Calculadora de Poupança para a Entrada da Casa
Descobre quanto tempo é preciso poupar para reunir a entrada da casa, a partir do preço do imóvel e da poupança mensal.
Com uma entrada de 20% do valor do imóvel, financiam-se os restantes 80% através de crédito à habitação; com uma entrada de 10%, a fracção financiada sobe para 90%. Quanto maior a poupança acumulada antes de comprar, menor o montante a pedir à instituição de crédito e, tipicamente, mais confortável fica a análise de risco feita ao processo.
O tempo necessário para juntar essa entrada depende de três variáveis simples: quanto já está guardado, quanto se consegue poupar todos os meses, e a que taxa esse dinheiro rende enquanto espera. Quem começa cedo tem uma vantagem que não é óbvia à primeira vista: o juro composto trabalha sobre o saldo acumulado, não apenas sobre o que se junta mês a mês, o que encurta o prazo mais do que a intuição sugere.
Esta calculadora combina o preço do imóvel-alvo, a percentagem de entrada pretendida, a poupança já feita e a capacidade de poupança mensal, com o rendimento da conta onde o dinheiro está guardado, para estimar quantos meses faltam até se atingir o valor necessário.
O resultado actualiza automaticamente.
Valor de compra ou de avaliação do imóvel que pretendes comprar.
Fracção do valor do imóvel que vais cobrir com fundos próprios, sem recorrer ao crédito.
Quanto já tens guardado para este objectivo.
Quanto consegues guardar por mês para a entrada.
Taxa de remuneração da conta ou produto onde guardas o dinheiro. Deixa em 0 se não aplicável.
Tempo até atingires o objectivo
5 anos e 3 meses
- Entrada necessária
- 25 000 €
- Falta poupar
- 20 000 €
- Juros ganhos com a poupança
- 1161 €
Como funciona
Fórmula
Fontes:
- Fórmula do valor futuro de uma anuidade ordinária com capital inicial (matemática financeira, juro composto), resolvida em ordem ao número de períodos
- Banco de Portugal — BPstat: séries estatísticas oficiais sobre taxas de juro e crédito à habitação
Como funciona o cálculo
Quanto Poupar para a Entrada de uma Casa em Portugal
A compra de casa em Portugal quase sempre passa por um crédito à habitação, mas nenhuma instituição financia a totalidade do preço. Fica sempre uma fracção a cargo do comprador: a entrada. Saber com antecedência quanto é preciso poupar, e durante quanto tempo, transforma um objectivo vago num plano com números concretos.
Como se calcula a entrada necessária
A entrada resulta de multiplicar o preço do imóvel pela fracção que se decide cobrir com fundos próprios. Essa fracção não é igual para toda a gente: instituições de crédito costumam financiar uma parte maior do valor quando se trata de habitação própria e permanente, e uma parte mais reduzida quando o crédito se destina a segunda habitação, arrendamento ou outras finalidades. A política concreta de cada instituição varia, e é sempre mais conservadora do que aquilo que o comprador gostaria de financiar.
Definir a entrada é apenas o primeiro passo. O segundo é perceber quanto tempo falta para lá chegar, e é aí que entra o efeito do juro composto.
O papel do juro composto na poupança
Quando se poupa uma quantia fixa todos os meses para uma conta que rende juro, o saldo cresce por dois motivos ao mesmo tempo: a nova contribuição mensal, e os juros gerados pelo saldo que já lá estava. Nos primeiros meses, o efeito dos juros é praticamente invisível, porque o saldo acumulado ainda é pequeno. À medida que os meses passam, a base sobre a qual os juros incidem vai crescendo, e o saldo final acelera mais depressa do que uma simples soma de contribuições mensais deixaria prever.
É por essa razão que começar a poupar mais cedo compensa desproporcionalmente: não é só mais tempo a acumular contribuições, é mais tempo para o juro composto actuar sobre um saldo cada vez maior. Uma conta sem qualquer remuneração não tem este efeito: o saldo cresce de forma estritamente linear, mês após mês, e o prazo até à entrada depende apenas da poupança mensal e do valor em falta.
Custos que ultrapassam a entrada
A entrada não é o único encargo que antecede a escritura. A compra de um imóvel em Portugal implica também o Imposto Municipal sobre Transmissões Onerosas de Imóveis (regulado pelo Código do IMT), o Imposto do Selo (regulado pelo Código do Imposto do Selo), e as despesas de escritura, registo predial e eventual intermediação de crédito. Nenhum destes custos entra no cálculo da entrada em si, mas todos têm de ser cobertos com fundos próprios, tal como a entrada. Ignorar esta soma é um dos erros mais comuns de quem planeia a compra pela primeira vez: chega-se ao valor da entrada, mas falta ainda cobrir os custos associados à transacção.
Apoios que podem reduzir a entrada
Vale a pena confirmar junto de uma instituição de crédito ou de um intermediário de crédito registado no Banco de Portugal se existem, no momento, programas de apoio público dirigidos a jovens que compram a primeira habitação própria e permanente. Quando existem, este tipo de medida costuma passar por uma garantia do Estado que reduz, ou em certos casos dispensa, a necessidade de entrada em fundos próprios. As condições de elegibilidade e o prazo de vigência deste tipo de apoio mudam com alguma frequência, pelo que não devem assumir-se sem confirmação directa antes de se planear a compra em torno deles.
Erros comuns ao planear a poupança
Um erro frequente é fixar um valor de entrada com base no preço actual do imóvel pretendido e esquecer que os preços da habitação tendem a subir ao longo do tempo de poupança, especialmente em prazos mais longos. Isso significa que o alvo pode mover-se antes de se lá chegar, e vale a pena rever a estimativa periodicamente em vez de a tratar como fixa.
Outro erro é assumir que a instituição financiará sempre a fracção máxima que a política de crédito permite. A decisão final depende da análise de risco de cada processo, do rendimento do agregado familiar e de outros compromissos financeiros já existentes, pelo que uma entrada maior do que o mínimo teórico funciona como margem de segurança.
Quando consultar um profissional
Esta calculadora estima o tempo de poupança com base nos valores introduzidos, mas não substitui uma simulação bancária real nem considera o perfil de risco individual, o histórico de crédito ou as condições comerciais específicas de cada instituição. Antes de assinar um contrato-promessa de compra e venda, faz sentido confirmar as condições concretas junto de um intermediário de crédito registado no Banco de Portugal, que pode comparar propostas de várias instituições e ajudar a perceber que entrada é efectivamente exigida em cada caso.
O Banco de Portugal é o supervisor das instituições de crédito em Portugal e disponibiliza, através do portal BPstat, séries estatísticas oficiais sobre taxas de juro, incluindo os indexantes e as taxas praticadas no crédito à habitação, informação útil para comparar o custo do financiamento com o rendimento que a poupança para a entrada consegue gerar.
Perguntas frequentes
Quanto preciso de poupar para dar entrada numa casa?
Depende do preço do imóvel e da fracção do valor a cobrir com fundos próprios em vez de crédito. Multiplica-se o preço do imóvel pela percentagem de entrada pretendida para chegar ao valor-alvo, somando ainda os custos de escritura, registo e impostos associados à compra, que não entram no cálculo da entrada em si.
É melhor juntar a entrada toda antes de comprar ou pedir um empréstimo maior?
Uma entrada maior reduz o montante financiado, o que costuma traduzir-se numa prestação mensal mais baixa e num custo total de juros menor ao longo do crédito. Em contrapartida, esperar demasiado tempo para juntar uma entrada muito elevada pode significar perder oportunidades de mercado ou ver o preço do imóvel subir entretanto. O equilíbrio depende da capacidade de poupança e da estabilidade financeira de cada agregado.
O juro da conta poupança faz assim tanta diferença no tempo até à entrada?
Sim, sobretudo em prazos de poupança mais longos. O juro composto incide sobre o saldo já acumulado, não apenas sobre a poupança mensal, por isso o seu efeito cresce com o tempo. Numa conta sem qualquer remuneração, o prazo depende apenas da divisão aritmética entre o valor em falta e a poupança mensal.
Os custos de escritura e impostos entram no valor da entrada?
Não. A entrada é apenas a fracção do preço do imóvel coberta com fundos próprios. O Imposto Municipal sobre Transmissões Onerosas de Imóveis (Código do IMT), o Imposto do Selo (Código do Imposto do Selo) e as despesas de escritura e registo são custos adicionais, a somar à entrada, que devem incluir-se no plano de poupança total.
Há apoios para jovens que estão a poupar para a primeira casa?
Pode haver. Vale a pena confirmar junto de uma instituição de crédito ou de um intermediário de crédito registado se existem, no momento, programas de apoio público dirigidos a jovens compradores da primeira habitação própria e permanente, que costumam passar por uma garantia do Estado capaz de reduzir a necessidade de entrada em fundos próprios. As condições de elegibilidade e o prazo de vigência deste tipo de apoio mudam com regularidade.
Quando devo consultar um profissional antes de decidir a entrada?
Antes de assinar um contrato-promessa de compra e venda, vale a pena confirmar as condições reais junto de um intermediário de crédito registado no Banco de Portugal. Este pode comparar propostas de várias instituições, esclarecer que entrada é efectivamente exigida no perfil de risco concreto e sinalizar apoios ou isenções aplicáveis que uma simulação genérica não capta.
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Pelo RivoCalc · Revisto segundo a metodologia editorial · Actualizado em 18 de agosto de 2026
Esta calculadora fornece uma estimativa para fins informativos e não constitui aconselhamento financeiro. Os valores reais dependem das condições de cada instituição de crédito e da situação específica de cada comprador. Para decisões financeiras, deve consultar-se um profissional qualificado ou a instituição de crédito.
