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Calculadora de Consolidação de Créditos

Calcula a nova prestação e poupança ao consolidar vários créditos num único.

Num crédito consolidado, a prestação mensal desce porque o prazo se alonga, mas os juros totais acumulam durante mais tempo. A poupança mensal pode ser substancial; o custo total, porém, sobe na maioria dos casos. Esta calculadora permite comparar os dois lados da equação.

O resultado actualiza automaticamente.

Soma do capital em dívida de todos os créditos a consolidar

Total pago por mês em todos os créditos existentes

Duração do crédito consolidado em meses (máx. 84 sem hipoteca)

Taxa Anual Nominal proposta pela instituição para o crédito consolidado

Nova prestação mensal

316,73 €

Estimativa pelo sistema francês de amortização (tabela Price)

Poupança mensal estimada
+333,27 € /mês

Diferença entre a soma actual e a nova prestação

MTIC indicativo
26 605 €

Montante total a pagar ao longo do prazo

Custo total do crédito
6605 €

Encargos totais ao longo do prazo (MTIC menos o capital)

TAN aplicada: 8,50 %

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Como funciona

1

Introduz o capital total a consolidar, ou seja, a soma de todos os montantes ainda em dívida.

2

Indica a soma das prestações atuais: o total pago por mês em todos os créditos existentes.

3

Define o prazo do novo crédito consolidado em meses.

Fórmula

P = C × r / (1 − (1+r)^-n) | r = TAN / 1200 | MTIC = P × n | Custo total = MTIC − C
PPrestação mensal calculada pelo sistema francês de amortização (tabela Price)
CCapital total a consolidar (soma de todos os montantes em dívida)
rTaxa de juro mensal equivalente à TAN (TAN dividida por 1200)
nNúmero total de prestações (prazo em meses)
MTICMontante Total Imputado ao Consumidor — total de euros pago ao longo do prazo

Fontes:

  • Mathematics LibreTexts — 8.5: Amortized Loans (Las Positas College)
  • eCampusOntario — Mathematics of Finance, 4.3 Loan Amortization: Formula Approach
  • Banco de Portugal — Portal do Cliente Bancário: simulador de crédito ao consumo

Como funciona o cálculo

Consolidação de Créditos: Prestação Mais Baixa, Custo Mais Alto?

A consolidação de créditos — também designada crédito consolidado ou crédito unificador — consiste em reunir vários créditos existentes numa única operação, com uma única prestação mensal. O processo funciona assim: a nova instituição liquida todos os créditos antigos e estabelece um novo contrato pelo total consolidado, com um prazo mais longo e, idealmente, condições uniformizadas.

O apelo é imediato: uma família do Porto com duas prestações de crédito automóvel, um crédito pessoal e dois cartões de crédito pode estar a pagar três ou quatro entidades diferentes, em datas diferentes, com taxas diferentes. Reunir tudo numa prestação fixa simplifica a gestão e, quase sempre, reduz o valor pago por mês.

Como se Calcula a Nova Prestação

O cálculo usa o sistema francês de amortização, também chamado tabela Price. A fórmula determina a prestação constante que amortiza o capital ao longo do prazo, somando capital e juros em proporções que variam ao longo do tempo. Nas primeiras prestações, a componente de juros é maior; nas últimas, a componente de amortização de capital domina.

O Banco de Portugal disponibiliza no Portal do Cliente Bancário um simulador oficial de crédito ao consumo que aplica esta mesma lógica. Serve como referência para confirmar o cálculo antes de assinar qualquer contrato de consolidação.

A Ilusão da Poupança Mensal

A redução da prestação mensal é real, mas é financiada por um prazo mais longo. Em contas práticas, pagar menos por mês durante mais tempo significa pagar mais juros no total. Este é o ponto central que as instituições de crédito raramente destacam no momento da simulação.

A DECO Proteste publicou análises a documentar este efeito: créditos consolidados com prazo de sete anos podem acumular encargos de juro muito superiores aos que restariam nos créditos originais, mesmo que a taxa do crédito consolidado seja mais baixa. O MTIC (Montante Total Imputado ao Consumidor) é o indicador correto para comparar — não a prestação mensal.

Quando Pode Compensar

Há situações em que a consolidação faz sentido financeiro mesmo com custo total mais alto:

  • Créditos com taxas muito elevadas, como cartões de crédito a taxas de mercado na gama mais alta, substituídos por uma taxa consolidada mais baixa, podem reduzir o custo total mesmo com prazo maior.
  • Situações de sobre-endividamento iminente, em que a taxa de esforço está próxima ou acima dos limites recomendados pelo Banco de Portugal — consolidar para recuperar margem de manobra mensal pode ser preferível à incapacidade de pagamento.
  • Redução de encargos administrativos e risco de incumprimento quando se gere demasiados créditos em simultâneo.

Fora destas situações, a consolidação é uma troca: conforto mensal imediato por um custo total mais elevado ao longo do prazo. A calculadora permite simular os dois cenários (nova prestação e MTIC indicativo) para identificar se a consolidação é favorável na situação concreta.

Prazo Máximo e Regulamentação

Em Portugal, o prazo máximo dos créditos consolidados varia conforme a existência ou não de garantia hipotecária e as condições de cada instituição. O Banco de Portugal publica no Portal do Cliente Bancário os limites regulatórios em vigor, que devem ser verificados antes de qualquer contratação.

O Banco de Portugal estabelece e publica trimestralmente as taxas máximas de TAEG aplicáveis aos contratos de crédito ao consumo. O crédito consolidado sem hipoteca enquadra-se na categoria de outros créditos pessoais, e a TAEG praticada não pode exceder o limite publicado pelo regulador no trimestre em curso. Antes de assinar, convém verificar no portal do Banco de Portugal qual o limite em vigor.

Erros Comuns na Consolidação

O erro mais frequente é decidir com base apenas na poupança mensal, sem calcular o custo total. A calculadora acima mostra os dois: a nova prestação e o MTIC indicativo, para que a comparação seja honesta.

Outro erro comum é consolidar créditos que estão a terminar em breve. Se dois dos três créditos terminam em breve, pode ser preferível suportar a prestação atual por esse período e consolidar apenas após a sua conclusão natural, evitando prolongar desnecessariamente os encargos desses dois créditos.

Por último, não incluir na comparação o imposto de selo e as comissões de abertura do crédito consolidado. Estes encargos iniciais entram no MTIC e devem ser pedidos à instituição antes de qualquer decisão.

Quando Consultar um Profissional

A calculadora fornece uma estimativa de prestação e custo com base na fórmula padrão do sistema francês, sem refletir condições contratuais específicas, seguros obrigatórios, comissões ou penalizações por reembolso antecipado dos créditos originais. Situações de sobre-endividamento, historial de incumprimento ou decisões que envolvam garantia hipotecária devem ser discutidas com um intermediário de crédito registado no Banco de Portugal ou com um consultor financeiro independente. A DECO presta apoio a consumidores em dificuldade através do seu serviço de aconselhamento, e o Banco de Portugal disponibiliza recursos de literacia financeira no Portal do Cliente Bancário.

Perguntas frequentes

O que é a consolidação de créditos?

A consolidação de créditos consiste em reunir vários créditos existentes (crédito pessoal, automóvel, cartões de crédito) numa única operação, com uma única prestação mensal. A nova instituição liquida os créditos antigos e estabelece um novo contrato pelo total consolidado, normalmente com prazo mais longo.

A consolidação de créditos reduz sempre o custo total?

Não. Na maioria dos casos, a consolidação reduz a prestação mensal mas aumenta o custo total em juros, porque o prazo se alonga. A exceção ocorre quando os créditos originais têm taxas muito elevadas (como cartões de crédito) e a taxa consolidada é substancialmente mais baixa. Convém comparar o MTIC (Montante Total Imputado ao Consumidor) dos cenários, não apenas as prestações.

Qual é o prazo máximo de um crédito consolidado em Portugal?

Para crédito consolidado sem garantia hipotecária, o prazo máximo típico em Portugal é de 84 meses (7 anos). Com garantia hipotecária, o prazo pode ser mais longo. O prazo concreto depende sempre das condições da instituição e da regulamentação em vigor.

Como se calcula a prestação de um crédito consolidado?

Usa-se a fórmula da tabela Price (sistema francês de amortização): P = C × r / (1 − (1+r)^-n), onde C é o capital, r é a taxa mensal (TAN dividida por 1200) e n é o número de meses. Esta fórmula dá a prestação constante que amortiza o capital integralmente ao longo do prazo.

O que é o MTIC num crédito consolidado?

MTIC significa Montante Total Imputado ao Consumidor: é o total de euros que se paga ao longo de toda a duração do crédito, incluindo capital, juros, comissões e seguros obrigatórios. É o indicador mais completo para comparar propostas de crédito, mais fiável do que a TAEG para decisões com prazos diferentes. O valor indicado por esta calculadora é uma estimativa baseada apenas nas prestações (P × n), sem incluir comissões ou seguros — o MTIC real deve ser pedido à instituição.

Quando devo consultar um profissional antes de consolidar créditos?

Em situações de sobre-endividamento, historial de incumprimento, ou quando está envolvida garantia hipotecária, é aconselhável consultar um intermediário de crédito registado no Banco de Portugal ou um consultor financeiro independente. A DECO oferece também um serviço de aconselhamento a consumidores em dificuldade financeira.

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Esta calculadora fornece uma estimativa para fins informativos e não constitui aconselhamento financeiro. Os valores reais dependem das condições de cada instituição e da sua situação específica. Para decisões financeiras, consulte um profissional qualificado ou a sua instituição.