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Calculadora de Juro Líquido vs Bruto de um Depósito

Mostra, lado a lado, o juro bruto e o juro líquido de um depósito a prazo depois da retenção na fonte, para comparar propostas bancárias.

O resultado actualiza automaticamente.

Montante que vais aplicar no depósito a prazo

Taxa bruta indicada no contrato, antes de qualquer retenção

Número de dias entre a subscrição e o vencimento

Ajusta se a tua situação fiscal for diferente da taxa liberatória padrão

Diferença entre bruto e líquido

8,73 €

Valor que a instituição financeira retém e entrega à Autoridade Tributária antes de creditar o juro na conta.

Cenário bruto, sem retenção

Juro bruto
31,16 €
Valor final sem retenção
5031,16 €

Cenário líquido, com retenção

Juro líquido
22,44 €
Taxa líquida equivalente (TANL)
1,80%
Valor final líquido
5022,44 €
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Como funciona

1

Introduzir o capital a aplicar no depósito a prazo.

2

Indicar a TANB, a taxa anual nominal bruta, indicada no contrato.

3

Definir o prazo do depósito, em dias.

Fórmula

Juro Líquido = Capital × TANB × (Dias / 365) × (1 − Taxa Retenção); Diferença = Juro Bruto − Juro Líquido
Capital — Montante aplicado no depósito a prazo
TANB — Taxa Anual Nominal Bruta indicada no contrato, em percentagem
Dias — Número de dias do prazo contratado do depósito
Taxa Retenção — Taxa de retenção na fonte aplicável aos rendimentos de capitais, em percentagem
Juro Bruto — Juro calculado antes de qualquer retenção
Juro Líquido — Valor que resta depois da retenção, efectivamente creditado na conta
Diferença — Montante retido entre o cenário bruto e o cenário líquido

Fontes:

  • Prática bancária portuguesa de cálculo de juro simples em depósitos a prazo de retalho, com base numa convenção de ano de 365 dias
  • Código do IRS — tributação dos rendimentos de capitais (Categoria E) por retenção na fonte
  • Legislação regional dos Açores e da Madeira que reduz as taxas liberatórias de IRS, incluindo as aplicáveis a rendimentos de capitais, face ao regime geral do território continental

Como funciona o cálculo

Como comparar o juro bruto e o juro líquido de um depósito a prazo

A generalidade das propostas de depósito a prazo apresenta primeiro a taxa bruta, a TANB, destacada a letras grandes na publicidade e na ficha do produto. O valor que acaba mesmo por engordar o saldo na conta é outro, sempre inferior, porque entre os dois entra a retenção na fonte aplicada automaticamente pela instituição financeira. Esta calculadora não se limita a mostrar o resultado final: coloca o cenário bruto e o cenário líquido lado a lado, para que a diferença entre ambos fique visível de imediato, qualquer que seja o capital, a taxa ou o prazo escolhidos. Quem compara duas propostas, uma num banco sediado em Coimbra e outra num banco sediado em Setúbal, consegue desta forma perceber de um só olhar qual delas entrega mais dinheiro real no final do prazo.

O que distingue o juro bruto do juro líquido

O juro bruto nasce de uma conta simples: o capital multiplica-se pela taxa anual e pela fracção do ano correspondente ao prazo contratado, normalmente contada em dias sobre uma base de 365. Um depósito com um prazo de três meses, por exemplo, cobre uma fracção do ano sensivelmente inferior a um quarto, porque o número de dias desse trimestre dividido por 365 fica abaixo de 0,25. É este valor bruto, sem qualquer dedução, que aparece habitualmente destacado nas propostas comerciais e que serve de base de comparação inicial entre instituições.

O juro líquido resulta de subtrair ao juro bruto o montante que a instituição financeira retém e entrega à Autoridade Tributária. A diferença entre os dois valores não é uma proporção fixa e abstracta: cresce em termos absolutos quanto maior for o capital aplicado e quanto mais longo for o prazo do depósito, porque ambos aumentam o juro bruto sobre o qual a retenção incide. Olhar apenas para a taxa anunciada esconde esta relação, e é exactamente o que o cenário lado a lado desta calculadora torna visível.

Porque a retenção na fonte muda o valor final

Os juros de depósitos a prazo enquadram-se nos rendimentos de capitais do Código do IRS, e a instituição financeira funciona como intermediária: retém a parte devida ao Estado no momento em que paga o juro e credita o remanescente na conta do titular. Para a generalidade dos contribuintes, esta retenção tem carácter liberatório, o que significa que a obrigação fiscal sobre esse rendimento específico fica cumprida sem necessidade de o incluir na declaração anual de IRS.

Existe, ainda assim, a possibilidade de optar pelo englobamento desse rendimento com os restantes rendimentos tributáveis do ano, sujeitando-o às taxas gerais e progressivas do imposto em vez da taxa fixa de retenção. Esta via só costuma compensar quem tem um escalão marginal de IRS inferior à taxa liberatória aplicada na origem, e implica englobar a totalidade dos rendimentos de capitais do ano, não apenas os mais favoráveis a essa troca. A residência fiscal também pesa nesta conta: quem reside nas regiões autónomas beneficia de uma taxa de retenção reduzida por via de legislação regional própria, pelo que o mesmo capital e a mesma taxa bruta podem gerar um juro líquido diferente consoante o domicílio fiscal do titular.

Como usar a comparação para escolher entre propostas

O erro mais comum ao comparar depósitos a prazo é olhar exclusivamente para a TANB anunciada e ignorar que a mesma taxa nominal, aplicada ao mesmo capital e ao mesmo prazo, pode render um juro líquido distinto consoante a convenção de contagem de dias do contrato e a taxa de retenção efectivamente aplicável à situação fiscal de cada titular. Duas propostas idênticas no papel acabam, por isso, a entregar valores finais diferentes na prática.

A forma mais fiável de decidir entre bancos é repetir o mesmo exercício para cada proposta, com o capital e o prazo que se pretende mesmo aplicar, e comparar sempre o valor líquido final, nunca a taxa bruta isolada. Vale a pena confirmar também se a ficha de informação normalizada do produto apresenta a taxa líquida equivalente, a TANL, porque essa já incorpora a retenção padrão e facilita a comparação directa sem ter de refazer o cálculo manualmente para cada banco.

Quando consultar um profissional

Esta calculadora assume um cenário simples, com retenção liberatória aplicada ao regime geral. Situações mais complexas, como residência fiscal parcial durante o ano, rendimentos de capitais elevados que aproximem o titular de escalões de IRS mais altos, ou dúvidas concretas sobre a vantagem do englobamento face aos restantes rendimentos do agregado familiar, beneficiam de uma análise feita por um contabilista certificado ou por um consultor financeiro habilitado, com acesso à declaração completa e não apenas a este rendimento isolado. Vale sempre a pena guardar o extracto anual de juros emitido pela instituição financeira, para confirmar que a retenção aplicada corresponde à esperada antes de decidir sobre o englobamento.

O Banco de Portugal é a autoridade responsável pela supervisão das instituições de crédito que operam no mercado português, incluindo os bancos que captam depósitos a prazo junto do público, e publica através do portal BPstat as estatísticas oficiais do sistema financeiro nacional, entre as quais as séries de taxas de juro praticadas pela banca de retalho.

Perguntas frequentes

Qual é a diferença entre o juro bruto e o juro líquido de um depósito a prazo?

O juro bruto é o valor calculado apenas a partir do capital, da taxa e do prazo, antes de qualquer imposto. O juro líquido é o que resta depois de a instituição financeira reter a parte devida à Autoridade Tributária e creditar o remanescente na conta.

Porque é que o juro líquido é sempre inferior ao juro bruto anunciado?

Porque os juros de depósitos a prazo estão sujeitos a retenção na fonte, aplicada automaticamente pelo banco no momento em que paga o rendimento. A TANB publicitada nunca reflecte essa dedução; só a taxa líquida equivalente, a TANL, o faz.

A diferença entre o juro bruto e o juro líquido é sempre proporcional?

A taxa de retenção aplicável mantém-se igual para a mesma situação fiscal, mas a diferença em euros entre os dois valores varia com o capital e o prazo do depósito, porque ambos influenciam directamente o juro bruto sobre o qual a retenção incide.

Vale sempre a pena optar pelo englobamento no IRS em vez da retenção liberatória?

Normalmente não. Só costuma compensar quem tem um escalão marginal de IRS inferior à taxa liberatória aplicada na origem, e a opção abrange todos os rendimentos de capitais do ano, não apenas os mais vantajosos. Convém simular os dois cenários antes de decidir.

Porque é que residentes nas regiões autónomas podem ter um juro líquido diferente?

Porque a legislação regional dos Açores e da Madeira reduz a taxa de retenção na fonte aplicável aos rendimentos de capitais, face ao regime geral do continente. Com o mesmo capital e a mesma taxa bruta, o juro líquido final fica mais elevado para quem tem domicílio fiscal nessas regiões.

Quando devo consultar um profissional sobre a fiscalidade dos juros de um depósito?

Sempre que a situação for mais complexa do que um depósito simples com retenção padrão, por exemplo residência fiscal parcial, rendimentos de capitais elevados ou dúvidas sobre o englobamento. Um contabilista certificado ou um consultor financeiro habilitado consegue analisar a declaração completa e aconselhar com base na situação real.

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Pelo RivoCalc · Revisto segundo a metodologia editorial · Actualizado em 21 de outubro de 2026

Esta calculadora fornece uma estimativa para fins informativos e não constitui aconselhamento financeiro ou fiscal. O valor efectivamente retido depende das regras em vigor e da situação fiscal de cada titular. Para decisões sobre a situação fiscal concreta, deve consultar-se um profissional qualificado ou a Autoridade Tributária.