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Calculadora de Rendimento Líquido de Certificados do Tesouro

Simula o rendimento líquido dos Certificados do Tesouro, com a taxa anual crescente e a retenção de IRS já aplicadas.

Nos Certificados do Tesouro, o juro de cada ano não é fixo do início ao fim do prazo: a taxa bruta sobe progressivamente, ano após ano, seguindo uma tabela fixada no momento em que a série em curso foi lançada. Isto significa que o juro pago no último ano do prazo é sempre mais elevado do que o do primeiro, e o total recebido ao longo do tempo depende directamente de quantos anos o dinheiro ficar aplicado.

Esta dúvida surge sempre que alguém procura um destino seguro para uma poupança, com a garantia do Estado português por trás, e quer perceber quanto vai efectivamente receber todos os anos, já descontado o imposto que incide sobre os juros de capitais. Também aparece quando há necessidade de comparar com outro produto de poupança: os juros dos Certificados do Tesouro são pagos anualmente, sem se somarem ao capital que continua a gerar juros no ano seguinte, ao contrário do que acontece num depósito ou num certificado com capitalização anual.

A calculadora pede o montante a investir, a taxa bruta fixada para o primeiro ano e para o último ano do prazo completo, o prazo total em anos e, de forma opcional, um prazo de resgate antecipado mais curto. Devolve o juro bruto acumulado, a retenção de IRS aplicada e o valor líquido total que fica disponível, ano após ano, até ao fim do prazo escolhido.

O princípio mantém-se válido para qualquer série, desde que os valores de taxa inicial e taxa final introduzidos reflictam os publicados pelo IGCP no momento da subscrição, porque mudam sempre que uma nova série é lançada.

O resultado actualiza automaticamente.

O capital que vais entregar ao subscrever os Certificados do Tesouro.

Taxa fixada para o primeiro ano da série em vigor, publicada pelo IGCP.

Taxa fixada para o último ano do prazo completo, normalmente mais alta do que a do primeiro ano.

Duração total da série até à amortização final.

Taxa liberatória aplicada aos juros de capitais em Portugal.

Preenche se quiseres simular um resgate antes do fim do prazo.

Valor líquido total recebido

6026,00 €

Após 10 ano(s), capital devolvido mais os juros líquidos já recebidos

Juros brutos acumulados
1425,00 €
Retenção de IRS
399,00 €
Taxa média anual bruta do período
2,85%

As taxas de cada série mudam com regularidade; confirma sempre a ficha técnica em vigor no IGCP antes de decidir.

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Como funciona

1

Indica o montante que pretendes investir nos Certificados do Tesouro.

2

Introduz a taxa bruta fixada para o primeiro ano da série em vigor, publicada pelo IGCP.

3

Introduz a taxa bruta fixada para o último ano do prazo completo.

Fórmula

TaxaAno(n) = TaxaAnoInicial + (TaxaAnoFinal - TaxaAnoInicial) × (n - 1) / (PrazoAnos - 1) ; JurosBrutos = soma de Capital × TaxaAno(n) / 100, para cada ano n ; JurosLíquidos = JurosBrutos × (1 - TaxaIRS)
TaxaAnoInicial — taxa bruta fixada para o primeiro ano do prazo, publicada pelo IGCP no lançamento da série
TaxaAnoFinal — taxa bruta fixada para o último ano do prazo completo
TaxaAno(n) — taxa bruta aplicável ao ano n, interpolada entre a taxa inicial e a taxa final da série; num prazo de um único ano, aplica-se apenas a taxa inicial
JurosBrutos — soma dos juros de cada ano, calculados sempre sobre o capital original, sem capitalização
TaxaIRS — taxa de retenção na fonte a título liberatório sobre rendimentos de capitais
JurosLíquidos — juros já descontados da retenção de IRS

Como funciona o cálculo

Como Funciona o Rendimento dos Certificados do Tesouro

Os Certificados do Tesouro são um produto de dívida pública emitido pelo Estado português através do IGCP, a Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública. Qualquer particular com número de contribuinte português pode subscrever, com o dinheiro entregue a financiar directamente o Tesouro. Ao contrário de um depósito bancário comum, o retorno não vem de uma taxa fixa do início ao fim do prazo, mas de uma tabela de taxas crescentes, fixada no momento em que cada série é lançada.

A mecânica da taxa: crescente e sem capitalização

Cada série de Certificados do Tesouro fixa, à partida, a taxa bruta anual aplicável a cada ano do prazo completo. A taxa do primeiro ano é a mais baixa, e sobe a cada aniversário da subscrição, até atingir o valor mais alto no último ano do prazo. Quem subscreve sabe, desde o primeiro dia, qual é a taxa que vai receber em cada um dos anos seguintes, porque a tabela completa é publicada antes da subscrição.

Esta mecânica tem uma diferença importante face a um depósito a prazo com juro capitalizado ou a outros certificados de aforro do Estado: os juros de cada ano não se somam ao capital para gerarem juros sobre juros no ano seguinte. Em vez disso, o juro de cada ano é calculado sempre sobre o capital inicial investido e creditado directamente na conta associada, já líquido de imposto, sem ficar retido no produto. Por isso, o cálculo do rendimento é uma soma de parcelas anuais, e não uma progressão composta.

Aplicação prática em Portugal: prazo, resgate e retenção na fonte

O prazo destes certificados costuma rondar a década, dependendo da série em comercialização, com possibilidade de resgate antecipado a partir de um período inicial mínimo. Resgatar antes do fim do prazo significa deixar de receber os juros dos anos que ainda faltavam, calculados à taxa fixada para cada um desses anos futuros; os juros já pagos em anos anteriores ficam garantidos, porque foram liquidados individualmente, ano a ano.

Como qualquer rendimento de capitais em Portugal, os juros dos Certificados do Tesouro ficam sujeitos a retenção na fonte a título liberatório, entregue directamente pelo IGCP, sem que o titular tenha normalmente de fazer mais nada na declaração anual de IRS. Quem prefere englobar este rendimento com os restantes rendimentos do agregado familiar também pode optar por essa via, mas a esmagadora maioria dos aforradores fica bem servida com a retenção automática.

Erros comuns ao simular o rendimento

O erro mais frequente é assumir que a taxa do primeiro ano, a única que normalmente aparece destacada na publicidade de uma nova série, se aplica ao prazo inteiro. Como a tabela sobe de ano para ano, o rendimento médio ao longo de todo o prazo é sempre mais elevado do que a taxa inicial isolada sugere, mas só para quem mantiver o dinheiro investido até ao fim.

Outro erro comum é confundir esta mecânica com a de um certificado de aforro com prémio de permanência, que capitaliza os juros e penaliza com mais força um resgate a meio do caminho. Os dois produtos do Tesouro português partilham a garantia do Estado e a retenção na fonte, mas a forma como os juros são calculados e pagos é diferente, e vale a pena ler a ficha técnica da série concreta antes de subscrever.

Por fim, muita gente esquece que a tabela de taxas muda de série para série. A taxa inicial e a taxa final de uma série lançada este ano não são necessariamente as mesmas de uma série lançada no ano seguinte, porque o IGCP ajusta as condições à evolução do mercado de dívida pública.

Quando vale a pena consultar um profissional

Para uma reserva de poupança de médio prazo, esta calculadora costuma bastar para comparar cenários de prazo e decidir se vale a pena esperar por mais um ano antes de resgatar. Pensa-se, por exemplo, num pequeno aforrador em Braga que hesita entre resgatar já ou esperar pelo aniversário seguinte, altura em que a taxa aplicável sobe de novo.

Em decisões maiores, como aplicar uma poupança de reforma inteira, repartir capital entre vários produtos de dívida pública e outros instrumentos financeiros, ou perceber o impacto fiscal de vários resgates em anos fiscais diferentes, vale a pena falar com um consultor financeiro certificado ou directamente com os serviços do IGCP, que esclarecem as condições concretas em vigor no momento da subscrição.

O Banco de Portugal, através do portal de estatísticas BPstat, publica as séries oficiais de taxas de juro do mercado de crédito e de depósito bancário em Portugal, uma referência útil para comparar o rendimento dos Certificados do Tesouro com o de outros produtos de poupança disponíveis no mercado português.

Perguntas frequentes

Quanto rendem os Certificados do Tesouro ao longo do prazo?

O rendimento soma uma taxa bruta anual que sobe a cada aniversário da subscrição, fixada por série no momento do lançamento. Como o juro de cada ano é pago sobre o capital original e não capitaliza, o total acumulado ao longo do prazo depende de quantos anos completos o dinheiro ficar aplicado. A simulação acima, com a taxa inicial, a taxa final e o prazo pretendido, mostra o valor líquido esperado, já com a retenção de IRS incluída.

Porque é que a taxa dos Certificados do Tesouro sobe todos os anos?

A tabela de taxas crescente recompensa quem mantém o dinheiro investido durante mais tempo, à semelhança de outros produtos de poupança do Estado português. A taxa mais baixa aplica-se ao primeiro ano e a mais alta ao último ano do prazo completo, com os anos intermédios a subirem progressivamente entre os dois valores. Cada série fixa a sua própria tabela no momento do lançamento, publicada pelo IGCP antes da subscrição.

Posso resgatar os Certificados do Tesouro antes do prazo?

Sim, de forma total, a partir de um período inicial mínimo definido em cada série. Os juros já pagos em anos anteriores ficam garantidos, porque foram liquidados individualmente, ano a ano, na conta associada. O que se perde ao resgatar antecipadamente é o juro dos anos que ainda faltavam até ao fim do prazo, calculado à taxa que estava fixada para cada um desses anos futuros.

Os Certificados do Tesouro pagam IRS?

Sim. Os juros são rendimentos de capitais e ficam sujeitos a retenção na fonte a título liberatório, entregue automaticamente pelo IGCP; o titular recebe já o valor líquido desse imposto, sem ter normalmente de fazer mais nada na declaração anual. A calculadora acima aplica essa retenção aos juros brutos simulados para mostrar o valor líquido final.

Certificados do Tesouro ou Certificados de Aforro, qual a diferença?

Os Certificados do Tesouro pagam uma tabela de taxas fixas e crescentes por ano, sem capitalização, com o juro de cada ano creditado directamente na conta associada. Os Certificados de Aforro, pelo contrário, combinam uma taxa base indexada à Euribor com um prémio de permanência que capitaliza ano a ano. Ambos têm a garantia do Estado português e a mesma retenção de IRS, mas a mecânica de cálculo do rendimento é diferente, e vale a pena comparar os dois cenários com o mesmo capital e o mesmo prazo antes de decidir.

Quando devo falar com um profissional antes de investir em Certificados do Tesouro?

Para uma poupança de médio prazo, a simulação costuma ser suficiente para decidir entre prazos e perceber o impacto de um eventual resgate antecipado. Em decisões maiores, como aplicar uma poupança de reforma inteira, repartir capital entre vários produtos de dívida pública e outros instrumentos financeiros, ou perceber o impacto fiscal de resgates em anos fiscais diferentes, vale a pena falar com um consultor financeiro certificado ou directamente com os serviços do IGCP antes de decidir.

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Pelo RivoCalc · Revisto segundo a metodologia editorial · Actualizado em 24 de outubro de 2026

Esta calculadora fornece uma estimativa para fins informativos e não constitui aconselhamento financeiro. As taxas reais dos Certificados do Tesouro variam de série para série e dependem das condições em vigor no IGCP à data da subscrição. Para decisões financeiras, consulte um profissional qualificado ou os serviços oficiais do IGCP.