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Calculadora de Certificados de Aforro

Simula o rendimento líquido dos Certificados de Aforro, com o prémio de permanência a crescer a cada ano e a retenção de IRS já aplicada.

Num Certificado de Aforro mantido até ao fim do prazo escolhido, o prémio de permanência costuma representar uma fatia cada vez maior do juro bruto total: quase inexistente no primeiro ano, e progressivamente maior nos anos seguintes, à medida que se soma à taxa base indexada à Euribor. É esta mecânica de duas peças, taxa base mais prémio crescente, que torna o rendimento dos Certificados de Aforro diferente de um depósito a prazo com taxa fixa do início ao fim.

Esta dúvida aparece sempre que alguém procura um destino seguro para uma poupança, com a garantia do Estado português por trás, e quer perceber quanto é que o dinheiro vai realmente render ao fim de um ano, de três anos ou de dez anos, já descontado o imposto que incide sobre os juros. Também surge quando há necessidade de comparar cenários: vale a pena esperar por mais um aniversário antes de resgatar, ou compensa levantar o dinheiro já?

A calculadora pede o montante a investir, a taxa base bruta actual, o ritmo de crescimento do prémio de permanência ano a ano, o prazo total em anos completos e, de forma opcional, um prazo de resgate antecipado mais curto. Devolve o valor líquido final, já com a retenção de IRS aplicada, e mostra a diferença entre manter o dinheiro até ao aniversário seguinte ou resgatar antes dele.

O princípio mantém-se válido para qualquer prazo, de um ano a quinze anos, desde que os valores de taxa base e prémio introduzidos reflictam os publicados pelo IGCP no momento da simulação, porque ambos mudam com regularidade.

O resultado actualiza automaticamente.

O capital que vais entregar ao subscrever os Certificados de Aforro.

A taxa base em vigor no mês da subscrição, publicada pelo IGCP.

Quanto o prémio de permanência sobe a cada aniversário, a partir do segundo ano.

Número de anos completos que pretendes manter o dinheiro investido.

Taxa liberatória aplicada aos juros de capitais em Portugal.

Preenche se quiseres simular um resgate antes do fim do prazo.

Valor líquido final

5512,94 €

Após 5 ano(s) completo(s), já com a retenção de IRS aplicada

Juros brutos
712,42 €
Retenção de IRS
199,48 €
Taxa média anual efectiva bruta
2,70%

Os valores de taxa base e prémio mudam com regularidade; confirma sempre a ficha técnica em vigor no IGCP antes de decidir.

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Como funciona

1

Indica o montante que pretendes investir nos Certificados de Aforro.

2

Introduz a taxa base bruta anual em vigor, publicada pelo IGCP no mês da subscrição.

3

Ajusta o incremento anual do prémio de permanência e o prazo em anos completos.

Fórmula

TaxaAno(n) = TaxaBase + PrémioPermanência(n) ; Saldo(n) = Saldo(n-1) × (1 + TaxaAno(n)) ; JurosLíquidos = JurosBrutos × (1 − TaxaIRS)
TaxaBasetaxa base bruta anual, indexada à Euribor e actualizada mensalmente pelo IGCP
PrémioPermanência(n)acréscimo à taxa base no ano n, nulo no primeiro ano e crescente a cada aniversário seguinte
Saldo(n)saldo acumulado no final do ano n, com capitalização anual dos juros
TaxaIRStaxa de retenção na fonte a título liberatório sobre rendimentos de capitais
JurosBrutosdiferença entre o saldo final e o montante inicial investido

Como funciona o cálculo

Como Funciona o Rendimento dos Certificados de Aforro

Os Certificados de Aforro são um produto de dívida pública emitido pelo Estado português através do IGCP, a Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública. Qualquer particular pode subscrever, com o dinheiro entregue a financiar directamente o Tesouro, e o retorno construído em duas peças distintas: uma taxa base, que acompanha a evolução da Euribor, e um prémio de permanência, que só aparece a partir do segundo ano e cresce enquanto o dinheiro lá ficar.

A mecânica da taxa: base mais prémio

A taxa base actualiza-se todos os meses consoante a média da Euribor a três meses observada nos dias úteis anteriores, seguindo uma fórmula publicada pelo IGCP que define também um limite mínimo e um limite máximo, para a taxa nunca disparar nem cair a pique de um mês para o outro. Sobre essa taxa base soma-se o prémio de permanência, que recompensa quem não mexe no dinheiro: no primeiro ano não há prémio nenhum, mas a partir do segundo o valor cresce a cada aniversário da subscrição, até estabilizar num patamar mais elevado perto do fim do prazo.

Esta estrutura faz da simulação de longo prazo um exercício diferente de um depósito a prazo comum, onde a taxa contratada costuma manter-se fixa do início ao fim. Aqui, o juro de cada ano depende de quantos anos completos já passaram, o que torna a soma composta ano a ano, e não uma simples multiplicação linear pelo prazo total.

Capitalização, resgate e retenção na fonte em Portugal

Os juros capitalizam uma vez por ano, na data de aniversário da subscrição, e ficam disponíveis para resgate a partir dos três meses iniciais. Quem resgata antes de completar um ano de aniversário perde por inteiro o juro desse ano corrente, incluindo o prémio de permanência que estaria prestes a somar-se; só os juros já capitalizados em anos anteriores ficam garantidos. É uma diferença prática relevante face a um depósito bancário com juro pago mensalmente, onde a interrupção a meio do período costuma perder apenas os dias corridos, não o ano inteiro.

Como qualquer rendimento de capitais em Portugal, os juros dos Certificados de Aforro estão sujeitos a retenção na fonte a título liberatório, entregue directamente pelo IGCP, sem que o titular tenha de fazer mais nada na maioria dos casos. O montante mínimo de subscrição é reduzido, o que torna este produto acessível a quem está a começar a poupar, e o tecto por titular é elevado, pelo que raramente é uma limitação para uma poupança familiar comum.

Erros comuns ao simular o rendimento

O erro mais frequente é tratar a taxa do primeiro ano, publicada pelo IGCP no mês da subscrição, como se fosse a taxa válida para todo o prazo. Como o prémio de permanência só entra a partir do segundo ano, o rendimento médio de um horizonte de cinco ou dez anos tende a ser mais alto do que a taxa inicial sozinha sugere, mas só se o dinheiro lá ficar até cada aniversário.

Outro erro é esquecer a retenção na fonte ao comparar com outro produto de poupança: o valor publicado pelo IGCP é sempre bruto, e o que fica na conta do aforrador no fim é sempre líquido desse imposto. Comparar a taxa bruta de um produto com a taxa líquida de outro é comparar coisas diferentes, e costuma inflacionar as expectativas sobre qual produto rende mais.

Por fim, muita gente ignora o efeito do resgate a meio do prazo. Precisar do dinheiro poucos dias antes de um aniversário custa o juro inteiro desse ano, prémio incluído, o que pode pesar mais do que perder alguns meses de juro num depósito com liquidez diária.

Quando vale a pena consultar um profissional

Para uma reserva de emergência ou um objectivo de poupança de curto prazo, esta calculadora costuma bastar para comparar cenários de prazo e decidir se vale a pena esperar por um aniversário antes de resgatar. Em decisões maiores, como aplicar uma poupança de reforma inteira, dividir capital entre vários produtos de poupança e investimento, ou perceber o impacto fiscal de resgates parciais ao longo de vários anos fiscais, o caminho mais seguro é falar com um consultor financeiro certificado ou directamente com os serviços do IGCP, que esclarecem as condições em vigor no momento da subscrição.

O Banco de Portugal, através do portal de estatísticas BPstat, publica as séries oficiais de taxas de juro do mercado de crédito e de depósito bancário em Portugal, uma referência útil para comparar o rendimento dos Certificados de Aforro com o de um depósito a prazo equivalente.

Perguntas frequentes

Quanto rendem os Certificados de Aforro ao longo do tempo?

O rendimento soma uma taxa base, indexada à Euribor e actualizada todos os meses, com um prémio de permanência que só entra a partir do segundo ano e cresce a cada aniversário da subscrição. Isso faz o rendimento médio anual subir com o tempo que o dinheiro fica investido, ao contrário de um produto com taxa fixa do início ao fim. A simulação acima, com o prazo pretendido, mostra o valor líquido esperado, já com a retenção de IRS incluída.

O que é o prémio de permanência dos Certificados de Aforro?

É um acréscimo à taxa base que recompensa quem mantém o dinheiro aplicado sem interrupções. Não existe no primeiro ano, aparece a partir do segundo e aumenta a cada aniversário da subscrição, até estabilizar perto do fim do prazo máximo. Resgatar antes de completar um ano faz perder o prémio desse ano por inteiro, mesmo que faltem poucos dias para o aniversário.

Posso resgatar os Certificados de Aforro antes do prazo?

Sim, de forma parcial ou total, a partir dos três meses seguintes à subscrição. O montante fica disponível na conta associada poucos dias úteis depois do pedido. A parte penalizadora é o juro do ano em curso: se o resgate acontecer antes do aniversário seguinte, esse juro, e o respectivo prémio de permanência, não chega a ser pago.

Os Certificados de Aforro pagam IRS?

Sim. Os juros são rendimentos de capitais e ficam sujeitos a retenção na fonte a título liberatório, entregue automaticamente pelo IGCP; o titular recebe já o valor líquido desse imposto, sem ter normalmente de fazer mais nada na declaração anual. A calculadora acima aplica essa retenção ao juro bruto simulado para mostrar o valor líquido final.

Certificados de Aforro ou depósito a prazo, qual rende mais?

Depende do prazo e da altura em que se subscreve cada um, porque a taxa base dos Certificados de Aforro acompanha a Euribor e o prémio de permanência só se nota nos prazos mais longos, enquanto um depósito a prazo costuma fixar a taxa contratada desde o início. Comparar os dois cenários com as calculadoras de Certificados de Aforro e de rendimento de depósito a prazo, lado a lado, usando o mesmo capital e o mesmo horizonte temporal, ajuda a perceber qual compensa mais.

Quando devo falar com um profissional antes de investir em Certificados de Aforro?

Para uma poupança simples de curto ou médio prazo, a simulação costuma ser suficiente para decidir. Em decisões maiores, como aplicar uma poupança de reforma inteira, repartir capital entre vários produtos, ou perceber o impacto fiscal de vários resgates ao longo de anos fiscais diferentes, vale a pena falar com um consultor financeiro certificado ou com os serviços do IGCP antes de decidir.

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Pelo RivoCalc · Revisto segundo a metodologia editorial · Actualizado em 22 de setembro de 2026

Esta calculadora fornece uma estimativa para fins informativos e não constitui aconselhamento financeiro. As taxas reais dos Certificados de Aforro variam mensalmente e dependem das condições em vigor no IGCP à data da subscrição. Para decisões financeiras, consulte um profissional qualificado ou os serviços oficiais do IGCP.