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Calculadora de Custo de um Mês Extra no Prazo do Crédito

Calcula quanto desce a prestação mensal e quanto sobem os juros totais ao alargar o prazo do crédito em meses extra.

Alargar o prazo de um crédito reduz a prestação mensal, mas não reduz a taxa de juro aplicada: a mesma dívida fica distribuída por mais tempo, o que aumenta o total de juros pagos ao longo do contrato. Quanto mais meses se acrescentam ao prazo restante e quanto maior for o capital ainda em dívida, maior tende a ser essa diferença entre a poupança mensal ganha e o custo total que se paga a mais em juros.

Esta calculadora quantifica esse compromisso para o crédito habitação, o crédito pessoal ou o crédito automóvel: indica o capital em dívida, a taxa e o prazo actual, escolhe quantos meses extra simular, e mostra de imediato quanto desce a prestação mensal e quanto sobe o custo total em juros até ao fim do contrato.

O resultado actualiza automaticamente.

Montante ainda por pagar no crédito, no momento actual

Soma da taxa de referência (Euribor) com o spread contratado

Anos que faltam para liquidar o crédito, ao ritmo actual

Quantos meses queres somar ao prazo restante

Custo extra em juros

3453 €

Juros adicionais pagos ao longo de todo o contrato por causa dos meses extra

Poupança mensal na prestação

15,32 €

Redução da prestação mensal com o prazo alargado

IndicadorPrazo actualPrazo alargado
Prestação mensal
686,19 €
670,86 €
Total de juros
75 856 €
79 309 €
Prazo total
25 anos
26a 0m
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Como funciona

1

Introduz o capital que ainda está em dívida no crédito.

2

Indica a Taxa Anual Nominal (TAN) aplicada ao contrato.

3

Regista quantos anos faltam para liquidar o crédito, ao ritmo actual.

Fórmula

P = C × [r × (1+r)^n] / [(1+r)^n − 1] | r = TAN / 1200 | n = (prazo_actual × 12) + meses_extra
PPrestação mensal (montante fixo pago em cada mês pelo sistema francês)
CCapital em dívida no momento da simulação
rTaxa de juro mensal (TAN dividida por 1200)
nNúmero total de prestações do novo prazo (prazo actual em meses mais os meses extra)
TANTaxa Anual Nominal (taxa indexante mais o spread bancário)
meses_extraNúmero de meses acrescentados ao prazo restante do contrato

Fontes:

Como funciona o cálculo

Custo de um Mês Extra no Prazo: o Que Está Realmente em Jogo

Pedir ao banco para alargar o prazo do crédito é uma das formas mais comuns de aliviar o orçamento familiar quando a prestação mensal aperta. Mas o alargamento de prazo não é uma solução sem custo: distribui a mesma dívida por mais tempo, o que reduz a prestação mas aumenta o total de juros pagos até ao fim do contrato. Esta calculadora isola exactamente esse efeito, mostrando o que se ganha em prestação mensal e o que se paga a mais em juros por cada mês extra acrescentado.

Como a fórmula distribui o capital e os juros

O cálculo assenta no sistema francês de amortização, também chamado tabela Price, que é o método padrão nos contratos de crédito habitação, crédito pessoal e crédito automóvel em Portugal. A prestação mensal resulta da taxa de juro mensal, a TAN dividida por 1200, aplicada ao capital em dívida, distribuída de forma constante ao longo de todas as prestações do prazo escolhido.

Quando se acrescentam meses ao prazo, o número de prestações aumenta, e cada prestação individual desce, porque a mesma dívida passa a ser paga em mais parcelas. O que muda por completo é o total de juros: como o saldo devedor demora mais tempo a ser amortizado, o banco recebe juros sobre esse capital durante mais meses. A taxa de juro não muda, mas o tempo em que ela é aplicada aumenta, e é aí que nasce o custo extra.

Alargar o prazo em Portugal: o que muda na prática

O Banco de Portugal define, através das suas recomendações macroprudenciais, limites de prazo para o crédito habitação em função da idade do mutuário mais jovem, e revê periodicamente esses limites. Um pedido de alargamento de prazo depende sempre da aprovação da instituição de crédito, que reavalia a situação financeira do cliente antes de aceitar alterar as condições do contrato.

É importante perceber que alargar o prazo não altera a taxa de juro contratada. O spread e o indexante mantêm-se; o que se altera é apenas o número de prestações. Por isso, esta ferramenta é útil sobretudo para comparar cenários: quanto desce a prestação por cada mês extra e quanto sobe, em contrapartida, o total de juros pago até ao fim do crédito.

Vale ainda distinguir o alargamento de prazo de um período de carência de capital. Na carência, paga-se apenas juros durante alguns meses, sem amortizar capital, e o prazo total pode manter-se inalterado. No alargamento, o prazo total do contrato aumenta de facto, e a dívida passa a ser reembolsada ao longo de mais tempo.

Erros comuns ao pedir mais meses de prazo

O erro mais frequente é olhar apenas para a redução da prestação mensal sem quantificar o custo total em juros. Uma redução que parece pequena na prestação pode traduzir-se num acréscimo substancial de juros ao longo de vários anos, sobretudo quando o prazo restante já é longo e o capital em dívida ainda é elevado.

Outro erro é assumir que o alargamento de prazo é gratuito. Muitas instituições cobram uma comissão pela renegociação das condições contratuais, e o cliente deve pedir ao banco o valor exacto antes de decidir. Esta calculadora não inclui esse tipo de comissão: mostra apenas o efeito puro do alargamento sobre a prestação e os juros, que deve depois ser somado a quaisquer custos administrativos cobrados pela instituição.

É também comum esquecer que um prazo mais longo pode ficar limitado pela idade do mutuário mais jovem no contrato. Antes de negociar o alargamento, convém confirmar junto do banco se o novo prazo total ainda respeita os limites aplicáveis à situação concreta do agregado familiar.

Quando consultar um profissional

Decidir entre manter a prestação actual ou pedir um alargamento de prazo depende de factores que esta calculadora não substitui: a estabilidade do rendimento, a existência de outros créditos em curso, e a margem de poupança disponível para eventuais amortizações antecipadas futuras. Um intermediário de crédito registado no Banco de Portugal pode ajudar a avaliar se o alargamento é a melhor resposta à dificuldade financeira concreta, ou se existem alternativas mais vantajosas, como a renegociação da taxa ou uma amortização parcial pontual.

Antes de assinar qualquer alteração ao contrato, vale a pena pedir ao banco um mapa de amortização actualizado com o novo prazo, para confirmar que os números coincidem com os desta simulação.

O BPstat, o portal de estatísticas do Banco de Portugal, disponibiliza séries históricas das taxas de juro implícitas no crédito à habitação e ao consumo em Portugal, que permitem enquadrar a taxa aplicada ao contrato face à evolução do mercado antes de decidir sobre um alargamento de prazo.

Perguntas frequentes

Alargar o prazo do crédito reduz a taxa de juro?

Não. Alargar o prazo distribui a mesma dívida por mais prestações, mas a taxa de juro contratada, o spread e o indexante mantêm-se exactamente iguais. O que desce é o valor de cada prestação; o que sobe é o número de meses em que se pagam juros sobre o capital em dívida.

Quanto custa em juros pedir mais alguns meses de prazo ao crédito?

Depende do capital em dívida, da taxa aplicada e de quantos meses restam do contrato antes do alargamento. Quanto maior o capital em dívida e quanto mais cedo no contrato se pede o alargamento, maior tende a ser o acréscimo de juros. Introduz os valores concretos nesta calculadora para obter o custo extra estimado.

Alargar o prazo é o mesmo que pedir um período de carência de capital?

Não. Na carência de capital, paga-se apenas juros durante alguns meses e o prazo total do contrato pode manter-se inalterado. No alargamento de prazo, o número total de prestações aumenta de facto, e a dívida passa a ser reembolsada ao longo de mais tempo.

Posso pedir ao banco para alargar o prazo do meu crédito habitação a qualquer momento?

É possível pedir, mas a decisão final é sempre da instituição de crédito, que reavalia a situação financeira do cliente antes de aceitar alterar as condições do contrato. Alguns contratos têm limites de prazo associados à idade do mutuário mais jovem, que a instituição confirma antes de aprovar o pedido.

Vale a pena alargar o prazo só para reduzir a prestação mensal?

Depende do motivo. Se a prioridade for aliviar o orçamento mensal num período de dificuldade financeira, o alargamento pode fazer sentido, mesmo com o custo extra em juros. Se o objectivo for apenas pagar menos ao longo da vida do crédito, normalmente compensa mais manter o prazo actual ou fazer amortizações antecipadas parciais.

Quando devo consultar um profissional antes de alargar o prazo do crédito?

Sempre que a decisão envolva alterar de forma permanente as condições do contrato, vale a pena consultar um intermediário de crédito registado no Banco de Portugal. Ele pode comparar o alargamento de prazo com outras alternativas, como a renegociação da taxa ou uma amortização parcial, e ajudar a perceber qual delas responde melhor a cada situação concreta.

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Pelo RivoCalc · Revisto segundo a metodologia editorial · Actualizado em 19 de agosto de 2026

Esta calculadora fornece uma estimativa para fins informativos e não constitui aconselhamento financeiro. Os valores reais dependem das condições de cada instituição e da sua situação específica. Para decisões financeiras, consulte um profissional qualificado ou a sua instituição.