Calculadora de Tabela Amortização de Crédito
Gera a tabela completa de amortização do crédito imobiliário mês a mês, com a decomposição juro/capital em cada parcela e o saldo devedor.
A tabela de amortização detalha, mês a mês, a decomposição de cada parcela em juro e capital. No sistema francês, utilizado nos contratos de crédito imobiliário no Brasil, a parcela mensal é sempre constante, mas a proporção de juros diminui progressivamente à medida que o saldo devedor é reduzido.
O resultado é atualizado automaticamente.
Valor do empréstimo ainda não quitado ao banco
Número de anos que faltam para encerrar o contrato
Taxa de referência Euribor da indexante contratual
Margem aplicada pelo banco sobre o Euribor
Prestação mensal estimada
Valor calculado pelo sistema de amortização francês (tabela Price), com prestação constante
- Taxa Anual Nominal (TAN)
- 4,40 %
- Total de juros pagos
- R$ 120.411
- Total pago ao longo do contrato
- R$ 270.411
Tabela de amortização mensal
| Mês | Prestação | Juros | Amortização | Saldo devedor |
|---|---|---|---|---|
| 1 | R$ 751,14 | R$ 550,00 | R$ 201,14 | R$ 149.798,86 |
| 2 | R$ 751,14 | R$ 549,26 | R$ 201,88 | R$ 149.596,98 |
| 3 | R$ 751,14 | R$ 548,52 | R$ 202,62 | R$ 149.394,36 |
| 4 | R$ 751,14 | R$ 547,78 | R$ 203,36 | R$ 149.191,00 |
| 5 | R$ 751,14 | R$ 547,03 | R$ 204,11 | R$ 148.986,89 |
| 6 | R$ 751,14 | R$ 546,29 | R$ 204,86 | R$ 148.782,03 |
| 7 | R$ 751,14 | R$ 545,53 | R$ 205,61 | R$ 148.576,43 |
| 8 | R$ 751,14 | R$ 544,78 | R$ 206,36 | R$ 148.370,07 |
| 9 | R$ 751,14 | R$ 544,02 | R$ 207,12 | R$ 148.162,95 |
| 10 | R$ 751,14 | R$ 543,26 | R$ 207,88 | R$ 147.955,07 |
| 11 | R$ 751,14 | R$ 542,50 | R$ 208,64 | R$ 147.746,43 |
| 12 | R$ 751,14 | R$ 541,74 | R$ 209,40 | R$ 147.537,03 |
Como funciona
Fórmula
Como funciona o cálculo
Tabela de Amortização: Como Funciona o Crédito Imobiliário no Brasil
Quando uma instituição de crédito concede um financiamento imobiliário no Brasil, a forma de reembolso mais utilizada é o sistema francês de amortização, também conhecido como tabela Price. Neste sistema, a parcela mensal permanece constante ao longo de toda a vigência do contrato — o valor pago todos os meses é o mesmo, do primeiro ao último. O que muda é a composição interna de cada parcela: a proporção destinada ao pagamento de juros vai diminuindo progressivamente, enquanto a parte de capital vai aumentando.
A lógica por trás da parcela constante
No início de um contrato, o capital devedor é elevado. Os juros de cada parcela são calculados sobre esse saldo, pelo que representam uma fatia grande do valor pago. Com o passar dos meses, cada amortização de capital vai reduzindo o saldo devedor. Como os juros são sempre calculados sobre o saldo remanescente, o montante de juros diminui gradualmente. Para que a parcela total permaneça constante, a componente de capital tem de aumentar na mesma proporção.
Este mecanismo tem uma consequência importante: nos primeiros anos de um crédito a longo prazo, a esmagadora maioria de cada parcela corresponde a juros. O capital amortizado é relativamente reduzido. Só a partir de meados do contrato é que a componente de capital começa a ganhar peso significativo. Este efeito é tanto mais pronunciado quanto mais longo for o prazo e mais elevada for a taxa de juro.
Como ler a tabela de amortização
A tabela de amortização apresenta, para cada mês do contrato, quatro valores fundamentais.
A parcela é o montante total pago nesse mês, idêntico em todos os meses no sistema francês.
O juro é a parte da parcela destinada a remunerar a instituição pelo capital que ainda está devendo. É calculado multiplicando o saldo do mês anterior pela taxa mensal, que resulta de dividir a taxa anual nominal por 1200.
O capital é a parte da parcela que vai diretamente reduzir o saldo devedor. Obtém-se subtraindo o juro da parcela total.
O saldo devedor é o montante que ainda resta por pagar após aquela parcela. Diminui mês a mês, atingindo zero no fim do prazo.
A taxa mensal e a taxa anual
A taxa anual nominal é a taxa de juro expressa em base anual. Nos contratos de crédito imobiliário com taxa variável, a taxa pode estar indexada a indicadores como a Selic ou CDI, acrescida de um spread da instituição. Para calcular os juros mensais, converte-se a taxa anual em taxa mensal dividindo por 1200. Esta conversão transforma a percentagem anual numa taxa mensal expressa em decimal.
A conversão direta por divisão por 1200 é a convenção utilizada pelo sistema bancário brasileiro para contratos de parcela mensal, sendo a mesma prática nos simuladores de crédito das instituições de crédito e nas folhas de comparação de financiamento.
Caso especial: taxa zero (r = 0)
Quando a taxa de juro é nula (r = 0), a fórmula Price simplifica-se. Neste cenário, cada parcela é igual ao capital dividido pelo número total de prestações: P = C/n. Não há juros a amortizar, apenas capital. Embora raro em crédito imobiliário convencional, este caso pode surgir em programas especiais de financiamento ou refinanciamentos promovidos por entidades governamentais ou de fomento.
O que o total de juros revela
A soma de todos os juros pagos ao longo do contrato representa o custo total do financiamento em termos de juro. Este valor pode ser surpreendente em contratos longos: num crédito a 30 anos, o total de juros pode facilmente ultrapassar o capital inicialmente financiado, dependendo da taxa aplicada.
Conhecer o total de juros é útil para avaliar o impacto de uma amortização antecipada, uma renegociação de spread, ou uma portabilidade de crédito. Qualquer redução do prazo ou da taxa tem um efeito multiplicado no total de juros, porque elimina juros futuros que ainda não foram pagos.
Prazo e custo total: a relação direta
O prazo do contrato é um dos fatores com maior influência no custo total do crédito. Um prazo mais curto implica parcelas mensais mais elevadas, mas o total de juros pago é substancialmente menor. Um prazo mais longo reduz a parcela mensal e torna o crédito mais acessível no imediato, mas aumenta o custo total ao longo da vida do contrato.
A calculadora permite comparar facilmente o efeito de diferentes prazos sobre a parcela mensal e o total de juros, sem alterar os restantes parâmetros.
Limitações desta calculadora
Os valores apresentados são estimativas com base no sistema francês de amortização, assumindo taxa constante e parcela mensal. Não estão incluídos seguros obrigatórios, comissões de gestão de conta, nem outros encargos contratuais.
Em contratos de taxa variável, a Selic ou o CDI são revistos periodicamente — semestral ou anualmente, conforme o contrato —, pelo que a parcela e a tabela de amortização são recalculadas em cada revisão. A tabela gerada aqui assume taxa constante durante todo o prazo e deve ser entendida como uma estimativa indicativa.
Para uma análise detalhada das condições reais do contrato, incluindo a taxa efetiva global (TEG) e todos os encargos associados, consulte a instituição de crédito ou um intermediário de crédito registado no Banco Central do Brasil.
Perguntas frequentes
O que é a tabela de amortização de um crédito imobiliário?
A tabela de amortização é o mapa completo do crédito, parcela a parcela. Para cada mês do contrato, indica quanto se paga em juros, quanto se amortiza de capital e qual o saldo devedor após essa parcela. Permite perceber em qualquer momento do contrato qual é o capital que ainda se deve à instituição e qual será o total de juros pagos até ao fim.
Porque é que os juros são mais elevados no início do empréstimo?
No sistema francês utilizado no Brasil, os juros são calculados sobre o saldo devedor. No início do contrato, o saldo é máximo, pelo que os juros representam a maior parte de cada parcela. À medida que o capital vai sendo amortizado mês a mês, o saldo diminui, os juros reduzem-se e a amortização de capital vai aumentando. No fim do prazo, a parcela é quase inteiramente capital.
Como se calcula a parcela mensal pelo sistema francês?
A fórmula da tabela Price é P = C × [r × (1+r)^n] / [(1+r)^n − 1], onde C é o capital devedor, r é a taxa mensal (taxa anual dividida por 1200) e n é o número de parcelas (prazo em anos multiplicado por 12). Esta fórmula garante que a parcela é constante ao longo de todo o contrato. Nota especial: quando r = 0 (taxa zero), a fórmula simplifica-se para P = C/n.
A tabela de amortização muda quando a Selic ou o CDI mudam?
Sim. Nos contratos de taxa variável, a Selic ou o CDI são revistos periodicamente — habitualmente a cada três, seis ou doze meses, conforme o contrato. Em cada revisão, a parcela é recalculada com base na nova taxa, e a tabela de amortização é refeita a partir desse ponto. Esta calculadora assume taxa constante durante todo o prazo e serve como estimativa indicativa; para os valores exatos após cada revisão, consulte a instituição de crédito.
Qual é a diferença entre os juros e o capital em cada parcela?
Cada parcela mensal tem dois componentes: o juro, que remunera a instituição pelo capital ainda devendo, e o capital amortizado, que vai reduzindo o saldo do empréstimo. A soma dos dois é sempre igual à parcela total. No início do contrato, o juro domina; no fim, o capital domina. A tabela de amortização mostra exatamente esta evolução mês a mês.
Como posso usar a tabela de amortização para planear uma amortização antecipada?
A tabela mostra o saldo devedor em qualquer mês futuro. Se se ponderar fazer uma amortização antecipada parcial num determinado mês, pode ver-se na tabela qual será o saldo nessa data. Com esse valor, é possível calcular noutras calculadoras o impacto da amortização na nova parcela e na poupança em juros. Quanto mais cedo se amortizar, maior é o efeito, porque se eliminam juros que incidiriam sobre o saldo durante mais meses.
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Pelo RivoCalc · Revisado segundo a metodologia editorial · Atualizado em 25 de julho de 2026
Esta calculadora fornece estimativas para fins informativos com base no sistema francês de amortização e não constitui aconselhamento financeiro. Os valores reais dependem das condições contratuais de cada instituição, da evolução das taxas de juro e de outros encargos associados ao crédito. Para decisões financeiras, consulte a instituição de crédito ou um intermediário de crédito registado no Banco Central do Brasil, de acordo com as normas estabelecidas pela Resolução 3.786/2009 do Conselho Monetário Nacional.
