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Calculadora de Prazo de Crédito pela Prestação

Calcula em quantos meses um empréstimo fica pago, dada a prestação mensal que o orçamento permite. Funciona para habitação, pessoal e automóvel.

O resultado actualiza automaticamente.

Montante total do crédito a contrair

Valor que o orçamento familiar permite pagar por mês

Taxa de juro do contrato, sem incluir comissões ou seguros

Prazo estimado

371 meses

30 anos e 11 meses

Total a pagar
278 250 €
Total de juros
128 250 €
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Como funciona

1

Inserir o valor total do empréstimo no campo Capital.

2

Indicar a prestação mensal que o orçamento permite pagar.

3

Introduzir a Taxa Anual Nominal (TAN) do contrato.

Fórmula

n = ln(P / (P − C × r)) / ln(1 + r) onde r = TAN / 1200
nNúmero de prestações mensais (prazo em meses)
PPrestação mensal
CCapital do empréstimo
rTaxa mensal = TAN / 1200
TANTaxa Anual Nominal, em percentagem

Como funciona o cálculo

Como se calcula o prazo de um crédito a partir da prestação

A maior parte dos simuladores de crédito resolve o problema na direção habitual: o utilizador indica o montante e o prazo, e obtém a prestação mensal. Esta calculadora inverte o problema, que na prática é igualmente comum: o orçamento familiar suporta uma determinada prestação mensal, e o que importa saber é em quantos meses o empréstimo fica liquidado.

O modelo de referência em Portugal para crédito à habitação, crédito pessoal e crédito automóvel é a tabela Price, também chamada sistema francês de amortização. Neste sistema, a prestação mensal é constante ao longo de toda a vida do contrato, mas a sua composição interna muda a cada mês: no início, a maior parte do pagamento corresponde a juros; no final, é quase toda amortização de capital.

A fórmula do prazo

A partir da fórmula da anuidade do sistema Price, resolve-se o número de períodos n em função do capital C, da prestação P e da taxa mensal r:

n = ln(P / (P − C × r)) / ln(1 + r)

onde r = TAN / 1200 (a TAN em percentagem dividida por 1200 converte para taxa mensal decimal).

Esta expressão deriva diretamente da fórmula de valor presente de uma anuidade. O argumento do logaritmo natural, P / (P − C × r), é sempre maior do que 1 quando a prestação excede os juros do primeiro mês, o que garante um resultado positivo. Quando a taxa de juro é zero, a fórmula simplifica-se para n = C / P: o capital divide-se pela prestação sem qualquer factor de desconto.

A condição de existência é rigorosa: a prestação mensal tem de ser estritamente superior a C × r, que é o juro produzido no primeiro mês. Se a prestação for igual ou inferior a esse valor, os juros superam ou igualam o pagamento, o capital em dívida não diminui, e o prazo torna-se matematicamente infinito. Quanto mais a prestação se aproxima desse limiar, mais o prazo cresce de forma acelerada.

Prazos típicos em Portugal

Em Portugal, os prazos variam significativamente por tipo de crédito. No crédito à habitação, o prazo máximo aplicável a novos contratos é de 40 anos para mutuários com menos de 30 anos, reduzindo-se progressivamente com a idade do titular (37 anos até aos 35 anos, 35 anos acima dessa faixa). O Banco de Portugal tem publicado orientações no sentido de convergência para prazos médios mais curtos, de forma a reduzir o peso dos juros no custo total do crédito.

No crédito pessoal, o prazo raramente ultrapassa 7 anos (84 meses), sendo 2 a 5 anos o intervalo mais comum. No crédito automóvel, os contratos situam-se tipicamente entre 3 e 7 anos (36 a 84 meses), embora alguns financiamentos alargados cheguem a 10 anos.

O prazo tem um efeito duplo no custo total: um prazo mais longo reduz a prestação mensal, mas aumenta os juros pagos ao longo do contrato. Quanto maior o prazo, maior a proporção dos juros no total pago, e menor a amortização de capital que cada prestação realiza nos primeiros anos.

Diferença entre TAN e TAEG

Um erro frequente ao usar simuladores de crédito é confundir TAN com TAEG. A TAN (Taxa Anual Nominal) é a taxa de juro pura do empréstimo, que entra diretamente na fórmula do prazo. A TAEG (Taxa Anual Efetiva Global) inclui, para além dos juros, todas as comissões, seguros obrigatórios e outros encargos associados ao crédito, sendo sempre superior à TAN.

Para calcular o prazo pelo sistema Price, usa-se sempre a TAN, que consta no contrato e na Ficha de Informação Normalizada Europeia (FINE) para crédito à habitação, ou na Ficha de Informação Normalizada (FIN) para crédito ao consumo. A TAEG serve para comparar propostas de diferentes instituições em termos de custo total, mas não entra na fórmula da prestação.

Taxa de esforço e solvabilidade

O prazo calculado pela fórmula é uma estimativa matemática pura. Na prática, a concessão de crédito está condicionada à avaliação de solvabilidade efetuada pela instituição de crédito, que inclui o cálculo da taxa de esforço, expressa pela relação entre o total das responsabilidades de crédito mensais e o rendimento líquido do agregado familiar. O Banco de Portugal emite recomendações sobre os limites desta taxa que as instituições devem respeitar na análise de novos créditos.

Uma prestação tecnicamente possível pela fórmula pode não ser aprovada se a taxa de esforço resultante ultrapassar os limites definidos pelas políticas da instituição ou pelas orientações do supervisor.

Quando consultar um profissional

Esta calculadora fornece uma estimativa baseada em taxa constante e no sistema Price. Para créditos de taxa variável indexada à Euribor, a prestação contratual ajusta-se periodicamente com as variações do indexante, pelo que o prazo efetivo depende da evolução futura das taxas. Em cenários de renegociação, consolidação de créditos ou comparação de propostas, é aconselhável recorrer a um intermediário de crédito autorizado, que pode analisar a oferta de várias instituições e apresentar a solução mais adequada à situação financeira concreta.

O Banco de Portugal, enquanto supervisor das instituições de crédito em Portugal, disponibiliza no Portal do Cliente Bancário informação sobre os direitos dos consumidores de serviços financeiros, incluindo o direito à informação pré-contratual normalizada e o direito ao reembolso antecipado. O BPstat, o portal de estatísticas do Banco de Portugal, publica as séries das taxas de juro implícitas no crédito à habitação e ao consumo.

Perguntas frequentes

O que acontece se a prestação que indico for muito baixa?

Se a prestação mensal for igual ou inferior ao juro produzido no primeiro mês (capital × taxa mensal), o empréstimo nunca fica pago: os juros igualam ou superam o pagamento e o saldo em dívida não diminui. A calculadora assinala este caso com uma mensagem de erro. Para que exista prazo finito, a prestação tem de ser estritamente superior a esse limiar.

Qual é o prazo máximo de crédito à habitação em Portugal?

Para contratos celebrados a partir das recomendações do Banco de Portugal, o prazo máximo aplicável é de 40 anos para titulares com menos de 30 anos, 37 anos para titulares entre 30 e 35 anos, e 35 anos para titulares com mais de 35 anos. O Banco de Portugal tem recomendado a convergência para prazos médios mais curtos de forma a reduzir o custo total do crédito.

Posso usar esta calculadora para crédito pessoal ou automóvel?

Sim. A fórmula aplica-se a qualquer crédito amortizável pelo sistema Price, seja habitação, pessoal ou automóvel. O que muda são a taxa de juro (TAN) e os prazos típicos de cada categoria: até 7 anos para crédito pessoal e 3 a 7 anos para automóvel. Basta introduzir o capital, a prestação e a TAN correspondentes ao tipo de crédito em questão.

Qual é a diferença entre TAN e TAEG e qual devo usar nesta calculadora?

A TAN (Taxa Anual Nominal) é a taxa de juro pura do empréstimo, que entra diretamente na fórmula do prazo. A TAEG (Taxa Anual Efetiva Global) inclui juros, comissões, seguros e outros encargos, sendo sempre superior à TAN. Para calcular o prazo pelo sistema Price, usa-se sempre a TAN, que consta no contrato e na Ficha de Informação Normalizada.

O prazo calculado muda se a prestação aumentar um pouco?

Sim, e o efeito é assimétrico: quando a prestação está próxima do limiar mínimo, um pequeno aumento tem um impacto muito grande no prazo. À medida que a prestação cresce e se afasta do limiar, o efeito de cada incremento vai diminuindo. Na prática, aumentar a prestação nos primeiros anos de um contrato longo encurta o prazo de forma muito mais expressiva do que o mesmo aumento nos anos finais.

Quando devo consultar um profissional para decidir o prazo do crédito?

Sempre que a decisão de crédito tenha peso significativo no orçamento familiar. Um intermediário de crédito autorizado pelo Banco de Portugal pode comparar propostas de diferentes instituições, avaliar o impacto de diferentes prazos na taxa de esforço e recomendar a solução mais adequada. O Banco de Portugal mantém um registo público de intermediários de crédito certificados, disponível no Portal do Cliente Bancário.

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Esta calculadora fornece uma estimativa para fins informativos e não constitui aconselhamento financeiro. Os valores reais dependem das condições de cada instituição e da situação financeira específica do requerente. Para decisões financeiras relevantes, consulte um intermediário de crédito autorizado ou a sua instituição de crédito.