil da família naquele momento.
O Banco Central do Brasil supervisiona as instituições financeiras. As condições concretas de cada contrato devem ser confirmadas diretamente com a instituição financeira antes da assinatura.
Perguntas frequentes
O que é a pré-aprovação de financiamento imobiliário?
É uma análise prévia que a instituição financeira faz à situação da família antes de existir um imóvel escolhido ou um contrato assinado. Baseia-se sobretudo no comprometimento de renda e no LTV, e devolve uma indicação do valor que a família provavelmente consegue financiar. Não é uma aprovação de crédito nem uma garantia de contratação. É um ponto de partida para orientar a busca por imóvel e definir um orçamento mais realista antes das primeiras visitas.
Como se calcula se a família tem chances de pré-aprovação?
Calculam-se dois índices. O comprometimento de renda soma a parcela do novo financiamento, calculada pela tabela Price, às parcelas dos financiamentos já contratados, e divide o total pela renda líquida mensal da família. O LTV divide o montante necessário, que é o valor do imóvel menos a entrada, pelo valor do imóvel. Quanto mais baixos forem os dois índices, maior tende a ser a probabilidade de avançar no processo. Nenhum deles, isoladamente, decide o resultado.
Que documentos costumam ser pedidos nesta fase?
Normalmente são pedidos holerites dos últimos meses, a declaração de Imposto de Renda mais recente, extratos bancários e o relatório do Sistema de Informações de Crédito (SCR) do Banco Central do Brasil. Para trabalhadores autônomos ou empresários, somam-se documentos que comprovem a renda declarada, como a declaração anual de imposto e as certidões negativas de débitos federais e previdenciários. As exigências variam de uma instituição para outra, por isso convém confirmar a lista antes de reunir os papéis.
A pré-aprovação garante que o financiamento final será aprovado?
Não. A pré-aprovação é indicativa e válida apenas por prazo limitado. A aprovação final depende da avaliação do imóvel concreto feita pela instituição, do histórico de inadimplência da família, da estabilidade do vínculo de trabalho ou da atividade profissional e, em alguns casos, da origem da entrada. Estes fatores só são analisados em profundidade depois de existir uma proposta de compra e um imóvel identificado.
O que fazer quando os índices ficam acima da referência usual?
As vias mais eficazes são aumentar a entrada, o que reduz o LTV, ou quitar financiamentos pequenos antes de pedir o novo, o que alivia o comprometimento de renda. Alongar o prazo reduz a parcela mensal, mas aumenta o total de juros pagos ao longo do contrato, por isso convém comparar as alternativas antes de decidir. Vale também verificar se a instituição aceita um segundo titular, cuja renda entra no cálculo.
Quando vale a pena consultar um profissional?
Sempre que os índices ficarem perto da referência usual, ou quando há vários financiamentos em curso e não está claro qual deles condiciona a aprovação. Um assessor de crédito ou correspondente bancário compara propostas de várias instituições e conhece a margem disponível em cada momento. Um consultor independente pode também rever o orçamento antes de a família assinar o contrato de promessa de compra e venda.
Calculadoras relacionadas
Calculadora de DSTI e Taxa de Esforço
Calcula o DSTI do agregado com o agravamento de taxa que a avaliação da solvabilidade exige. Compara o rácio corrente com o rácio de stress.
Calculadora de Rácio LTV Crédito
Calcula o rácio LTV entre o empréstimo e o valor do imóvel, e descobre a entrada mínima necessária para o crédito imobiliário.
Calculadora de Valor Máximo de Financiamento Imobiliário
Calcula o valor máximo de financiamento imobiliário com base na renda líquida, taxa de comprometimento, encargos e prazo, pela fórmula inversa da Tabela Price.
Calculadora de Poupança para a Entrada da Casa
Descobre quanto tempo é preciso poupar para reunir a entrada da casa, a partir do preço do imóvel e da poupança mensal.
Calculadora de Financiamento Imobiliário com Entrada
Simula o financiamento imobiliário com entrada: calcula o capital financiado, o LTV e a parcela mensal pelo sistema da tabela Price (amortização francesa).
Calculadora de Comprometimento de Renda
Calcula a taxa de esforço com base na renda líquida e nas prestações mensais de crédito. Classifica o nível de endividamento e indica se está dentro dos limites recomendados.
Pelo RivoCalc · Revisado segundo a metodologia editorial · Atualizado em 18 de agosto de 2026
Esta calculadora fornece uma estimativa para fins informativos e não constitui aconselhamento financeiro. Os valores reais dependem das condições de cada instituição financeira, dos seguros contratados, dos custos de escritura e registro e da situação específica da família. Para decisões de financiamento, deve-se consultar um profissional qualificado ou a instituição financeira.
