Saltar para o conteúdo principal

Calculadora de Rendimento Líquido de Impostos

Calcula quanto rendimento líquido resta depois dos impostos sobre juros, dividendos ou mais-valias em Portugal.

Em Portugal, os rendimentos de juros, dividendos e mais-valias mobiliárias ficam normalmente sujeitos a uma taxa fixa de retenção na fonte, aplicada sobre a totalidade do valor bruto, sem escalões nem deduções. É essa retenção automática, feita pela instituição financeira antes de o dinheiro chegar à conta do aforrador, que separa o rendimento bruto anunciado do rendimento líquido efetivamente recebido.

Esta calculadora traduz esse mecanismo num resultado imediato: indica-se o rendimento bruto e a taxa aplicável, e o resultado mostra quanto fica retido e quanto sobra. É útil para comparar propostas de poupança ou de investimento, para perceber o impacto real de uma taxa de juro anunciada, ou para simular a alternativa do englobamento na declaração anual de IRS, que substitui a taxa fixa pelas taxas progressivas do escalão de rendimento de cada contribuinte.

A retenção aplica-se, com regras próprias, a produtos tão distintos como um depósito a prazo, um certificado de aforro, dividendos de ações cotadas em bolsa ou mais-valias na venda de participações sociais. Seja qual for o montante aplicado, a parcela retida representa sempre a mesma fração do rendimento bruto, porque a taxa é fixa e não varia com o valor investido nem com o prazo.

O valor retido não é devolvido automaticamente. Quem considera que a taxa fixa fica acima do seu escalão de IRS tem de optar, de forma explícita, pelo englobamento no momento da declaração anual, e essa opção deve ser tomada com toda a informação fiscal disponível, nunca como um ajuste automático da calculadora.

O resultado actualiza automaticamente.

Valor do rendimento antes de qualquer retenção — juros, dividendos ou mais-valias

Contexto do rendimento; não altera o cálculo, só ajuda a situar o resultado

Taxa aplicável ao rendimento; ajusta o valor para simular a opção de englobamento

Rendimento líquido

720,00 €

Valor que efetivamente recebes depois da retenção

Rendimento bruto
1000,00 €
Imposto retido
280,00 €
Percentagem líquida
72,0 %
Partilhar

Como funciona

1

Indicar o rendimento bruto recebido, antes de qualquer retenção (juros, dividendos ou mais-valias).

2

Escolher o tipo de rendimento, só para contextualizar o resultado.

3

Confirmar ou ajustar a taxa de retenção aplicável no campo correspondente.

Fórmula

Rendimento Líquido = Rendimento Bruto × (1 − Taxa)
Rendimento BrutoValor do rendimento antes de qualquer retenção (juros, dividendos ou mais-valias)
TaxaTaxa de retenção aplicável ao tipo de rendimento, introduzida no campo correspondente
Imposto RetidoDiferença entre o rendimento bruto e o rendimento líquido
Rendimento LíquidoValor que resta depois da retenção, efetivamente recebido pelo titular

Como funciona o cálculo

Rendimento líquido de juros, dividendos e mais-valias: o que fica depois do imposto

Quem poupa ou investe em Portugal recebe, na maior parte dos casos, um valor já líquido de imposto. A instituição financeira retém a parcela devida ao Estado no momento em que paga o rendimento, e só o remanescente chega à conta do titular. Perceber a diferença entre o valor bruto anunciado numa proposta e o valor líquido que efetivamente entra na conta é o primeiro passo para comparar produtos de poupança e investimento com rigor.

Como funciona a retenção na fonte

O mecanismo é simples: aplica-se uma taxa fixa sobre o rendimento bruto, e o resultado dessa multiplicação é o imposto retido. O que sobra, a diferença entre o bruto e o imposto, é o rendimento líquido que o titular recebe.

Esta retenção tem carácter definitivo para a generalidade dos contribuintes: uma vez retida, a obrigação fiscal sobre aquele rendimento está, em princípio, cumprida, sem necessidade de o declarar depois em IRS. Existe, contudo, uma alternativa: o contribuinte pode optar por englobar esses rendimentos na declaração anual, ficando sujeito às taxas progressivas gerais do IRS em vez da taxa fixa. Essa opção só compensa quando o escalão de rendimento do contribuinte fica abaixo da taxa fixa aplicada na retenção, e a decisão depende sempre da situação fiscal de cada pessoa.

Juros, dividendos e mais-valias em Portugal

A mesma lógica de retenção aplica-se a diferentes categorias de rendimento de capital, com particularidades próprias em cada uma. Os juros de depósitos a prazo, contas poupança e certificados são pagos já líquidos, com a instituição a entregar o imposto diretamente ao Estado. Os dividendos distribuídos por empresas cotadas seguem o mesmo princípio, sendo retidos pelo intermediário financeiro antes de chegarem ao acionista.

As mais-valias na venda de ações, obrigações ou outras participações sociais têm um tratamento um pouco diferente: em regra, apuram-se no momento da venda e são declaradas no ano seguinte, mas ficam também sujeitas à mesma taxa fixa quando não se opta pelo englobamento. Em qualquer dos três casos, o titular tem sempre o direito de consultar a informação detalhada da retenção junto da instituição financeira, incluída na nota de liquidação ou no extrato anual.

A base legal deste regime está no Código do IRS, que define quais os rendimentos sujeitos a taxa liberatória e as condições em que o englobamento pode ser exercido. Antes de decidir entre manter a retenção fixa ou optar pelo englobamento, compensa confirmar o escalão de rendimento aplicável na declaração de IRS do ano em causa, porque esse escalão é o único critério que determina qual das duas opções fica mais vantajosa.

Erros comuns ao calcular o rendimento líquido

O erro mais frequente é comparar propostas de poupança apenas pelo valor bruto anunciado, sem confirmar se a taxa de retenção aplicável é a mesma em todos os produtos. Certificados de aforro, depósitos e fundos de investimento nem sempre têm o mesmo enquadramento fiscal, e essa diferença pode inverter a ordem de preferência entre duas propostas parecidas.

O segundo erro é esquecer que a opção pelo englobamento não é automática nem retroativa: tem de ser assinalada na declaração de IRS do ano correspondente, e a decisão aplica-se, em regra, ao conjunto dos rendimentos de capitais e mais-valias desse ano, não a um produto isolado.

O terceiro erro é tratar todos os rendimentos de capital como equivalentes. Juros, dividendos e mais-valias têm categorias fiscais distintas no Código do IRS, com regras próprias de apuramento, ainda que a taxa de retenção aplicável seja frequentemente a mesma. Confirmar a categoria correta evita surpresas na declaração anual.

Quando consultar um profissional

Esta calculadora ajuda a perceber o mecanismo da retenção e a comparar cenários com rapidez, mas não substitui uma análise fiscal individual. A decisão entre manter a taxa fixa ou optar pelo englobamento depende do conjunto dos rendimentos do agregado familiar nesse ano, algo que só um contabilista certificado ou um consultor fiscal consegue avaliar com precisão.

Para carteiras de investimento diversificadas, com juros, dividendos e mais-valias no mesmo ano, ou para situações de dupla tributação internacional, vale sempre a pena confirmar o enquadramento fiscal junto de um profissional antes de tomar a decisão na declaração de IRS.

O Banco de Portugal, através do portal de estatísticas BPstat, publica séries oficiais sobre taxas de juro no sistema bancário português, incluindo a remuneração de depósitos e de outros produtos de poupança, dados que ajudam a situar o rendimento bruto usado nesta calculadora.

Perguntas frequentes

O que é o rendimento líquido de impostos?

É o valor que efetivamente fica na conta do titular depois de a instituição financeira reter a parcela devida ao Estado. A diferença entre o rendimento bruto anunciado numa proposta e o rendimento líquido recebido é sempre o imposto retido na fonte.

A retenção na fonte aplica-se a todos os produtos de poupança e investimento?

Aplica-se, com particularidades próprias, a juros de depósitos e certificados, a dividendos de ações e fundos, e a mais-valias na venda de participações sociais. Cada categoria segue regras específicas do Código do IRS, ainda que a lógica de retenção seja semelhante.

O que é a opção pelo englobamento?

É a possibilidade de, na declaração anual de IRS, o contribuinte escolher que esses rendimentos sejam tributados pelas taxas progressivas gerais, em vez da taxa fixa de retenção. Só compensa quando o escalão de rendimento do contribuinte fica abaixo da taxa fixa aplicada.

Como se calcula o imposto retido?

Multiplica-se o rendimento bruto pela taxa de retenção aplicável. O rendimento líquido é o que sobra depois de subtrair esse valor ao rendimento bruto. Não há escalões nem deduções na retenção fixa, ao contrário do que acontece no englobamento.

Juros, dividendos e mais-valias pagam sempre a mesma taxa?

Em muitos casos sim, mas as categorias fiscais são distintas no Código do IRS, e há situações específicas com regras próprias. Convém confirmar sempre a taxa aplicável junto da instituição financeira ou de um profissional, já que pode variar consoante o tipo de rendimento e a situação do contribuinte.

Quando devo consultar um profissional sobre a fiscalidade dos meus investimentos?

Sempre que existam juros, dividendos e mais-valias no mesmo ano, uma carteira de investimento diversificada, rendimentos de origem estrangeira, ou dúvidas sobre se o englobamento compensa face ao escalão de IRS aplicável. Um contabilista certificado ou consultor fiscal avalia a situação completa, algo que esta calculadora não substitui.

Calculadoras relacionadas

Pelo RivoCalc · Revisto segundo a metodologia editorial · Actualizado em 9 de setembro de 2026

Esta calculadora fornece uma estimativa para fins informativos e não constitui aconselhamento financeiro ou fiscal. Os valores reais dependem do enquadramento fiscal de cada produto e da situação específica de cada contribuinte. Para decisões financeiras ou fiscais, consulte um profissional qualificado ou a Autoridade Tributária.