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Calculadora de Impacto da Comissão de Manutenção de Conta

Mostra quanto a comissão de manutenção de conta consome do juro da poupança, e o saldo mínimo para compensar.

O resultado actualiza automaticamente.

Saldo médio que costuma manter na conta de poupança

Taxa anual associada à poupança, indicada pela instituição financeira

Valor cobrado pela instituição em cada período de manutenção da conta

Com que frequência a instituição cobra a comissão de manutenção

Número de anos a projectar o efeito acumulado

Juro anual consumido pela comissão

224,0%

Fracção do juro anual que a comissão de manutenção absorve.

Resultado anual

Juro anual bruto
26,25 €
Comissão anual total
58,80 €
Juro líquido anual
-32,55 €
Taxa efectiva anual
-2,17%

Projecção acumulada

Saldo de equilíbrio
3360 €
Total de comissões no período
294 €
Diferença acumulada no final
304 €
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Como funciona

1

Indicar o saldo médio mantido na conta de poupança.

2

Introduzir a taxa de juro anual associada a essa poupança.

3

Registar o valor da comissão de manutenção cobrada pelo banco.

Fórmula

Comissão Anual = Comissão × Nº Períodos por Ano; Juro Anual = Saldo × Taxa Anual; Juro Consumido (%) = (Comissão Anual / Juro Anual) × 100; Saldo de Equilíbrio = Comissão Anual / Taxa Anual
Saldo — Saldo médio mantido na conta de poupança
Taxa Anual — Taxa de juro anual associada à poupança, em percentagem
Comissão — Valor cobrado pela instituição em cada período de manutenção da conta
Nº Períodos por Ano — Número de vezes que a comissão é cobrada por ano, segundo a periodicidade escolhida
Comissão Anual — Soma de todas as comissões de manutenção cobradas num ano
Juro Anual — Juro gerado pelo saldo ao longo de um ano, antes de qualquer dedução
Juro Consumido — Fracção do juro anual absorvida pela comissão de manutenção
Saldo de Equilíbrio — Saldo médio mínimo a partir do qual o juro anual cobre a comissão anual

Fontes:

  • Banco de Portugal — Portal do Cliente Bancário, preçários de comissões bancárias por instituição de crédito
  • Matemática financeira elementar: cálculo de juro simples anual sobre o saldo médio de uma conta

Como funciona o cálculo

Quanto a comissão de manutenção pode consumir o juro da poupança

Manter dinheiro numa conta remunerada parece sempre positivo, mas o juro que a instituição paga não chega sozinho ao saldo final. Entre o juro bruto anunciado e o valor que realmente engorda a conta entra, com frequência, uma comissão periódica de manutenção, cobrada independentemente do rendimento gerado. Esta calculadora isola esse efeito: mostra que fracção do juro anual a comissão consome, e a partir de que saldo deixa de valer a pena manter dinheiro parado numa conta cara.

Como se mede o impacto da comissão no juro

O cálculo parte de dois valores anuais construídos a partir dos dados introduzidos. O juro anual obtém-se multiplicando o saldo médio pela taxa de juro anual da poupança. A comissão anual obtém-se multiplicando o valor cobrado em cada período pelo número de vezes que esse período ocorre num ano, seja todos os meses, todos os trimestres, todos os semestres ou uma única vez.

A partir destes dois valores, a calculadora obtém a percentagem do juro anual que a comissão consome, dividindo a comissão anual pelo juro anual. Quando essa percentagem supera a totalidade do juro, a conta deixa de ser rentável: o saldo diminui ano após ano, apesar de render juro positivo, porque a comissão pesa mais do que esse rendimento. A calculadora devolve também o saldo de equilíbrio, o valor mínimo de saldo médio a partir do qual o juro anual passa a cobrir a comissão cobrada, útil para decidir se compensa manter a conta como está ou transferir o dinheiro para outro produto. Quando a taxa de juro anual for nula, tanto a percentagem de juro consumido como o saldo de equilíbrio deixam de ter sentido matemático, porque ambas dividem pela taxa: nesse caso, qualquer comissão positiva consome a totalidade de um juro que não existe, e não há saldo que consiga compensar a comissão.

A projecção ao longo de vários anos soma este efeito de forma composta. Em cada ano, o saldo cresce com o juro gerado e diminui com a comissão paga, e o ano seguinte parte já desse novo valor. Comparar o saldo final com e sem comissão, ao fim do número de anos escolhido, mostra de forma concreta a diferença acumulada entre manter a conta tal como está e livrar-se da comissão.

Imagine-se uma pessoa em Braga que mantém uma poupança com um saldo modesto numa conta à ordem com comissão mensal fixa. Se a taxa de juro da poupança for baixa, a comissão absorve facilmente a totalidade do juro gerado nesse mês, e o saldo acaba a encolher apesar do rendimento ser positivo. A mesma pessoa, com um saldo maior na mesma conta, sente o peso da comissão de forma muito menor, porque o juro cresce proporcionalmente ao saldo enquanto a comissão se mantém fixa.

A comissão de manutenção na prática em Portugal

A generalidade das instituições de crédito que operam em Portugal cobra uma comissão de manutenção pela conta à ordem associada à poupança, com valor e periodicidade que variam de banco para banco e, muitas vezes, de pacote para pacote dentro do mesmo banco. Algumas isentam a comissão quando o cliente domicilia o ordenado, mantém um saldo médio elevado em produtos de poupança ou investimento, ou subscreve um pacote específico de serviços associados à conta. Os bancos exclusivamente digitais tendem a ter estruturas de comissões mais simples, e vários não cobram sequer manutenção de conta nas condições mais comuns de utilização.

Vale a pena ler o preçário completo de cada instituição antes de decidir, porque a comissão de manutenção raramente aparece isolada: soma-se a outros custos, como a manutenção do cartão associado, e pode acrescer imposto do selo sobre o valor base, nos termos do Código do Imposto do Selo. O preçário está disponível no sítio de cada banco e também no Portal do Cliente Bancário do Banco de Portugal, onde é possível comparar as condições praticadas por diferentes instituições antes de abrir ou manter uma conta.

Erros comuns ao avaliar o peso da comissão

O erro mais frequente é olhar apenas para a taxa de juro anunciada e ignorar a comissão, como se as duas fossem independentes. Na prática, é a diferença entre as duas que determina se a poupança cresce ou encolhe ao longo do tempo. Um segundo erro é esquecer que a comissão incide sobre a conta inteira, enquanto o juro incide apenas sobre o saldo que ali está parado: quem distribui o dinheiro por várias contas pequenas paga a comissão em cada uma, mas o juro gerado em cada uma também fica proporcionalmente menor.

Também é comum confundir isenções condicionais com isenções permanentes. Uma comissão isenta hoje por domiciliar o ordenado pode voltar a ser cobrada se essa condição deixar de se verificar, pelo que vale a pena rever periodicamente se as condições de isenção continuam cumpridas, sobretudo depois de uma mudança de emprego ou de banco. Na prática, quem só confere o extracto uma vez por ano costuma só dar conta do peso real desta comissão quando repara que o saldo cresceu muito menos do que esperava.

Quando consultar um profissional

Esta calculadora assume uma comissão fixa e periódica, sem considerar eventuais descontos de imposto do selo, promoções temporárias ou condições de isenção que dependam da subscrição de outros produtos. Decisões sobre consolidar poupanças, mudar de banco ou negociar a isenção de comissões com a instituição actual beneficiam de uma análise feita por um consultor financeiro habilitado, com acesso ao conjunto completo dos produtos e condições de cada cliente.

O Banco de Portugal é o supervisor das instituições de crédito que operam no mercado português e publica, através do portal BPstat, estatísticas oficiais sobre o sistema financeiro nacional, incluindo as taxas de juro praticadas pela banca de retalho nos depósitos de particulares.

Perguntas frequentes

O que é a comissão de manutenção de conta?

É um valor cobrado periodicamente pela instituição financeira pela gestão da conta à ordem associada à poupança, independentemente do movimento ou do rendimento gerado. O valor e a periodicidade variam por banco e, muitas vezes, por pacote de serviços.

Como sei se a comissão está a consumir o juro da minha poupança?

Compara o juro anual gerado pelo saldo com a comissão anual paga. Esta calculadora faz essa divisão por si e devolve a percentagem do juro que a comissão absorve, o que permite perceber de imediato se a conta está a render ou a perder valor.

O que significa o saldo de equilíbrio nesta calculadora?

É o saldo médio mínimo necessário para que o juro anual gerado pela poupança cubra exactamente a comissão anual cobrada. Abaixo desse saldo, a comissão supera o juro e o rendimento líquido da conta é negativo.

A comissão de manutenção é sempre cobrada?

Não. Muitas instituições isentam a comissão quando o cliente domicilia o ordenado, mantém um saldo médio elevado em produtos de poupança ou investimento, ou subscreve um pacote específico de serviços. Convém confirmar as condições de isenção no preçário do banco.

Vale a pena manter um saldo baixo numa conta com comissão fixa?

Normalmente não, se o objectivo for rentabilizar esse dinheiro. Com uma comissão fixa, quanto menor o saldo, maior o peso relativo da comissão sobre o juro gerado, podendo anular por completo o rendimento da poupança.

Quando devo consultar um profissional sobre a comissão da minha conta?

Sempre que a decisão envolver consolidar poupanças, mudar de banco ou negociar condições de isenção ligadas a outros produtos financeiros. Um consultor financeiro habilitado tem acesso ao conjunto completo da situação e consegue aconselhar de forma mais informada.

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Esta calculadora fornece uma estimativa para fins informativos e não constitui aconselhamento financeiro. Os valores reais dependem das condições de cada instituição e da situação específica de cada cliente. Para decisões financeiras, consulte um profissional qualificado ou a sua instituição.