Calculadora de Custo de um Mês Extra no Prazo do Crédito
Calcula quanto desce a prestação mensal e quanto sobem os juros totais ao alargar o prazo do crédito em meses extra.
Alargar o prazo de um crédito reduz a prestação mensal, mas não reduz a taxa de juro aplicada: a mesma dívida fica distribuída por mais tempo, o que aumenta o total de juros pagos ao longo do contrato. Quanto mais meses se acrescentam ao prazo restante e quanto maior for o capital ainda em dívida, maior tende a ser essa diferença entre a poupança mensal ganha e o custo total que se paga a mais em juros.
Esta calculadora quantifica esse compromisso para o crédito habitação, o crédito pessoal ou o crédito automóvel: indica o capital em dívida, a taxa e o prazo actual, escolhe quantos meses extra simular, e mostra de imediato quanto desce a prestação mensal e quanto sobe o custo total em juros até ao fim do contrato.
O resultado actualiza automaticamente.
Montante ainda por pagar no crédito, no momento actual
Soma da taxa de referência (Euribor) com o spread contratado
Anos que faltam para liquidar o crédito, ao ritmo actual
Quantos meses queres somar ao prazo restante
Custo extra em juros
Juros adicionais pagos ao longo de todo o contrato por causa dos meses extra
Poupança mensal na prestação
Redução da prestação mensal com o prazo alargado
- Prestação mensal
- 686,19 €
- 670,86 €
- Total de juros
- 75 856 €
- 79 309 €
- Prazo total
- 25 anos
- 26a 0m
Como funciona
Fórmula
Fontes:
- Banco de Portugal — Portal do Cliente Bancário: crédito à habitação e simulação de prestações
- Sistema francês de amortização (tabela Price): método de prestação constante, padrão nos contratos de crédito em Portugal
Como funciona o cálculo
Custo de um Mês Extra no Prazo: o Que Está Realmente em Jogo
Pedir ao banco para alargar o prazo do crédito é uma das formas mais comuns de aliviar o orçamento familiar quando a prestação mensal aperta. Mas o alargamento de prazo não é uma solução sem custo: distribui a mesma dívida por mais tempo, o que reduz a prestação mas aumenta o total de juros pagos até ao fim do contrato. Esta calculadora isola exactamente esse efeito, mostrando o que se ganha em prestação mensal e o que se paga a mais em juros por cada mês extra acrescentado.
Como a fórmula distribui o capital e os juros
O cálculo assenta no sistema francês de amortização, também chamado tabela Price, que é o método padrão nos contratos de crédito habitação, crédito pessoal e crédito automóvel em Portugal. A prestação mensal resulta da taxa de juro mensal, a TAN dividida por 1200, aplicada ao capital em dívida, distribuída de forma constante ao longo de todas as prestações do prazo escolhido.
Quando se acrescentam meses ao prazo, o número de prestações aumenta, e cada prestação individual desce, porque a mesma dívida passa a ser paga em mais parcelas. O que muda por completo é o total de juros: como o saldo devedor demora mais tempo a ser amortizado, o banco recebe juros sobre esse capital durante mais meses. A taxa de juro não muda, mas o tempo em que ela é aplicada aumenta, e é aí que nasce o custo extra.
Alargar o prazo em Portugal: o que muda na prática
O Banco de Portugal define, através das suas recomendações macroprudenciais, limites de prazo para o crédito habitação em função da idade do mutuário mais jovem, e revê periodicamente esses limites. Um pedido de alargamento de prazo depende sempre da aprovação da instituição de crédito, que reavalia a situação financeira do cliente antes de aceitar alterar as condições do contrato.
É importante perceber que alargar o prazo não altera a taxa de juro contratada. O spread e o indexante mantêm-se; o que se altera é apenas o número de prestações. Por isso, esta ferramenta é útil sobretudo para comparar cenários: quanto desce a prestação por cada mês extra e quanto sobe, em contrapartida, o total de juros pago até ao fim do crédito.
Vale ainda distinguir o alargamento de prazo de um período de carência de capital. Na carência, paga-se apenas juros durante alguns meses, sem amortizar capital, e o prazo total pode manter-se inalterado. No alargamento, o prazo total do contrato aumenta de facto, e a dívida passa a ser reembolsada ao longo de mais tempo.
Erros comuns ao pedir mais meses de prazo
O erro mais frequente é olhar apenas para a redução da prestação mensal sem quantificar o custo total em juros. Uma redução que parece pequena na prestação pode traduzir-se num acréscimo substancial de juros ao longo de vários anos, sobretudo quando o prazo restante já é longo e o capital em dívida ainda é elevado.
Outro erro é assumir que o alargamento de prazo é gratuito. Muitas instituições cobram uma comissão pela renegociação das condições contratuais, e o cliente deve pedir ao banco o valor exacto antes de decidir. Esta calculadora não inclui esse tipo de comissão: mostra apenas o efeito puro do alargamento sobre a prestação e os juros, que deve depois ser somado a quaisquer custos administrativos cobrados pela instituição.
É também comum esquecer que um prazo mais longo pode ficar limitado pela idade do mutuário mais jovem no contrato. Antes de negociar o alargamento, convém confirmar junto do banco se o novo prazo total ainda respeita os limites aplicáveis à situação concreta do agregado familiar.
Quando consultar um profissional
Decidir entre manter a prestação actual ou pedir um alargamento de prazo depende de factores que esta calculadora não substitui: a estabilidade do rendimento, a existência de outros créditos em curso, e a margem de poupança disponível para eventuais amortizações antecipadas futuras. Um intermediário de crédito registado no Banco de Portugal pode ajudar a avaliar se o alargamento é a melhor resposta à dificuldade financeira concreta, ou se existem alternativas mais vantajosas, como a renegociação da taxa ou uma amortização parcial pontual.
Antes de assinar qualquer alteração ao contrato, vale a pena pedir ao banco um mapa de amortização actualizado com o novo prazo, para confirmar que os números coincidem com os desta simulação.
O BPstat, o portal de estatísticas do Banco de Portugal, disponibiliza séries históricas das taxas de juro implícitas no crédito à habitação e ao consumo em Portugal, que permitem enquadrar a taxa aplicada ao contrato face à evolução do mercado antes de decidir sobre um alargamento de prazo.
Perguntas frequentes
Alargar o prazo do crédito reduz a taxa de juro?
Não. Alargar o prazo distribui a mesma dívida por mais prestações, mas a taxa de juro contratada, o spread e o indexante mantêm-se exactamente iguais. O que desce é o valor de cada prestação; o que sobe é o número de meses em que se pagam juros sobre o capital em dívida.
Quanto custa em juros pedir mais alguns meses de prazo ao crédito?
Depende do capital em dívida, da taxa aplicada e de quantos meses restam do contrato antes do alargamento. Quanto maior o capital em dívida e quanto mais cedo no contrato se pede o alargamento, maior tende a ser o acréscimo de juros. Introduz os valores concretos nesta calculadora para obter o custo extra estimado.
Alargar o prazo é o mesmo que pedir um período de carência de capital?
Não. Na carência de capital, paga-se apenas juros durante alguns meses e o prazo total do contrato pode manter-se inalterado. No alargamento de prazo, o número total de prestações aumenta de facto, e a dívida passa a ser reembolsada ao longo de mais tempo.
Posso pedir ao banco para alargar o prazo do meu crédito habitação a qualquer momento?
É possível pedir, mas a decisão final é sempre da instituição de crédito, que reavalia a situação financeira do cliente antes de aceitar alterar as condições do contrato. Alguns contratos têm limites de prazo associados à idade do mutuário mais jovem, que a instituição confirma antes de aprovar o pedido.
Vale a pena alargar o prazo só para reduzir a prestação mensal?
Depende do motivo. Se a prioridade for aliviar o orçamento mensal num período de dificuldade financeira, o alargamento pode fazer sentido, mesmo com o custo extra em juros. Se o objectivo for apenas pagar menos ao longo da vida do crédito, normalmente compensa mais manter o prazo actual ou fazer amortizações antecipadas parciais.
Quando devo consultar um profissional antes de alargar o prazo do crédito?
Sempre que a decisão envolva alterar de forma permanente as condições do contrato, vale a pena consultar um intermediário de crédito registado no Banco de Portugal. Ele pode comparar o alargamento de prazo com outras alternativas, como a renegociação da taxa ou uma amortização parcial, e ajudar a perceber qual delas responde melhor a cada situação concreta.
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Pelo RivoCalc · Revisto segundo a metodologia editorial · Actualizado em 19 de agosto de 2026
Esta calculadora fornece uma estimativa para fins informativos e não constitui aconselhamento financeiro. Os valores reais dependem das condições de cada instituição e da sua situação específica. Para decisões financeiras, consulte um profissional qualificado ou a sua instituição.
