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Calculadora de Juro Simples

Calcula os juros simples de um capital, taxa e prazo, com o valor final e a evolução período a período.

No juro simples, o valor dos juros cresce sempre de forma proporcional ao tempo decorrido, porque o cálculo incide sempre sobre o mesmo capital inicial, sem que os juros vencidos em cada período voltem a gerar novos juros. É o oposto do que acontece no juro composto, onde os juros vencidos se somam ao capital e o crescimento acelera progressivamente ao longo do prazo.

Esta calculadora determina os juros simples e o valor final de qualquer capital, taxa e prazo introduzidos, mostrando também a evolução período a período ao longo de todo o horizonte escolhido. Serve tanto para simular produtos de poupança e crédito de curto prazo como para calcular juros de mora sobre pagamentos em atraso, dois dos contextos mais comuns onde este método de cálculo continua a aparecer no dia a dia financeiro em Portugal.

A diferença entre os dois métodos de cálculo de juros só se torna significativa em prazos mais longos. No juro simples, o peso dos juros face ao capital investido mantém-se sempre proporcional ao tempo decorrido, seguindo sempre a mesma progressão linear independentemente de quantos períodos já passaram. No juro composto, essa proporção cresce cada vez mais depressa à medida que os juros de cada período passam também eles a integrar a base de cálculo do período seguinte, criando um efeito cumulativo que se intensifica com o tempo.

Por ser mais simples de visualizar e de calcular manualmente, o juro simples costuma ser também o primeiro conceito de matemática financeira que se aprende, antes de se introduzir a ideia de capitalização. Ainda assim, continua a ter aplicação prática real: sempre que uma instituição financeira aplica juros proporcionais ao tempo sem capitalização intermédia, seja num depósito de curto prazo, num descoberto bancário ou numa penalização por atraso de pagamento, é esta a fórmula que está por trás do cálculo. Perceber a diferença entre os dois métodos ajuda a interpretar correctamente qualquer simulação ou extracto que refira juros, seja ela de uma aplicação financeira ou de uma dívida em atraso.

O resultado actualiza automaticamente.

Montante que aplicas ou pedes emprestado

Taxa de juro simples aplicada ao capital, em percentagem ao ano

Duração da aplicação ou do empréstimo, na unidade escolhida ao lado

Juros calculados

200,00 €

Juros simples acumulados ao longo de todo o prazo, sem capitalização

Capital inicial
5000,00 €
Valor final
5200,00 €

Evolução dos juros ao longo do prazo

PeríodoJuros acumuladosValor total
116,67 €5016,67 €
233,33 €5033,33 €
350,00 €5050,00 €
466,67 €5066,67 €
583,33 €5083,33 €
6100,00 €5100,00 €
7116,67 €5116,67 €
8133,33 €5133,33 €
9150,00 €5150,00 €
10166,67 €5166,67 €
11183,33 €5183,33 €
12200,00 €5200,00 €
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Como funciona

1

Introduzir o capital inicial aplicado ou pedido emprestado.

2

Indicar a taxa de juro anual correspondente à aplicação ou ao empréstimo.

3

Definir o prazo e escolher a unidade: dias, meses ou anos.

Fórmula

J = C × i × t | VF = C × (1 + i × t)
JJuros simples acumulados no final do prazo
CCapital inicial aplicado ou pedido emprestado
iTaxa de juro periódica, expressa na mesma unidade de tempo que t
tNúmero de períodos de tempo decorridos, na mesma unidade da taxa i
VFValor final, correspondente ao capital inicial mais os juros

Fontes:

Como funciona o cálculo

Como Funciona o Cálculo do Juro Simples

Quem contrata um depósito a prazo, um empréstimo pontual ou certos produtos de crédito de curto prazo em Portugal encontra com frequência o conceito de juro simples. É a forma mais directa de calcular juros: aplica-se sempre sobre o capital inicial, sem que os juros vencidos em cada período se somem a esse capital para gerar novos juros.

Esta calculadora determina o valor dos juros e o valor final de qualquer capital, taxa e prazo, mostrando também como os juros crescem período a período ao longo de todo o prazo escolhido.

A lógica por trás da fórmula

O juro simples multiplica três factores: o capital inicial, a taxa de juro correspondente ao período de tempo escolhido e o número de períodos que decorrem. Como a base de cálculo nunca muda, cada período soma exactamente o mesmo valor de juros ao total acumulado. O crescimento representa-se sempre por uma linha recta, nunca por uma curva.

Esta característica distingue o juro simples do juro composto, onde os juros de um período entram na base de cálculo do período seguinte, produzindo um crescimento que acelera com o tempo. Nos primeiros períodos, os dois métodos aproximam-se; à medida que o prazo se alarga, a diferença entre a recta do juro simples e a curva do juro composto torna-se cada vez mais visível.

Um pormenor que gera confusão frequente é a unidade de tempo. A taxa de juro tem sempre de estar expressa na mesma unidade do prazo: uma taxa anual multiplica-se por um número de anos, nunca directamente por um número de meses ou de dias sem antes converter o prazo à mesma base temporal da taxa.

Onde se usa o juro simples em Portugal

O juro simples aparece sobretudo em produtos financeiros de curto prazo, onde a diferença face ao juro composto é pequena e a simplicidade do cálculo compensa. É o caso de alguns depósitos a prazo com maturidades curtas, de descobertos bancários e de certas modalidades de crédito ao consumo de curta duração, em que a instituição financeira aplica juros proporcionais ao tempo decorrido sem capitalização intermédia.

Também é a base de cálculo usada para determinar juros de mora, isto é, os juros que se vencem quando um pagamento não é feito na data acordada. Nestes casos, o valor em dívida acresce de juros proporcionais aos dias ou meses de atraso, seguindo exactamente a mesma lógica linear desta calculadora.

Fora do sector financeiro, o juro simples também serve como ferramenta pedagógica: por ser mais fácil de visualizar do que o juro composto, costuma ser o primeiro conceito de matemática financeira ensinado antes de se introduzir a capitalização.

Erros comuns a evitar

O erro mais frequente é confundir o cálculo com o de juro composto, especialmente em prazos longos, onde a diferença entre os dois métodos se torna significativa. Um capital colocado a juro simples durante muitos anos rende sempre menos do que o mesmo capital sujeito a juro composto com a mesma taxa nominal, precisamente porque não há capitalização dos juros intermédios.

Outro erro comum é esquecer de converter a unidade do prazo para a mesma base da taxa de juro antes de multiplicar. Introduzir uma taxa anual e um prazo em meses sem fazer essa conversão produz um resultado incorrecto, geralmente sobrestimando os juros de forma considerável.

Também é frequente ignorar que produtos financeiros reais podem combinar juro simples com outras condições contratuais, como comissões de abertura, seguros associados ou penalizações por reembolso antecipado, que não entram nesta fórmula matemática pura e alteram o custo real do produto.

Quando consultar um profissional

Esta calculadora determina apenas o valor matemático dos juros simples sobre um capital, uma taxa e um prazo introduzidos manualmente; não substitui a simulação oficial de nenhuma instituição financeira nem tem em conta comissões, seguros ou condições contratuais específicas de cada produto.

Antes de contratar um depósito, um empréstimo ou qualquer outro produto financeiro que utilize juro simples, vale a pena confirmar junto da instituição responsável qual o método de cálculo efectivamente aplicado e quais as condições completas do contrato. Em decisões que envolvam montantes elevados ou compromissos financeiros de longo prazo, procurar aconselhamento financeiro qualificado e independente é sempre o passo mais prudente.

O Banco de Portugal, através do portal de estatísticas oficiais BPstat, publica séries históricas de taxas de juro praticadas em Portugal, servindo de referência pública para quem pretende situar uma taxa de simulação face ao que o mercado nacional tem praticado ao longo do tempo.

Perguntas frequentes

O que é o juro simples?

É um método de cálculo de juros em que o valor devido ou ganho se calcula sempre sobre o capital inicial, sem que os juros vencidos em cada período se somem a esse capital. O crescimento é sempre proporcional ao tempo decorrido e nunca acelera.

Qual a diferença entre juro simples e juro composto?

No juro simples, os juros calculam-se sempre sobre o capital inicial e crescem de forma linear ao longo do tempo. No juro composto, os juros vencidos somam-se ao capital e passam também eles a gerar juros nos períodos seguintes, o que acelera o crescimento à medida que o prazo avança.

Quando se usa juro simples em vez de juro composto?

É comum em produtos financeiros de curto prazo, como alguns depósitos com maturidades curtas ou descobertos bancários, e no cálculo de juros de mora sobre pagamentos em atraso. Em prazos longos, o juro composto é o método mais habitual em poupança e investimento.

Como converter a taxa de juro anual para outro período de tempo?

No juro simples, a taxa e o prazo têm sempre de partilhar a mesma unidade de tempo antes de multiplicar. Uma taxa anual converte-se para meses dividindo por doze, ou para dias dividindo pelo número de dias do ano considerado; esta calculadora faz essa conversão automaticamente consoante a unidade escolhida.

O juro simples aplica-se a empréstimos ou só a poupanças?

Aplica-se a ambos. Em poupança, determina o rendimento de um capital aplicado sem capitalização; em crédito, determina o custo dos juros sobre um valor emprestado ou em dívida, incluindo situações de juros de mora por atraso no pagamento.

Quando devo consultar um profissional antes de contratar um produto financeiro?

Sempre que o produto envolva montantes elevados, prazos longos ou condições contratuais que não estejam totalmente claras, como comissões, seguros associados ou penalizações por reembolso antecipado. Um profissional financeiro qualificado avalia essas condições e a adequação do produto à sua situação, algo que esta simulação matemática não substitui.

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Esta calculadora fornece uma estimativa para fins informativos e não constitui aconselhamento financeiro. Os valores reais dependem das condições de cada instituição e da situação específica de cada pessoa. Para decisões financeiras, consulte um profissional qualificado ou a sua instituição.